O Gizmodo perguntou aos leitores quais extensões para o Chrome lhes são vitais. Eu faço a você outra pergunta: existe alguma extensão digna de receber o status “vital”?
Quando esse conceito de extensões surgiu há mais de uma década, ele fazia sentido. A web era limitada, os navegadores, mais ainda. As extensões eram complementos que se inseriam nas lacunas deixadas pelo meio. E havia bastante espaço para elas.
Só que esse meio evoluiu e não foi de graça que situações como a do Fingerprint Canvas se tornaram possíveis. O navegador virou um negócio bem avançado, tanto que um dos principais sistemas domésticos se resume a um deles.
Perguntei no Twitter quais extensões o pessoal lá usa e acha importante. Várias respostas, nenhuma novidade. Muitos falaram do Pocket, uma extensão que pode ser substituída pelo bookmarklet numa boa. O mesmo vale para o Evernote. Bookmarklets, aliás, fazem a mesma coisa que extensões, só que sem consumir recursos, nem poluir a interface — aliás, nem têm interface. Ah, alguns seguidores também falaram em bloqueadores do Flash, algo que dispensa extensão já que o Chrome faz isso nativamente.
No meu navegador tenho apenas três extensões, todas desativáveis a qualquer momento. Duas delas, Google Cast e Buffer, raramente uso (o Chromecast eu uso muito, mas a partir do smartphone). A terceira, Kill News Feed, está sempre à vista e considero uma aliada, só que longe de ser “vital”. Eu passaria mais tempo no Facebook sem ela, e esse seria o único prejuízo.
Então, refaço a pergunta: em 2014 existe alguma extensão de navegador “vital”? De minha parte, acho que passamos essa fase, mas sou todo ouvidos para quem pensa diferente.