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	<title>A crise climática passa pelas fontes de energia de que a humanidade depende</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-84/</link>
	<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 10:00:49 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Este episódio é uma continuação do <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-78/">Tecnocracia #78</a> (“Não há assunto mais urgente que a mudança climática”), da mesma maneira que os episódios do House se sucedem: você pode ouvi-los de forma independente, mas é provável que aproveite melhor este se já tiver ouvido o anterior. Dá para dar risada do doutor Gregory House sem saber nada da história principal, mas você entende melhor algumas cenas que não envolvam o deus ex-machina da resolução de casos médicos extraordinários.</p>
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	<title>A infernal vida em que todos precisam ser “influencers”</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-83/</link>
	<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 10:00:03 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Não é sempre, mas uma gota sozinha pode transbordar um balde. Abre aspas para a <a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-50413698">BBC Brasil</a>:</p>
<p>Corre em livros de História a seguinte anedota sobre o então imperador Dom Pedro II: ao chegar ao baile que veio a ser o último do seu reinado e da monarquia, no dia 9 de novembro de 1889, tropeçou ao entrar no salão. Ao se reerguer, disse, brincando: “A monarquia tropeça, mas não cai.”</p>
<p>Se verdadeira, a piada carregava uma ironia que Dom Pedro II só conheceria mais tarde. A festa derrubou, de fato, a monarquia seis dias depois, em 15 de novembro de 1889.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-83/#more-45395" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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Corre em livros de História a seguinte anedota sobre o então imperador Dom Pedro II: ao chegar ao baile que veio a ser o último do seu reinado e da monarquia, no ]]></itunes:subtitle>
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<p>Corre em livros de História a seguinte anedota sobre o então imperador Dom Pedro II: ao chegar ao baile que veio a ser o último do seu reinado e da monarquia, no dia 9 de novembro de 1889, tropeçou ao entrar no salão. Ao se reerguer, disse, brincando: “A monarquia tropeça, mas não cai.”</p>
<p>Se verdadeira, a piada carregava uma ironia que Dom Pedro II só conheceria mais tarde. A festa derrubou, de fato, a monarquia seis dias depois, em 15 de novembro de 1889.</p>
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Corre em livros de História a seguinte anedota sobre o então imperador Dom Pedro II: ao chegar ao baile que veio a ser o último do seu reinado e da monarquia, no dia 9 de novembro de 1889, tropeçou ao entrar no salão. Ao se reerguer, disse, brincando: “A monarquia tropeça, mas não cai.”
Se verdadeira, a piada carregava uma ironia que Dom Pedro II só conheceria mais tarde. A festa derrubou, de fato, a monarquia seis dias depois, em 15 de novembro de 1889.
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Corre em livros de História a seguinte anedota sobre o então imperador Dom Pedro II: ao chegar ao baile que veio a ser o último do seu reinado e da monarquia, no dia 9 de novembro de 1889, tropeçou ao entrar no salão. Ao se reerguer, disse, brincando: “A monarquia tropeça, mas não cai.”
Se verdadeira, a piada carregava uma ironia que Dom Pedro II só conheceria mais tarde. A festa derrubou, de fato, a monarquia seis dias depois, em 15 de novembro de 1889.
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	<title>Memento: O começo do setor de apps de transporte no Brasil</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-82/</link>
	<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 16:45:17 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>No Brasil o registro que funciona de verdade é o da torneira — e olha lá, que borrachinhas velhas desperdiçam litros e litros de água diariamente. Piadinha infame à parte, falemos sério: o Brasil não registra sua história direito e, quando registra, não cuida. </p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-82/#more-44921" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>O SUV é o retrato da imbecilidade que virou o trânsito</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-81/</link>
	<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 12:01:23 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Há uma longa lista de tecnologias e produtos criados para guerra e adaptados para a vida em tempos de paz. Trata-se de um processo justificado: guerras são momentos de comoção popular em que há esforços — tanto financeiros como de mão de obra — concentrados em um único objetivo. </p>
<p>Além de 75 milhões de mortos, nações destruídas, uma nova ordem geopolítica, um genocídio baseado em religião e um líder nazista cuja popularidade tem renascido pelas redes sociais, a II Guerra Mundial nos deu a computação. Na Inglaterra, a equipe liderada por Alan Turing criou uma máquina chamada de “Bletchley bombe” para quebrar as comunicações codificadas pelo sistema Enigma dos nazistas. Do outro lado do Atlântico, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia criaram o ENIAC, considerado o primeiro computador eletrônico da história. Quarenta anos depois, o mercado da computação pessoal explodiu.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-81/#more-43428" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Além de 75 milhões de mortos, nações destruídas, uma nova ordem geopolítica, um genocídio baseado em religião e um líder nazista cuja popularidade tem renascido pelas redes sociais, a II Guerra Mundial nos deu a computação. Na Inglaterra, a equipe liderada por Alan Turing criou uma máquina chamada de “Bletchley bombe” para quebrar as comunicações codificadas pelo sistema Enigma dos nazistas. Do outro lado do Atlântico, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia criaram o ENIAC, considerado o primeiro computador eletrônico da história. Quarenta anos depois, o mercado da computação pessoal explodiu.</p>
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Além de 75 milhões de mortos, nações destruídas, uma nova ordem geopolítica, um genocídio baseado em religião e um líder nazista cuja popularidade tem renascido pelas redes sociais, a II Guerra Mundial nos deu a computação. Na Inglaterra, a equipe liderada por Alan Turing criou uma máquina chamada de “Bletchley bombe” para quebrar as comunicações codificadas pelo sistema Enigma dos nazistas. Do outro lado do Atlântico, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia criaram o ENIAC, considerado o primeiro computador eletrônico da história. Quarenta anos depois, o mercado da computação pessoal explodiu.
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Além de 75 milhões de mortos, nações destruídas, uma nova ordem geopolítica, um genocídio baseado em religião e um líder nazista cuja popularidade tem renascido pelas redes sociais, a II Guerra Mundial nos deu a computação. Na Inglaterra, a equipe liderada por Alan Turing criou uma máquina chamada de “Bletchley bombe” para quebrar as comunicações codificadas pelo sistema Enigma dos nazistas. Do outro lado do Atlântico, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia criaram o ENIAC, considerado o primeiro computador eletrônico da história. Quarenta anos depois, o mercado da computação pessoal explodiu.
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<item>
	<title>O que foi a Oi</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-80/</link>
	<pubDate>Thu, 02 May 2024 11:21:52 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>O budismo nos ensina que uma das maiores fontes de frustração do ser humano são expectativas não cumpridas.</p>
<p>Na teoria a gente sabe, mas, rapaz… como é difícil não nutrir expectativas.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-80/#more-42309" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Na teoria a gente sabe, mas, rapaz… como é difícil não nutrir expectativas.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-80/#more-42309" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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</item>

<item>
	<title>Nubank: a rara ascensão de um mamute no rígido cenário bancário do Brasil</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-79/</link>
	<pubDate>Thu, 04 Apr 2024 17:16:27 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Vamos começar o segundo episódio da sexta temporada do <em>Tecnocracia</em> explorando duas ideias sem um elo aparente entre elas.</p>
<p>A primeira saiu da cabeça de, facilmente, um dos dez seres humanos mais geniais da história. Em 1687, um polímata inglês de 45 anos lançou um livro chamado <em>Princípios matemáticos da filosofia natural</em>. O livro era composto de basicamente duas leis definidas pelo quarentão após décadas de observação e experimentação com matemática, astronomia e física. Você não apenas já ouviu falar delas, como o livro continua sendo fundamental em uma série de campos do pensamento humano: a lei do movimento e a lei da gravitação universal. Estamos falando de sir Isaac Newton.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-79/#more-41603" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
]]></description>
	<itunes:subtitle><![CDATA[Vamos começar o segundo episódio da sexta temporada do Tecnocracia explorando duas ideias sem um elo aparente entre elas.
A primeira saiu da cabeça de, facilmente, um dos dez seres humanos mais geniais da história. Em 1687, um polímata inglês de 45 anos ]]></itunes:subtitle>
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	<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos começar o segundo episódio da sexta temporada do <em>Tecnocracia</em> explorando duas ideias sem um elo aparente entre elas.</p>
<p>A primeira saiu da cabeça de, facilmente, um dos dez seres humanos mais geniais da história. Em 1687, um polímata inglês de 45 anos lançou um livro chamado <em>Princípios matemáticos da filosofia natural</em>. O livro era composto de basicamente duas leis definidas pelo quarentão após décadas de observação e experimentação com matemática, astronomia e física. Você não apenas já ouviu falar delas, como o livro continua sendo fundamental em uma série de campos do pensamento humano: a lei do movimento e a lei da gravitação universal. Estamos falando de sir Isaac Newton.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-79/#more-41603" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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A primeira saiu da cabeça de, facilmente, um dos dez seres humanos mais geniais da história. Em 1687, um polímata inglês de 45 anos lançou um livro chamado Princípios matemáticos da filosofia natural. O livro era composto de basicamente duas leis definidas pelo quarentão após décadas de observação e experimentação com matemática, astronomia e física. Você não apenas já ouviu falar delas, como o livro continua sendo fundamental em uma série de campos do pensamento humano: a lei do movimento e a lei da gravitação universal. Estamos falando de sir Isaac Newton.
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		<title>Nubank: a rara ascensão de um mamute no rígido cenário bancário do Brasil</title>
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A primeira saiu da cabeça de, facilmente, um dos dez seres humanos mais geniais da história. Em 1687, um polímata inglês de 45 anos lançou um livro chamado Princípios matemáticos da filosofia natural. O livro era composto de basicamente duas leis definidas pelo quarentão após décadas de observação e experimentação com matemática, astronomia e física. Você não apenas já ouviu falar delas, como o livro continua sendo fundamental em uma série de campos do pensamento humano: a lei do movimento e a lei da gravitação universal. Estamos falando de sir Isaac Newton.
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	<title>Não há assunto mais urgente que a mudança climática</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-78/</link>
	<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 09:58:59 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Então, eu quero começar a sexta temporada do <em>Tecnocracia</em> falando sobre tempo. Sobre duas acepções de tempo. </p>
<p>A primeira delas: o tempo como a sucessão irreversível de eventos que transforma o presente em passado e o futuro em presente. O tempo como os segundos que avançam no seu relógio. O tempo acumulado que resulta em cabelos brancos, dobras caídas e memória falha. O tempo nos dá distanciamento do que já vivemos, do que estamos vivendo agora. E este olhar à distância nos permite entender melhor o que passou. Dar um roteiro, conectar pontos. Essa interpretação acontece em camadas — quanto mais tempo te separa do evento, maior o contexto, mais profundo consegue ser o entendimento. Tal qual o jornalismo é o primeiro esboço da história, o recesso de fim de ano é também a primeira tentativa de olhar para trás e tentar entender que porra foi aquele ano dentro da sua história.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-78/#more-40919" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>Não há assunto mais urgente que a mudança climática</title>
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A primeira delas: o tempo como a sucessão irreversível de eventos que transforma o presente em passado e o futuro em presente. O tempo como os segundos que avançam no seu relógio. O tempo acumulado que resulta em cabelos brancos, dobras caídas e memória falha. O tempo nos dá distanciamento do que já vivemos, do que estamos vivendo agora. E este olhar à distância nos permite entender melhor o que passou. Dar um roteiro, conectar pontos. Essa interpretação acontece em camadas — quanto mais tempo te separa do evento, maior o contexto, mais profundo consegue ser o entendimento. Tal qual o jornalismo é o primeiro esboço da história, o recesso de fim de ano é também a primeira tentativa de olhar para trás e tentar entender que porra foi aquele ano dentro da sua história.
 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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	<title>Além do hype: IA gerativa é revolucionária e perigosa</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-77/</link>
	<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 19:19:35 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Esse episódio começa com duas histórias separadas por quase 3 mil anos que se uniram por uma tecnologia. As duas histórias aconteceram em ambientes de que você já ouviu falar e, provavelmente, frequentou.</p>
<p class="ctx-atualizacao"><strong>Atualização (18/12):</strong> Ao contrário do que foi publicado originalmente, o vulcão que atingiu Herculano e Pompeia foi o Vesúvio, não o Etna. (Como disse o Guilherme, esta errata prova que nem ele, nem eu, ficamos pensando no Império Romano.</p>
<p>A primeira é em Pompéia — não o bairro classe média cheio de ladeiras em São Paulo, mas a cidade no sul da Itália. Para falar a bem da verdade, não é exatamente Pompéia, mas uma cidadezinha do seu lado, uma espécie de São Caetano de Pompéia: Herculano. Em 790 a.C., uma erupção do vulcão Vesúvio produziu energia térmica 100 mil vezes maior que a da bomba de Hiroshima ou Nagasaki. A explosão do vulcão produziu uma coluna de gases e pedra liquefeita com 33 quilômetros de altura. Calcula-se que, a cada segundo da erupção, o vulcão despejava 1,5 milhão de toneladas de gases e lava <a href="#fn:1" rel="footnote">1</a>. Como você bem sabe, a erupção foi forte o suficiente para enterrar debaixo de 20 metros de fuligem não apenas Pompéia, mas também Herculano.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-77/#more-39192" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p class="ctx-atualizacao"><strong>Atualização (18/12):</strong> Ao contrário do que foi publicado originalmente, o vulcão que atingiu Herculano e Pompeia foi o Vesúvio, não o Etna. (Como disse o Guilherme, esta errata prova que nem ele, nem eu, ficamos pensando no Império Romano.</p>
<p>A primeira é em Pompéia — não o bairro classe média cheio de ladeiras em São Paulo, mas a cidade no sul da Itália. Para falar a bem da verdade, não é exatamente Pompéia, mas uma cidadezinha do seu lado, uma espécie de São Caetano de Pompéia: Herculano. Em 790 a.C., uma erupção do vulcão Vesúvio produziu energia térmica 100 mil vezes maior que a da bomba de Hiroshima ou Nagasaki. A explosão do vulcão produziu uma coluna de gases e pedra liquefeita com 33 quilômetros de altura. Calcula-se que, a cada segundo da erupção, o vulcão despejava 1,5 milhão de toneladas de gases e lava <a href="#fn:1" rel="footnote">1</a>. Como você bem sabe, a erupção foi forte o suficiente para enterrar debaixo de 20 metros de fuligem não apenas Pompéia, mas também Herculano.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-77/#more-39192" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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Atualização (18/12): Ao contrário do que foi publicado originalmente, o vulcão que atingiu Herculano e Pompeia foi o Vesúvio, não o Etna. (Como disse o Guilherme, esta errata prova que nem ele, nem eu, ficamos pensando no Império Romano.
A primeira é em Pompéia — não o bairro classe média cheio de ladeiras em São Paulo, mas a cidade no sul da Itália. Para falar a bem da verdade, não é exatamente Pompéia, mas uma cidadezinha do seu lado, uma espécie de São Caetano de Pompéia: Herculano. Em 790 a.C., uma erupção do vulcão Vesúvio produziu energia térmica 100 mil vezes maior que a da bomba de Hiroshima ou Nagasaki. A explosão do vulcão produziu uma coluna de gases e pedra liquefeita com 33 quilômetros de altura. Calcula-se que, a cada segundo da erupção, o vulcão despejava 1,5 milhão de toneladas de gases e lava 1. Como você bem sabe, a erupção foi forte o suficiente para enterrar debaixo de 20 metros de fuligem não apenas Pompéia, mas também Herculano.
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Atualização (18/12): Ao contrário do que foi publicado originalmente, o vulcão que atingiu Herculano e Pompeia foi o Vesúvio, não o Etna. (Como disse o Guilherme, esta errata prova que nem ele, nem eu, ficamos pensando no Império Romano.
A primeira é em Pompéia — não o bairro classe média cheio de ladeiras em São Paulo, mas a cidade no sul da Itália. Para falar a bem da verdade, não é exatamente Pompéia, mas uma cidadezinha do seu lado, uma espécie de São Caetano de Pompéia: Herculano. Em 790 a.C., uma erupção do vulcão Vesúvio produziu energia térmica 100 mil vezes maior que a da bomba de Hiroshima ou Nagasaki. A explosão do vulcão produziu uma coluna de gases e pedra liquefeita com 33 quilômetros de altura. Calcula-se que, a cada segundo da erupção, o vulcão despejava 1,5 milhão de]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>O papel da big tech nas eleições brasileiras de 2022, parte 3</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-76/</link>
	<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 09:59:48 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Este é o terceiro episódio de uma trilogia. Ao contrário de algumas das principais trilogias do cinema, é muito provável que você entenda tudo que eu vou descrever aqui, mas, tal qual em <em>House</em>, embora os episódios funcionem de forma independente, eles se complementam quando unidos. Ao contrário de <em>House</em>, aqui não tem o médico manco tendo uma epifania e criando um “deus ex-machina” lá pelo 36º minuto do episódio para que ele termine com a resolução do problema. Nas eleições brasileiras, tudo que poderia ter acontecido, aconteceu. Ou quase tudo — e não graças à big tech, mas a gente já chega lá.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-76/#more-38351" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>O papel da big tech nas eleições brasileiras de 2022, parte 3</title>
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 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>O papel da big tech nas eleições brasileiras de 2022, parte 2</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-75/</link>
	<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 17:11:43 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Este episódio é uma continuação do <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-74/">episódio anterior</a> e o prelúdio para o próximo episódio.</p>
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<item>
	<title>O papel da big tech nas eleições brasileiras de 2022, parte 1</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-74/</link>
	<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 17:10:25 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Perto das 19h30 do dia 1º de dezembro de 2022, o coronel Jean Lawand Junior, subchefe do Estado-Maior do Exército, abriu o WhatsApp e gravou uma mensagem de áudio para um colega do Exército. Nela, não existe espaço para subjetivo: Lawand clama para que “ele dê a ordem que o povo tá com ele”.</p>
<p>O “ele” na mensagem se referia ao ainda Presidente da República, Jair Bolsonaro, a um mês de sair do Palácio após ser derrotado nas urnas cinco semanas antes pelo agora presidente Lula. O destinatário da mensagem de Lawand era o tenente-co­ronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid era uma espécie de braço direito, faz-tudo do ex-presidente — onde estava Bolsonaro, estava Cid a tiracolo carregando pasta, celulares e afins.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-74/#more-36082" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>O “ele” na mensagem se referia ao ainda Presidente da República, Jair Bolsonaro, a um mês de sair do Palácio após ser derrotado nas urnas cinco semanas antes pelo agora presidente Lula. O destinatário da mensagem de Lawand era o tenente-co­ronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid era uma espécie de braço direito, faz-tudo do ex-presidente — onde estava Bolsonaro, estava Cid a tiracolo carregando pasta, celulares e afins.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-74/#more-36082" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Perto das 19h30 do dia 1º de dezembro de 2022, o coronel Jean Lawand Junior, subchefe do Estado-Maior do Exército, abriu o WhatsApp e gravou uma mensagem de áudio para um colega do Exército. Nela, não existe espaço para subjetivo: Lawand clama para que “ele dê a ordem que o povo tá com ele”.
O “ele” na mensagem se referia ao ainda Presidente da República, Jair Bolsonaro, a um mês de sair do Palácio após ser derrotado nas urnas cinco semanas antes pelo agora presidente Lula. O destinatário da mensagem de Lawand era o tenente-co­ronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid era uma espécie de braço direito, faz-tudo do ex-presidente — onde estava Bolsonaro, estava Cid a tiracolo carregando pasta, celulares e afins.
 (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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		<title>O papel da big tech nas eleições brasileiras de 2022, parte 1</title>
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O “ele” na mensagem se referia ao ainda Presidente da República, Jair Bolsonaro, a um mês de sair do Palácio após ser derrotado nas urnas cinco semanas antes pelo agora presidente Lula. O destinatário da mensagem de Lawand era o tenente-co­ronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid era uma espécie de braço direito, faz-tudo do ex-presidente — onde estava Bolsonaro, estava Cid a tiracolo carregando pasta, celulares e afins.
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	<title>A sangria da tecnologia é consequência de um “novo normal” que nunca chegou</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-73/</link>
	<pubDate>Thu, 27 Apr 2023 16:54:58 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p class="ctx-editor">Queremos conhecer quem ouve o <em>Tecnocracia</em>. Se puder, tire dois minutinhos para responder <a href="https://tally.so/r/mVGWdg">a primeira pesquisa demográfica do podcast</a>. Ajuda bastante e não custa nada.</p>
<p>Em janeiro de 1953, estreou no Théâtre de Babylone, em Paris, a nova peça de um dramaturgo irlandês chamado Samuel Beckett. Na peça, dois mendigos passam dois atos conversando sobre a vida, interagindo com outros três personagens e esperando um sujeito que só conhecemos pelo nome. Dado que em janeiro de 2023 completaram-se 70 anos da estreia, não tem por que se preocupar com spoiler, não é mesmo? Então um leve spoiler para você: no fim, o tal Godot não aparece e os mendigos, Estragon e Vladimir, terminam a peça revoltados com a ausência, mas imóveis, incapazes de se movimentarem. Ambos, em outras palavras, se mantêm <em>Esperando Godot</em>, o que vem a ser o título da peça. <em>Esperando Godot</em> é um clássico do teatro moderno, reencenado centenas de vezes com diferentes abordagens e panos de fundo e dissecada atrás de significados políticos, psicológicos, filosóficos, sexuais…</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-73/#more-34558" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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Em janeiro de 1953, estreou no Théâtre de Babylone, em Paris, a nova peça de um dramatur]]></itunes:subtitle>
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<p>Em janeiro de 1953, estreou no Théâtre de Babylone, em Paris, a nova peça de um dramaturgo irlandês chamado Samuel Beckett. Na peça, dois mendigos passam dois atos conversando sobre a vida, interagindo com outros três personagens e esperando um sujeito que só conhecemos pelo nome. Dado que em janeiro de 2023 completaram-se 70 anos da estreia, não tem por que se preocupar com spoiler, não é mesmo? Então um leve spoiler para você: no fim, o tal Godot não aparece e os mendigos, Estragon e Vladimir, terminam a peça revoltados com a ausência, mas imóveis, incapazes de se movimentarem. Ambos, em outras palavras, se mantêm <em>Esperando Godot</em>, o que vem a ser o título da peça. <em>Esperando Godot</em> é um clássico do teatro moderno, reencenado centenas de vezes com diferentes abordagens e panos de fundo e dissecada atrás de significados políticos, psicológicos, filosóficos, sexuais…</p>
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Em janeiro de 1953, estreou no Théâtre de Babylone, em Paris, a nova peça de um dramaturgo irlandês chamado Samuel Beckett. Na peça, dois mendigos passam dois atos conversando sobre a vida, interagindo com outros três personagens e esperando um sujeito que só conhecemos pelo nome. Dado que em janeiro de 2023 completaram-se 70 anos da estreia, não tem por que se preocupar com spoiler, não é mesmo? Então um leve spoiler para você: no fim, o tal Godot não aparece e os mendigos, Estragon e Vladimir, terminam a peça revoltados com a ausência, mas imóveis, incapazes de se movimentarem. Ambos, em outras palavras, se mantêm Esperando Godot, o que vem a ser o título da peça. Esperando Godot é um clássico do teatro moderno, reencenado centenas de vezes com diferentes abordagens e panos de fundo e dissecada atrás de significados políticos, psicológicos, filosóficos, sexuais…
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Em janeiro de 1953, estreou no Théâtre de Babylone, em Paris, a nova peça de um dramaturgo irlandês chamado Samuel Beckett. Na peça, dois mendigos passam dois atos conversando sobre a vida, interagindo com outros três personagens e esperando um sujeito que só conhecemos pelo nome. Dado que em janeiro de 2023 completaram-se 70 anos da estreia, não tem por que se preocupar com spoiler, não é mesmo? Então um leve spoiler para você: no fim, o tal Godot não aparece e os mendigos, Estragon e Vladimir, terminam a peça revoltados com a ausência, mas imóveis, incapazes de se movimentarem. Ambos, em outras palavras, se mantêm Esperando Godot, o que vem a ser o título da peça. Esperando Godot é um clássico do teatro moderno, reencenado centenas de vezes com diferentes abordagens e panos de fundo e dissecada atrás de significados pol]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>Descanso não é luxo, é necessidade</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-72/</link>
	<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 16:00:19 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>E aí, descansou? Certeza? Todo fim de temporada do Tecnocracia eu sugiro em tom assertivo usar o recesso de fim de ano para parar e descansar a cabeça. Em 2022 o conselho foi ainda mais assertivo, dado o quão exaustivo foi o ano, tanto do excesso de trabalho como da pedreira emocional com as eleições de maior impacto desde a redemocratização.</p>
<p>A democracia sobreviveu (todos suspiram de alívio) e o segundo semestre produziu material para décadas de dissertações e teses de política, ciência sociais e psiquiatria, mas terminamos o ano em frangalhos. Usamos, logo, o pouco tempo de recesso e as férias que foram se encavalando frente a tanta coisa urgente para parar tudo, sair da rotina, nadar no meio da tarde, passear quilômetros com o cachorro e usar outras partes da cabeça que não as que a rotina se acomoda.</p>
<p>Depois de tanto tempo fazendo sempre tanto e adaptados a rotinas em que o excesso de atividade eliminou a contemplação, como reaprender a não fazer nada? Mergulhados numa cultura que incentiva de forma quase doentia a produtividade até mesmo nos nossos hobbies, como parar e usar o tempo de que dispomos com a cabeça vazia? Perceba que essa noção de produtividade é tão profunda que meu instinto foi usar o verbo “desperdiçar” tempo, trocado por “usar” ao notar a ironia. Essas não são perguntas retóricas e para explicar eu vou lançar mão de uma história pessoal.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-72/#more-33885" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>A democracia sobreviveu (todos suspiram de alívio) e o segundo semestre produziu material para décadas de dissertações e teses de política, ciência sociais e psiquiatria, mas terminamos o ano em frangalhos. Usamos, logo, o pouco tempo de recesso e as férias que foram se encavalando frente a tanta coisa urgente para parar tudo, sair da rotina, nadar no meio da tarde, passear quilômetros com o cachorro e usar outras partes da cabeça que não as que a rotina se acomoda.</p>
<p>Depois de tanto tempo fazendo sempre tanto e adaptados a rotinas em que o excesso de atividade eliminou a contemplação, como reaprender a não fazer nada? Mergulhados numa cultura que incentiva de forma quase doentia a produtividade até mesmo nos nossos hobbies, como parar e usar o tempo de que dispomos com a cabeça vazia? Perceba que essa noção de produtividade é tão profunda que meu instinto foi usar o verbo “desperdiçar” tempo, trocado por “usar” ao notar a ironia. Essas não são perguntas retóricas e para explicar eu vou lançar mão de uma história pessoal.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-72/#more-33885" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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A democracia sobreviveu (todos suspiram de alívio) e o segundo semestre produziu material para décadas de dissertações e teses de política, ciência sociais e psiquiatria, mas terminamos o ano em frangalhos. Usamos, logo, o pouco tempo de recesso e as férias que foram se encavalando frente a tanta coisa urgente para parar tudo, sair da rotina, nadar no meio da tarde, passear quilômetros com o cachorro e usar outras partes da cabeça que não as que a rotina se acomoda.
Depois de tanto tempo fazendo sempre tanto e adaptados a rotinas em que o excesso de atividade eliminou a contemplação, como reaprender a não fazer nada? Mergulhados numa cultura que incentiva de forma quase doentia a produtividade até mesmo nos nossos hobbies, como parar e usar o tempo de que dispomos com a cabeça vazia? Perceba que essa noção de produtividade é tão profunda que meu instinto foi usar o verbo “desperdiçar” tempo, trocado por “usar” ao notar a ironia. Essas não são perguntas retóricas e para explicar eu vou lançar mão de uma história pessoal.
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A democracia sobreviveu (todos suspiram de alívio) e o segundo semestre produziu material para décadas de dissertações e teses de política, ciência sociais e psiquiatria, mas terminamos o ano em frangalhos. Usamos, logo, o pouco tempo de recesso e as férias que foram se encavalando frente a tanta coisa urgente para parar tudo, sair da rotina, nadar no meio da tarde, passear quilômetros com o cachorro e usar outras partes da cabeça que não as que a rotina se acomoda.
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<item>
	<title>O ano da implosão</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-71/</link>
	<pubDate>Thu, 22 Dec 2022 19:22:33 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Dois mil e vinte e dois não foi um ano bom para aquela sensação tecno-utópica que nos tomou nas últimas duas décadas. Quem defende a certeza quase religiosa de que tecnologia só serve para o bem teve que dar piruetas argumentativas dignas de Daiane dos Santos. Por outro lado, quem encara a questão com ceticismo — eu e toda a galera envolvida no <strong>Manual do Usuário</strong> — termina o ano com uma sensação de surpresa, de não esperar algumas implosões tão rápidas e definitivas como vistas em 2022.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-71/#more-32674" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>LGPD, LAI e o blecaute de transparência do Governo Bolsonaro</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-70/</link>
	<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 12:15:03 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Conta o mito que cerca de 750 antes de Cristo dois gêmeos foram abandonados pela mãe nas margens do rio Tibre, na Itália, após o pai mandar matá-los. Segue a lenda que aquele rio tinha um deus específico chamado Tiberino que salvou os gêmeos da morte e permitiu que, mais tarde, uma loba os encontrasse no meio do mato e os alimentassem. O leite da loba garantiu que Rômulo e Remo sobrevivessem até que um pastor os adotassem.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-70/#more-32478" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>LGPD, LAI e o blecaute de transparência do Governo Bolsonaro</title>
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<item>
	<title>Se a internet revolucionou como consumimos sexo, por que estamos transando menos?</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-68/</link>
	<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 17:19:32 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em 1903, dois imigrantes que chegaram aos Estados Unidos <a href="https://embryo.asu.edu/pages/gregory-goodwin-pincus-1903-1967">fugindo do Império Russo</a> deram à luz a um sujeito chamado Gregory Pincus. Ninguém sabia ainda, mas Pincus seria considerado, décadas mais tarde, um gênio. Depois de se formar em biologia na Universidade de Cornell e defender com sucesso seu mestrado e doutorado na Universidade de Harvard, Pincus encontrou a grande área da biologia que o interessava: a reprodução e o papel dos hormônios nela.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-68/#more-32367" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1903, dois imigrantes que chegaram aos Estados Unidos <a href="https://embryo.asu.edu/pages/gregory-goodwin-pincus-1903-1967">fugindo do Império Russo</a> deram à luz a um sujeito chamado Gregory Pincus. Ninguém sabia ainda, mas Pincus seria considerado, décadas mais tarde, um gênio. Depois de se formar em biologia na Universidade de Cornell e defender com sucesso seu mestrado e doutorado na Universidade de Harvard, Pincus encontrou a grande área da biologia que o interessava: a reprodução e o papel dos hormônios nela.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-68/#more-32367" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>Se a internet revolucionou como consumimos sexo, por que estamos transando menos?</title>
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	<title>Como chegamos até aqui?</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-69/</link>
	<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 16:56:53 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p class="ctx-atencao"><strong>Nota do editor:</strong> Este é um Tecnocracia diferente, gravado ao vivo pelo Guilherme Felitti durante a Python Brasil, evento que rolou em Manaus (AM) no último sábado (22). O texto abaixo foi levemente adaptado para facilitar a leitura. Se preferir, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7WJ0RgPkCUw">veja no YouTube</a> e acompanhe <a href="https://docs.google.com/presentation/d/1-A5Ja-0V2OHa2CRSgmMh9ajBsJrnl4noDjBrD12wfYI/edit?usp=sharing">os slides</a>.</p>
<p>Quando me convidaram [a palestrar na Python Brasil], fiquei muito honrado e pensando por que que me chamaram. Não foi exatamente pela minha capacidade de programar em Python. Tem seis anos que programo — eu era jornalista e fiz uma mudança de carreira.</p>
<p>Meu nível técnico é muito melhor do que era, mas tem algumas coisas do Python que ainda não consigo entender, como decoradores. Aquilo para mim um grande mistério. O ponto principal é eu não estou aqui para falar de questões técnicas, mas para “desanimar” vocês um pouco. Quero conversar sobre as consequências da tecnologia, porque falar das consequências da tecnologia é falar também do trabalho de vocês e como ele está impactando a sociedade.</p>
<p>Começo dizendo que nenhuma tecnologia é isenta, nenhuma tecnologia age no vácuo. A partir do momento que ela sai da mente humana, ela sempre é adaptada e impacta outros seres humanos. De uma maneira um pouco menos etérea, isso significa que as tecnologias, quando são introduzidas na sociedade, têm consequências que quase ninguém é capaz de antever.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-69/#more-32176" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Quando me convidaram [a palestrar na Python Brasil], fiquei muito honrado e pensando por que que me chamaram. Não foi exatamente pela minha capacidade de programar em Python. Tem seis anos que programo — eu era jornalista e fiz uma mudança de carreira.</p>
<p>Meu nível técnico é muito melhor do que era, mas tem algumas coisas do Python que ainda não consigo entender, como decoradores. Aquilo para mim um grande mistério. O ponto principal é eu não estou aqui para falar de questões técnicas, mas para “desanimar” vocês um pouco. Quero conversar sobre as consequências da tecnologia, porque falar das consequências da tecnologia é falar também do trabalho de vocês e como ele está impactando a sociedade.</p>
<p>Começo dizendo que nenhuma tecnologia é isenta, nenhuma tecnologia age no vácuo. A partir do momento que ela sai da mente humana, ela sempre é adaptada e impacta outros seres humanos. De uma maneira um pouco menos etérea, isso significa que as tecnologias, quando são introduzidas na sociedade, têm consequências que quase ninguém é capaz de antever.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-69/#more-32176" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Nota do editor: Este é um Tecnocracia diferente, gravado ao vivo pelo Guilherme Felitti durante a Python Brasil, evento que rolou em Manaus (AM) no último sábado (22). O texto abaixo foi levemente adaptado para facilitar a leitura. Se preferir, veja no YouTube e acompanhe os slides.
Quando me convidaram [a palestrar na Python Brasil], fiquei muito honrado e pensando por que que me chamaram. Não foi exatamente pela minha capacidade de programar em Python. Tem seis anos que programo — eu era jornalista e fiz uma mudança de carreira.
Meu nível técnico é muito melhor do que era, mas tem algumas coisas do Python que ainda não consigo entender, como decoradores. Aquilo para mim um grande mistério. O ponto principal é eu não estou aqui para falar de questões técnicas, mas para “desanimar” vocês um pouco. Quero conversar sobre as consequências da tecnologia, porque falar das consequências da tecnologia é falar também do trabalho de vocês e como ele está impactando a sociedade.
Começo dizendo que nenhuma tecnologia é isenta, nenhuma tecnologia age no vácuo. A partir do momento que ela sai da mente humana, ela sempre é adaptada e impacta outros seres humanos. De uma maneira um pouco menos etérea, isso significa que as tecnologias, quando são introduzidas na sociedade, têm consequências que quase ninguém é capaz de antever.
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Quando me convidaram [a palestrar na Python Brasil], fiquei muito honrado e pensando por que que me chamaram. Não foi exatamente pela minha capacidade de programar em Python. Tem seis anos que programo — eu era jornalista e fiz uma mudança de carreira.
Meu nível técnico é muito melhor do que era, mas tem algumas coisas do Python que ainda não consigo entender, como decoradores. Aquilo para mim um grande mistério. O ponto principal é eu não estou aqui para falar de questões técnicas, mas para “desanimar” vocês um pouco. Quero conversar sobre as consequências da tecnologia, porque falar das consequências da tecnologia é falar também do trabalho de vocês e como ele está impactando a sociedade.
Começo dizendo ]]></googleplay:description>
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	<title>Como o TikTok acabou com o maior trunfo das redes sociais comerciais</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-67/</link>
	<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 19:58:40 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Tecnologia cria hábitos e hábitos criam memórias. Um dos hábitos alimentados por tecnologia que a juventude brasileira de classe média na década de 1990 tinha era, na sexta à noite, ir até uma videolocadora. Na época, a mídia ainda era física e, consequentemente, limitada — hoje, a mídia é um apanhado de dados gravado num disco rígido (na sua máquina ou num servidor na nuvem), o que a torna ilimitada pela reprodutibilidade. Quando o videocassete se tornou barato no fim da década de 1970, explodiu o fenômeno do homevideo e os apocalípticos de ocasião juraram que o reprodutor doméstico mataria os cinemas. Na real, os cinemas ficaram bem e os estúdios encontraram uma nova forma de recuperar o investimento na produção dos filmes. Mas como comprar mídia física original era caro, surgiu um modelo do aluguel. As locadoras de vídeo dominaram a maneira como consumíamos multimídia — não apenas filmes, mas games também — na década de 1990.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-67/#more-31838" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-67/#more-31838" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>O metaverso proposto pela Meta/Facebook já nasceu morto</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-66/</link>
	<pubDate>Thu, 18 Aug 2022 17:38:15 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Vamos começar o episódio com um exercício. Eu vou ler três declarações e você vai me dizer quem falou aquilo e quando. Vamos lá:</p>
<ol>
<li>“O tablet expande o poder da computação pessoal em empolgantes novas áreas. Combinar a simplicidade do papel com o poder do computador tornará as pessoas ainda mais produtivas. Ele torna o computador uma ferramenta ainda mais valiosa para executivos que gastam tempo em reuniões e longe de suas mesas.”</li>
<li>“Eu imagino levá-lo a reuniões, mas também me deitar com ele à noite para ler meus e-mails e um livro. Quando meu marido me lembrar que um fim de semana especial está chegando, eu posso fazer as reservas [do hotel] online.”</li>
<li>“O tablet representa a próxima grande evolução de design e funcionalidade do computador.”</li>
</ol>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-66/#more-31428" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<li>“O tablet expande o poder da computação pessoal em empolgantes novas áreas. Combinar a simplicidade do papel com o poder do computador tornará as pessoas ainda mais produtivas. Ele torna o computador uma ferramenta ainda mais valiosa para executivos que gastam tempo em reuniões e longe de suas mesas.”</li>
<li>“Eu imagino levá-lo a reuniões, mas também me deitar com ele à noite para ler meus e-mails e um livro. Quando meu marido me lembrar que um fim de semana especial está chegando, eu posso fazer as reservas [do hotel] online.”</li>
<li>“O tablet representa a próxima grande evolução de design e funcionalidade do computador.”</li>
</ol>
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“O tablet expande o poder da computação pessoal em empolgantes novas áreas. Combinar a simplicidade do papel com o poder do computador tornará as pessoas ainda mais produtivas. Ele torna o computador uma ferramenta ainda mais valiosa para executivos que gastam tempo em reuniões e longe de suas mesas.”
“Eu imagino levá-lo a reuniões, mas também me deitar com ele à noite para ler meus e-mails e um livro. Quando meu marido me lembrar que um fim de semana especial está chegando, eu posso fazer as reservas [do hotel] online.”
“O tablet representa a próxima grande evolução de design e funcionalidade do computador.”

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“O tablet expande o poder da computação pessoal em empolgantes novas áreas. Combinar a simplicidade do papel com o poder do computador tornará as pessoas ainda mais produtivas. Ele torna o computador uma ferramenta ainda mais valiosa para executivos que gastam tempo em reuniões e longe de suas mesas.”
“Eu imagino levá-lo a reuniões, mas também me deitar com ele à noite para ler meus e-mails e um livro. Quando meu marido me lembrar que um fim de semana especial está chegando, eu posso fazer as reservas [do hotel] online.”
“O tablet representa a próxima grande evolução de design e funcionalidade do computador.”

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	<title>Luta contra sindicatos expõe o lado retrógrado da Big Tech</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-65/</link>
	<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 13:45:27 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Terminado o primeiro semestre, 2022 já trouxe algumas novidades técnicas bastante relevantes em tecnologia: <a href="https://manualdousuario.net/notinha-macbook-air-m2/">o chip M2</a> solidificou a Apple como um player cada vez mais poderoso no setor de chips, o DeepMind decifrou a estrutura de quase todas as proteínas conhecidas e o telescópio espacial James Webb produziu as imagens mais detalhadas do Universo, enquanto o metaverso, tal qual um carro a álcool numa manhã gelada de julho na década de 1990, dá várias partidas em falso com a esperança de pegar no tranco.</p>
<p>Como a gente já falou aqui, nos últimos anos os assuntos mais interessantes que acontecem no mercado de tecnologia não têm relação necessariamente com chips, códigos e placas de silício. São notícias que mostram como a tecnologia saiu do caderno de informática dos jornais<a href="#fn:1" rel="footnote">1</a> para adentrar nas coberturas política e policial. É desse certame que, ao meu ver, vem um dos assuntos mais interessantes em tecnologia em 2022. Envolve um tipo de organização inventada não na última década e nem mesmo no último século. A Mesopotâmia e a Babilônia já experimentavam essa tecnologia 2 mil anos antes de Cristo. Após a Revolução Industrial, com o fim do vassalagem e a emergência de uma economia baseada na indústria, o movimento ganhou ainda mais força e os traços que observamos até hoje. Essa &#8220;tecnologia&#8221; não envolve necessariamente cálculos. É mais uma forma de mobilização e interação humana do que uma tecnologia naquele sentido clássico da acepção de tecnologia como uma ferramenta externa que lhe permite melhorar algo já possível ou executar algo impossível.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-65/#more-31259" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[Terminado o primeiro semestre, 2022 já trouxe algumas novidades técnicas bastante relevantes em tecnologia: o chip M2 solidificou a Apple como um player cada vez mais poderoso no setor de chips, o DeepMind decifrou a estrutura de quase todas as proteínas]]></itunes:subtitle>
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<p>Como a gente já falou aqui, nos últimos anos os assuntos mais interessantes que acontecem no mercado de tecnologia não têm relação necessariamente com chips, códigos e placas de silício. São notícias que mostram como a tecnologia saiu do caderno de informática dos jornais<a href="#fn:1" rel="footnote">1</a> para adentrar nas coberturas política e policial. É desse certame que, ao meu ver, vem um dos assuntos mais interessantes em tecnologia em 2022. Envolve um tipo de organização inventada não na última década e nem mesmo no último século. A Mesopotâmia e a Babilônia já experimentavam essa tecnologia 2 mil anos antes de Cristo. Após a Revolução Industrial, com o fim do vassalagem e a emergência de uma economia baseada na indústria, o movimento ganhou ainda mais força e os traços que observamos até hoje. Essa &#8220;tecnologia&#8221; não envolve necessariamente cálculos. É mais uma forma de mobilização e interação humana do que uma tecnologia naquele sentido clássico da acepção de tecnologia como uma ferramenta externa que lhe permite melhorar algo já possível ou executar algo impossível.</p>
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Como a gente já falou aqui, nos últimos anos os assuntos mais interessantes que acontecem no mercado de tecnologia não têm relação necessariamente com chips, códigos e placas de silício. São notícias que mostram como a tecnologia saiu do caderno de informática dos jornais1 para adentrar nas coberturas política e policial. É desse certame que, ao meu ver, vem um dos assuntos mais interessantes em tecnologia em 2022. Envolve um tipo de organização inventada não na última década e nem mesmo no último século. A Mesopotâmia e a Babilônia já experimentavam essa tecnologia 2 mil anos antes de Cristo. Após a Revolução Industrial, com o fim do vassalagem e a emergência de uma economia baseada na indústria, o movimento ganhou ainda mais força e os traços que observamos até hoje. Essa &#8220;tecnologia&#8221; não envolve necessariamente cálculos. É mais uma forma de mobilização e interação humana do que uma tecnologia naquele sentido clássico da acepção de tecnologia como uma ferramenta externa que lhe permite melhorar algo já possível ou executar algo impossível.
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		<title>Luta contra sindicatos expõe o lado retrógrado da Big Tech</title>
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	<itunes:author><![CDATA[Guilherme Felitti]]></itunes:author>	<googleplay:description><![CDATA[Terminado o primeiro semestre, 2022 já trouxe algumas novidades técnicas bastante relevantes em tecnologia: o chip M2 solidificou a Apple como um player cada vez mais poderoso no setor de chips, o DeepMind decifrou a estrutura de quase todas as proteínas conhecidas e o telescópio espacial James Webb produziu as imagens mais detalhadas do Universo, enquanto o metaverso, tal qual um carro a álcool numa manhã gelada de julho na década de 1990, dá várias partidas em falso com a esperança de pegar no tranco.
Como a gente já falou aqui, nos últimos anos os assuntos mais interessantes que acontecem no mercado de tecnologia não têm relação necessariamente com chips, códigos e placas de silício. São notícias que mostram como a tecnologia saiu do caderno de informática dos jornais1 para adentrar nas coberturas política e policial. É desse certame que, ao meu ver, vem um dos assuntos mais interessantes em tecnologia em 2022. Envolve um tipo de organização inventada não na última década e nem mes]]></googleplay:description>
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	<title>Em 2022, vontade política não significa necessariamente engajamento online</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-64/</link>
	<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 17:33:30 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Corujas não são exatamente exemplos de força. Uma coruja pesa, em média, dois quilos, sendo que as penas que cobrem seu corpo correspondem a uma parte relevante do peso. Músculos? Quase nada. Como qualquer bicho que não as orcas, as corujas têm predadores naturais. Linces, cobras, águias e falcões adoram um galetinho de coruja nas refeições. O que faz a pobre coruja para se proteger? Existem algumas técnicas, mas a estratégia tradicional de defesa das corujas passa por projetar uma ilusão. Tome o exemplo do corujão-orelhudo, conhecido no Brasil também como jacurutu. Quando um predador ou uma ameaça se aproxima, a jacurutu adota uma postura específica — baixa a cabeça, encolhe o corpo e abre as asas para cima. Assim, a coruja tenta passar a impressão de que é muito maior do que efetivamente é. Caso o predador não se sinta ameaçado, a jacurutu emite sons agudos e, por fim, dá um salto para frente com a intenção de agredir a ameaça com as garras afiadas. As garras afiadas são o que lhe resta, já que, atrás da plumagem, não existe nada além de ar.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-64/#more-30625" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-64/#more-30625" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>Tadao Takahashi, o sujeito que montou a internet no Brasil</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-63/</link>
	<pubDate>Thu, 05 May 2022 17:23:02 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>A hierarquia corporativa tem alguns cargos de enorme projeção e outros nem tanto. O mais conhecido você certamente conhece: o CEO, Chief Executive Officer. As três letras representam a forma mais popular de denominar quem é responsável pode liderar a empresa: tomar as principais decisões e arcar com as consequências, sejam elas boas ou ruins.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-63/#more-30085" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>O que é: A Zona Franca de Manaus</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-62/</link>
	<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 19:20:18 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>A <em>Hevea brasiliensis</em> é uma árvore nativa da bacia hidrográfica do Amazonas que vive décadas e atinge entre 20 e 30 metros de altura. A árvore cresce com facilidade em terrenos argilosos ou alagados, como é o caso das várzeas, e sua copa é composta de folhas trifolioladas. “É uma planta que possui os dois sexos, mas em flores separadas. As flores são pequenas e têm tonalidade amarelada ou bege”, segundo <a href="https://www.museu-goeldi.br/noticias/seringueira-a-planta-que-sustentou-uma-regiao-1">descrição do Museu Paraense Emílio Goeldi</a>. Mas não estamos falando da <em>Hevea brasiliensis</em> pela copa ou pelos frutos, e sim pelo seu tronco. Com espessura que varia entre 30 e 60 centímetros, o tronco da Hevea brasiliensis verte um caldo branco e pegajoso quando você produz cortes diagonais pequenos. Os cortes atingem os vasos laticíferos, onde está armazenado o látex. Você não precisa ter pego goiaba no pé para entender que se trata da seringueira<a href="#fn:1" rel="footnote">1</a>.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-62/#more-29776" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>Reação do Telegram alivia, mas não resolve desinformação eleitoral no Brasil</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-61/</link>
	<pubDate>Thu, 10 Mar 2022 19:14:10 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Todo ser vivo vive para reproduzir e não existe reprodução consentida que não envolva lubrificação<a href="#fn:1" rel="footnote">1</a>. O objetivo é sempre levar o gameta masculino ao encontro do gameta feminino. Quando a coisa fica quente, todo corpo animal tem métodos bastante eficientes de facilitar a reprodução. No homem, um dos principais são os chamados corpos cavernosos. Quando ele se excita, os corpos cavernosos se enchem de sangue, o que resulta na ereção. Nas mulheres, quem faz o papel de facilitar a penetração e, consequentemente, a fecundação são as glândulas de Bartholin, duas glândulas alveolares do tamanho de ervilhas localizadas na entrada da vagina. Quando a mulher se excita, as glândulas de Bartholin secretam muco que lubrifica a entrada e o corpo vaginal, como forma de facilitar a penetração.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-61/#more-29392" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>Moderação: o que Big Tech pode fazer e o que é melhor nem fazer</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-60/</link>
	<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 14:25:51 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>O dicionário Houaiss define “moderação” como o afastamento de todo e qualquer excesso ou a virtude de permanecer na medida exata. Qual é a medida exata? Tradicionalmente quem define isso somos nós (você sabe quanto beber antes de passar daquela linha que tornará os próximos dias imprestáveis). Quando o auto-julgamento falha ou há discordâncias severas entre os pontos de vista, existem alguns acordos que todos nós assinamos metaforicamente para que possamos conviver com o mínimo de harmonia numa sociedade. São os chamados pactos civilizatórios. Isso existe desde que o ser humano se percebeu como tal, mas desde pelo menos o século XVIII a.C. passamos a estruturar e “colocar no papel” (ou no pergaminho) algumas regras mais importantes.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-60/#more-29213" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[O dicionário Houaiss define “moderação” como o afastamento de todo e qualquer excesso ou a virtude de permanecer na medida exata. Qual é a medida exata? Tradicionalmente quem define isso somos nós (você sabe quanto beber antes de passar daquela linha que]]></itunes:subtitle>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-60/#more-29213" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>Moderação: o que Big Tech pode fazer e o que é melhor nem fazer</title>
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	<itunes:author><![CDATA[Guilherme Felitti]]></itunes:author>	<googleplay:description><![CDATA[O dicionário Houaiss define “moderação” como o afastamento de todo e qualquer excesso ou a virtude de permanecer na medida exata. Qual é a medida exata? Tradicionalmente quem define isso somos nós (você sabe quanto beber antes de passar daquela linha que tornará os próximos dias imprestáveis). Quando o auto-julgamento falha ou há discordâncias severas entre os pontos de vista, existem alguns acordos que todos nós assinamos metaforicamente para que possamos conviver com o mínimo de harmonia numa sociedade. São os chamados pactos civilizatórios. Isso existe desde que o ser humano se percebeu como tal, mas desde pelo menos o século XVIII a.C. passamos a estruturar e “colocar no papel” (ou no pergaminho) algumas regras mais importantes.
 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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	<title>No Brasil, Big Tech quer ganhar dinheiro e fugir das responsabilidades</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-59/</link>
	<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 16:26:59 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Toda empresa nasce. Nem toda cresce. A maioria morre. Segundo dados do IBGE, seis a cada dez empresas no Brasil <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/10/menos-de-40-das-empresas-nascidas-no-brasil-sobrevivem-apos-cinco-anos.shtml">fecham antes de completar cinco anos</a><a href="#fn:1" rel="footnote">1</a>. Algumas poucas crescem tanto que se perpetuam pela vida inteira do(a) fundador(a). Ainda menos dominam o mercado e viram um negócio que passa adiante por décadas ou, um grupo ainda mais diminuto, séculos. “Séculos, Guilherme? Não é exagero?” A Faber Castell, aquela dos lápis de cor, foi fundada em 1761. O Brasil e os Estados Unidos eram colônias e a Revolução Francesa ainda demoraria duas décadas para acontecer quando o marceneiro Kaspar Faber fundou a empresa cujos produtos você acha até hoje na papelaria. A empresa mais antiga em operação do mundo é uma construtora japonesa chamada <a href="https://www.kongogumi.co.jp/about_history.html">Kongō Gumi</a>, fundada em 578 em Osaka, a cidade mais ocidental do Japão<a href="#fn:2" rel="footnote">2</a>. Pare para pensar um pouco: ainda faltava quase um milênio para que o Brasil fosse colonizado.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-59/#more-29026" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-59/#more-29026" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>A Big Tech está se lixando para a sociedade — e isso inclui a democracia</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-58/</link>
	<pubDate>Thu, 09 Dec 2021 16:56:23 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Este episódio começa com uma história pessoal: há alguns anos eu tive câncer. O tumor que eu descobri por acidente estava no meu testículo direito. Um dia, e não tem jeito bonito de contar isso, eu fui coçar meu saco e percebi que o testículo estava com uma textura lisa. Qualquer um que tenha ou já tenha tocado em um testículo (ou seja: todo mundo) sabe que testículos não são lisos, mas rugosos. Eu cometi o erro de buscar o sintoma no Google e no dia seguinte eu estava sentado na recepção do Pronto Socorro do Hospital do Câncer em São Paulo para fazer os exames de sangue, raios-x e ressonâncias magnéticas que revelariam uma semana depois que, sim, tudo indicava que era um câncer mesmo. O tratamento que eu fiz durou pouco mais de um mês e envolveu, basicamente, uma cirurgia para tirar o testículo.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-58/#more-28371" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-58/#more-28371" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>Mentir custa caro e quem paga a conta somos todos nós</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-57/</link>
	<pubDate>Thu, 18 Nov 2021 17:38:42 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Durante séculos, a base da economia do Brasil colonial era o açúcar, parte de algo que você aprendeu no colégio: desde 1500, a economia brasileira é compreendida de ciclos. O do açúcar é o segundo, sucedendo o ciclo do pau-brasil. Em termos econômicos, produzir açúcar para exportar para a Europa era muito lucrativo. Em termos práticos, porém, o processo exigia um volume enorme de mão de obra. Quem fazia o trabalho duro eram os escravos africanos sequestrados dos seus povoados na África e trazidos para o Brasil durante mais de três séculos. Acomodados em galpões sujos, abafados e pestilentos, os escravos tinham uma vida brutal, com horas extenuantes de trabalho diário e nenhum direito. Sempre que citamos o assunto vale a pena relembrar: a escravidão é o principal pilar no qual a sociedade brasileira se apoiou e ecoa até hoje. Desde 1888, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, lá se vão 133 anos. É um terço de todo  o tempo em que a escravidão foi praticada no Brasil. A sociedade brasileira sofrerá ainda séculos das consequências dessa chaga. Segundo o IBGE, mais da metade dos brasileiros é de pessoas pardas ou pretas, segundo a terminologia do próprio instituto.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-57/#more-28143" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-57/#more-28143" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>O impacto do “boom” de banda larga no Brasil profundo</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-56/</link>
	<pubDate>Thu, 21 Oct 2021 17:21:28 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>No episódio do <em>Tecnocracia</em> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-53/">sobre a quebra do sistema Telebrás</a>, falei de como aquele leilão ofereceu uma rara porta para um mercado de difícil entrada. O que não expliquei a fundo é que o Ministério das Comunicações criou um mecanismo extra na quebra para estimular a competição nas áreas leiloadas. (Se só houvesse um vencedor por área, então trocava-se um monopólio federal por vários regionais.) Não tinha muito sentido, ainda que tenha sido isso que acabou acontecendo, como o episódio detalhou.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-56/#more-27855" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>O impacto do “boom” de banda larga no Brasil profundo</title>
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	<title>Como o bolsonarismo usou a tecnologia para prender nossos pais em uma realidade paralela</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-55/</link>
	<pubDate>Thu, 07 Oct 2021 17:19:01 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>É uma história que todo mundo conhece, viveu ou está vivendo. Enfermeira e epidemiologista, Maria Cristina Willemann vinha alertando desde fevereiro de 2020 sobre os potenciais efeitos nocivos de um vírus detectado na China e como se proteger dele. Os alertas de Maria Cristina não estavam restritos a seus familiares, amigos e vizinhos. A epidemiologista deu algumas entrevistas tanto para a mídia local em Santa Catarina, onde vive, como para a nacional. Em agosto de 2020, por exemplo, lá estava Maria Cristina falando sobre a pandemia de Covid-19 para o <em>Jornal Hoje</em>, da TV Globo.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-55/#more-27704" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-55/#more-27704" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:summary><![CDATA[É uma história que todo mundo conhece, viveu ou está vivendo. Enfermeira e epidemiologista, Maria Cristina Willemann vinha alertando desde fevereiro de 2020 sobre os potenciais efeitos nocivos de um vírus detectado na China e como se proteger dele. Os alertas de Maria Cristina não estavam restritos a seus familiares, amigos e vizinhos. A epidemiologista deu algumas entrevistas tanto para a mídia local em Santa Catarina, onde vive, como para a nacional. Em agosto de 2020, por exemplo, lá estava Maria Cristina falando sobre a pandemia de Covid-19 para o Jornal Hoje, da TV Globo.
 (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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		<title>Como o bolsonarismo usou a tecnologia para prender nossos pais em uma realidade paralela</title>
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	<title>Em menos de um ano, o Pix já fez mais que as criptomoedas em uma década</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-54/</link>
	<pubDate>Thu, 23 Sep 2021 16:55:39 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em 8 de dezembro de 2000, uma das maiores salas de reunião do hotel Hyatt Regency, perto do Aeroporto Internacional de São Francisco, estava reservada para uma reunião que exigiria bastante espaço. Lá, três das principais figuras do Vale do Silício seriam apresentadas à invenção que prometia ser o grande avanço tecnológico da década. John Doerr, sócio da Kleiner Perkins, um dos fundos de investimento em tecnologia mais influentes da história, já tinha chegado. Jeff Bezos, fundador da Amazon, chegou logo depois. Faltava um, que estava sempre atrasado: Steve Jobs só apareceu minutos depois das 8h30, quando a reunião deveria começar. A sala precisava ser grande porque o sujeito que convocou a reunião precisava fazer demonstrações fora do computador. Assim que chegou à sala com grandes pacotes embalados em caixas de papelão, Dean Kamen montou dois protótipos e deu para que Bezos e Doerr brincassem. Enquanto ambos testavam os protótipos, Jobs chegou. A tecnologia que todos estavam ali para dar seus pitacos prometia revolucionar a mobilidade urbana da mesma maneira como o PC ou o celular revolucionaram a computação pessoal. </p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-54/#more-27525" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>O que foi a quebra do sistema Telebrás</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-53/</link>
	<pubDate>Thu, 02 Sep 2021 17:21:00 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em outubro de 1861, um sujeito conseguiu criar uma máquina que registrava a voz humana, convertia ela em impulsos elétricos e a repassava a outro terminal por meio de um fio de cobre. No outro terminal, os impulsos eram reconvertidos em voz para chegar aos ouvidos de alguém fisicamente distante do locutor. Era um protótipo de uma tecnologia que hoje chamamos de telefone. Qual é o nome deste sujeito?</p>
<p>Você, provavelmente, com uma ponta de orgulho, puxa da memória e crava o nome associado à invenção do telefone no seu cérebro. Mas é bem provável que você tenha errado. Esse sujeito era o cientista e inventor alemão Johann Philipp Reis.</p>
<p>De novo.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-53/#more-27251" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Você, provavelmente, com uma ponta de orgulho, puxa da memória e crava o nome associado à invenção do telefone no seu cérebro. Mas é bem provável que você tenha errado. Esse sujeito era o cientista e inventor alemão Johann Philipp Reis.</p>
<p>De novo.</p>
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Você, provavelmente, com uma ponta de orgulho, puxa da memória e crava o nome associado à invenção do telefone no seu cérebro. Mas é bem provável que você tenha errado. Esse sujeito era o cientista e inventor alemão Johann Philipp Reis.
De novo.
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Você, provavelmente, com uma ponta de orgulho, puxa da memória e crava o nome associado à invenção do telefone no seu cérebro. Mas é bem provável que você tenha errado. Esse sujeito era o cientista e inventor alemão Johann Philipp Reis.
De novo.
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<item>
	<title>Ao trocar transparência por lucro, Facebook coloca em risco toda a sociedade</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-52/</link>
	<pubDate>Thu, 12 Aug 2021 17:04:27 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Até o século XIX, baleias iluminavam ruas e aqueciam casas. Não as baleias em si — ver o maior animal do planeta trocando a lâmpada de um poste seria alucinógeno demais até para o Buñuel —, mas algo que elas carregam. Durante décadas, um dos produtos mais cobiçados provenientes da carcaça da baleia foi a sua gordura, da qual químicos eram capazes de extrair um óleo. Entre algumas utilidades, como produzir margarina, esse óleo também servia como combustível para os recém-inaugurados sistemas de iluminação pública nos Estados Unidos e na Europa. Mais que isso, o óleo de baleia foi usado como lubrificante para as máquinas da Revolução Industrial. A demanda pelo óleo fez a indústria baleeira crescer até atingir seu ápice em 1820.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-52/#more-26994" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-52/#more-26994" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>TikTok inaugura nova era da internet em que os Estados Unidos não são protagonistas</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-51/</link>
	<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 18:04:22 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Milhões de adolescentes dançam diariamente no TikTok. E milhares de adultos mais velhos têm se preocupado muito em não dançar. Você pode dar de ombros para o TikTok como se fosse uma onda passageira, bobeira de jovens sem importância para o mercado de tecnologia. &#8220;Ah, Guilherme, eu não sou mais jovem: tenho saudades do MSN, minhas ressacas duram três dias e eu já vacinei&#8221;. Ok, eu também, bonitinho e bonitinha — com exceção do MSN. Agora, deixe de ser um velho azedo que acha que as únicas coisas que prestam são aquelas da sua geração — esse é um dos piores caminhos para envelhecer.</p>
<p>No <em>Tecnocracia</em> desta quinzena, eu vou apresentar argumentos para fazer você reconsiderar sua posição e não cair na armadilha de virar o vovô Simpson esbravejando para as nuvens. O TikTok já é um dos principais fenômenos não apenas de tecnologia, mas de cultura jovem no mundo. Esse sucesso todo não tem consequências apenas para quem tem entre 12 e 25 anos. O mercado de tecnologia B2C está passando por um momento inédito, em que não são empresas dos Estados Unidos que dão as cartas. São elas que estão correndo atrás de um fenômeno global gestado longe do Vale do Silício.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-51/#more-26830" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>No <em>Tecnocracia</em> desta quinzena, eu vou apresentar argumentos para fazer você reconsiderar sua posição e não cair na armadilha de virar o vovô Simpson esbravejando para as nuvens. O TikTok já é um dos principais fenômenos não apenas de tecnologia, mas de cultura jovem no mundo. Esse sucesso todo não tem consequências apenas para quem tem entre 12 e 25 anos. O mercado de tecnologia B2C está passando por um momento inédito, em que não são empresas dos Estados Unidos que dão as cartas. São elas que estão correndo atrás de um fenômeno global gestado longe do Vale do Silício.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-51/#more-26830" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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No Tecnocracia desta quinzena, eu vou apresentar argumentos para fazer você reconsiderar sua posição e não cair na armadilha de virar o vovô Simpson esbravejando para as nuvens. O TikTok já é um dos principais fenômenos não apenas de tecnologia, mas de cultura jovem no mundo. Esse sucesso todo não tem consequências apenas para quem tem entre 12 e 25 anos. O mercado de tecnologia B2C está passando por um momento inédito, em que não são empresas dos Estados Unidos que dão as cartas. São elas que estão correndo atrás de um fenômeno global gestado longe do Vale do Silício.
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No Tecnocracia desta quinzena, eu vou apresentar argumentos para fazer você reconsiderar sua posição e não cair na armadilha de virar o vovô Simpson esbravejando para as nuvens. O TikTok já é um dos principais fenômenos não apenas de tecnologia, mas de cultura jovem no mundo. Esse sucesso todo não tem consequências apenas para quem tem entre 12 e 25 anos. O mercado de tecnologia B2C está passando]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>A discussão sobre voto impresso não é técnica, é ideológica</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-50/</link>
	<pubDate>Thu, 10 Jun 2021 16:47:08 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
	<guid isPermaLink="false">https://manualdousuario.net/?post_type=podcast&#038;p=26280</guid>
	<description><![CDATA[<p>Em 1953, um jogador de futebol profissional estava assistindo a um torneio amador no interior do Rio de Janeiro quando ficou embasbacado pela habilidade de um sujeito de 19 anos. Ao chegar no clube que defendia, sugeriu que um olheiro desse um pulo na próxima rodada do torneio amador. Esse alguém foi, também ficou fascinado e levou o jovem para General Severiano, antigo estádio do Botafogo, no dia seguinte. </p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-50/#more-26280" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-50/#more-26280" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Em 1953, um jogador de futebol profissional estava assistindo a um torneio amador no interior do Rio de Janeiro quando ficou embasbacado pela habilidade de um sujeito de 19 anos. Ao chegar no clube que defendia, sugeriu que um olheiro desse um pulo na próxima rodada do torneio amador. Esse alguém foi, também ficou fascinado e levou o jovem para General Severiano, antigo estádio do Botafogo, no dia seguinte. 
 (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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		<title>A discussão sobre voto impresso não é técnica, é ideológica</title>
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 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>Aleksandar Mandic</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-49/</link>
	<pubDate>Thu, 20 May 2021 16:34:13 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Como eu faço o <em>Tecnocracia</em>? Tenho um arquivo no Google Docs onde elenco alguns assuntos que me chamam a atenção e eu acho que, em algum momento, poderíamos falar a respeito. De vez em quando, eu leio algo que acho que se encaixa em um dos assuntos, abro o arquivo, colo lá e sigo minha vida. Em outras vezes, ouço de alguém conhecido(a) uma história ou uma informação que se encaixa naquele mesmo assunto. E vou juntando links, frases, histórias e informações, como se fosse uma caixa de recortes. Quando está maduro o suficiente, eu separo tudo num novo arquivo e vou costurando as referências todas e encontrando algumas novas — a pesquisa só para quando eu gravo — até ter um roteiro que eu acho que fica de pé. O Ghedin edita<a href="#fn:1" rel="footnote">1</a>, eu gravo e vai ao ar.</p>
<p>No começo do ano, eu tinha feito a anotação de um possível episódio sobre o Mandic. No começo da pandemia, ele documentou como ficou 41 dias internado com COVID-19. Foi bem grave, chegou a ficar em coma. Ali, bateu na trave. Depois da alta, o Mandic começou a publicar um post e outro de novo no hospital, fazendo exames. Até que surgiu a palavra quimioterapia. A ideia era tentar gravar uma conversa para fazer um episódio sobre a história dele — aqui no <em>Tecnocracia</em> você já percebeu o quanto eu insisto nessa coisa de guardar, ouvir, registrar. A gente não dá muito valor para memórias assim no Brasil, enquanto os EUA tem prateleiras inteiras nas livrarias contando essas histórias.</p>
<p>Não deu tempo.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-49/#more-25992" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
]]></description>
	<itunes:subtitle><![CDATA[Como eu faço o Tecnocracia? Tenho um arquivo no Google Docs onde elenco alguns assuntos que me chamam a atenção e eu acho que, em algum momento, poderíamos falar a respeito. De vez em quando, eu leio algo que acho que se encaixa em um dos assuntos, abro ]]></itunes:subtitle>
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<p>No começo do ano, eu tinha feito a anotação de um possível episódio sobre o Mandic. No começo da pandemia, ele documentou como ficou 41 dias internado com COVID-19. Foi bem grave, chegou a ficar em coma. Ali, bateu na trave. Depois da alta, o Mandic começou a publicar um post e outro de novo no hospital, fazendo exames. Até que surgiu a palavra quimioterapia. A ideia era tentar gravar uma conversa para fazer um episódio sobre a história dele — aqui no <em>Tecnocracia</em> você já percebeu o quanto eu insisto nessa coisa de guardar, ouvir, registrar. A gente não dá muito valor para memórias assim no Brasil, enquanto os EUA tem prateleiras inteiras nas livrarias contando essas histórias.</p>
<p>Não deu tempo.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-49/#more-25992" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Como eu faço o Tecnocracia? Tenho um arquivo no Google Docs onde elenco alguns assuntos que me chamam a atenção e eu acho que, em algum momento, poderíamos falar a respeito. De vez em quando, eu leio algo que acho que se encaixa em um dos assuntos, abro o arquivo, colo lá e sigo minha vida. Em outras vezes, ouço de alguém conhecido(a) uma história ou uma informação que se encaixa naquele mesmo assunto. E vou juntando links, frases, histórias e informações, como se fosse uma caixa de recortes. Quando está maduro o suficiente, eu separo tudo num novo arquivo e vou costurando as referências todas e encontrando algumas novas — a pesquisa só para quando eu gravo — até ter um roteiro que eu acho que fica de pé. O Ghedin edita1, eu gravo e vai ao ar.
No começo do ano, eu tinha feito a anotação de um possível episódio sobre o Mandic. No começo da pandemia, ele documentou como ficou 41 dias internado com COVID-19. Foi bem grave, chegou a ficar em coma. Ali, bateu na trave. Depois da alta, o Mandic começou a publicar um post e outro de novo no hospital, fazendo exames. Até que surgiu a palavra quimioterapia. A ideia era tentar gravar uma conversa para fazer um episódio sobre a história dele — aqui no Tecnocracia você já percebeu o quanto eu insisto nessa coisa de guardar, ouvir, registrar. A gente não dá muito valor para memórias assim no Brasil, enquanto os EUA tem prateleiras inteiras nas livrarias contando essas histórias.
Não deu tempo.
 (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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		<title>Aleksandar Mandic</title>
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No começo do ano, eu tinha feito a anotação de um possível episódio sobre o Mandic. No começo da pandemia, ele documentou como ficou 41 dias internado com COVID-19. Foi bem grave, chegou a ficar em coma. Ali, bateu na trave. Depois da alta, o Ma]]></googleplay:description>
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	<title>Nunca interagimos tanto, mas nunca fomos tão solitários. Por quê?</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-48/</link>
	<pubDate>Thu, 06 May 2021 17:41:07 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em julho de 1845, um sujeito chamado Henry David Thoreau resolveu impor um auto-isolamento em uma cabana do tamanho de uma sala de estar no terreno de um amigo ao lado do Lago Walden, em Massachusetts. Àquela altura da vida, Thoreau, 28 anos, era um ilustre desconhecido. Seu primeiro livro, <em>A week on the Concord and the Merrimack River</em>, seria publicado quatro anos depois para uma recepção inexistente. <a href="https://www.nytimes.com/2020/04/09/arts/design/thoreau-walden-coronavirus-quarantine.html" target="_blank" rel="noopener">Conta o jornal <em>New York Times</em></a>: “Ele vendeu uma mera fração da sua tiragem de mil cópias. Quando a editora lhe entregou o encalhe da tiragem, Thoreau empilhou-os em seu quarto e escreveu no seu diário: ‘Agora eu tenho uma biblioteca de quase 900 volumes, sendo que mais de 700 fui eu que escrevi’”.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-48/#more-25796" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
]]></description>
	<itunes:subtitle><![CDATA[Em julho de 1845, um sujeito chamado Henry David Thoreau resolveu impor um auto-isolamento em uma cabana do tamanho de uma sala de estar no terreno de um amigo ao lado do Lago Walden, em Massachusetts. Àquela altura da vida, Thoreau, 28 anos, era um ilus]]></itunes:subtitle>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-48/#more-25796" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>Nunca interagimos tanto, mas nunca fomos tão solitários. Por quê?</title>
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<item>
	<title>O Mercado Livre se veste de Amazon para combater a própria Amazon</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-47/</link>
	<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 17:45:26 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Há uma piada corriqueira sobre as relações próximas e perigosas entre grandes empresários e políticos no Brasil, contada pela primeira vez pelo engenheiro Henrique Guedes no livro <em>Histórias de empreiteiros</em>. Conta a história: durante a ditadura, houve um evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual de São Paulo, para empossar o novo governador. Presente à posse estava um político antigo que já tinha ocupado cargos altos na administração pública. Andando pela solenidade, o tal político antigo se encontrou com Sebastião Camargo, fundador e presidente da construtora Camargo Correia, que, àquela altura e durante muitos anos, foi a maior do Brasil. Desenrolou-se o seguinte diálogo curto, iniciado pelo político velho: — Olá, Sr. Sebastião, o senhor também por aqui? — Eu estou sempre aqui. Os senhores é que mudam.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-47/#more-25501" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-47/#more-25501" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>O Mercado Livre se veste de Amazon para combater a própria Amazon</title>
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<item>
	<title>O que foi a bolha da internet</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-46/</link>
	<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 17:11:12 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>No começo do século XVII, não existia uma economia mais pujante e sofisticada que a holandesa. Enclausurada num pedaço de terra do tamanho do Espírito Santo, a Holanda tinha sido forçada a desenvolver tecnologia para escapar das limitações geográficas. Para tanto, os holandeses conquistaram as águas, fosse para a construção de diques que possibilitassem o desenvolvimento de cidades em áreas alagadas (60% da população mora em áreas abaixo do nível do mar, logo o nome Países Baixos) ou a criação de uma potente indústria naval.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-46/#more-25278" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-46/#more-25278" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>O que foi a bolha da internet</title>
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 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>A relação conflitante do YouTube com canais que testam os limites da democracia</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-45/</link>
	<pubDate>Thu, 25 Feb 2021 14:27:54 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
	<guid isPermaLink="false">https://manualdousuario.net/?post_type=podcast&#038;p=24965</guid>
	<description><![CDATA[<p>Há duas semanas, o site jornalístico Núcleo me convidou para aprofundar um fio que tinha publicado no Twitter sobre o impacto do banimento do Terça Livre do YouTube para o bolsonarismo digital. Esse episódio do <em>Tecnocracia</em> é uma versão estendida <a href="https://nucleo.jor.br/media/2021-02-11-terca-livre-youtube-banido-bolsonarismo" target="_blank" rel="noopener">daquela análise</a>. O Núcleo publica análises sobre a interseção entre tecnologia e política no Brasil e eu te aconselho a <a href="https://nucleo.jor.br/" target="_blank" rel="noopener">visitá-los</a>.</p>
<p>***</p>
<p>À primeira vista, o banimento do Terça Livre do YouTube, ocorrido em 4 de fevereiro, pode parecer um golpe pesado contra a máquina de comunicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Afinal, a partir do momento em que o maior site de vídeos do mundo tirou do ar dois canais do Terça Livre (além do principal, caiu um outro de backup), o presidente perdeu um dos seus apoiadores mais aguerridos e histriônicos em uma das suas principais plataformas de comunicação. Para o bolsonarismo, o YouTube funciona como um repositório onde canais favoráveis ao governo publicam vídeos que serão compartilhados em outras plataformas, como grupos do WhatsApp, Telegram e Facebook.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-45/#more-24965" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
]]></description>
	<itunes:subtitle><![CDATA[Há duas semanas, o site jornalístico Núcleo me convidou para aprofundar um fio que tinha publicado no Twitter sobre o impacto do banimento do Terça Livre do YouTube para o bolsonarismo digital. Esse episódio do Tecnocracia é uma versão estendida daquela ]]></itunes:subtitle>
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	<content:encoded><![CDATA[<p>Há duas semanas, o site jornalístico Núcleo me convidou para aprofundar um fio que tinha publicado no Twitter sobre o impacto do banimento do Terça Livre do YouTube para o bolsonarismo digital. Esse episódio do <em>Tecnocracia</em> é uma versão estendida <a href="https://nucleo.jor.br/media/2021-02-11-terca-livre-youtube-banido-bolsonarismo" target="_blank" rel="noopener">daquela análise</a>. O Núcleo publica análises sobre a interseção entre tecnologia e política no Brasil e eu te aconselho a <a href="https://nucleo.jor.br/" target="_blank" rel="noopener">visitá-los</a>.</p>
<p>***</p>
<p>À primeira vista, o banimento do Terça Livre do YouTube, ocorrido em 4 de fevereiro, pode parecer um golpe pesado contra a máquina de comunicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Afinal, a partir do momento em que o maior site de vídeos do mundo tirou do ar dois canais do Terça Livre (além do principal, caiu um outro de backup), o presidente perdeu um dos seus apoiadores mais aguerridos e histriônicos em uma das suas principais plataformas de comunicação. Para o bolsonarismo, o YouTube funciona como um repositório onde canais favoráveis ao governo publicam vídeos que serão compartilhados em outras plataformas, como grupos do WhatsApp, Telegram e Facebook.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-45/#more-24965" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
]]></content:encoded>
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	<itunes:summary><![CDATA[Há duas semanas, o site jornalístico Núcleo me convidou para aprofundar um fio que tinha publicado no Twitter sobre o impacto do banimento do Terça Livre do YouTube para o bolsonarismo digital. Esse episódio do Tecnocracia é uma versão estendida daquela análise. O Núcleo publica análises sobre a interseção entre tecnologia e política no Brasil e eu te aconselho a visitá-los.
***
À primeira vista, o banimento do Terça Livre do YouTube, ocorrido em 4 de fevereiro, pode parecer um golpe pesado contra a máquina de comunicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Afinal, a partir do momento em que o maior site de vídeos do mundo tirou do ar dois canais do Terça Livre (além do principal, caiu um outro de backup), o presidente perdeu um dos seus apoiadores mais aguerridos e histriônicos em uma das suas principais plataformas de comunicação. Para o bolsonarismo, o YouTube funciona como um repositório onde canais favoráveis ao governo publicam vídeos que serão compartilhados em outras plataformas, como grupos do WhatsApp, Telegram e Facebook.
 (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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		<title>A relação conflitante do YouTube com canais que testam os limites da democracia</title>
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	<itunes:author><![CDATA[Guilherme Felitti]]></itunes:author>	<googleplay:description><![CDATA[Há duas semanas, o site jornalístico Núcleo me convidou para aprofundar um fio que tinha publicado no Twitter sobre o impacto do banimento do Terça Livre do YouTube para o bolsonarismo digital. Esse episódio do Tecnocracia é uma versão estendida daquela análise. O Núcleo publica análises sobre a interseção entre tecnologia e política no Brasil e eu te aconselho a visitá-los.
***
À primeira vista, o banimento do Terça Livre do YouTube, ocorrido em 4 de fevereiro, pode parecer um golpe pesado contra a máquina de comunicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Afinal, a partir do momento em que o maior site de vídeos do mundo tirou do ar dois canais do Terça Livre (além do principal, caiu um outro de backup), o presidente perdeu um dos seus apoiadores mais aguerridos e histriônicos em uma das suas principais plataformas de comunicação. Para o bolsonarismo, o YouTube funciona como um repositório onde canais favoráveis ao governo publicam vídeos que serão compartilhados em outras p]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>Como uma tecnologia centenária redefiniu a maneira como vivemos</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-44/</link>
	<pubDate>Thu, 11 Feb 2021 17:26:36 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em 1902, um sujeito chamado Henry Ford ganhou o famoso bilhete azul da empresa que ele mesmo havia fundado no ano anterior. A Henry Ford Company era a segunda tentativa do jovem engenheiro, então com 39 anos, de estabelecer um negócio de sucesso para desenvolver e vender uma tecnologia ainda nascente: o carro.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-44/#more-24824" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-44/#more-24824" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>Como uma tecnologia centenária redefiniu a maneira como vivemos</title>
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<item>
	<title>Donald Trump é o primeiro grande case de déspota digital auxiliado pela Big Tech</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-43/</link>
	<pubDate>Thu, 28 Jan 2021 16:50:12 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Essa história começa com dois fenômenos paralelos.</p>
<p>O primeiro. Como você entrou na internet? Pode ter ouvido de um(a) amigo(a) e resolveu, lá atrás, testar a conexão discada, as salas de chat, o IRC, o fazer amigos(as) só por mensagens de texto, sem nunca ter visto a cara ou ouvido a voz. Quando apareceram, as redes sociais se tornaram porta de entrada para milhões de pessoas. Você pode ter sido uma delas — no Brasil, lá por 2007, 2008, o Orkut era sinônimo de internet, enquanto no resto do mundo eram o MySpace e, depois, o Facebook. Gente fora daquele perfil entusiasta começou a aparecer — tua tia do interior, o povo todo do colégio e da faculdade.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-43/#more-24633" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>O primeiro. Como você entrou na internet? Pode ter ouvido de um(a) amigo(a) e resolveu, lá atrás, testar a conexão discada, as salas de chat, o IRC, o fazer amigos(as) só por mensagens de texto, sem nunca ter visto a cara ou ouvido a voz. Quando apareceram, as redes sociais se tornaram porta de entrada para milhões de pessoas. Você pode ter sido uma delas — no Brasil, lá por 2007, 2008, o Orkut era sinônimo de internet, enquanto no resto do mundo eram o MySpace e, depois, o Facebook. Gente fora daquele perfil entusiasta começou a aparecer — tua tia do interior, o povo todo do colégio e da faculdade.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-43/#more-24633" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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O primeiro. Como você entrou na internet? Pode ter ouvido de um(a) amigo(a) e resolveu, lá atrás, testar a conexão discada, as salas de chat, o IRC, o fazer amigos(as) só por mensagens de texto, sem nunca ter visto a cara ou ouvido a voz. Quando apareceram, as redes sociais se tornaram porta de entrada para milhões de pessoas. Você pode ter sido uma delas — no Brasil, lá por 2007, 2008, o Orkut era sinônimo de internet, enquanto no resto do mundo eram o MySpace e, depois, o Facebook. Gente fora daquele perfil entusiasta começou a aparecer — tua tia do interior, o povo todo do colégio e da faculdade.
 (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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		<title>Donald Trump é o primeiro grande case de déspota digital auxiliado pela Big Tech</title>
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O primeiro. Como você entrou na internet? Pode ter ouvido de um(a) amigo(a) e resolveu, lá atrás, testar a conexão discada, as salas de chat, o IRC, o fazer amigos(as) só por mensagens de texto, sem nunca ter visto a cara ou ouvido a voz. Quando apareceram, as redes sociais se tornaram porta de entrada para milhões de pessoas. Você pode ter sido uma delas — no Brasil, lá por 2007, 2008, o Orkut era sinônimo de internet, enquanto no resto do mundo eram o MySpace e, depois, o Facebook. Gente fora daquele perfil entusiasta começou a aparecer — tua tia do interior, o povo todo do colégio e da faculdade.
 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>[Extra] As big techs não são amigas do jornalismo</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-abraji/</link>
	<pubDate>Thu, 07 Jan 2021 13:39:05 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Todo fim de ano, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a <a href="http://faroljornalismo.cc/blog/"><em>Farol Jornalismo</em></a>, startup de conteúdo do Rio Grande do Sul, convidam um grupo de pessoas que analisarão os desafios que o jornalismo enfrentará no ano que começa.</p>
<p>Em 2020, eu fui um dos convidados para escrever sobre o impacto dos monopólios digitais no jornalismo. O texto conversa tão bem com o <em>Tecnocracia</em> que resolvi gravá-lo como uma espécie de episódio extra.</p>
<p>Ele faz parte de um especial chamado <a href="https://medium.com/jornalismo-no-brasil-em-2021">O Jornalismo no Brasil</a>. Em 2021 que fala ainda sobre saúde mental, jornalismo científico, a tensão entre transparência e privacidade e a relevância do jornalismo negro e periférico. Te aconselho a reservar um tempo para ler.</p>
<p>O título do texto narrado é <a href="https://medium.com/jornalismo-no-brasil-em-2021/a-big-tech-n%C3%A3o-%C3%A9-amiga-do-jornalismo-626ae1290dc3">As big techs não são amigas do jornalismo</a>. Se preferir lê-lo, siga o link ao lado.</p>
]]></description>
	<itunes:subtitle><![CDATA[Todo fim de ano, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Farol Jornalismo, startup de conteúdo do Rio Grande do Sul, convidam um grupo de pessoas que analisarão os desafios que o jornalismo enfrentará no ano que começa.
Em 2020, ]]></itunes:subtitle>
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<p>Em 2020, eu fui um dos convidados para escrever sobre o impacto dos monopólios digitais no jornalismo. O texto conversa tão bem com o <em>Tecnocracia</em> que resolvi gravá-lo como uma espécie de episódio extra.</p>
<p>Ele faz parte de um especial chamado <a href="https://medium.com/jornalismo-no-brasil-em-2021">O Jornalismo no Brasil</a>. Em 2021 que fala ainda sobre saúde mental, jornalismo científico, a tensão entre transparência e privacidade e a relevância do jornalismo negro e periférico. Te aconselho a reservar um tempo para ler.</p>
<p>O título do texto narrado é <a href="https://medium.com/jornalismo-no-brasil-em-2021/a-big-tech-n%C3%A3o-%C3%A9-amiga-do-jornalismo-626ae1290dc3">As big techs não são amigas do jornalismo</a>. Se preferir lê-lo, siga o link ao lado.</p>
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Em 2020, eu fui um dos convidados para escrever sobre o impacto dos monopólios digitais no jornalismo. O texto conversa tão bem com o Tecnocracia que resolvi gravá-lo como uma espécie de episódio extra.
Ele faz parte de um especial chamado O Jornalismo no Brasil. Em 2021 que fala ainda sobre saúde mental, jornalismo científico, a tensão entre transparência e privacidade e a relevância do jornalismo negro e periférico. Te aconselho a reservar um tempo para ler.
O título do texto narrado é As big techs não são amigas do jornalismo. Se preferir lê-lo, siga o link ao lado.]]></itunes:summary>
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Em 2020, eu fui um dos convidados para escrever sobre o impacto dos monopólios digitais no jornalismo. O texto conversa tão bem com o Tecnocracia que resolvi gravá-lo como uma espécie de episódio extra.
Ele faz parte de um especial chamado O Jornalismo no Brasil. Em 2021 que fala ainda sobre saúde mental, jornalismo científico, a tensão entre transparência e privacidade e a relevância do jornalismo negro e periférico. Te aconselho a reservar um tempo para ler.
O título do texto narrado é As big techs não são amigas do jornalismo. Se preferir lê-lo, siga o link ao lado.]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>As empresas que nos colocaram nessa enrascada não nos tirarão dela</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-42/</link>
	<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 16:44:20 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Criar um serviço online onde as pessoas interagem, como uma rede social, não é fácil. Ao oferecer ferramentas para que seres humanos publiquem qualquer coisa com o intuito de interagir na internet, você é confrontado(a) com algumas questões sérias que quase nunca têm respostas fáceis ou óbvias.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-42/#more-24076" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-42/#more-24076" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>Manual prático para retomar sua atenção do calabouço das redes sociais</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-41/</link>
	<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 16:36:08 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Tudo bem? Como tá? O ano tá pesado, né? Todo jornalista interessado/a sofre com um problema: o excesso no consumo de informações. O Twitter é uma desgraça por pegar exatamente nesse ponto fraco: o fluxo infinito de notícias cria aquela sensação de que ficar fora por 10 minutos é o suficiente para que uma notícia de enorme importância tenha passado reto no seu radar. É aquele papo de FOMO<a href="#fn:1" rel="footnote">1</a> do qual você já ouviu falar incontáveis vezes, aqui no <em>Tecnocracia</em> inclusive.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-41/#more-23736" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-41/#more-23736" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>Manual prático para retomar sua atenção do calabouço das redes sociais</title>
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 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>O filtro alucinógeno do Instagram colocou a humanidade no divã — e alguns no caixão</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-40/</link>
	<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 17:47:11 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em 1988, James Cameron era um diretor em franca ascensão em Hollywood, mas ainda tinha a ingrata obrigação de provar que seus filmes de ficção futuristas tinham apelo ao grande público a ponto de virarem sucessos comerciais. Cinco anos antes, em 1984, ele já tinha dirigido <em>O exterminador do futuro</em> que, você sabe bem, virou uma das maiores franquias dos anos 1980 e ocupa um espaço na cabeça de muita gente até hoje. Aquele primeiro filme não foi de cara o sucesso estrondoso que ele imaginava que seria. Os resultados bons, porém, lhe abriram algumas portas, como o convite da Fox para filmar <em>Aliens, o Resgate</em>, uma espécie de continuação do enorme sucesso criado e dirigido pelo Ridley Scott em 1979. O primeiro <em>Alien</em> continua sendo um dos grandes clássicos de terror futurista do cinema e Cameron soube aguentar bem a pressão para dirigir a continuação e entregou um filme que, se não ultrapassou o primeiro, foi muito bem recebido e envelheceu bem.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-40/#more-23387" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>O filtro alucinógeno do Instagram colocou a humanidade no divã — e alguns no caixão</title>
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	<title>O museu de grandes novidades da tecnologia: o futuro que nunca chegou</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-39/</link>
	<pubDate>Thu, 08 Oct 2020 19:15:15 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Há alguns acontecimentos na história que parecem fadados a acontecer, que é só questão de tempo até que aquilo se concretize, mas que no fim não acontecem. Na política brasileira, existe a presidência de Tancredo Neves e o caso clássico de Fernando Henrique Cardoso posando para fotógrafos <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/em-1985-fh-antecipou-posse-em-sao-paulo-que-nao-ocorreu-19064073" target="_blank" rel="noopener noreferrer">sentado na cadeira de prefeito de São Paulo</a> dias antes da eleição de 1985, tamanha era sua confiança. Quando Jânio Quadros levou, declarou à imprensa: &#8220;gostaria que os senhores testemunhassem que estou desinfetando esta poltrona porque nádegas indevidas a usaram&#8221;. Na política internacional, o melhor exemplo é a esperada vitória do candidato republicano Thomas Dewey sobre o democrata Harry Truman <a href="https://www.history.com/news/dewey-defeats-truman-election-headline-gaffe" target="_blank" rel="noopener noreferrer">pela Casa Branca em 1948</a>. Truman não só levou como posou com um jornal que adiantava sua derrota, em uma das cenas mais clássicas do jogo político global. No esporte, a vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1982, o Cavaliers perder do Warriors na final da NBA em 2016 e <a href="https://esporte.ig.com.br/colunas/ultima-divisao/2019-12-04/fluminense-2009-de-99-por-cento-rebaixado-a-salvacao-do-time-de-guerreiros.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o rebaixamento do Fluminense</a> no Brasileirão de 2009.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-39/#more-23087" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-39/#more-23087" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>A raiva constante que sentimos na internet nos torna humanos piores</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-38/</link>
	<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 17:28:13 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Na primeira onda de personagens da Marvel, lá na década de 1960, um dos favoritos do público que já consumia história em quadrinhos era um herói longe daquele ideal de Apolo que Superman e Capitão América carregam até hoje. O Coisa, do Quarteto Fantástico, exercia um certo fascínio por mostrar um sujeito que, transformado num amontoado de pedras à revelia, tinha que lidar com os lados bons — a força e a invulnerabilidade — e os nem tanto — basicamente você parece um muro com pernas.</p>
<p>Com isso na cabeça, Stan Lee e Jack Kirby, as mentes criativas da Marvel na época, se colocaram a pensar em um novo herói. De um lado, havia o racional. &#8220;Por um longo tempo eu percebi que as pessoas preferem alguém que não seja perfeito. É uma aposta segura que você lembra do Quasimodo, mas você consegue nomear personagens mais heróicos, bonitos e glamurosos de O Corcunda de Notre-Dame? E também tem o Frankenstein. Sempre tive um ponto fraco pelo monstro de Frankenstein. Ninguém vai me convencer que ele era o vilão. Ele nunca quis machucar ninguém. Ele simplesmente forçou seu caminho em uma segunda vida tentando se defender e neutralizar quem tentava destruí-lo. Decidi que também poderia pegar algo emprestado também do Dr. Jekyll e Mr. Hyde — nosso protagonista iria se transformar constantemente da sua identidade normal para seu alter ego super-humano&#8221;, segundo o Stan Lee. </p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-38/#more-22993" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Com isso na cabeça, Stan Lee e Jack Kirby, as mentes criativas da Marvel na época, se colocaram a pensar em um novo herói. De um lado, havia o racional. &#8220;Por um longo tempo eu percebi que as pessoas preferem alguém que não seja perfeito. É uma aposta segura que você lembra do Quasimodo, mas você consegue nomear personagens mais heróicos, bonitos e glamurosos de O Corcunda de Notre-Dame? E também tem o Frankenstein. Sempre tive um ponto fraco pelo monstro de Frankenstein. Ninguém vai me convencer que ele era o vilão. Ele nunca quis machucar ninguém. Ele simplesmente forçou seu caminho em uma segunda vida tentando se defender e neutralizar quem tentava destruí-lo. Decidi que também poderia pegar algo emprestado também do Dr. Jekyll e Mr. Hyde — nosso protagonista iria se transformar constantemente da sua identidade normal para seu alter ego super-humano&#8221;, segundo o Stan Lee. </p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-38/#more-22993" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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Com isso na cabeça, Stan Lee e Jack Kirby, as mentes criativas da Marvel na época, se colocaram a pensar em um novo herói. De um lado, havia o racional. &#8220;Por um longo tempo eu percebi que as pessoas preferem alguém que não seja perfeito. É uma aposta segura que você lembra do Quasimodo, mas você consegue nomear personagens mais heróicos, bonitos e glamurosos de O Corcunda de Notre-Dame? E também tem o Frankenstein. Sempre tive um ponto fraco pelo monstro de Frankenstein. Ninguém vai me convencer que ele era o vilão. Ele nunca quis machucar ninguém. Ele simplesmente forçou seu caminho em uma segunda vida tentando se defender e neutralizar quem tentava destruí-lo. Decidi que também poderia pegar algo emprestado também do Dr. Jekyll e Mr. Hyde — nosso protagonista iria se transformar constantemente da sua identidade normal para seu alter ego super-humano&#8221;, segundo o Stan Lee. 
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Com isso na cabeça, Stan Lee e Jack Kirby, as mentes criativas da Marvel na época, se colocaram a pensar em um novo herói. De um lado, havia o racional. &#8220;Por um longo tempo eu percebi que as pessoas preferem alguém que não seja perfeito. É uma aposta segura que você lembra do Quasimodo, mas você consegue nomear personagens mais heróicos, bonitos e glamurosos de O Corcunda de Notre-Dame? E também tem o Frankenstein. Sempre tive um ponto fraco pelo monstro de Frankenstein. Ninguém vai me convencer que ]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>Milícias digitais como o QAnon ameaçam, com a ajuda das redes sociais, o pacto civilizatório</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-37/</link>
	<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 18:39:22 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Quando eu entrei no jornalismo e, especificamente, no jornalismo de tecnologia, o clima que conduzia a área era de otimismo. Meu primeiro texto foi publicado em 2003, quando eu estava no terceiro ano de faculdade, o Google ainda era uma startup a se provar, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=8WVoJ6JNLO8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Microsoft e GE se alternavam como maior empresa do mundo</a>, a Nokia estava a quatro anos de lançar seu primeiro smartphone realmente popular, o <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Nokia_N95" target="_blank" rel="noopener noreferrer">N95</a><a href="#fn:1" rel="footnote">1</a>, e Mark Zuckerberg era apenas <a href="https://archive.fortune.com/galleries/2012/technology/1205/gallery.mark-zuckerberg-through-years.fortune/index.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um estudante de Harvard</a> que fundaria o Facebook no ano seguinte<a href="#fn:2" rel="footnote">2</a>. O mundo ainda estava escalando a ladeira do &#8220;tecno-otimismo&#8221;, incentivado por algumas novidades que soavam, à primeira vista, como se fossem piadas.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-37/#more-22769" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Quando eu entrei no jornalismo e, especificamente, no jornalismo de tecnologia, o clima que conduzia a área era de otimismo. Meu primeiro texto foi publicado em 2003, quando eu estava no terceiro ano de faculdade, o Google ainda era uma startup a se provar, Microsoft e GE se alternavam como maior empresa do mundo, a Nokia estava a quatro anos de lançar seu primeiro smartphone realmente popular, o N951, e Mark Zuckerberg era apenas um estudante de Harvard que fundaria o Facebook no ano seguinte2. O mundo ainda estava escalando a ladeira do &#8220;tecno-otimismo&#8221;, incentivado por algumas novidades que soavam, à primeira vista, como se fossem piadas.
 (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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	<title>O Brasil real não cabe nas discussões delirantes do Twitter</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-36/</link>
	<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 17:52:40 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em 1924, Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Tarsila do Amaral eram três dos artistas mais relevantes do Brasil. Os três tiveram participação decisiva na Semana de Arte Moderna dois anos antes, um movimento artístico que desencadeou o Modernismo no Brasil ao questionar e reinventar alguns pilares nos quais a arte tradicionalmente se apoiava até então. O movimento reuniu escritores, poetas, pintores, escultores, músicos com o intuito de propor uma nova visão sobre o que era produzir arte e, principalmente, como se desvencilhar daquele modelo clássico trazido da Europa e regurgitado até então.</p>
<p>A arte produzida no Brasil desde a vinda da Corte Portuguesa, cheia de pintores que vieram tentar a vida por aqui, reproduzia muito o que era praticado na Europa sem adaptações radicais. Desde que um sujeito francês chamado Jean-Baptiste Debret desembarcou no Brasil quase uma década depois da corte portuguesa e se tornou uma espécie de pintor oficial do reino, a arte brasileira seguia as suas pegadas. Quando o Museu do Ipiranga estiver aberto (sabe-se lá quando) você vai poder ver isso expresso na tela “Independência ou Morte ou O Grito do Ipiranga”, do Pedro Américo, recriando Dom Pedro I declarando a independência do Brasil. Tudo é clássico: a composição, as cores, o tema, a maneira como o brasileiro é retratado como um capiau que não entende nada do que está acontecendo… Você pode achar que a tela do Pedro Américo é muito distante da Semana de 22; não é. A tela é de 1888, 80 anos depois do desembarque da corte e 34 anos antes do movimento modernista, o que serve para mostrar também como o Brasil é novo.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-36/#more-22633" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
]]></description>
	<itunes:subtitle><![CDATA[Em 1924, Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Tarsila do Amaral eram três dos artistas mais relevantes do Brasil. Os três tiveram participação decisiva na Semana de Arte Moderna dois anos antes, um movimento artístico que desencadeou o Modernismo no Bra]]></itunes:subtitle>
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<p>A arte produzida no Brasil desde a vinda da Corte Portuguesa, cheia de pintores que vieram tentar a vida por aqui, reproduzia muito o que era praticado na Europa sem adaptações radicais. Desde que um sujeito francês chamado Jean-Baptiste Debret desembarcou no Brasil quase uma década depois da corte portuguesa e se tornou uma espécie de pintor oficial do reino, a arte brasileira seguia as suas pegadas. Quando o Museu do Ipiranga estiver aberto (sabe-se lá quando) você vai poder ver isso expresso na tela “Independência ou Morte ou O Grito do Ipiranga”, do Pedro Américo, recriando Dom Pedro I declarando a independência do Brasil. Tudo é clássico: a composição, as cores, o tema, a maneira como o brasileiro é retratado como um capiau que não entende nada do que está acontecendo… Você pode achar que a tela do Pedro Américo é muito distante da Semana de 22; não é. A tela é de 1888, 80 anos depois do desembarque da corte e 34 anos antes do movimento modernista, o que serve para mostrar também como o Brasil é novo.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-36/#more-22633" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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A arte produzida no Brasil desde a vinda da Corte Portuguesa, cheia de pintores que vieram tentar a vida por aqui, reproduzia muito o que era praticado na Europa sem adaptações radicais. Desde que um sujeito francês chamado Jean-Baptiste Debret desembarcou no Brasil quase uma década depois da corte portuguesa e se tornou uma espécie de pintor oficial do reino, a arte brasileira seguia as suas pegadas. Quando o Museu do Ipiranga estiver aberto (sabe-se lá quando) você vai poder ver isso expresso na tela “Independência ou Morte ou O Grito do Ipiranga”, do Pedro Américo, recriando Dom Pedro I declarando a independência do Brasil. Tudo é clássico: a composição, as cores, o tema, a maneira como o brasileiro é retratado como um capiau que não entende nada do que está acontecendo… Você pode achar que a tela do Pedro Américo é muito distante da Semana de 22; não é. A tela é de 1888, 80 anos depois do desembarque da corte e 34 anos antes do movimento modernista, o que serve para mostrar também como o Brasil é novo.
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		<title>O Brasil real não cabe nas discussões delirantes do Twitter</title>
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	<itunes:author><![CDATA[Guilherme Felitti]]></itunes:author>	<googleplay:description><![CDATA[Em 1924, Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Tarsila do Amaral eram três dos artistas mais relevantes do Brasil. Os três tiveram participação decisiva na Semana de Arte Moderna dois anos antes, um movimento artístico que desencadeou o Modernismo no Brasil ao questionar e reinventar alguns pilares nos quais a arte tradicionalmente se apoiava até então. O movimento reuniu escritores, poetas, pintores, escultores, músicos com o intuito de propor uma nova visão sobre o que era produzir arte e, principalmente, como se desvencilhar daquele modelo clássico trazido da Europa e regurgitado até então.
A arte produzida no Brasil desde a vinda da Corte Portuguesa, cheia de pintores que vieram tentar a vida por aqui, reproduzia muito o que era praticado na Europa sem adaptações radicais. Desde que um sujeito francês chamado Jean-Baptiste Debret desembarcou no Brasil quase uma década depois da corte portuguesa e se tornou uma espécie de pintor oficial do reino, a arte brasileira seguia as suas pe]]></googleplay:description>
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	<title>O manual de eleição digital para o fascista moderno chegar ao poder</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-35/</link>
	<pubDate>Thu, 16 Jul 2020 17:58:50 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Ouviu o <em>Tecnocracia</em> e veio aqui em busca dos links citados?</p>
<ul>
<li><a href="https://theintercept.com/2019/08/28/ranking-youtube-extrema-direita/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Cinco dos dez canais que explodiram no ranking do YouTube durante as eleições são de extrema-direita</a>, no <em>The Intercept</em>.</li>
<li><a href="https://globoplay.globo.com/v/8644476/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sites que apoiam Bolsonaro apagaram centenas de vídeos nos últimos meses</a>, no <em>Jornal Nacional</em>.</li>
<li><a href="https://manualdousuario.net/gab-rede-social/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Gab, a rede social dos conservadores, testa os limites da liberdade de expressão</a>.</li>
</ul>
<p>Poucas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, um dos candidatos, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou que havia registrado seu plano de governo em uma blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin. No site da campanha, já fora do ar, mas ainda <a href="https://web.archive.org/web/20190105100134/https://www.obrasilfelizdenovo.com/haddad-blockchain-bitcoin-plano-governo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">disponível na Wayback Machine</a>, o comunicado oficial explicava que o registro na blockchain era uma forma de garantir que as propostas, &#8220;constantemente modificadas para a manipulação de eleitores&#8221;, chegariam a eles na íntegra. Eleitores em dúvida sobre as &#8220;teorias criadas pela rede de desinformação do candidato opositor&#8221; poderiam, em tese, conferir se era mentira ou não.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-35/#more-22457" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[Ouviu o Tecnocracia e veio aqui em busca dos links citados?

Cinco dos dez canais que explodiram no ranking do YouTube durante as eleições são de extrema-direita, no The Intercept.
Sites que apoiam Bolsonaro apagaram centenas de vídeos nos últimos meses,]]></itunes:subtitle>
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<li><a href="https://theintercept.com/2019/08/28/ranking-youtube-extrema-direita/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Cinco dos dez canais que explodiram no ranking do YouTube durante as eleições são de extrema-direita</a>, no <em>The Intercept</em>.</li>
<li><a href="https://globoplay.globo.com/v/8644476/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sites que apoiam Bolsonaro apagaram centenas de vídeos nos últimos meses</a>, no <em>Jornal Nacional</em>.</li>
<li><a href="https://manualdousuario.net/gab-rede-social/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Gab, a rede social dos conservadores, testa os limites da liberdade de expressão</a>.</li>
</ul>
<p>Poucas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, um dos candidatos, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou que havia registrado seu plano de governo em uma blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin. No site da campanha, já fora do ar, mas ainda <a href="https://web.archive.org/web/20190105100134/https://www.obrasilfelizdenovo.com/haddad-blockchain-bitcoin-plano-governo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">disponível na Wayback Machine</a>, o comunicado oficial explicava que o registro na blockchain era uma forma de garantir que as propostas, &#8220;constantemente modificadas para a manipulação de eleitores&#8221;, chegariam a eles na íntegra. Eleitores em dúvida sobre as &#8220;teorias criadas pela rede de desinformação do candidato opositor&#8221; poderiam, em tese, conferir se era mentira ou não.</p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Ouviu o Tecnocracia e veio aqui em busca dos links citados?

Cinco dos dez canais que explodiram no ranking do YouTube durante as eleições são de extrema-direita, no The Intercept.
Sites que apoiam Bolsonaro apagaram centenas de vídeos nos últimos meses, no Jornal Nacional.
Gab, a rede social dos conservadores, testa os limites da liberdade de expressão.

Poucas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, um dos candidatos, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou que havia registrado seu plano de governo em uma blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin. No site da campanha, já fora do ar, mas ainda disponível na Wayback Machine, o comunicado oficial explicava que o registro na blockchain era uma forma de garantir que as propostas, &#8220;constantemente modificadas para a manipulação de eleitores&#8221;, chegariam a eles na íntegra. Eleitores em dúvida sobre as &#8220;teorias criadas pela rede de desinformação do candidato opositor&#8221; poderiam, em tese, conferir se era mentira ou não.
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Cinco dos dez canais que explodiram no ranking do YouTube durante as eleições são de extrema-direita, no The Intercept.
Sites que apoiam Bolsonaro apagaram centenas de vídeos nos últimos meses, no Jornal Nacional.
Gab, a rede social dos conservadores, testa os limites da liberdade de expressão.

Poucas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, um dos candidatos, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou que havia registrado seu plano de governo em uma blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin. No site da campanha, já fora do ar, mas ainda disponível na Wayback Machine, o comunicado oficial explicava que o registro na blockchain era uma forma de garantir que as propostas, &#8220;constantemente modificadas para a manipulação de eleitores&#8221;, chegariam a eles na íntegra. Eleitores em dúvida sobre as &#8220;teorias criadas pela rede de desinformação do candidato opositor&#8221; ]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>Mark Zuckerberg está no lado errado da história</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-34/</link>
	<pubDate>Thu, 02 Jul 2020 17:33:51 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em 1954, a Suprema Corte dos Estados Unidos julgou inconstitucional, por unanimidade, a segregação racial nas escolas do país. Até então, os governos estaduais definiam se alunos brancos e negros seriam misturados ou se cada um iria para uma escola diferente — em sua maioria esmagadora, as escolas frequentadas pelos brancos não eram as mesmas escolas frequentadas pelos negros. Estudos feitos nas décadas seguintes mostraram que as escolas dos brancos recebiam mais dinheiro do governo e eram melhores em qualidade educacional que as escolas dos negros.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-34/#more-22365" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>Todo dia ela faz tudo sempre igual: trabalho em tempos de COVID-19</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-33/</link>
	<pubDate>Thu, 04 Jun 2020 14:27:50 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Além do cappuccino, do Vaticano e do fascismo, a sociedade moderna deve à Itália o conceito de empresa. Ainda que grupos de pessoas venham se unindo sob uma mesma organização para fazer comércio desde a Mesopotâmia, 3 mil anos antes de Cristo, foi durante o Império Romano que tomou forma a estrutura da empresa que conhecemos até hoje.</p>
<p>&#8220;Eles certamente criaram alguns dos conceitos fundamentais de legislação corporativa, particularmente a ideia de que uma associação de pessoas pode ter uma identidade coletiva separada dos seus componentes humanos. Eles ligavam as companhias à família, a unidade básica da sociedade. Os sócios — ou &#8216;socii&#8217; — deixavam a maior parte das decisões gerenciais para os gerentes, que, por sua vez, operavam o negócio, administravam os agentes no campo e mantinham &#8216;tabulae accepti et expensi&#8217;, os livros de contabilidade&#8221;. Ainda que os romanos tenham dado a primeira forma, foram outros italianos que, baseado no que os romanos já tinham criado, aperfeiçoaram o modelo. Esse trecho é de um livro excepcional chamado <em>The company: A short history of a revolutionary idea</em>, de dois jornalistas da revista <em>The Economist</em>, John Micklethwait e Adrian Wooldridge.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-33/#more-22057" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>&#8220;Eles certamente criaram alguns dos conceitos fundamentais de legislação corporativa, particularmente a ideia de que uma associação de pessoas pode ter uma identidade coletiva separada dos seus componentes humanos. Eles ligavam as companhias à família, a unidade básica da sociedade. Os sócios — ou &#8216;socii&#8217; — deixavam a maior parte das decisões gerenciais para os gerentes, que, por sua vez, operavam o negócio, administravam os agentes no campo e mantinham &#8216;tabulae accepti et expensi&#8217;, os livros de contabilidade&#8221;. Ainda que os romanos tenham dado a primeira forma, foram outros italianos que, baseado no que os romanos já tinham criado, aperfeiçoaram o modelo. Esse trecho é de um livro excepcional chamado <em>The company: A short history of a revolutionary idea</em>, de dois jornalistas da revista <em>The Economist</em>, John Micklethwait e Adrian Wooldridge.</p>
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&#8220;Eles certamente criaram alguns dos conceitos fundamentais de legislação corporativa, particularmente a ideia de que uma associação de pessoas pode ter uma identidade coletiva separada dos seus componentes humanos. Eles ligavam as companhias à família, a unidade básica da sociedade. Os sócios — ou &#8216;socii&#8217; — deixavam a maior parte das decisões gerenciais para os gerentes, que, por sua vez, operavam o negócio, administravam os agentes no campo e mantinham &#8216;tabulae accepti et expensi&#8217;, os livros de contabilidade&#8221;. Ainda que os romanos tenham dado a primeira forma, foram outros italianos que, baseado no que os romanos já tinham criado, aperfeiçoaram o modelo. Esse trecho é de um livro excepcional chamado The company: A short history of a revolutionary idea, de dois jornalistas da revista The Economist, John Micklethwait e Adrian Wooldridge.
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&#8220;Eles certamente criaram alguns dos conceitos fundamentais de legislação corporativa, particularmente a ideia de que uma associação de pessoas pode ter uma identidade coletiva separada dos seus componentes humanos. Eles ligavam as companhias à família, a unidade básica da sociedade. Os sócios — ou &#8216;socii&#8217; — deixavam a maior parte das decisões gerenciais para os gerentes, que, por sua vez, operavam o negócio, administravam os agentes no campo e mantinham &#8216;tabulae accepti et expensi&#8217;, os livros de contabilidade&#8221;. Ainda que os romanos tenham dado a primeira forma, foram outros italianos que, baseado no que os romanos já t]]></googleplay:description>
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	<title>O mundo pós-COVID-19: há pouco de novo no “novo normal”</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-32/</link>
	<pubDate>Thu, 21 May 2020 14:10:58 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>O escritor argentino Julio Cortázar publicou em 1969 o conto que melhor sintetiza a passagem de tempo na literatura mundial, segundo a minha opinião. Chama-se <em>A auto-estrada do Sul</em> e está num livro chamado <em>Todos os fogos o fogo</em>”. No conto, uma multidão de carros avança por uma estrada que liga o interior da França a Paris numa tarde de domingo até que todos são obrigados a parar em um congestionamento. Naquele anda e para conhecido por qualquer um que já tenha passado horas em um engarrafamento, os carros seguem por quilômetros até que param completamente. </p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-32/#more-21960" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<content:encoded><![CDATA[<p>O escritor argentino Julio Cortázar publicou em 1969 o conto que melhor sintetiza a passagem de tempo na literatura mundial, segundo a minha opinião. Chama-se <em>A auto-estrada do Sul</em> e está num livro chamado <em>Todos os fogos o fogo</em>”. No conto, uma multidão de carros avança por uma estrada que liga o interior da França a Paris numa tarde de domingo até que todos são obrigados a parar em um congestionamento. Naquele anda e para conhecido por qualquer um que já tenha passado horas em um engarrafamento, os carros seguem por quilômetros até que param completamente. </p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-32/#more-21960" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>O mundo pós-COVID-19: há pouco de novo no “novo normal”</title>
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	<title>A SoftBank colocou os unicórnios em coma e o coronavírus desligou os aparelhos</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-31/</link>
	<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 17:53:30 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>No basquete, há uma expressão chamada &#8220;heat check&#8221;. A Luciana Gimenez vai explicar para você. (Seria ótimo se agora entrasse a Luciana real explicando, mas eu não tenho contatos na high society, então quem vai ter que explicar o que é sou eu.) Basicamente, o &#8220;heat check&#8221; é quando um jogador percebe que está num daqueles dias em que tudo dá certo e vai checando o quanto a mão está quente (por isso &#8220;checagem de calor&#8221;). Arremessar uma bola num aro distante não é fácil. Na linha de três pontos, é ainda pior. Mesmo com anos de treino e seguidas horas diárias repetindo o movimento dos braços e das mãos, os melhores arremessadores têm uma média próxima a 50% de acertos de bolas de três, ou seja, a cada dois arremessos, um entra. A média de todos os jogadores está quase em 30%.</p>
<p>Um dos atletas com mais momentos de &#8220;heat check&#8221; na NBA se chama Klay Thompson e ainda joga — quer dizer, ele sofreu uma lesão horrenda em 2019 e só deverá voltar às quadras no fim do ano. Um dos maiores &#8220;heat checks&#8221; do Klay aconteceu em 12 de maio de 2016, quando o time dele, o Golden State Warriors, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=vQaGX4-Sfvg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">jogava contra o Indiana Pacers</a> na Califórnia. De qualquer lugar que ele arremessasse a bola caía. Em 29 minutos em quadra (vamos lembrar que jogo de basquete são 4 tempos de 12 minutos, num total, claro, de 48 minutos), Klay Thompson fez 60 pontos. Chegou um momento da noite em que a torcida sabia que a bola que saísse das mãos dele ia entrar. Era o clássico dia em que tudo dá certo. Por mais que você treine, ainda assim um dia ruim pode impactar sua habilidade de executar o que você vem treinando sua vida toda para.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-31/#more-21725" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Um dos atletas com mais momentos de &#8220;heat check&#8221; na NBA se chama Klay Thompson e ainda joga — quer dizer, ele sofreu uma lesão horrenda em 2019 e só deverá voltar às quadras no fim do ano. Um dos maiores &#8220;heat checks&#8221; do Klay aconteceu em 12 de maio de 2016, quando o time dele, o Golden State Warriors, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=vQaGX4-Sfvg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">jogava contra o Indiana Pacers</a> na Califórnia. De qualquer lugar que ele arremessasse a bola caía. Em 29 minutos em quadra (vamos lembrar que jogo de basquete são 4 tempos de 12 minutos, num total, claro, de 48 minutos), Klay Thompson fez 60 pontos. Chegou um momento da noite em que a torcida sabia que a bola que saísse das mãos dele ia entrar. Era o clássico dia em que tudo dá certo. Por mais que você treine, ainda assim um dia ruim pode impactar sua habilidade de executar o que você vem treinando sua vida toda para.</p>
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Um dos atletas com mais momentos de &#8220;heat check&#8221; na NBA se chama Klay Thompson e ainda joga — quer dizer, ele sofreu uma lesão horrenda em 2019 e só deverá voltar às quadras no fim do ano. Um dos maiores &#8220;heat checks&#8221; do Klay aconteceu em 12 de maio de 2016, quando o time dele, o Golden State Warriors, jogava contra o Indiana Pacers na Califórnia. De qualquer lugar que ele arremessasse a bola caía. Em 29 minutos em quadra (vamos lembrar que jogo de basquete são 4 tempos de 12 minutos, num total, claro, de 48 minutos), Klay Thompson fez 60 pontos. Chegou um momento da noite em que a torcida sabia que a bola que saísse das mãos dele ia entrar. Era o clássico dia em que tudo dá certo. Por mais que você treine, ainda assim um dia ruim pode impactar sua habilidade de executar o que você vem treinando sua vida toda para.
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Um dos atletas com mais momentos de &#8220;heat check&#8221; na NBA se chama Klay Thompson e ainda joga — quer dizer, ele sofreu uma lesão horrenda em 2019 e só deverá voltar às qua]]></googleplay:description>
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	<title>O coronavírus tirou qualquer freio à invasão da tecnologia na sociedade</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-30/</link>
	<pubDate>Thu, 02 Apr 2020 19:49:31 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Quando conquistadores holandeses aportaram na Austrália para explorar uma região no oeste do país, a crença global era de que cisnes só eram encontrados em uma cor: branco. A certeza era tamanha que, na Inglaterra medieval, um dos ditados populares usava a expressão &#8220;cisne negro&#8221; para professar algo impossível. Acreditava-se na época que a probabilidade de ver uma ave negra era a mesma de ver um porco voando.</p>
<p>Foi por essa razão que a expedição liderada por Willem de Vlamingh ficou atônita quando viu, nadando no Swan River (Swan é cisne em inglês), um cisne negro. O bicho existia. Além de ter virado uma ave ornamental nos séculos seguintes e povoado todos os continentes depois que os holandeses levaram centenas de espécimes embora, o cisne negro virou também o mote de uma teoria econômica.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-30/#more-21561" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[Quando conquistadores holandeses aportaram na Austrália para explorar uma região no oeste do país, a crença global era de que cisnes só eram encontrados em uma cor: branco. A certeza era tamanha que, na Inglaterra medieval, um dos ditados populares usava]]></itunes:subtitle>
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<p>Foi por essa razão que a expedição liderada por Willem de Vlamingh ficou atônita quando viu, nadando no Swan River (Swan é cisne em inglês), um cisne negro. O bicho existia. Além de ter virado uma ave ornamental nos séculos seguintes e povoado todos os continentes depois que os holandeses levaram centenas de espécimes embora, o cisne negro virou também o mote de uma teoria econômica.</p>
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Foi por essa razão que a expedição liderada por Willem de Vlamingh ficou atônita quando viu, nadando no Swan River (Swan é cisne em inglês), um cisne negro. O bicho existia. Além de ter virado uma ave ornamental nos séculos seguintes e povoado todos os continentes depois que os holandeses levaram centenas de espécimes embora, o cisne negro virou também o mote de uma teoria econômica.
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Foi por essa razão que a expedição liderada por Willem de Vlamingh ficou atônita quando viu, nadando no Swan River (Swan é cisne em inglês), um cisne negro. O bicho existia. Além de ter virado uma ave ornamental nos séculos seguintes e povoado todos os continentes depois que os holandeses levaram centenas de espécimes embora, o cisne negro virou também o mote de uma teoria econômica.
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<item>
	<title>Na era da auto-exposição exagerada, silêncio não significa incompetência</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-29/</link>
	<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 18:22:23 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Este <em>Tecnocracia</em> vai contar três histórias diferentes que, à primeira vista, não têm relação entre si. No fim a gente amarra.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-29/#more-21417" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>Por trás das campanhas de desinformação sempre tem alguém lucrando — e não é você</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-28/</link>
	<pubDate>Thu, 20 Feb 2020 17:45:28 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em 1867, uma molecada estava brincando perto da margem do rio Orange na cidade de Hopetown, África do Sul, quando notou umas pedrinhas brilhantes no leito do rio. As pedrinhas, abundantemente espalhadas, acabaram sendo usadas em jogos que o filho do dono da fazenda, Erasmo, jogava com as crianças da vizinhança. A mãe de Erasmo notou que as pedrinhas eram realmente muito brilhantes e mostrou a um fazendeiro vizinho, que se dispôs a comprá-las. Algo lhe dizia que aquilo não eram simples seixos de rio. A ideia era levar para geólogos em Hopetown e na cidade vizinha Colesberg para analisar um potencial valor.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-28/#more-21245" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-28/#more-21245" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<item>
	<title>Se a vigilância é o novo normal, deveríamos ter o controle dos nossos dados</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-27/</link>
	<pubDate>Thu, 06 Feb 2020 17:19:53 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
	<guid isPermaLink="false">https://manualdousuario.net/?post_type=podcast&#038;p=21116</guid>
	<description><![CDATA[<p>No fim da década de 1980, o Partido Democrata dos Estados Unidos já tinha decidido quem seria seu candidato à Casa Branca para a eleição de 1988. Tudo indicava que, após oito anos de governo do republicano Ronald Reagan, era hora dos democratas voltarem à presidência. Não era só o momento que era favorável. Vencedor das primárias do partido, o senador Gary Hart personificava a figura perfeita. Se um marqueteiro lapidasse um candidato ideal, ele seria Hart, a começar pelo visual: com 51 anos, sorriso fácil e um cabelo raro para a idade, Hart era aquele jovem senhor que desfila charme por aí. Alguns democratas viam nele uma nova encarnação da mística de John Kennedy, presidente assassinado 25 anos antes.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-27/#more-21116" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[No fim da década de 1980, o Partido Democrata dos Estados Unidos já tinha decidido quem seria seu candidato à Casa Branca para a eleição de 1988. Tudo indicava que, após oito anos de governo do republicano Ronald Reagan, era hora dos democratas voltarem ]]></itunes:subtitle>
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	<content:encoded><![CDATA[<p>No fim da década de 1980, o Partido Democrata dos Estados Unidos já tinha decidido quem seria seu candidato à Casa Branca para a eleição de 1988. Tudo indicava que, após oito anos de governo do republicano Ronald Reagan, era hora dos democratas voltarem à presidência. Não era só o momento que era favorável. Vencedor das primárias do partido, o senador Gary Hart personificava a figura perfeita. Se um marqueteiro lapidasse um candidato ideal, ele seria Hart, a começar pelo visual: com 51 anos, sorriso fácil e um cabelo raro para a idade, Hart era aquele jovem senhor que desfila charme por aí. Alguns democratas viam nele uma nova encarnação da mística de John Kennedy, presidente assassinado 25 anos antes.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-27/#more-21116" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>Se a vigilância é o novo normal, deveríamos ter o controle dos nossos dados</title>
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 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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	<title>Monopólios sempre emperraram a inovação — e não é diferente com as Big Tech</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-26/</link>
	<pubDate>Thu, 23 Jan 2020 16:29:39 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Dois mil e dez foi um ano movimentado em tecnologia. A Apple lançou o iPhone 4 e o iPad, comprou a startup Siri (que viraria seu assistente pessoal) e Steve Jobs voltou a aparecer após meses longe dos olhares do mundo. A Microsoft foi atrás da AWS com o Azure e ainda tentava entrar na guerra dos smartphones com o Windows Phone 7. A Amazon já ensaiava atacar outras frentes, mas a venda de livros ainda era seu negócio principal — em 2010, pela primeira vez, <a href="https://www.theguardian.com/books/2010/jul/20/amazon-ebook-digital-sales-hardbacks-us" target="_blank" rel="noopener noreferrer">os e-books venderam mais que as cópias físicas</a>. A Intel comprou a McAfee, Yahoo, Nokia e HTC eram relevantes e surgiram as primeiras informações sobre o smartphone que o Facebook estava fabricando (três anos depois descobriu-se que era por uma parceria com a HTC). Só o fato de ter o iPhone 4 e o iPad já dariam importância ao ano: o primeiro lançou essa tendências de smartphones “embalados” em vidro, o segundo desengatilhou uma outra tendência — ainda viva, mas de menor fôlego, é verdade —, de tablets como substitutos de notebooks.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-26/#more-20910" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-26/#more-20910" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>Em 2019, a briga para manter os monopólios se tornou explícita</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-25/</link>
	<pubDate>Wed, 04 Dec 2019 12:24:18 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Roger McNamee é um dos sujeitos mais impactantes do mercado de tecnologia de quem você nunca ouviu falar. No seu primeiro trabalho na área, no começo da década de 1980, ele liderou investimentos na Electronic Arts. Quando foi trabalhar em um dos fundos mais tradicionais do Vale do Silício, o Kleiner Perkins, McNamee se envolveu em investimentos feitos em um navegador chamado Netscape e em uma loja online chamada Amazon. Ambos os negócios se tornaram gigantescos, mas é sempre bom frisar que quem começou o frenesi financeiro da internet foi o Netscape, o primeiro navegador gráfico para usuário final da história.</p>
<p>O histórico de acertos do McNamee era tão sólido que ele fez o que qualquer um com naquela posição faz em sua área: para que trabalhar para os outros se eu posso colher os frutos todos para mim? Em 1999, ele fundou a Silver Lake Partners com outros sócios e passou a farejar o mercado atrás de negócios com potencial.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-25/#more-20755" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>O histórico de acertos do McNamee era tão sólido que ele fez o que qualquer um com naquela posição faz em sua área: para que trabalhar para os outros se eu posso colher os frutos todos para mim? Em 1999, ele fundou a Silver Lake Partners com outros sócios e passou a farejar o mercado atrás de negócios com potencial.</p>
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O histórico de acertos do McNamee era tão sólido que ele fez o que qualquer um com naquela posição faz em sua área: para que trabalhar para os outros se eu posso colher os frutos todos para mim? Em 1999, ele fundou a Silver Lake Partners com outros sócios e passou a farejar o mercado atrás de negócios com potencial.
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O histórico de acertos do McNamee era tão sólido que ele fez o que qualquer um com naquela posição faz em sua área: para que trabalhar para os outros se eu posso colher os frutos todos para mim? Em 1999, ele fundou a Silver Lake Partners com outros sócios e passou a farejar o mercado atrás de negócios com potencial.
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	<title>O governo deveria proteger seus dados, mas é excelente em expô-los</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-24/</link>
	<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 18:15:28 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Toda profissão depende de informação, mas algumas dependem mais do que outras. Um cirurgião, por exemplo, precisa conhecer os novos métodos e equipamentos na sua área, mas a maneira como ele vai operar se mantém mais ou menos a mesma. A informação é importante, mas não é o eixo ao redor do qual a profissão gira.</p>
<p>Existem profissões onde o principal capital é a informação. Jornalismo, por exemplo. Você vive para buscar, contextualizar e reportar informações. Não é a única atividade que segue a regra. Investidores também precisam consumir vorazmente informações para tomar decisões sobre o que fazer com aquela ação — vender por que a perspectiva é uma merda ou comprar mais já que o futuro tende a ser brilhante. Quer outra? Vigaristas, estelionatários e bandidos.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-24/#more-20706" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Existem profissões onde o principal capital é a informação. Jornalismo, por exemplo. Você vive para buscar, contextualizar e reportar informações. Não é a única atividade que segue a regra. Investidores também precisam consumir vorazmente informações para tomar decisões sobre o que fazer com aquela ação — vender por que a perspectiva é uma merda ou comprar mais já que o futuro tende a ser brilhante. Quer outra? Vigaristas, estelionatários e bandidos.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-24/#more-20706" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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Existem profissões onde o principal capital é a informação. Jornalismo, por exemplo. Você vive para buscar, contextualizar e reportar informações. Não é a única atividade que segue a regra. Investidores também precisam consumir vorazmente informações para tomar decisões sobre o que fazer com aquela ação — vender por que a perspectiva é uma merda ou comprar mais já que o futuro tende a ser brilhante. Quer outra? Vigaristas, estelionatários e bandidos.
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Existem profissões onde o principal capital é a informação. Jornalismo, por exemplo. Você vive para buscar, contextualizar e reportar informações. Não é a única atividade que segue a regra. Investidores também precisam consumir vorazmente informações para tomar decisões sobre o que fazer com aquela ação — vender por que a perspectiva é uma merda ou comprar mais já que o futuro tende a ser brilhante. Quer outra? Vigaristas, estelionatários e bandidos.
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	<title>A sina do Brasil é exportar commodity e a internet não vai mudar isso</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-23/</link>
	<pubDate>Thu, 24 Oct 2019 11:45:48 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>No final do século XVII, Portugal tinha um problemão nas mãos.</p>
<p>Em 1695, ano da morte de Zumbi dos Palmares, o outrora grandioso, aventureiro e rico Império Colonial Português parecia estar com os dias contados. Sessenta anos de União Ibérica (a fusão com a Espanha por falta de herdeiros do trono português) e quase um século de guerra contra os holandeses haviam dilapidado os recursos, aniquilado o comércio de especiarias no Oriente e reduzido substancialmente a vastidão dos territórios ultramarinos do reino. A economia do açúcar no Nordeste brasileiro (até então a maior fonte de receita na colônia) estava em crise devido à concorrência dos novos engenhos ingleses, franceses e holandeses na região do Caribe. Os preços caíam em virtude do excesso de oferta. Havia também novos concorrentes no tráfico de escravos, atividade na qual Portugal tinha sido virtualmente monopolista até um século antes. Por toda a costa da África despontavam agora novas fortificações e feitorias de outros povos europeus, incluindo até mesmo suecos, dinamarqueses e alemães.</p>
<p>O trecho vem de <em>Escravidão</em>, um livro fundamental em que Laurentino Gomes mergulha no processo que mais profundamente impactou e moldou a sociedade brasileira. O livro deveria ser leitura obrigatória a todos os brasileiros.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-23/#more-20553" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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Em 1695, ano da morte de Zumbi dos Palmares, o outrora grandioso, aventureiro e rico Império Colonial Português parecia estar com os dias contados. Sessenta anos de União Ibérica (a fusão com]]></itunes:subtitle>
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<p>O trecho vem de <em>Escravidão</em>, um livro fundamental em que Laurentino Gomes mergulha no processo que mais profundamente impactou e moldou a sociedade brasileira. O livro deveria ser leitura obrigatória a todos os brasileiros.</p>
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Em 1695, ano da morte de Zumbi dos Palmares, o outrora grandioso, aventureiro e rico Império Colonial Português parecia estar com os dias contados. Sessenta anos de União Ibérica (a fusão com a Espanha por falta de herdeiros do trono português) e quase um século de guerra contra os holandeses haviam dilapidado os recursos, aniquilado o comércio de especiarias no Oriente e reduzido substancialmente a vastidão dos territórios ultramarinos do reino. A economia do açúcar no Nordeste brasileiro (até então a maior fonte de receita na colônia) estava em crise devido à concorrência dos novos engenhos ingleses, franceses e holandeses na região do Caribe. Os preços caíam em virtude do excesso de oferta. Havia também novos concorrentes no tráfico de escravos, atividade na qual Portugal tinha sido virtualmente monopolista até um século antes. Por toda a costa da África despontavam agora novas fortificações e feitorias de outros povos europeus, incluindo até mesmo suecos, dinamarqueses e alemães.
O trecho vem de Escravidão, um livro fundamental em que Laurentino Gomes mergulha no processo que mais profundamente impactou e moldou a sociedade brasileira. O livro deveria ser leitura obrigatória a todos os brasileiros.
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Em 1695, ano da morte de Zumbi dos Palmares, o outrora grandioso, aventureiro e rico Império Colonial Português parecia estar com os dias contados. Sessenta anos de União Ibérica (a fusão com a Espanha por falta de herdeiros do trono português) e quase um século de guerra contra os holandeses haviam dilapidado os recursos, aniquilado o comércio de especiarias no Oriente e reduzido substancialmente a vastidão dos territórios ultramarinos do reino. A economia do açúcar no Nordeste brasileiro (até então a maior fonte de receita na colônia) estava em crise devido à concorrência dos novos engenhos ingleses, franceses e holandeses na região do Caribe. Os preços caíam em virtude do excesso de oferta. Havia também novos concorrentes no tráfico de escravos, atividade na qual Portugal tinha sido virtualmente monopolista até um século antes. Por toda a costa da África despontavam agora novas fortificações e feitorias de outros povos ]]></googleplay:description>
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	<title>A incrível estupidez da geração que glamourizou o excesso de trabalho</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-22/</link>
	<pubDate>Wed, 09 Oct 2019 17:49:57 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Existe um mito na física chamado “máquina do movimento perpétuo”. Uma máquina do movimento perpétuo seria capaz de, após começar, criar sem ajuda externa uma quantidade de energia suficiente não apenas para garantir seu funcionamento, mas também para fornecer o extra para consumo externo. Em outras palavras: uma fonte de energia infinita que não precisa de nenhum estímulo além daquele no começo.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-22/#more-20454" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>Como o Vale do Silício criou o conto de fadas para adultos</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-21/</link>
	<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 13:04:34 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Qual é a música mais bonita já escrita no Brasil? Você pode até chutar um monte, mas a minha eu já escolhi. É uma música escrita em parte por um dos maiores brasileiros a ter pisado nessa vida. Paulo Emílio Vanzolini fez uma carreira de enorme sucesso na biologia — médico formado pela USP com doutorado em Harvard e décadas como diretor do Museu de Zoologia da USP, o mais importante do país. Mas você não conhece Paulo Vanzolini por sua carreira de <a href="https://jornal.usp.br/atualidades/paulo-vanzolini-se-destacou-na-musica-e-ciencia-brasileiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">inegável sucesso na biologia</a>. Fora da expediente, Vanzolini compunha músicas baseadas no que observava quando estava em São Paulo ou mergulhado no Pantanal por semanas fazendo seus estudos. Você provavelmente já ouviu <em>Ronda</em> e <em>Volta por cima</em>. (Se não está lembrado, pare de ler este <em>Tecnocracia</em> e vá ouvi-las, de preferência nas interpretações da Maria Bethânia. Uma regra de vida: se a Maria Bethânia cantou, é improvável que você ache uma interpretação melhor.)</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-21/#more-20201" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-21/#more-20201" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>Cuidado para não virar o vovô Simpson gritando para nuvens</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-20/</link>
	<pubDate>Thu, 29 Aug 2019 18:01:21 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Este <em>Tecnocracia</em> começa bem lúdico. Transcreverei duas notícias publicadas por um veículo de massa e um trecho de ensaio falando sobre a chegada de uma nova tecnologia e você vai pensando sobre o que o sujeito está falando:</p>
<p>1. &#8220;A tecnologia fez algum bem? Acabou com algum mal, mitigou alguma tristeza? É de alguma consequência que você, de Nova York, deva saber na terça-feira em vez de quarta-feira que Jones amassou o nariz de Thompson no Congresso na segunda-feira? Algum dinheiro a mais é ganho ou perdido pelos especuladores de algodão em Nova Orleans e Nova York por que eles sabem das variações de ambos os mercados em cinco minutos, não mais cinco dias, antes que sua operações passem a valer?&#8221;</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-20/#more-19975" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>1. &#8220;A tecnologia fez algum bem? Acabou com algum mal, mitigou alguma tristeza? É de alguma consequência que você, de Nova York, deva saber na terça-feira em vez de quarta-feira que Jones amassou o nariz de Thompson no Congresso na segunda-feira? Algum dinheiro a mais é ganho ou perdido pelos especuladores de algodão em Nova Orleans e Nova York por que eles sabem das variações de ambos os mercados em cinco minutos, não mais cinco dias, antes que sua operações passem a valer?&#8221;</p>
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1. &#8220;A tecnologia fez algum bem? Acabou com algum mal, mitigou alguma tristeza? É de alguma consequência que você, de Nova York, deva saber na terça-feira em vez de quarta-feira que Jones amassou o nariz de Thompson no Congresso na segunda-feira? Algum dinheiro a mais é ganho ou perdido pelos especuladores de algodão em Nova Orleans e Nova York por que eles sabem das variações de ambos os mercados em cinco minutos, não mais cinco dias, antes que sua operações passem a valer?&#8221;
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	<title>A tecnologia prometia diminuir a desigualdade entre brancos e negros, mas periga aumentá-la ainda mais</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-19/</link>
	<pubDate>Wed, 14 Aug 2019 18:22:55 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Este <em>Tecnocracia</em> começa com uma explicação básica para quem não viveu a era da fotografia analógica: nas câmeras do tipo, a foto era &#8220;impressa&#8221; pela luz em um filme fotográfico, que ia se enrolando a cada pose tirada num tubinho. Os filmes não eram praticamente infinitos como os cartões de memória de hoje; cada um tinha entre 12 e 36 fotografias. Acabadas, o fotógrafo tinha que tirá-lo da câmera e deixá-lo em um estúdio fotográfico, que usaria máquinas caras na época para &#8220;transformar&#8221; aquele filme em imagens de papel.</p>
<p>Basicamente, as máquinas liam a imagem no filme, imprimiam ela no tamanho que você queria e um sujeito, por fim, colocava as fotos em um pequeno álbum. Procure na casa dos seus pais ou avós e você deverá achar um monte desses álbuns com capas medonhas (a Fototica, uma época, colocava uns peixes lisérgicos na capa) e uns adesivos constrangedores para colar nas fotos.</p>
<p>Esse foi o modelo que durou mais de 50 anos. A partir da década de 1940, quem quisesse montar um estúdio fotográfico precisava comprar os equipamentos e o papel fotográfico onde o filme seria impresso. Junto com o filme fotográfico, a Kodak, maior empresa do setor e case da líder que foi destruída pela própria petulância, mandava também um cartão colorido chamado <a href="http://www.jollinger.com/photo/articles/shirley.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Shirley Card</a>. O Shirley Card estampava uma mulher sorridente e maquiada, olhando para a câmera, cercada de quadrados com mais de dez cores, dos tons de cinza às cores primárias. Era com ele que os donos de estúdios calibravam as máquinas que faziam a revelação — era preciso fazer pequenas alterações para garantir que o amarelo que saía nas fotos era o amarelo mais vivo possível.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-19/#more-19857" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Basicamente, as máquinas liam a imagem no filme, imprimiam ela no tamanho que você queria e um sujeito, por fim, colocava as fotos em um pequeno álbum. Procure na casa dos seus pais ou avós e você deverá achar um monte desses álbuns com capas medonhas (a Fototica, uma época, colocava uns peixes lisérgicos na capa) e uns adesivos constrangedores para colar nas fotos.</p>
<p>Esse foi o modelo que durou mais de 50 anos. A partir da década de 1940, quem quisesse montar um estúdio fotográfico precisava comprar os equipamentos e o papel fotográfico onde o filme seria impresso. Junto com o filme fotográfico, a Kodak, maior empresa do setor e case da líder que foi destruída pela própria petulância, mandava também um cartão colorido chamado <a href="http://www.jollinger.com/photo/articles/shirley.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Shirley Card</a>. O Shirley Card estampava uma mulher sorridente e maquiada, olhando para a câmera, cercada de quadrados com mais de dez cores, dos tons de cinza às cores primárias. Era com ele que os donos de estúdios calibravam as máquinas que faziam a revelação — era preciso fazer pequenas alterações para garantir que o amarelo que saía nas fotos era o amarelo mais vivo possível.</p>
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Basicamente, as máquinas liam a imagem no filme, imprimiam ela no tamanho que você queria e um sujeito, por fim, colocava as fotos em um pequeno álbum. Procure na casa dos seus pais ou avós e você deverá achar um monte desses álbuns com capas medonhas (a Fototica, uma época, colocava uns peixes lisérgicos na capa) e uns adesivos constrangedores para colar nas fotos.
Esse foi o modelo que durou mais de 50 anos. A partir da década de 1940, quem quisesse montar um estúdio fotográfico precisava comprar os equipamentos e o papel fotográfico onde o filme seria impresso. Junto com o filme fotográfico, a Kodak, maior empresa do setor e case da líder que foi destruída pela própria petulância, mandava também um cartão colorido chamado Shirley Card. O Shirley Card estampava uma mulher sorridente e maquiada, olhando para a câmera, cercada de quadrados com mais de dez cores, dos tons de cinza às cores primárias. Era com ele que os donos de estúdios calibravam as máquinas que faziam a revelação — era preciso fazer pequenas alterações para garantir que o amarelo que saía nas fotos era o amarelo mais vivo possível.
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Basicamente, as máquinas liam a imagem no filme, imprimiam ela no tamanho que você queria e um sujeito, por fim, colocava as fotos em um pequeno álbum. Procure na casa dos seus pais ou avós e você deverá achar um monte desses álbuns com capas medonhas (a Fototica, uma época, colocava uns peixes lisérgicos na capa) e uns adesivos constrangedores para colar nas fotos.
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	<title>Em nome do lucro, o YouTube abriu os portões do inferno da desinformação</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-18/</link>
	<pubDate>Wed, 31 Jul 2019 22:00:27 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em uma manhã de novembro de 2007, eu estava sentado no confortável sofá do hall de um destes hotéis de luxo da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, esperando para entrevistar um dos sujeitos responsáveis por essa mídia chamada internet.</p>
<p>Rápida recapitulação: a internet como conjunto de redes conectadas que formam uma única rede global foi criada por um norte-americano chamado Vint Cerf. A &#8220;internet&#8221; como a mídia onde a gente passa horas e horas do nosso dia (ou seja, a aplicação que roda sobre a junção das redes), conhecida como web, foi inventada por britânico chamado Tim Berners-Lee.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-18/#more-19765" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Rápida recapitulação: a internet como conjunto de redes conectadas que formam uma única rede global foi criada por um norte-americano chamado Vint Cerf. A &#8220;internet&#8221; como a mídia onde a gente passa horas e horas do nosso dia (ou seja, a aplicação que roda sobre a junção das redes), conhecida como web, foi inventada por britânico chamado Tim Berners-Lee.</p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Em uma manhã de novembro de 2007, eu estava sentado no confortável sofá do hall de um destes hotéis de luxo da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, esperando para entrevistar um dos sujeitos responsáveis por essa mídia chamada internet.
Rápida recapitulação: a internet como conjunto de redes conectadas que formam uma única rede global foi criada por um norte-americano chamado Vint Cerf. A &#8220;internet&#8221; como a mídia onde a gente passa horas e horas do nosso dia (ou seja, a aplicação que roda sobre a junção das redes), conhecida como web, foi inventada por britânico chamado Tim Berners-Lee.
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		<title>Em nome do lucro, o YouTube abriu os portões do inferno da desinformação</title>
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	<itunes:author><![CDATA[Guilherme Felitti]]></itunes:author>	<googleplay:description><![CDATA[Em uma manhã de novembro de 2007, eu estava sentado no confortável sofá do hall de um destes hotéis de luxo da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, esperando para entrevistar um dos sujeitos responsáveis por essa mídia chamada internet.
Rápida recapitulação: a internet como conjunto de redes conectadas que formam uma única rede global foi criada por um norte-americano chamado Vint Cerf. A &#8220;internet&#8221; como a mídia onde a gente passa horas e horas do nosso dia (ou seja, a aplicação que roda sobre a junção das redes), conhecida como web, foi inventada por britânico chamado Tim Berners-Lee.
 (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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	<title>A misoginia é um problema fora do controle no mercado de TI</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-17/</link>
	<pubDate>Thu, 18 Jul 2019 14:32:36 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>A história mais popular envolvendo tecnologia fora da linha de frente na II Guerra Mundial explica como um matemático britânico chamado Alan Turing criou uma metodologia capaz de decifrar os códigos alemães e como a Inglaterra conseguiu reverter um quadro ruim nos campos de batalha a partir dos códigos interceptados.</p>
<p>A chamada &#8220;Bletchley bombe&#8221;, a máquina construída por Turing e sua equipe no Bletchley Park, automatizava e acelerava a quebra das mensagens codificadas pelo sistema Enigma dos nazistas. A bombe é a mais conhecida máquina de guerra, mas não é a única. Do outro lado do oceano Atlântico, os Estados Unidos também estavam correndo para desenvolver uma máquina capaz de calcular rapidamente trajetórias balísticas — os arcos descritos por projéteis e balas do momento em que eles saem da arma ao impacto. Humanos demoravam, em média, 30 horas para completar uma trajetória balística. Como os exércitos precisavam de dezenas por dia, o jeito era procurar alguma forma de automatizar.</p>
<p>Em 1942, o professor John Mauchly, da Moore School of Engineering, na Filadélfia, propôs a construção do que chamou de &#8220;calculadora eletrônica&#8221;: um hardware que usasse tubos a vácuo, a tecnologia mais moderna da época, para calcular. No ano seguinte, o governo aprovou o projeto e financiou o chamado Project PX. Só em novembro de 1945, quando a guerra já tinha terminado, o projeto foi concluído e ganhou o nome de Electronic Numerical Integrator and Computer, o Eniac.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-17/#more-19655" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>A chamada &#8220;Bletchley bombe&#8221;, a máquina construída por Turing e sua equipe no Bletchley Park, automatizava e acelerava a quebra das mensagens codificadas pelo sistema Enigma dos nazistas. A bombe é a mais conhecida máquina de guerra, mas não é a única. Do outro lado do oceano Atlântico, os Estados Unidos também estavam correndo para desenvolver uma máquina capaz de calcular rapidamente trajetórias balísticas — os arcos descritos por projéteis e balas do momento em que eles saem da arma ao impacto. Humanos demoravam, em média, 30 horas para completar uma trajetória balística. Como os exércitos precisavam de dezenas por dia, o jeito era procurar alguma forma de automatizar.</p>
<p>Em 1942, o professor John Mauchly, da Moore School of Engineering, na Filadélfia, propôs a construção do que chamou de &#8220;calculadora eletrônica&#8221;: um hardware que usasse tubos a vácuo, a tecnologia mais moderna da época, para calcular. No ano seguinte, o governo aprovou o projeto e financiou o chamado Project PX. Só em novembro de 1945, quando a guerra já tinha terminado, o projeto foi concluído e ganhou o nome de Electronic Numerical Integrator and Computer, o Eniac.</p>
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A chamada &#8220;Bletchley bombe&#8221;, a máquina construída por Turing e sua equipe no Bletchley Park, automatizava e acelerava a quebra das mensagens codificadas pelo sistema Enigma dos nazistas. A bombe é a mais conhecida máquina de guerra, mas não é a única. Do outro lado do oceano Atlântico, os Estados Unidos também estavam correndo para desenvolver uma máquina capaz de calcular rapidamente trajetórias balísticas — os arcos descritos por projéteis e balas do momento em que eles saem da arma ao impacto. Humanos demoravam, em média, 30 horas para completar uma trajetória balística. Como os exércitos precisavam de dezenas por dia, o jeito era procurar alguma forma de automatizar.
Em 1942, o professor John Mauchly, da Moore School of Engineering, na Filadélfia, propôs a construção do que chamou de &#8220;calculadora eletrônica&#8221;: um hardware que usasse tubos a vácuo, a tecnologia mais moderna da época, para calcular. No ano seguinte, o governo aprovou o projeto e financiou o chamado Project PX. Só em novembro de 1945, quando a guerra já tinha terminado, o projeto foi concluído e ganhou o nome de Electronic Numerical Integrator and Computer, o Eniac.
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A chamada &#8220;Bletchley bombe&#8221;, a máquina construída por Turing e sua equipe no Bletchley Park, automatizava e acelerava a quebra das mensagens codificadas pelo sistema Enigma dos nazistas. A bombe é a mais conhecida máquina de guerra, mas não é a única. Do outro lado do oceano Atlântico, os Estados Unidos também estavam correndo para desenvolver uma máquina capaz de calcular rapidamente trajetórias balísticas — os arcos descritos por projéteis e balas do momento em que eles saem da arma ao impacto. Humanos demoravam, em média, 30 horas para completar uma trajetória balística. Como os exércitos precisavam de dezenas por dia, o jeito era procurar alguma forma de a]]></googleplay:description>
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	<title>Como o governo pode ajudar no fomento à inovação em tecnologia</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-16/</link>
	<pubDate>Wed, 03 Jul 2019 19:37:50 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Na década de 1940, um pediatra chamado Sidney Farber teve uma ideia quando estava tentando encontrar uma forma de tratar crianças com leucemia linfoide aguda (LLA), uma das formas mais agressivas de câncer no sangue. Farber deu aos pequenos pacientes ácido fólico, o que desengatilhou o contrário da sua meta: a doença avançou ainda mais rápido. A partir desta informação, Farber teorizou que, se ministrasse uma substância &#8220;contrária&#8221; ao ácido fólico, talvez a doença pudesse ser freada ou curada.</p>
<p>A lógica de Farber estava correta. Em um teste, 16 crianças com leucemia receberam doses de uma substância chamada aminopterina. Dessas 16, 10 entraram em remissão, ou seja, o câncer não só parou de evoluir, como retrocedeu. Farber não sabia ainda, mas tinha criado a forma mais eficiente de combater à maioria dos tumores humanos: a quimioterapia.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-16/#more-19645" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>A lógica de Farber estava correta. Em um teste, 16 crianças com leucemia receberam doses de uma substância chamada aminopterina. Dessas 16, 10 entraram em remissão, ou seja, o câncer não só parou de evoluir, como retrocedeu. Farber não sabia ainda, mas tinha criado a forma mais eficiente de combater à maioria dos tumores humanos: a quimioterapia.</p>
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A lógica de Farber estava correta. Em um teste, 16 crianças com leucemia receberam doses de uma substância chamada aminopterina. Dessas 16, 10 entraram em remissão, ou seja, o câncer não só parou de evoluir, como retrocedeu. Farber não sabia ainda, mas tinha criado a forma mais eficiente de combater à maioria dos tumores humanos: a quimioterapia.
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A lógica de Farber estava correta. Em um teste, 16 crianças com leucemia receberam doses de uma substância chamada aminopterina. Dessas 16, 10 entraram em remissão, ou seja, o câncer não só parou de evoluir, como retrocedeu. Farber não sabia ainda, mas tinha criado a forma mais eficiente de combater à maioria dos tumores humanos: a quimioterapia.
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	<title>Do narrar para viver ao viver para narrar</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-15/</link>
	<pubDate>Wed, 19 Jun 2019 17:06:49 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Numa tarde de 1912, um sujeito chamado Adolph Zukor esperou durante três horas para ter uma reunião com um dos homens mais poderosos na indústria cinematográfica norte-americana: Jeremiah Kennedy, o presidente da Edison Company.</p>
<p>Zukor nasceu na Hungria e emigrou aos Estados Unidos após seus pais morrerem, quando tinha 16 anos. Depois de trabalhar consertando poltronas em seus primeiros anos nos EUA, Zukor achou uma carreira de sucesso consertando e vendendo peles de animais. Não era tão fã assim de cinema, mas quando um primo lhe pediu um empréstimo para abrir um cinema em Nova York, entrou como sócio. Gostou tanto que investiu US$ 18 mil (uma fortuna na época) do próprio bolso para levar aos EUA um filme francês chamado <em>Queen Elizabeth</em>. O sucesso do filme não apenas pagou o investimento, como capturou a atenção de Zukor. A partir daí, era óbvio para ele qual o caminho que o cinema deveria tomar.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-15/#more-19644" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Zukor nasceu na Hungria e emigrou aos Estados Unidos após seus pais morrerem, quando tinha 16 anos. Depois de trabalhar consertando poltronas em seus primeiros anos nos EUA, Zukor achou uma carreira de sucesso consertando e vendendo peles de animais. Não era tão fã assim de cinema, mas quando um primo lhe pediu um empréstimo para abrir um cinema em Nova York, entrou como sócio. Gostou tanto que investiu US$ 18 mil (uma fortuna na época) do próprio bolso para levar aos EUA um filme francês chamado <em>Queen Elizabeth</em>. O sucesso do filme não apenas pagou o investimento, como capturou a atenção de Zukor. A partir daí, era óbvio para ele qual o caminho que o cinema deveria tomar.</p>
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Zukor nasceu na Hungria e emigrou aos Estados Unidos após seus pais morrerem, quando tinha 16 anos. Depois de trabalhar consertando poltronas em seus primeiros anos nos EUA, Zukor achou uma carreira de sucesso consertando e vendendo peles de animais. Não era tão fã assim de cinema, mas quando um primo lhe pediu um empréstimo para abrir um cinema em Nova York, entrou como sócio. Gostou tanto que investiu US$ 18 mil (uma fortuna na época) do próprio bolso para levar aos EUA um filme francês chamado Queen Elizabeth. O sucesso do filme não apenas pagou o investimento, como capturou a atenção de Zukor. A partir daí, era óbvio para ele qual o caminho que o cinema deveria tomar.
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Zukor nasceu na Hungria e emigrou aos Estados Unidos após seus pais morrerem, quando tinha 16 anos. Depois de trabalhar consertando poltronas em seus primeiros anos nos EUA, Zukor achou uma carreira de sucesso consertando e vendendo peles de animais. Não era tão fã assim de cinema, mas quando um primo lhe pediu um empréstimo para abrir um cinema em Nova York, entrou como sócio. Gostou tanto que investiu US$ 18 mil (uma fortuna na época) do próprio bolso para levar aos EUA um filme francês chamado Queen Elizabeth. O sucesso do filme não apenas pagou o investimento, como capturou a atenção de Zukor. A partir daí, era óbvio para ele qual o caminho que o cinema deveria tomar.
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	<title>A improvável aliança entre os bilionários do Vale do Silício e Eduardo Suplicy sobre o futuro do trabalho</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-14/</link>
	<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 17:30:12 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Qual é a invenção mais importante da história da humanidade? Se você falou o smartphone, pode passar no guichê, tomar seu remedinho e voltar para o fim da fila. A roda? O motor — primeiro a vapor, depois a combustão? Pólvora? Vacina? Eletricidade? Os tipos móveis de Gutenberg? Todos ótimos candidatos e, como isso não é uma competição, a gente vai deixar a resposta em aberto. (Quando a discussão sobre fofocas das celebridades acabar na mesa do bar, jogue esse assunto e você verá uma interessante conversa florescer — ou não.)</p>
<p>E se a gente limitar a maior invenção — ou a que mais impactou a vida das pessoas — dos últimos 100 anos? A internet parece ser uma aposta certeira. O semicondutor, também. Mas existe uma terceira muito menos óbvia que dita a forma como você consome diariamente e para o qual você não dá a menor bola: o contêiner.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-14/#more-19643" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[Qual é a invenção mais importante da história da humanidade? Se você falou o smartphone, pode passar no guichê, tomar seu remedinho e voltar para o fim da fila. A roda? O motor — primeiro a vapor, depois a combustão? Pólvora? Vacina? Eletricidade? Os tip]]></itunes:subtitle>
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<p>E se a gente limitar a maior invenção — ou a que mais impactou a vida das pessoas — dos últimos 100 anos? A internet parece ser uma aposta certeira. O semicondutor, também. Mas existe uma terceira muito menos óbvia que dita a forma como você consome diariamente e para o qual você não dá a menor bola: o contêiner.</p>
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E se a gente limitar a maior invenção — ou a que mais impactou a vida das pessoas — dos últimos 100 anos? A internet parece ser uma aposta certeira. O semicondutor, também. Mas existe uma terceira muito menos óbvia que dita a forma como você consome diariamente e para o qual você não dá a menor bola: o contêiner.
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E se a gente limitar a maior invenção — ou a que mais impactou a vida das pessoas — dos últimos 100 anos? A internet parece ser uma aposta certeira. O semicondutor, também. Mas existe uma terceira muito menos óbvia que dita a forma como você consome diariamente e para o qual você não dá a menor bola: o contêiner.
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<item>
	<title>Os bancos estão sob ameaça, mas não pelas fintechs que você imagina</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-13/</link>
	<pubDate>Wed, 15 May 2019 16:42:23 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Você já leu a Bíblia? Eu ainda não. Independentemente da sua religião e das barbaridades que muitos religiosos tenham cometido — e continuem cometendo — em seu nome, é inegável o impacto que o livro ainda tem na nossa vida. Se você for à Itália, por exemplo, e visitar os museus de Florença, Roma e do Vaticano, é sempre bom ter em mente que os maiores mecenas de artistas como Michelangelo Buonarotti, Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio e Caravaggio foi a Igreja Católica e que os temas das obras de arte eram, majoritariamente, histórias bíblicas.</p>
<p>Alguns deles, inclusive, eram contratados exclusivamente por papas ou pelo Vaticano. Rafael, por exemplo, dedicou quase a carreira toda para dois papas, Júlio II e o Leão X, e Michelangelo foi perseguido até o fim da vida por ter recebido uma encomenda também do Júlio II e não ter entregue as estátuas do <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Tomb_of_Pope_Julius_II" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seu túmulo</a>.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-13/#more-19642" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[Você já leu a Bíblia? Eu ainda não. Independentemente da sua religião e das barbaridades que muitos religiosos tenham cometido — e continuem cometendo — em seu nome, é inegável o impacto que o livro ainda tem na nossa vida. Se você for à Itália, por exem]]></itunes:subtitle>
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<p>Alguns deles, inclusive, eram contratados exclusivamente por papas ou pelo Vaticano. Rafael, por exemplo, dedicou quase a carreira toda para dois papas, Júlio II e o Leão X, e Michelangelo foi perseguido até o fim da vida por ter recebido uma encomenda também do Júlio II e não ter entregue as estátuas do <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Tomb_of_Pope_Julius_II" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seu túmulo</a>.</p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Você já leu a Bíblia? Eu ainda não. Independentemente da sua religião e das barbaridades que muitos religiosos tenham cometido — e continuem cometendo — em seu nome, é inegável o impacto que o livro ainda tem na nossa vida. Se você for à Itália, por exemplo, e visitar os museus de Florença, Roma e do Vaticano, é sempre bom ter em mente que os maiores mecenas de artistas como Michelangelo Buonarotti, Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio e Caravaggio foi a Igreja Católica e que os temas das obras de arte eram, majoritariamente, histórias bíblicas.
Alguns deles, inclusive, eram contratados exclusivamente por papas ou pelo Vaticano. Rafael, por exemplo, dedicou quase a carreira toda para dois papas, Júlio II e o Leão X, e Michelangelo foi perseguido até o fim da vida por ter recebido uma encomenda também do Júlio II e não ter entregue as estátuas do seu túmulo.
 (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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	<itunes:author><![CDATA[Guilherme Felitti]]></itunes:author>	<googleplay:description><![CDATA[Você já leu a Bíblia? Eu ainda não. Independentemente da sua religião e das barbaridades que muitos religiosos tenham cometido — e continuem cometendo — em seu nome, é inegável o impacto que o livro ainda tem na nossa vida. Se você for à Itália, por exemplo, e visitar os museus de Florença, Roma e do Vaticano, é sempre bom ter em mente que os maiores mecenas de artistas como Michelangelo Buonarotti, Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio e Caravaggio foi a Igreja Católica e que os temas das obras de arte eram, majoritariamente, histórias bíblicas.
Alguns deles, inclusive, eram contratados exclusivamente por papas ou pelo Vaticano. Rafael, por exemplo, dedicou quase a carreira toda para dois papas, Júlio II e o Leão X, e Michelangelo foi perseguido até o fim da vida por ter recebido uma encomenda também do Júlio II e não ter entregue as estátuas do seu túmulo.
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	<title>Os apps de transporte criaram uma dinâmica de trabalho de Robin Hood ao contrário</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-12/</link>
	<pubDate>Wed, 01 May 2019 13:34:22 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>O cânone do <em>Tecnocracia</em> tem alguns autores que nunca escreveram uma linha sobre tecnologia. A vida é bem mais que gadgets e apps, ainda que, hoje, a vida seja moldada por eles. Um destes autores é um sujeito que só fez sucesso quando começou a contar os segredos da sua profissão. Em 1999, um chef desconhecido chamado Anthony Bourdain publicou um artigo longo na prestigiosa revista <em>New Yorker</em> detalhando como funcionavam restaurantes estrelados por trás da porta da cozinha. O título: <a href="https://www.newyorker.com/magazine/1999/04/19/dont-eat-before-reading-this" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“Não coma antes de ler isto”</a>.</p>
<p>O artigo foi um sucesso e uma editora sugeriu que Bourdain encorpasse o texto para transformá-lo em um livro. Saiu dali o <em>Cozinha confidencial</em>. O livro é fundamental para qualquer um que não prepare em casa todas as refeições, ou seja, toda a humanidade com a exceção dos religiosos que vivem em comunidades fechadas, como os monges.</p>
<p>Além de uns casos escandalosos e fofocas corriqueiras (como a história da noiva que, durante seu casamento num restaurante, saiu da festa para chupar um cozinheiro ao lado da porta da dispensa), o interessante do livro do Bourdain é mostrar como os restaurantes criam métodos de reciclagem de comida para garantir que o que foi desperdiçado hoje não vire lixo, mas lucro, amanhã. Pelo parâmetro do Bourdain, um bom indicativo para entender a saúde financeira de um restaurante é observar se ele está começando a abrir para o brunch.</p>
<p>O brunch, essa refeição que não é nem um café da manhã por ter álcool, nem um almoço por só ter ovo e bolo, é um fenômeno <em>muito</em> mais popular nos Estados Unidos que nos Brasil (ainda bem), mas o exemplo se sustenta. Por quê? A real função do brunch é desovar todo o resto de comida comprada que, ao contrário do planejado, não saiu da cozinha nas noites de quinta, sexta e sábado, o filé mignon do horário dos restaurantes.</p>
<p>Se tem comida sobrando suficiente para justificar um brunch, é porque o dono não tem a menor ideia de como gerir um restaurante. Aliás, talvez a melhor lição do livro do Bourdain seja deixar claro que cozinhar bem não é incentivo nenhum para alguém abrir um restaurante. A primeira armadilha do dono de restaurante falido, diz o chef escritor, é acreditar nos amigos e familiares que dizem que seu prato específico é bom o suficiente para que alguém pague por ele. Isso enche o cozinheiro amador de esperança de largar as planilhas e a vida corporativa para passar as décadas que sobram da sua vida se dedicando à arte da gastronomia, sem chefe, cercado de amigos, dinheiro jorrando de pessoas desesperadas para provar seu prato específico que seus amigos e parentes tanto amam. O que o Bourdain conta é a realidade por trás do delírio.</p>
<p>Abrir um restaurante é uma experiência desgraçada. Você acorda muito cedo para receber fornecedores e dorme muito tarde, apenas depois de limpar a cozinha e o salão inteiros para que, quando você voltar de manhãzinha no dia seguinte, tudo esteja pronto para uso. Os melhores fornecedores já estão tomados por restaurantes maiores e mais antigos que os seus. Os melhores cozinheiros já estão empregados nestes mesmos lugares. E, além de fazer um único prato, você não entende nada de como gerenciar aquele monstro. Bourdain diz que os melhores donos de restaurantes que conheceu não sabiam fazer um arroz, mas manejavam planilhas lindamente. (Olha lá seu sonho de dizer adeus ao Excel dizendo adeus.)</p>
<p>Voltemos ao brunch. Para desovar comida que nem sempre está no seu melhor formato para consumo, o restaurante precisa apelar para estratégias que a deixem minimamente apetitosa. E dá-lhe manteiga e empanado. Empanar algo é a receita do sucesso: o que está dentro daquela crostinha crocante quase não importa, já que o gosto vai ficar soterrado em óleo e farinha. Além disso, quem não gosta de coisa frita? Empanar é tirar o foco da frescura do alimento. Você come um peixe ou um frango meio azedo sem perceber. Se Bourdain ficou pasmo com a estratégia dos brunches, lamento que ele tenha morrido sem conhecer a fundo os restaurantes a quilo no Brasil, onde a estratégia de reciclagem de comida está numa outra escala: filé na segunda-feira, carne desfiada do que sobrou na terça, croquete da sobra da sobra na quarta e um sopão para o jantar na quinta do que ainda resistiu no congelador. Se vivesse em tempos atuais, Antoine Lavoisier teria tornado o princípio da conservação da matéria ainda mais complexo depois de um mês comendo no quilo brasileiro. Enfim. O ponto principal do meu argumento é que, num brunch ou no quilo, você come feliz uma coisa que está quase passada e ainda paga a mais por isso. O dono do restaurante fica feliz. Seus triglicérides também.</p>
<p>Guarda na cabeça esse pensamento do empanado no brunch.</p>
<h2>A bolha tóxica do empreendedorismo</h2>
<p>Todo mundo tem seus &#8220;guilty pleasures&#8221;, aquela coisa que a gente sabe que não deveria fazer, mas tem prazer em fazer e por isso não nos aguentamos. Um dos meus é entrar no LinkedIn. Antes de entrar, eu preciso me preparar. Vou até a área de serviço e pego um galão de cândida, já que, no LinkedIn, você lê algumas coisas tão absurdas que tem que lavar os olhos com água sanitária depois.</p>
<p>Um desses absurdos apareceu na minha timeline há coisa de um mês. Um influenciador digital com um séquito no LinkedIn publicou uma foto de um entregador de aplicativo de delivery que não tinha uma perna. A imagem viralizou dentro desta bolha tóxica de empreendedorismo digital no Brasil, corroborando o discurso ufanista de “quem tem determinação não tem desculpas”. O post é um horror e eu não vou facilitar sua vida com o link. Agora, se seu dia está excelente e você quer uma razão para estragá-lo, pode ir atrás para ler os comentários reafirmando o absurdo.</p>
<p>A mídia foi atrás e deu um nome e uma história ao entregador sem perna. <a href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2019/04/14/deficiente-que-faz-entregas-de-bicicleta-viraliza-na-web-e-ganha-ajuda-para-comprar-carro.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ele se chama Carlos André</a>, mora em Alagoas, tem 19 anos e perdeu a perna esquerda aos cinco anos depois de lutar contra um câncer. Ele sonha em ter dinheiro para comprar um carro adaptado a fim de trabalhar como motorista de aplicativo.</p>
<p>Alguém criou <a href="https://www.vakinha.com.br/vaquinha/537019" target="_blank" rel="noopener noreferrer">uma vaquinha online</a> esperando arrecadar R$ 30 mil para ajudá-lo. A viralidade do post fez com que a grana juntada já tenha passado dos R$ 85 mil faltando ainda duas semanas para o fim da campanha de arrecadação. Ao que tudo indica, Carlos André poderá dar adeus às entregas de bicicleta e partir para o transporte passageiros em seu próprio carro.</p>
<p>É o tipo de história que apela para nossa humanidade: o sujeito vence um câncer e encara um trabalho físico para tentar pagar as contas. Do apelo à humanidade ao discurso motivacional no LinkedIn, como de fato aconteceu, é um pulinho. Carlos André assumiu a frase “Qual é sua desculpa?” em <a href="https://www.instagram.com/andrezinho96/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seu próprio Instagram</a>, onde virou uma micro-celebridade com 11 mil seguidores. A vida, com o dinheiro da vaquinha e o status online, melhorou para Carlos André; isso é inegável. Mas e para os outros <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,aplicativos-como-uber-e-ifood-sao-fonte-de-renda-de-quase-4-milhoes-de-autonomos,70002807079" target="_blank" rel="noopener noreferrer">quatro milhões de brasileiros</a> que dependem dos apps de corridas e entregas para pagar as contas todo mês?</p>
<p>Segundo um cálculo do Instituto Locomotiva com base em dados do IBGE, esses entregadores já representam <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,ponte-entre-aplicativos-e-clientes-entregadores-ja-sao-23-dos-autonomos-no-pais,70002793803" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um quarto de todos os trabalhadores autônomos do Brasil</a>. Depender da bondade de estranhos é ótimo para terminar umas das peças de teatro mais famosas da história (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=l4V8OHy0su0" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Um bonde chamado desejo</em></a>), não como um modelo de negócios.</p>
<h2>A historinha que te contaram</h2>
<p>A história do Carlos André é sintoma de um problema evidente: a ascensão de serviços de transporte mediados por aplicativos, seja o carro que te leva para a balada ou a bicicleta que traz teu jantar, é fundada em uma precarização enorme do trabalho. Engolir isso é difícil: quem vai querer admitir isso enquanto estamos pagando R$ 10 para atravessar a cidade? Ou quando trata-se do único emprego que o sujeito tem? É preciso de um lubrificante, uma historinha para deixar a situação mais palpável para os ouvidos de todos.</p>
<p>É aí onde entra o discurso oficial que todos esses apps de transporte usam para convencer novos motoristas ou entregadores, com os grilhões de empregos que pagam pouco ou esmagados pelo desemprego: baixe o aplicativo e tenha a liberdade de trabalhar quando quiser:</p>
<p>Os entregadores definem seus próprios horários de trabalho e se conectam ao aplicativo quando quiserem. Além disso, eles ganham por pedido entregue. Quanto mais você entrega, mais você recebe.</p>
<p>O trecho acima foi retirado do site oficial de uma das maiores empresas de entrega de comida e ecoa uma linha de argumentação que a Uber martela desde 2014, quando entrou no Brasil na véspera da Copa do Mundo. O discurso oficial é de um ufanismo que, se você lamber a tela do celular ou do computador, vai sentir o gosto do açúcar. Ou da farinha, já que, na nossa metáfora gastronômica, o discurso é o empanado que faz você colocar para dentro, sem questionar, algo não muito saudável.</p>
<p>O discurso oficial de “você trabalha o quanto quiser, faz seu salário e não tem chefe” é tentador, mas depende de uma pirueta argumentativa para esconder que, sim, quem dirige ou pedala tem chefe. E não é um humano, mas o algoritmo por trás do aplicativo que vai lhe enviar corridas, entregas ou vai limá-lo<a href="#fn:1" rel="footnote">1</a> da plataforma. O algoritmo tabula o número de corridas feitas, avaliações recebidas, reclamações dos passageiros, problemas causados e decide, em tempo real, o que fazer com o motorista.</p>
<p>Na Uber, por exemplo, rejeitar muitas corridas seguidas pode bloquear temporariamente o acesso do motorista à plataforma. Para não frustrar o algoritmo e, consequentemente, perder trabalhos, é preciso seguir à risca as suas exigências e não desagradá-lo. É engraçado como a frase anterior parece ter sido escrita para um deus, e não a um apanhado de código. Há qualquer coisa de tribal em não desagradar algo que não se vê e, na sua cabeça, controla sua vida fazendo terrorismo psicológico. A transformação do algoritmo nas nossas cabeças como uma entidade superior com a qual não podemos nos entrever é um fenômeno a ser explorado num <em>Tecnocracia</em> futuro.</p>
<p>Como único ponto de contato entre a empresa e o prestador de serviço, o algoritmo serve como um escudo aos administradores. É comum ouvir, como desculpas para evitar mudança na forma como o sistema foi feito, que &#8220;o algoritmo que decidiu&#8221;, como se não fosse um ser humano que tivesse programado o bendito algoritmo. A frase sugere um processo de abiogênese tecnológica, como se o código do algoritmo, um dia, aparecesse do nada no desktop do programador. Culpar o algoritmo é também uma bela maneira para os humanos por trás deles lavarem as mãos.</p>
<h2>Vencedores e perdedores</h2>
<p>Quem ganha com esse de modelo de negócios são os clientes (que pagam muito barato por corridas), os executivos (com seus salários polpudos) e os investidores (que esperam uma taxa de retorno violenta no IPO). Só. Já dá até para dizer que nem para a próprio empresa ele é bom, depois que Uber e Lyft divulgaram seus dados financeiros para abrir capital na bolsa norte-americana. O resumo de ambos os documentos enviados à SEC, a CVM dos Estados Unidos: o mercado de corridas e entregas mediadas por aplicativos não é lucrativo hoje e pode nunca ser.</p>
<p>O principal prejudicado na história é o motorista/ciclista/motociclista. Neste modelo de alta rotatividade, o profissional se torna descartável. É muito fácil perder a vaga caso as vontades algorítmicas não sejam cumpridas. Então a maioria, sem muita opção, se sujeita a elas.</p>
<p>Temos então um batalhão de trabalhadores não apenas insatisfeitos, mas esgotados. Quem nunca pegou uma corrida de app com o motorista claramente virado da noite anterior? Muitos reportam <a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2019/04/28/revolucao-digital-impacta-saude-do-trabalhador-brasileiro-e-cria-os-infoproletarios.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">problemas de saúde mental</a>, como agressividade, ansiedade, ataques de pânico e burnout pelas horas excessivas. A responsabilidade pelas ferramentas de trabalho é 100% do fornecedor, o que faz com que as ciclovias de São Paulo estejam apinhadas de entregadores com as bicicletas laranjas do Itaú. Quando o app cria uma nova promoção ou serviços mais baratos, o espremido da história é sempre o trabalhador. Spoiler: quem custeia esse hambúrguer mais barato no seu prato ou a corrida com outras pessoas no carro? Raramente o app. É um jogo onde a banca sempre leva. Scott Galloway, professor da Universidade de Nova York, resumiu: os apps de transporte e delivery, com EBITDA negativo e sem prover qualquer benefício, são <a href="https://twitter.com/profgalloway/status/1111605818653401088" target="_blank" rel="noopener noreferrer">grandes programas de transferência de renda</a> dos motoristas para os passageiros.</p>
<p>Nota-se a tese de Galloway por uma simples contraposição: o Uber está prestes a realizar um IPO na casa dos US$ 100 bilhões, e seus motoristas ganham um salário que, pelo menos nos EUA, está abaixo da linha da pobreza (!), segundo <a href="https://www.vox.com/2018/10/2/17924628/uber-drivers-make-hourly-expenses" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um estudo da Ridester</a>. Pior: o modelo de contratação popularizado virou uma febre em outras áreas, o que deverá trazer consequências bem sérias em médio prazo. Em outras palavras: a tecnologia, alardeada como veículo para democratizar o acesso às oportunidades, está deixando os pobres ainda mais pobres.</p>
<p>Há um inédito movimento de resposta dos brasileiros. Em fevereiro, motoristas de Uber, 99 e afins promoveram, pelo menos, duas manifestações pelo Brasil — uma <a href="https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2019/02/29972-motoristas-da-uber-e-99pop-protestam-contra-medidas-dos-aplicativos-de-transporte.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">em Fortaleza</a>, outra <a href="https://noticias.uol.com.br/tecnologia/noticias/redacao/2019/04/26/motoristas-da-uber-e-99-protestam-por-tarifa-mais-cara-para-passageiros.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">em São Paulo</a> — para exigir melhores condições de trabalho. Em São Paulo, há uma movimentação para uma terceira na primeira semana de maio e, desde janeiro, <a href="https://noticias.uol.com.br/tecnologia/noticias/redacao/2019/01/13/greve-na-uber-motoristas-se-assustam-com-mortes-e-ameacam-parar.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">fala-se em greve</a>. Em suma, eles pedem que as plataformas aumentem os preços para os passageiros e diminuam a porcentagem tirada de cada corrida, o que aumentaria os ganhos dos motoristas no fim do mês. &#8220;A Uber mudou a forma de pagamento em setembro do ano passado e alguns motoristas, como a 99 pagava melhor, deixaram a Uber. Agora a 99 além de baixar o valor adotou o mesmo tipo da Uber, que é um valor por minuto e inferior ao que ganhávamos&#8221;, disse Paulo Reis, um dos líderes da manifestação ao <em>Uol</em>. Você deve ter cansado de ouvir, há três anos, sobre manifestações de taxistas contra os apps. É a primeira vez que os motoristas fazem manifestações contra as próprias plataformas.</p>
<p>Que resposta as plataformas podem dar? Como todos os motoristas e ciclistas são fornecedores dentro um marketplace, a plataforma não tem qualquer responsabilidade por eles. Não gostou das condições? Tchau e benção. Porta da rua, serventia da casa, já diria minha avó. E, em um país de desemprego galopante como o Brasil dos últimos quatro anos, o cenário é perfeito para que essas empresas tenham um repositório quase infinito de trabalhadores novos para substituir os insatisfeitos que saírem.</p>
<p>Esse modelo de contratação, com seus problemas embutidos, não se restringe a veículos terrestres. No fim de fevereiro, <a href="https://www.businessinsider.com/amazon-air-atlas-cargo-jet-crash-texas-2019-2" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um avião caiu no Texas</a>, matando os três tripulantes. O avião era contratado pela Amazon e carregava milhares de produtos. Uma apuração do <em>Business Insider</em> mostrou que pilotos <a href="https://www.businessinsider.com/amazon-air-pilots-labor-issues-2019-2" target="_blank" rel="noopener noreferrer">já tinham alertado a empresa sobre riscos de queda</a> pelo excesso de horas de vôo aliado à inexperiência de muitos contratados.</p>
<h2>Condições precárias</h2>
<p>Alguns empregos justificam rotinas extenuantes com benefícios, como forma de recompensar as dificuldades extras. Quem trabalha em plataformas de petróleo, por exemplo, tem um regime de trabalho de X dias em mar e Y dias de folga em terra.</p>
<p>Não é o caso da chamada &#8220;gig economy&#8221;, ou economia dos bicos. Este trabalhador, quando insatisfeito sabe que, sem qualquer direito, sai com uma mão na frente e outra atrás. Aqui, ele só é interessante enquanto produz. Quando enfrenta algum impedimento produtivo, é trocado por outro.</p>
<p>Há uma dinâmica do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_de_Pareto" target="_blank" rel="noopener noreferrer">princípio de Pareto</a> na base de motoristas, segundo um estudo da própria Uber. (O princípio de Pareto não tem relação com o &#8220;adevogado&#8221; Luiz Pareto — e só quem é velho da internet vai pegar a piada —, mas com o economista italiano Vilfrido Pareto, o primeiro a observar que, em muitos sistemas, 20% das causas são responsáveis por 80% dos efeitos.) Segundo <a href="https://s3.amazonaws.com/uber-static/comms/PDF/Uber_Driver-Partners_Hall_Kreuger_2015.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">dados de 2015</a>, só 19% dos motoristas trabalham mais de 35 horas por semana, o que a gente poderia considerar um emprego em tempo integral. A maioria (51%) dirige de uma a quinze horas por semana, como se fosse um bico. Os dados sugerem que os apps de transporte são um &#8220;pool&#8221; interessante como complemento de renda. Como <a href="https://onezero.medium.com/the-unhappy-middle-of-the-gig-economy-5b845d2735ef" target="_blank" rel="noopener noreferrer">bem argumenta James Stainer</a>, há uma relação de necessidade: quem precisa mais, dirige mais. Mas a história de trabalhar o máximo possível não é para todo mundo, principalmente porque o aumento nas horas dedicadas não vem acompanhada de algum benefício além da grana. Sempre bom lembrar que a gente não é robô: sob muito stress, o corpo humano, uma hora, pifa. E quando isso acontece, o app vê o motorista/ciclista/motoqueiro como um peso morto e abre espaço para quem possa ocupar produtivamente seu lugar.</p>
<p>Sem plano de saúde, previdência privada ou Fundo de Garantia sobre Tempo de Trabalho (FGTS), o trabalhador precisa continuar a agradar o algoritmo para conseguir pagar as contas do mês. Quando esse sujeito tiver problemas de saúde, quem vai manter as contas enquanto ele se trata? Libertários acham que, baseado na meritocracia, só deve ganhar quem produz e uma pessoa internada não produz nada além de gastos para o sistema de saúde. Só que a maioria de nós fica doente em algum momento da vida e os que escapam da doença, inevitavelmente, não escapam da morte. Onde vai desaguar essa crise? Nos sistemas públicos de saúde e previdência. Quando cair doente, é para no SUS que eles vão se abrigar. Quando sofrerem um acidente, é o INSS que terá que lhe cobrir financeiramente. Nas contas de união já severamente endividada e com problemas para honrar alguns compromissos.</p>
<p>Enquanto isso, você atravessa a cidade por R$ 10 e um punhado de executivos — na sua maioria branca — fica mais rico. Você acha que a explosão dos apps de transporte não têm nenhuma relação direta com você? Pense de novo.</p>
<p>Em termos econômicos, essa multidão de quatro milhões de brasileiros trabalhando em apps na hora do almoço para pagar o jantar também terá impactos no médio prazo. Quem não tem dinheiro guardado no fim do mês é um péssimo consumidor,  não por não querer, mas por não ter para comprar. Historicamente, o mercado brasileiro sempre foi muito baseado em consumo interno e o mercado imobiliário se apoiou muito nas últimas décadas no FGTS. Sempre que a economia dava uma desacelerada, principalmente nos últimos vinte anos, o governo de qualquer matriz ideológica apelava para duas estratégias: tirar temporariamente impostos de veículos novos para manter a indústria automobilística vendendo modelos antigos e caros para os brasileiros; e flexibilizar as regras para saque do FGTS para comprar imóveis. Um aumento do teto aqui, uma nova regra que permite sacá-lo no nascimento de um filho ali. Tudo como forma de injetar dinheiro em uma economia baseada majoritariamente no consumo das classes média e baixa.</p>
<p>Nos últimos seis anos, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/03/pais-ja-tem-81-milhoes-de-microempreendedores-formais-veja-atividades-em-alta-entre-meis.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">mais que dobrou</a>, de 3,6 milhões em 2013 para 8,1 milhões em abril. O aumento não vem de um ataque fulminante de empreendedorismo no brasileiro — o sujeito pula da cama e pensa: &#8220;quer saber? Vou perseguir meus sonhos de montar uma fábrica de biju gourmet&#8221; e a caminho do local de trabalho para pedir demissão toma um latte de meio litro numa cafeteria hipster. O aumento vem do desemprego. Sem carteira assinada, resta &#8220;empreender&#8221;. Note as aspas: a maioria destes novos MEIs desde 2013 não empreende; se vira.</p>
<p>Em médio prazo, essa multidão de MEIs e Pessoas Jurídicas (PJs) terá como consequência a diminuição do valor guardado (ainda que obrigatoriamente, como o FGTS) pelo brasileiro médio. É um argumento que vale não apenas para apps de transporte ou economia dos bicos, mas para a precarização do trabalho em todas as áreas. A tecnologia não criou o problema, mas lhe deu uma escala e uma velocidade que seriam impossíveis na economia analógica.</p>
<p>Há três anos anos, a China derrubou sua tradicional limitação de apenas um filho em cada família exatamente pelo motivo oposto. Como filho único, o jovem chinês tinha que custear a própria vida, sustentar os pais e, em alguns casos, a esposa e os pais dela. Ao final das longas jornadas de trabalho todo mês, quase não lhe restava nada para guardar. Quando a economia chinesa soluçou depois de uma década crescendo rápido como um trem (um processo que, incidentalmente, ajudou muito o Brasil lá por 2010), o governo percebeu que uma forma de tentar acelerá-la de novo era por meio do consumo interno. Ao permitir dois filhos por família, o jovem chinês agora poderia dividir os gastos com o irmão e poupar para gastar lá na frente e tentar fazer a economia girar.</p>
<p>As vagas nos apps de transporte formam um paliativo interessante quando a economia se encontra em frangalhos e não existe outra opção, como é o caso do atual estado econômico brasileiro. O problema é quando o paliativo se encaminha para virar constante. Já são, pelo menos, quatro anos de febres de apps de transporte no Brasil, com o setor absorvendo cada vez mais trabalhadores. Nenhum país fica rico com milhões de pessoas dirigindo ou levando comida para os outros. Ainda mais quando o dinheiro da plataforma não fica no Brasil— nos papéis do IPO, a Uber revelou que, no Brasil, só é reinvestido na operação local <a href="https://manualdousuario.net/uber-ipo-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ganhos acima de US$ 500 milhões</a>. Em outras palavras, o dinheiro que a Uber ganha no Brasil não fica por aqui, uma situação só aconteceu conosco, segundo o documento. O cenário é ainda mais preocupante em um mercado com falta aguda de profissionais técnicos, como engenheiros, programadores, matemáticos e estatísticos, caso do Brasil</p>
<p>O que o discurso utópico da &#8220;liberdade&#8221; e &#8220;seja seu próprio patrão&#8221; esconde é que a economia dos bicos produz em escala empregos pouco especializados, que pagam mal, rendidos às decisões das plataformas e sem uma rede de proteção para dezenas ou até centenas de milhões de pessoas no mundo. Isso tem consequências para a sociedade, inclusive para quem não é motorista ou ciclista. Para gerenciar tanta gente, o modelo secular de administração exigia uma camada intermediária. Essa camada, com os apps, não existe mais. Como são poucas as plataformas que concentram estes trabalhos no mundo, os beneficiados por empregos mais complexos e com benefícios excelentes despenca. O problema da concentração de renda se torna ainda pior: um grupo minúsculo de investidores e executivos e uma multidão de trabalhadores, organizados por algoritmos, correndo para atender o próximo passageiro ou levar a próxima refeição.</p>
<p>A projeção do Carlos André, o entregador sem uma perna, passa a corroborar o discurso dos influenciadores de empreendedorismo do LinkedIn, de que “basta querer”. “Se não aconteceu, é por que não quis o suficiente”. “Quais são as suas desculpas”. [Cadê meu galão de cândida?] A romantização recobre esse processo com uma crocante camada de &#8220;auto-ajuda motivacional&#8221;, ótima para ganhar curtidas no ambiente tóxico do LinkedIn, mas brutalmente desconectado da realidade.</p>
<p>Mais que isso: a maioria dos que repetem a baboseira não percebe que não faz parte do topo, mas da base da pirâmide. A maioria faz parte dos atingidos, não dos beneficiados. Mas, de novo, pagar tão baixo para atravessar a cidade ou ter alguém trazendo seu cheesecake com desconto é tentador demais. É como aquela casquinha crocante e quentinha de alguma milanesa que você pegou num restaurante de quilo. Agora está uma delícia, mas, lá na frente, o que está por baixo da casquinha vai ter trazer alguns problemas.</p>
<p>Foto do topo: Ricardo Amorim/LinkedIn.</p>
<ol>
<li id="fn:1" class="footnote">Aliás, você sabia que o verbo “limar” vem de músicos que enviavam — de mentira — substitutos quando não podiam estar numa sessão de gravação? Curiosidade aleatória do episódio. Aliás de novo, se você está de bobeira, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pfs4hVGLfD8&amp;feature=youtu.be&amp;t=240" target="_blank" rel="noopener noreferrer">esta entrevista do Serginho Leite no Jô</a> em 1993 é de chorar de rir. <a title="voltar" href="#fnref:1">↩</a></li>
</ol>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[O cânone do Tecnocracia tem alguns autores que nunca escreveram uma linha sobre tecnologia. A vida é bem mais que gadgets e apps, ainda que, hoje, a vida seja moldada por eles. Um destes autores é um sujeito que só fez sucesso quando começou a contar os ]]></itunes:subtitle>
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	<content:encoded><![CDATA[<p>O cânone do <em>Tecnocracia</em> tem alguns autores que nunca escreveram uma linha sobre tecnologia. A vida é bem mais que gadgets e apps, ainda que, hoje, a vida seja moldada por eles. Um destes autores é um sujeito que só fez sucesso quando começou a contar os segredos da sua profissão. Em 1999, um chef desconhecido chamado Anthony Bourdain publicou um artigo longo na prestigiosa revista <em>New Yorker</em> detalhando como funcionavam restaurantes estrelados por trás da porta da cozinha. O título: <a href="https://www.newyorker.com/magazine/1999/04/19/dont-eat-before-reading-this" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“Não coma antes de ler isto”</a>.</p>
<p>O artigo foi um sucesso e uma editora sugeriu que Bourdain encorpasse o texto para transformá-lo em um livro. Saiu dali o <em>Cozinha confidencial</em>. O livro é fundamental para qualquer um que não prepare em casa todas as refeições, ou seja, toda a humanidade com a exceção dos religiosos que vivem em comunidades fechadas, como os monges.</p>
<p>Além de uns casos escandalosos e fofocas corriqueiras (como a história da noiva que, durante seu casamento num restaurante, saiu da festa para chupar um cozinheiro ao lado da porta da dispensa), o interessante do livro do Bourdain é mostrar como os restaurantes criam métodos de reciclagem de comida para garantir que o que foi desperdiçado hoje não vire lixo, mas lucro, amanhã. Pelo parâmetro do Bourdain, um bom indicativo para entender a saúde financeira de um restaurante é observar se ele está começando a abrir para o brunch.</p>
<p>O brunch, essa refeição que não é nem um café da manhã por ter álcool, nem um almoço por só ter ovo e bolo, é um fenômeno <em>muito</em> mais popular nos Estados Unidos que nos Brasil (ainda bem), mas o exemplo se sustenta. Por quê? A real função do brunch é desovar todo o resto de comida comprada que, ao contrário do planejado, não saiu da cozinha nas noites de quinta, sexta e sábado, o filé mignon do horário dos restaurantes.</p>
<p>Se tem comida sobrando suficiente para justificar um brunch, é porque o dono não tem a menor ideia de como gerir um restaurante. Aliás, talvez a melhor lição do livro do Bourdain seja deixar claro que cozinhar bem não é incentivo nenhum para alguém abrir um restaurante. A primeira armadilha do dono de restaurante falido, diz o chef escritor, é acreditar nos amigos e familiares que dizem que seu prato específico é bom o suficiente para que alguém pague por ele. Isso enche o cozinheiro amador de esperança de largar as planilhas e a vida corporativa para passar as décadas que sobram da sua vida se dedicando à arte da gastronomia, sem chefe, cercado de amigos, dinheiro jorrando de pessoas desesperadas para provar seu prato específico que seus amigos e parentes tanto amam. O que o Bourdain conta é a realidade por trás do delírio.</p>
<p>Abrir um restaurante é uma experiência desgraçada. Você acorda muito cedo para receber fornecedores e dorme muito tarde, apenas depois de limpar a cozinha e o salão inteiros para que, quando você voltar de manhãzinha no dia seguinte, tudo esteja pronto para uso. Os melhores fornecedores já estão tomados por restaurantes maiores e mais antigos que os seus. Os melhores cozinheiros já estão empregados nestes mesmos lugares. E, além de fazer um único prato, você não entende nada de como gerenciar aquele monstro. Bourdain diz que os melhores donos de restaurantes que conheceu não sabiam fazer um arroz, mas manejavam planilhas lindamente. (Olha lá seu sonho de dizer adeus ao Excel dizendo adeus.)</p>
<p>Voltemos ao brunch. Para desovar comida que nem sempre está no seu melhor formato para consumo, o restaurante precisa apelar para estratégias que a deixem minimamente apetitosa. E dá-lhe manteiga e empanado. Empanar algo é a receita do sucesso: o que está dentro daquela crostinha crocante quase não importa, já que o gosto vai ficar soterrado em óleo e farinha. Além disso, quem não gosta de coisa frita? Empanar é tirar o foco da frescura do alimento. Você come um peixe ou um frango meio azedo sem perceber. Se Bourdain ficou pasmo com a estratégia dos brunches, lamento que ele tenha morrido sem conhecer a fundo os restaurantes a quilo no Brasil, onde a estratégia de reciclagem de comida está numa outra escala: filé na segunda-feira, carne desfiada do que sobrou na terça, croquete da sobra da sobra na quarta e um sopão para o jantar na quinta do que ainda resistiu no congelador. Se vivesse em tempos atuais, Antoine Lavoisier teria tornado o princípio da conservação da matéria ainda mais complexo depois de um mês comendo no quilo brasileiro. Enfim. O ponto principal do meu argumento é que, num brunch ou no quilo, você come feliz uma coisa que está quase passada e ainda paga a mais por isso. O dono do restaurante fica feliz. Seus triglicérides também.</p>
<p>Guarda na cabeça esse pensamento do empanado no brunch.</p>
<h2>A bolha tóxica do empreendedorismo</h2>
<p>Todo mundo tem seus &#8220;guilty pleasures&#8221;, aquela coisa que a gente sabe que não deveria fazer, mas tem prazer em fazer e por isso não nos aguentamos. Um dos meus é entrar no LinkedIn. Antes de entrar, eu preciso me preparar. Vou até a área de serviço e pego um galão de cândida, já que, no LinkedIn, você lê algumas coisas tão absurdas que tem que lavar os olhos com água sanitária depois.</p>
<p>Um desses absurdos apareceu na minha timeline há coisa de um mês. Um influenciador digital com um séquito no LinkedIn publicou uma foto de um entregador de aplicativo de delivery que não tinha uma perna. A imagem viralizou dentro desta bolha tóxica de empreendedorismo digital no Brasil, corroborando o discurso ufanista de “quem tem determinação não tem desculpas”. O post é um horror e eu não vou facilitar sua vida com o link. Agora, se seu dia está excelente e você quer uma razão para estragá-lo, pode ir atrás para ler os comentários reafirmando o absurdo.</p>
<p>A mídia foi atrás e deu um nome e uma história ao entregador sem perna. <a href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2019/04/14/deficiente-que-faz-entregas-de-bicicleta-viraliza-na-web-e-ganha-ajuda-para-comprar-carro.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ele se chama Carlos André</a>, mora em Alagoas, tem 19 anos e perdeu a perna esquerda aos cinco anos depois de lutar contra um câncer. Ele sonha em ter dinheiro para comprar um carro adaptado a fim de trabalhar como motorista de aplicativo.</p>
<p>Alguém criou <a href="https://www.vakinha.com.br/vaquinha/537019" target="_blank" rel="noopener noreferrer">uma vaquinha online</a> esperando arrecadar R$ 30 mil para ajudá-lo. A viralidade do post fez com que a grana juntada já tenha passado dos R$ 85 mil faltando ainda duas semanas para o fim da campanha de arrecadação. Ao que tudo indica, Carlos André poderá dar adeus às entregas de bicicleta e partir para o transporte passageiros em seu próprio carro.</p>
<p>É o tipo de história que apela para nossa humanidade: o sujeito vence um câncer e encara um trabalho físico para tentar pagar as contas. Do apelo à humanidade ao discurso motivacional no LinkedIn, como de fato aconteceu, é um pulinho. Carlos André assumiu a frase “Qual é sua desculpa?” em <a href="https://www.instagram.com/andrezinho96/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seu próprio Instagram</a>, onde virou uma micro-celebridade com 11 mil seguidores. A vida, com o dinheiro da vaquinha e o status online, melhorou para Carlos André; isso é inegável. Mas e para os outros <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,aplicativos-como-uber-e-ifood-sao-fonte-de-renda-de-quase-4-milhoes-de-autonomos,70002807079" target="_blank" rel="noopener noreferrer">quatro milhões de brasileiros</a> que dependem dos apps de corridas e entregas para pagar as contas todo mês?</p>
<p>Segundo um cálculo do Instituto Locomotiva com base em dados do IBGE, esses entregadores já representam <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,ponte-entre-aplicativos-e-clientes-entregadores-ja-sao-23-dos-autonomos-no-pais,70002793803" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um quarto de todos os trabalhadores autônomos do Brasil</a>. Depender da bondade de estranhos é ótimo para terminar umas das peças de teatro mais famosas da história (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=l4V8OHy0su0" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Um bonde chamado desejo</em></a>), não como um modelo de negócios.</p>
<h2>A historinha que te contaram</h2>
<p>A história do Carlos André é sintoma de um problema evidente: a ascensão de serviços de transporte mediados por aplicativos, seja o carro que te leva para a balada ou a bicicleta que traz teu jantar, é fundada em uma precarização enorme do trabalho. Engolir isso é difícil: quem vai querer admitir isso enquanto estamos pagando R$ 10 para atravessar a cidade? Ou quando trata-se do único emprego que o sujeito tem? É preciso de um lubrificante, uma historinha para deixar a situação mais palpável para os ouvidos de todos.</p>
<p>É aí onde entra o discurso oficial que todos esses apps de transporte usam para convencer novos motoristas ou entregadores, com os grilhões de empregos que pagam pouco ou esmagados pelo desemprego: baixe o aplicativo e tenha a liberdade de trabalhar quando quiser:</p>
<p>Os entregadores definem seus próprios horários de trabalho e se conectam ao aplicativo quando quiserem. Além disso, eles ganham por pedido entregue. Quanto mais você entrega, mais você recebe.</p>
<p>O trecho acima foi retirado do site oficial de uma das maiores empresas de entrega de comida e ecoa uma linha de argumentação que a Uber martela desde 2014, quando entrou no Brasil na véspera da Copa do Mundo. O discurso oficial é de um ufanismo que, se você lamber a tela do celular ou do computador, vai sentir o gosto do açúcar. Ou da farinha, já que, na nossa metáfora gastronômica, o discurso é o empanado que faz você colocar para dentro, sem questionar, algo não muito saudável.</p>
<p>O discurso oficial de “você trabalha o quanto quiser, faz seu salário e não tem chefe” é tentador, mas depende de uma pirueta argumentativa para esconder que, sim, quem dirige ou pedala tem chefe. E não é um humano, mas o algoritmo por trás do aplicativo que vai lhe enviar corridas, entregas ou vai limá-lo<a href="#fn:1" rel="footnote">1</a> da plataforma. O algoritmo tabula o número de corridas feitas, avaliações recebidas, reclamações dos passageiros, problemas causados e decide, em tempo real, o que fazer com o motorista.</p>
<p>Na Uber, por exemplo, rejeitar muitas corridas seguidas pode bloquear temporariamente o acesso do motorista à plataforma. Para não frustrar o algoritmo e, consequentemente, perder trabalhos, é preciso seguir à risca as suas exigências e não desagradá-lo. É engraçado como a frase anterior parece ter sido escrita para um deus, e não a um apanhado de código. Há qualquer coisa de tribal em não desagradar algo que não se vê e, na sua cabeça, controla sua vida fazendo terrorismo psicológico. A transformação do algoritmo nas nossas cabeças como uma entidade superior com a qual não podemos nos entrever é um fenômeno a ser explorado num <em>Tecnocracia</em> futuro.</p>
<p>Como único ponto de contato entre a empresa e o prestador de serviço, o algoritmo serve como um escudo aos administradores. É comum ouvir, como desculpas para evitar mudança na forma como o sistema foi feito, que &#8220;o algoritmo que decidiu&#8221;, como se não fosse um ser humano que tivesse programado o bendito algoritmo. A frase sugere um processo de abiogênese tecnológica, como se o código do algoritmo, um dia, aparecesse do nada no desktop do programador. Culpar o algoritmo é também uma bela maneira para os humanos por trás deles lavarem as mãos.</p>
<h2>Vencedores e perdedores</h2>
<p>Quem ganha com esse de modelo de negócios são os clientes (que pagam muito barato por corridas), os executivos (com seus salários polpudos) e os investidores (que esperam uma taxa de retorno violenta no IPO). Só. Já dá até para dizer que nem para a próprio empresa ele é bom, depois que Uber e Lyft divulgaram seus dados financeiros para abrir capital na bolsa norte-americana. O resumo de ambos os documentos enviados à SEC, a CVM dos Estados Unidos: o mercado de corridas e entregas mediadas por aplicativos não é lucrativo hoje e pode nunca ser.</p>
<p>O principal prejudicado na história é o motorista/ciclista/motociclista. Neste modelo de alta rotatividade, o profissional se torna descartável. É muito fácil perder a vaga caso as vontades algorítmicas não sejam cumpridas. Então a maioria, sem muita opção, se sujeita a elas.</p>
<p>Temos então um batalhão de trabalhadores não apenas insatisfeitos, mas esgotados. Quem nunca pegou uma corrida de app com o motorista claramente virado da noite anterior? Muitos reportam <a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2019/04/28/revolucao-digital-impacta-saude-do-trabalhador-brasileiro-e-cria-os-infoproletarios.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">problemas de saúde mental</a>, como agressividade, ansiedade, ataques de pânico e burnout pelas horas excessivas. A responsabilidade pelas ferramentas de trabalho é 100% do fornecedor, o que faz com que as ciclovias de São Paulo estejam apinhadas de entregadores com as bicicletas laranjas do Itaú. Quando o app cria uma nova promoção ou serviços mais baratos, o espremido da história é sempre o trabalhador. Spoiler: quem custeia esse hambúrguer mais barato no seu prato ou a corrida com outras pessoas no carro? Raramente o app. É um jogo onde a banca sempre leva. Scott Galloway, professor da Universidade de Nova York, resumiu: os apps de transporte e delivery, com EBITDA negativo e sem prover qualquer benefício, são <a href="https://twitter.com/profgalloway/status/1111605818653401088" target="_blank" rel="noopener noreferrer">grandes programas de transferência de renda</a> dos motoristas para os passageiros.</p>
<p>Nota-se a tese de Galloway por uma simples contraposição: o Uber está prestes a realizar um IPO na casa dos US$ 100 bilhões, e seus motoristas ganham um salário que, pelo menos nos EUA, está abaixo da linha da pobreza (!), segundo <a href="https://www.vox.com/2018/10/2/17924628/uber-drivers-make-hourly-expenses" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um estudo da Ridester</a>. Pior: o modelo de contratação popularizado virou uma febre em outras áreas, o que deverá trazer consequências bem sérias em médio prazo. Em outras palavras: a tecnologia, alardeada como veículo para democratizar o acesso às oportunidades, está deixando os pobres ainda mais pobres.</p>
<p>Há um inédito movimento de resposta dos brasileiros. Em fevereiro, motoristas de Uber, 99 e afins promoveram, pelo menos, duas manifestações pelo Brasil — uma <a href="https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2019/02/29972-motoristas-da-uber-e-99pop-protestam-contra-medidas-dos-aplicativos-de-transporte.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">em Fortaleza</a>, outra <a href="https://noticias.uol.com.br/tecnologia/noticias/redacao/2019/04/26/motoristas-da-uber-e-99-protestam-por-tarifa-mais-cara-para-passageiros.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">em São Paulo</a> — para exigir melhores condições de trabalho. Em São Paulo, há uma movimentação para uma terceira na primeira semana de maio e, desde janeiro, <a href="https://noticias.uol.com.br/tecnologia/noticias/redacao/2019/01/13/greve-na-uber-motoristas-se-assustam-com-mortes-e-ameacam-parar.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">fala-se em greve</a>. Em suma, eles pedem que as plataformas aumentem os preços para os passageiros e diminuam a porcentagem tirada de cada corrida, o que aumentaria os ganhos dos motoristas no fim do mês. &#8220;A Uber mudou a forma de pagamento em setembro do ano passado e alguns motoristas, como a 99 pagava melhor, deixaram a Uber. Agora a 99 além de baixar o valor adotou o mesmo tipo da Uber, que é um valor por minuto e inferior ao que ganhávamos&#8221;, disse Paulo Reis, um dos líderes da manifestação ao <em>Uol</em>. Você deve ter cansado de ouvir, há três anos, sobre manifestações de taxistas contra os apps. É a primeira vez que os motoristas fazem manifestações contra as próprias plataformas.</p>
<p>Que resposta as plataformas podem dar? Como todos os motoristas e ciclistas são fornecedores dentro um marketplace, a plataforma não tem qualquer responsabilidade por eles. Não gostou das condições? Tchau e benção. Porta da rua, serventia da casa, já diria minha avó. E, em um país de desemprego galopante como o Brasil dos últimos quatro anos, o cenário é perfeito para que essas empresas tenham um repositório quase infinito de trabalhadores novos para substituir os insatisfeitos que saírem.</p>
<p>Esse modelo de contratação, com seus problemas embutidos, não se restringe a veículos terrestres. No fim de fevereiro, <a href="https://www.businessinsider.com/amazon-air-atlas-cargo-jet-crash-texas-2019-2" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um avião caiu no Texas</a>, matando os três tripulantes. O avião era contratado pela Amazon e carregava milhares de produtos. Uma apuração do <em>Business Insider</em> mostrou que pilotos <a href="https://www.businessinsider.com/amazon-air-pilots-labor-issues-2019-2" target="_blank" rel="noopener noreferrer">já tinham alertado a empresa sobre riscos de queda</a> pelo excesso de horas de vôo aliado à inexperiência de muitos contratados.</p>
<h2>Condições precárias</h2>
<p>Alguns empregos justificam rotinas extenuantes com benefícios, como forma de recompensar as dificuldades extras. Quem trabalha em plataformas de petróleo, por exemplo, tem um regime de trabalho de X dias em mar e Y dias de folga em terra.</p>
<p>Não é o caso da chamada &#8220;gig economy&#8221;, ou economia dos bicos. Este trabalhador, quando insatisfeito sabe que, sem qualquer direito, sai com uma mão na frente e outra atrás. Aqui, ele só é interessante enquanto produz. Quando enfrenta algum impedimento produtivo, é trocado por outro.</p>
<p>Há uma dinâmica do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_de_Pareto" target="_blank" rel="noopener noreferrer">princípio de Pareto</a> na base de motoristas, segundo um estudo da própria Uber. (O princípio de Pareto não tem relação com o &#8220;adevogado&#8221; Luiz Pareto — e só quem é velho da internet vai pegar a piada —, mas com o economista italiano Vilfrido Pareto, o primeiro a observar que, em muitos sistemas, 20% das causas são responsáveis por 80% dos efeitos.) Segundo <a href="https://s3.amazonaws.com/uber-static/comms/PDF/Uber_Driver-Partners_Hall_Kreuger_2015.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">dados de 2015</a>, só 19% dos motoristas trabalham mais de 35 horas por semana, o que a gente poderia considerar um emprego em tempo integral. A maioria (51%) dirige de uma a quinze horas por semana, como se fosse um bico. Os dados sugerem que os apps de transporte são um &#8220;pool&#8221; interessante como complemento de renda. Como <a href="https://onezero.medium.com/the-unhappy-middle-of-the-gig-economy-5b845d2735ef" target="_blank" rel="noopener noreferrer">bem argumenta James Stainer</a>, há uma relação de necessidade: quem precisa mais, dirige mais. Mas a história de trabalhar o máximo possível não é para todo mundo, principalmente porque o aumento nas horas dedicadas não vem acompanhada de algum benefício além da grana. Sempre bom lembrar que a gente não é robô: sob muito stress, o corpo humano, uma hora, pifa. E quando isso acontece, o app vê o motorista/ciclista/motoqueiro como um peso morto e abre espaço para quem possa ocupar produtivamente seu lugar.</p>
<p>Sem plano de saúde, previdência privada ou Fundo de Garantia sobre Tempo de Trabalho (FGTS), o trabalhador precisa continuar a agradar o algoritmo para conseguir pagar as contas do mês. Quando esse sujeito tiver problemas de saúde, quem vai manter as contas enquanto ele se trata? Libertários acham que, baseado na meritocracia, só deve ganhar quem produz e uma pessoa internada não produz nada além de gastos para o sistema de saúde. Só que a maioria de nós fica doente em algum momento da vida e os que escapam da doença, inevitavelmente, não escapam da morte. Onde vai desaguar essa crise? Nos sistemas públicos de saúde e previdência. Quando cair doente, é para no SUS que eles vão se abrigar. Quando sofrerem um acidente, é o INSS que terá que lhe cobrir financeiramente. Nas contas de união já severamente endividada e com problemas para honrar alguns compromissos.</p>
<p>Enquanto isso, você atravessa a cidade por R$ 10 e um punhado de executivos — na sua maioria branca — fica mais rico. Você acha que a explosão dos apps de transporte não têm nenhuma relação direta com você? Pense de novo.</p>
<p>Em termos econômicos, essa multidão de quatro milhões de brasileiros trabalhando em apps na hora do almoço para pagar o jantar também terá impactos no médio prazo. Quem não tem dinheiro guardado no fim do mês é um péssimo consumidor,  não por não querer, mas por não ter para comprar. Historicamente, o mercado brasileiro sempre foi muito baseado em consumo interno e o mercado imobiliário se apoiou muito nas últimas décadas no FGTS. Sempre que a economia dava uma desacelerada, principalmente nos últimos vinte anos, o governo de qualquer matriz ideológica apelava para duas estratégias: tirar temporariamente impostos de veículos novos para manter a indústria automobilística vendendo modelos antigos e caros para os brasileiros; e flexibilizar as regras para saque do FGTS para comprar imóveis. Um aumento do teto aqui, uma nova regra que permite sacá-lo no nascimento de um filho ali. Tudo como forma de injetar dinheiro em uma economia baseada majoritariamente no consumo das classes média e baixa.</p>
<p>Nos últimos seis anos, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/03/pais-ja-tem-81-milhoes-de-microempreendedores-formais-veja-atividades-em-alta-entre-meis.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">mais que dobrou</a>, de 3,6 milhões em 2013 para 8,1 milhões em abril. O aumento não vem de um ataque fulminante de empreendedorismo no brasileiro — o sujeito pula da cama e pensa: &#8220;quer saber? Vou perseguir meus sonhos de montar uma fábrica de biju gourmet&#8221; e a caminho do local de trabalho para pedir demissão toma um latte de meio litro numa cafeteria hipster. O aumento vem do desemprego. Sem carteira assinada, resta &#8220;empreender&#8221;. Note as aspas: a maioria destes novos MEIs desde 2013 não empreende; se vira.</p>
<p>Em médio prazo, essa multidão de MEIs e Pessoas Jurídicas (PJs) terá como consequência a diminuição do valor guardado (ainda que obrigatoriamente, como o FGTS) pelo brasileiro médio. É um argumento que vale não apenas para apps de transporte ou economia dos bicos, mas para a precarização do trabalho em todas as áreas. A tecnologia não criou o problema, mas lhe deu uma escala e uma velocidade que seriam impossíveis na economia analógica.</p>
<p>Há três anos anos, a China derrubou sua tradicional limitação de apenas um filho em cada família exatamente pelo motivo oposto. Como filho único, o jovem chinês tinha que custear a própria vida, sustentar os pais e, em alguns casos, a esposa e os pais dela. Ao final das longas jornadas de trabalho todo mês, quase não lhe restava nada para guardar. Quando a economia chinesa soluçou depois de uma década crescendo rápido como um trem (um processo que, incidentalmente, ajudou muito o Brasil lá por 2010), o governo percebeu que uma forma de tentar acelerá-la de novo era por meio do consumo interno. Ao permitir dois filhos por família, o jovem chinês agora poderia dividir os gastos com o irmão e poupar para gastar lá na frente e tentar fazer a economia girar.</p>
<p>As vagas nos apps de transporte formam um paliativo interessante quando a economia se encontra em frangalhos e não existe outra opção, como é o caso do atual estado econômico brasileiro. O problema é quando o paliativo se encaminha para virar constante. Já são, pelo menos, quatro anos de febres de apps de transporte no Brasil, com o setor absorvendo cada vez mais trabalhadores. Nenhum país fica rico com milhões de pessoas dirigindo ou levando comida para os outros. Ainda mais quando o dinheiro da plataforma não fica no Brasil— nos papéis do IPO, a Uber revelou que, no Brasil, só é reinvestido na operação local <a href="https://manualdousuario.net/uber-ipo-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ganhos acima de US$ 500 milhões</a>. Em outras palavras, o dinheiro que a Uber ganha no Brasil não fica por aqui, uma situação só aconteceu conosco, segundo o documento. O cenário é ainda mais preocupante em um mercado com falta aguda de profissionais técnicos, como engenheiros, programadores, matemáticos e estatísticos, caso do Brasil</p>
<p>O que o discurso utópico da &#8220;liberdade&#8221; e &#8220;seja seu próprio patrão&#8221; esconde é que a economia dos bicos produz em escala empregos pouco especializados, que pagam mal, rendidos às decisões das plataformas e sem uma rede de proteção para dezenas ou até centenas de milhões de pessoas no mundo. Isso tem consequências para a sociedade, inclusive para quem não é motorista ou ciclista. Para gerenciar tanta gente, o modelo secular de administração exigia uma camada intermediária. Essa camada, com os apps, não existe mais. Como são poucas as plataformas que concentram estes trabalhos no mundo, os beneficiados por empregos mais complexos e com benefícios excelentes despenca. O problema da concentração de renda se torna ainda pior: um grupo minúsculo de investidores e executivos e uma multidão de trabalhadores, organizados por algoritmos, correndo para atender o próximo passageiro ou levar a próxima refeição.</p>
<p>A projeção do Carlos André, o entregador sem uma perna, passa a corroborar o discurso dos influenciadores de empreendedorismo do LinkedIn, de que “basta querer”. “Se não aconteceu, é por que não quis o suficiente”. “Quais são as suas desculpas”. [Cadê meu galão de cândida?] A romantização recobre esse processo com uma crocante camada de &#8220;auto-ajuda motivacional&#8221;, ótima para ganhar curtidas no ambiente tóxico do LinkedIn, mas brutalmente desconectado da realidade.</p>
<p>Mais que isso: a maioria dos que repetem a baboseira não percebe que não faz parte do topo, mas da base da pirâmide. A maioria faz parte dos atingidos, não dos beneficiados. Mas, de novo, pagar tão baixo para atravessar a cidade ou ter alguém trazendo seu cheesecake com desconto é tentador demais. É como aquela casquinha crocante e quentinha de alguma milanesa que você pegou num restaurante de quilo. Agora está uma delícia, mas, lá na frente, o que está por baixo da casquinha vai ter trazer alguns problemas.</p>
<p>Foto do topo: Ricardo Amorim/LinkedIn.</p>
<ol>
<li id="fn:1" class="footnote">Aliás, você sabia que o verbo “limar” vem de músicos que enviavam — de mentira — substitutos quando não podiam estar numa sessão de gravação? Curiosidade aleatória do episódio. Aliás de novo, se você está de bobeira, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pfs4hVGLfD8&amp;feature=youtu.be&amp;t=240" target="_blank" rel="noopener noreferrer">esta entrevista do Serginho Leite no Jô</a> em 1993 é de chorar de rir. <a title="voltar" href="#fnref:1">↩</a></li>
</ol>
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O artigo foi um sucesso e uma editora sugeriu que Bourdain encorpasse o texto para transformá-lo em um livro. Saiu dali o Cozinha confidencial. O livro é fundamental para qualquer um que não prepare em casa todas as refeições, ou seja, toda a humanidade com a exceção dos religiosos que vivem em comunidades fechadas, como os monges.
Além de uns casos escandalosos e fofocas corriqueiras (como a história da noiva que, durante seu casamento num restaurante, saiu da festa para chupar um cozinheiro ao lado da porta da dispensa), o interessante do livro do Bourdain é mostrar como os restaurantes criam métodos de reciclagem de comida para garantir que o que foi desperdiçado hoje não vire lixo, mas lucro, amanhã. Pelo parâmetro do Bourdain, um bom indicativo para entender a saúde financeira de um restaurante é observar se ele está começando a abrir para o brunch.
O brunch, essa refeição que não é nem um café da manhã por ter álcool, nem um almoço por só ter ovo e bolo, é um fenômeno muito mais popular nos Estados Unidos que nos Brasil (ainda bem), mas o exemplo se sustenta. Por quê? A real função do brunch é desovar todo o resto de comida comprada que, ao contrário do planejado, não saiu da cozinha nas noites de quinta, sexta e sábado, o filé mignon do horário dos restaurantes.
Se tem comida sobrando suficiente para justificar um brunch, é porque o dono não tem a menor ideia de como gerir um restaurante. Aliás, talvez a melhor lição do livro do Bourdain seja deixar claro que cozinhar bem não é incentivo nenhum para alguém abrir um restaurante. A primeira armadilha do dono de restaurante falido, diz o chef escritor, é acreditar nos amigos e familiares que dizem que seu prato específico é bom o suficiente para que alguém pague por ele. Isso enche o cozinheiro amador de esperança de largar as planilhas e a vida corporativa para passar as décadas que sobram da sua vida se dedicando à arte da gastronomia, sem chefe, cercado de amigos, dinheiro jorrando de pessoas desesperadas para provar seu prato específico que seus amigos e parentes tanto amam. O que o Bourdain conta é a realidade por trás do delírio.
Abrir um restaurante é uma experiência desgraçada. Você acorda muito cedo para receber fornecedores e dorme muito tarde, apenas depois de limpar a cozinha e o salão inteiros para que, quando você voltar de manhãzinha no dia seguinte, tudo esteja pronto para uso. Os melhores fornecedores já estão tomados por restaurantes maiores e mais antigos que os seus. Os melhores cozinheiros já estão empregados nestes mesmos lugares. E, além de fazer um único prato, você não entende nada de como gerenciar aquele monstro. Bourdain diz que os melhores donos de restaurantes que conheceu não sabiam fazer um arroz, mas manejavam planilhas lindamente. (Olha lá seu sonho de dizer adeus ao Excel dizendo adeus.)
Voltemos ao brunch. Para desovar comida que nem sempre está no seu melhor formato para consumo, o restaurante precisa apelar para estratégias que a deixem minimamente apetitosa. E dá-lhe manteiga e empanado. Empanar algo é a receita do sucesso: o que está dentro daquela crostinha crocante quase não importa, já que o gosto vai ficar soterrado em óleo e farinha. Além disso, quem não gosta de coisa frita? Empanar é tirar o foco da frescura do alimento. Você come um peixe ou um frango meio azedo sem perceber. Se Bourdain ficou pasmo com a estratégia dos brunches, lamento que ele tenha morrido sem conhecer a fundo os restaurantes a quilo no Brasil, ond]]></itunes:summary>
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	<itunes:author><![CDATA[Guilherme Felitti]]></itunes:author>	<googleplay:description><![CDATA[O cânone do Tecnocracia tem alguns autores que nunca escreveram uma linha sobre tecnologia. A vida é bem mais que gadgets e apps, ainda que, hoje, a vida seja moldada por eles. Um destes autores é um sujeito que só fez sucesso quando começou a contar os segredos da sua profissão. Em 1999, um chef desconhecido chamado Anthony Bourdain publicou um artigo longo na prestigiosa revista New Yorker detalhando como funcionavam restaurantes estrelados por trás da porta da cozinha. O título: “Não coma antes de ler isto”.
O artigo foi um sucesso e uma editora sugeriu que Bourdain encorpasse o texto para transformá-lo em um livro. Saiu dali o Cozinha confidencial. O livro é fundamental para qualquer um que não prepare em casa todas as refeições, ou seja, toda a humanidade com a exceção dos religiosos que vivem em comunidades fechadas, como os monges.
Além de uns casos escandalosos e fofocas corriqueiras (como a história da noiva que, durante seu casamento num restaurante, saiu da festa para chupa]]></googleplay:description>
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	<title>A rede social não está apenas fragmentando sua atenção, mas também te anestesiando para a vida</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-11/</link>
	<pubDate>Wed, 17 Apr 2019 14:29:42 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Esta história começa com um lado macro e um lado micro. O macro: toda geração se acha melhor que as gerações anteriores à sua. A do seu pai achava. A do seu avô achava. E a sua também acha. A incapacidade de ver o futuro, aliada à possibilidade de analisar o passado nos mínimos detalhes, nos coloca na confortável possível de saber como os antigos viviam e não entender como algumas armadilhas tão óbvias não eram vistas pelo seu pai, sua mãe ou seus avós como… bem, armadilhas. O problema é que, enquanto damos risada de como os nossos pais caíram no papinho da indústria tabagista de que fumar era glamouroso, por exemplo, a gente mesmo está caindo em outro papinho ainda pior.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-11/#more-19635" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>A internet brasileira é feita de ciclos — e estamos saindo de um</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-10/</link>
	<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 18:21:53 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Sístole, diástole. Se você faltou na aula de biologia, esses são os dois movimentos mecânicos do seu coração, repetidos milhões de vezes de quando ele começa a bater, entre a terceira e sexta semanas de gestação, a quando seu corpo é acomodado nem tão confortavelmente na sepultura. É um processo extremamente repetitivo e é ótimo que assim seja. Quando ele perde essa repetitividade, meu amigo… eu tenho más notícias.</p>
<p>Sístole é quando os músculos cardíacos se apertam para mandar o sangue pelo corpo.</p>
<p>Diástole, quando eles relaxam para que as cavidades se encham de sangue.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-10/#more-19634" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Sístole é quando os músculos cardíacos se apertam para mandar o sangue pelo corpo.</p>
<p>Diástole, quando eles relaxam para que as cavidades se encham de sangue.</p>
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Sístole é quando os músculos cardíacos se apertam para mandar o sangue pelo corpo.
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	<title>Como o lobby pode ser uma arma para suprimir inovação</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-9/</link>
	<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 17:09:56 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Organizar um grupo grande é difícil. Você já deve ter percebido isso quando tentou brindar em uma mesa cheia. Quando estão só você e dois amigos numa mesa de bar, é fácil. Grupos maiores são mais difíceis de gerir. Um brinde entre todas as possibilidades numa mesa com 16 pessoas demora um certo tempo. O papo aqui não é etílico, mas organizacional. Conforme um grupo vai crescendo em tamanho — e a complexidade vai crescendo junto —, é preciso uma forma de organizar as pessoas para que todas elas consigam executar o que devem sem que a complexidade atrapalhe. Foi por isso que nasceram as organizações.</p>
<p>&#8220;Nós usamos a palavra &#8216;organização&#8217; para explicar tanto o estado de estar organizado como os grupos que fazem a organização — &#8216;nossa organização organiza a conferência anual&#8217;. Usamos uma das palavras porque, a partir de uma determinada escala, nós não conseguimos nos organizar sem organizações; o primeiro implica no segundo&#8221;. Parece um trava-língua, um exercício de um programa infantil da TV Cultura, mas a explicação do Clay Shirky prepara o terreno para entendermos um conceito tão familiar a todos nós que nem paramos para pensar direito. O <em>Tecnocracia</em> desta semana vai falar sobre empresas, especificamente sobre a sobrevivência de empresas. Mais à frente você vai entender.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-9/#more-19627" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>&#8220;Nós usamos a palavra &#8216;organização&#8217; para explicar tanto o estado de estar organizado como os grupos que fazem a organização — &#8216;nossa organização organiza a conferência anual&#8217;. Usamos uma das palavras porque, a partir de uma determinada escala, nós não conseguimos nos organizar sem organizações; o primeiro implica no segundo&#8221;. Parece um trava-língua, um exercício de um programa infantil da TV Cultura, mas a explicação do Clay Shirky prepara o terreno para entendermos um conceito tão familiar a todos nós que nem paramos para pensar direito. O <em>Tecnocracia</em> desta semana vai falar sobre empresas, especificamente sobre a sobrevivência de empresas. Mais à frente você vai entender.</p>
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&#8220;Nós usamos a palavra &#8216;organização&#8217; para explicar tanto o estado de estar organizado como os grupos que fazem a organização — &#8216;nossa organização organiza a conferência anual&#8217;. Usamos uma das palavras porque, a partir de uma determinada escala, nós não conseguimos nos organizar sem organizações; o primeiro implica no segundo&#8221;. Parece um trava-língua, um exercício de um programa infantil da TV Cultura, mas a explicação do Clay Shirky prepara o terreno para entendermos um conceito tão familiar a todos nós que nem paramos para pensar direito. O Tecnocracia desta semana vai falar sobre empresas, especificamente sobre a sobrevivência de empresas. Mais à frente você vai entender.
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&#8220;Nós usamos a palavra &#8216;organização&#8217; para explicar tanto o estado de estar organizado como os grupos que fazem a organização — &#8216;nossa organização organiza a conferência anual&#8217;. Usamos uma das palavras porque, a partir de uma determinada escala, nós não conseguimos nos organizar sem organizações; o primeiro implica no segundo&#8221;. Parece um trava-língua, um ex]]></googleplay:description>
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<item>
	<title>A radicalização matou a rede social — e pessoas no mundo real</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-8/</link>
	<pubDate>Wed, 20 Mar 2019 11:33:54 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>De vez em quando, o algoritmo do YouTube acerta. Na semana passada, o site me indicou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uJ44spUo8Uk" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um vídeo do <em>New York Times</em></a> detalhando como a Arábia Saudita preparou a morte do jornalista Jamal Khashoggi numa embaixada na Turquia, dos voos feitos em aviões oficiais com legistas ao uso de um dublê de corpo semelhante a Khashoggi para simular que o dissidente tinha saído do prédio onde foi brutalmente morto.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-8/#more-19626" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>Todo mundo quer seus dados, mas ninguém parece capaz de resguardá-los</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-7/</link>
	<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 17:38:11 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Num dia no segundo semestre de 2010, a central de atendimento do UOL recebeu a ligação de um sujeito que dizia ter perdido o acesso à sua conta de e-mail. &#8220;Sem problema&#8221;, disse o(a) atendente. &#8220;Basta confirmar alguns dados pessoais que a gente reseta [a senha]&#8221;. A pessoa do outro lado informou CPF, data de nascimento, nome completo e outros dados e o UOL passou, pelo telefone mesmo, uma nova senha para acessar a conta.</p>
<p>Esta seria mais uma história monótona de SAC no Brasil se o e-mail cuja a senha tinha acabado de ser redefinida não fosse o de Dilma Rousseff e a pessoa que fez a ligação pedindo a nova senha não fosse a Dilma.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-7/#more-19625" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[Num dia no segundo semestre de 2010, a central de atendimento do UOL recebeu a ligação de um sujeito que dizia ter perdido o acesso à sua conta de e-mail. &#8220;Sem problema&#8221;, disse o(a) atendente. &#8220;Basta confirmar alguns dados pessoais que ]]></itunes:subtitle>
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<p>Esta seria mais uma história monótona de SAC no Brasil se o e-mail cuja a senha tinha acabado de ser redefinida não fosse o de Dilma Rousseff e a pessoa que fez a ligação pedindo a nova senha não fosse a Dilma.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-7/#more-19625" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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Esta seria mais uma história monótona de SAC no Brasil se o e-mail cuja a senha tinha acabado de ser redefinida não fosse o de Dilma Rousseff e a pessoa que fez a ligação pedindo a nova senha não fosse a Dilma.
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Esta seria mais uma história monótona de SAC no Brasil se o e-mail cuja a senha tinha acabado de ser redefinida não fosse o de Dilma Rousseff e a pessoa que fez a ligação pedindo a nova senha não fosse a Dilma.
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<item>
	<title>A internet de hoje não foi feita para conversar</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-6/</link>
	<pubDate>Tue, 26 Feb 2019 18:14:55 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Nas últimas décadas, houve um movimento de trocar cartas com pessoas aleatórias no mundo. Muito antes de existir o PayPal, a plataforma de pagamento, existia o penpal (&#8220;amigo de caneta&#8221;, em tradução livre). Alguém fazia a intermediação (escolas de inglês, por exemplo) e você saía escrevendo e recebendo cartas de um sujeito em outro país, talvez do outro lado do mundo. Era uma forma ótima de treinar o inglês (por isso as escolas de inglês entravam na jogada). Eu tive uma penpal italiana chamada Anna. Troquei três cartas com ela até que um dia o diálogo terminou, mas a lembrança continua forte.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-6/#more-19624" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:subtitle><![CDATA[Nas últimas décadas, houve um movimento de trocar cartas com pessoas aleatórias no mundo. Muito antes de existir o PayPal, a plataforma de pagamento, existia o penpal (&#8220;amigo de caneta&#8221;, em tradução livre). Alguém fazia a intermediação (escol]]></itunes:subtitle>
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<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-6/#more-19624" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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		<title>A internet de hoje não foi feita para conversar</title>
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	<title>O próximo Facebook não sairá do Brasil</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-5/</link>
	<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 13:06:07 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Há uma lenda folclórica no jornalismo de tecnologia brasileiro que já dura anos: a fábrica nacional de processadores. Sempre que executivos de Intel ou AMD visitam o Brasil, uma hora ou outra a pergunta aparece . (Não tem nada de errado, já que o trabalho do jornalista é perguntar.) A resposta segue sempre uma mesma linha, a de que o Brasil é um país interessante, um mercado potencialmente enorme, estamos analisando, existe um planejamento. Isso já dura mais de 15 anos e, até agora, nada de fábrica. É uma relação no estilo Vampeta: os executivos fingem que têm planos concretos, o mercado finge que acredita nos executivos e assim a vida segue.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-5/#more-19623" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>O homem mais rico do mundo e os dois pesos da privacidade</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-4/</link>
	<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 11:12:13 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Em 14 de junho de 2011, a capa do jornal <em>Folha de S.Paulo</em> estampava uma série de quatro fotos tiradas na Cracolândia, quando as gestões recentes da Prefeitura ainda não tinham resolvido definitivamente o problema (essa frase contém ironia e, se você não entendeu, sugiro ler jornal). Nelas, um homem de meia idade, cabeça cheia de cabelos brancos e terno e gravata passeia pela região, no centro de São Paulo, compra uma pedra, fuma no cachimbo e vai embora. Embaixo das fotos, a legenda lia: &#8220;O gravata da Cracolândia&#8221;.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-4/#more-19621" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>A tecnologia aprende com os cigarros e os cassinos</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-3/</link>
	<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 16:51:00 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Janeiro de 1964. O Surgeon General, o chefe de uma das divisões de saúde pública do governo norte-americano, conduziu um estudo para revisar mais de 7 mil pesquisas que investigavam os efeitos nocivos do cigarro na saúde humana. O esforço resultou em <a href="https://profiles.nlm.nih.gov/ps/retrieve/Narrative/NN/p-nid/60" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um relatório</a> chamado <em>Fumo e Saúde: Relatório de Comitê de Aconselhamento do Cirurgião Geral</em> (em tradução livre), que concluía que fumantes tinham chances de 9 a 20 vezes maiores de ter câncer no pulmão que os não fumantes. Para a gente parece óbvio. Na época, não era.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-3/#more-19618" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>A Comissão Europeia na linha de frente</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-2/</link>
	<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 11:19:34 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p>Existe um site que congrega todas as principais manchetes do mercado de tecnologia. Chama <em><a href="https://www.techmeme.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Techmeme</a></em>. De hora em hora, uma curadoria humana mostra quais são os assuntos mais comentados na imprensa, agrupando manchetes. É um segredo (ou nem tanto) de jornalistas de tecnologia. Quando precisam saber o que está rolando de mais importante, é para lá que eles vão — pelo menos os mais espertos. O hábito de visitar o <em>Techmeme</em> todo dia, mantido até hoje, quando não me identifico mais como jornalista, me permitiu ver a transformação na cobertura generalizada.</p>
<p> <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-2/#more-19615" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<title>O fim das utopias</title>
	<link>https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-1/</link>
	<pubDate>Tue, 22 Jan 2019 10:56:16 +0000</pubDate>
	<dc:creator><![CDATA[Guilherme Felitti]]></dc:creator>
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	<description><![CDATA[<p class="ctx-atencao"><strong>Nota do editor:</strong> A partir de hoje, <a href="https://twitter.com/gfelitti" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Guilherme Felitti</a> passa a manter a coluna/podcast semanal <em>Tecnocracia</em>, voltada ao mercado de tecnologia, no <strong>Manual do Usuário</strong>. O podcast está se propagando pela na internet, então os links para assiná-lo ainda estão indisponíveis. <a href="https://manualdousuario.net/acompanhe/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acompanhe o blog</a> para saber quando eles estiverem prontos.</p>
<p>Bem-vindo ao <em>Tecnocracia</em>. Você sabe o que quer dizer o termo? Tecnocracia vem da junção dos radicais <em>tecno</em> e <em>cracia</em>. <em>Tecno</em>, do grego, técnica ou habilidade, e <em>cracia</em>, também do grego, governo de. No seu sentido literal, tecnocracia é a forma de governo no qual quem dá as ordens são os mais aptos tecnicamente em suas próprias áreas. É como um governo democrático deveria ser, mas no atual modelo de governo de coalização que persiste desde a redemocratização do Brasil em 1984 não é bem assim que funciona. <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-1/#more-19614" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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<p>Bem-vindo ao <em>Tecnocracia</em>. Você sabe o que quer dizer o termo? Tecnocracia vem da junção dos radicais <em>tecno</em> e <em>cracia</em>. <em>Tecno</em>, do grego, técnica ou habilidade, e <em>cracia</em>, também do grego, governo de. No seu sentido literal, tecnocracia é a forma de governo no qual quem dá as ordens são os mais aptos tecnicamente em suas próprias áreas. É como um governo democrático deveria ser, mas no atual modelo de governo de coalização que persiste desde a redemocratização do Brasil em 1984 não é bem assim que funciona. <a href="https://manualdousuario.net/podcast/tecnocracia-1/#more-19614" class="more-link">(mais&hellip;)</a></p>
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	<itunes:summary><![CDATA[Nota do editor: A partir de hoje, Guilherme Felitti passa a manter a coluna/podcast semanal Tecnocracia, voltada ao mercado de tecnologia, no Manual do Usuário. O podcast está se propagando pela na internet, então os links para assiná-lo ainda estão indisponíveis. Acompanhe o blog para saber quando eles estiverem prontos.
Bem-vindo ao Tecnocracia. Você sabe o que quer dizer o termo? Tecnocracia vem da junção dos radicais tecno e cracia. Tecno, do grego, técnica ou habilidade, e cracia, também do grego, governo de. No seu sentido literal, tecnocracia é a forma de governo no qual quem dá as ordens são os mais aptos tecnicamente em suas próprias áreas. É como um governo democrático deveria ser, mas no atual modelo de governo de coalização que persiste desde a redemocratização do Brasil em 1984 não é bem assim que funciona. (mais&hellip;)]]></itunes:summary>
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Bem-vindo ao Tecnocracia. Você sabe o que quer dizer o termo? Tecnocracia vem da junção dos radicais tecno e cracia. Tecno, do grego, técnica ou habilidade, e cracia, também do grego, governo de. No seu sentido literal, tecnocracia é a forma de governo no qual quem dá as ordens são os mais aptos tecnicamente em suas próprias áreas. É como um governo democrático deveria ser, mas no atual modelo de governo de coalização que persiste desde a redemocratização do Brasil em 1984 não é bem assim que funciona. (mais&hellip;)]]></googleplay:description>
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