Como parte de um acordo com o Getty Images, o Google removeu o botão “Ver imagem” dos resultados da pesquisa por imagens. Agora, é preciso visitar o site que hospeda a imagem antes de ter acesso a ela.

O argumento do Getty Images era de que o recurso facilitava a pirataria de imagens protegidas por direitos autorais. Há sentido nele, mas o remédio acabou sendo mais forte que o necessário, já que ele afeta partes que não são suscetíveis à pirataria, como quem distribui imagens de domínio público.

Uma maneira de reverter essa mudança, pelo menos em computadores, é instalando a extensão View Image (Chrome, Firefox). Ela restaura o botão “Ver imagem”. Outra é usar um buscador alternativo, como o DuckDuckGo ou o Bing.

Meltdown: como mitigar a falha dos processadores Intel

Logo da Meltdown.

O ano de 2018 começou agitado para… bem, todos nós. Duas falhas gravíssimas em processadores foram descobertas. A Spectre atinge produtos da Intel, AMD e ARM e ainda não tem remédios; a Meltdown, que alcança quase todos os processadores da Intel lançados desde 1995, também não tem solução no momento, mas atualizações em sistemas operacionais e navegadores web já lançadas mitigam parcialmente seus efeitos. Veja o que fazer.

Entenda: Falhas graves em processadores afetam bilhões de dispositivos

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5 dias longe do Facebook: o que a rede social faz para trazê-lo de volta?

Notificações do Facebook pixeladas.

No primeiro dia do recesso que tive no jornal, abri o bloqueador de conteúdo que uso1 e coloquei esta regra:

https?://+([^:/]+.)?facebook.com[:/]

Traduzindo, ela bloqueia o acesso a qualquer site que tenha “facebook.com” na URL. Como o aplicativo sincroniza as regras entre todos os meus dispositivos, na prática o que fiz foi me trancar para fora do Facebook por cinco dias.

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Google lança app para Windows que serve apenas para baixar o Chrome

Tela do Instalador do Google Chrome para Windows 10.

O declínio do Windows como plataforma dominante explicitou o descaso do Google com a Microsoft. A empresa jamais se deu ao trabalho de adaptar seus apps à Microsoft Store (loja de apps do Windows) e faz software para o sistema no estrito limite do que mantém os usuários em seus domínios. Daí o próprio Chrome (web/buscador) e o app de backup do Google Drive. (mais…)

É hora de dar uma nova chance ao Firefox

Logo do Firefox contra fundo vermelho e azul.

O Firefox 57 está entre nós. Poderia ser mais uma versão qualquer, com uma ou outra novidade, como acontece todo mês. Não é. Com o codinome Quantum, esta é uma atualização grandiosa, do tipo que mexe até na interface. É uma que traz a esperança (e o potencial) de recuperar os muitos usuários perdidos ao longo dos anos para o Chrome do Google e, principalmente, para a negligência da própria Mozilla, fundação responsável pelo navegador. (mais…)

O Chrome venceu

Foto: Shutterstock

por Emily Canto Nunes

Por Andreas Gal

Aviso: trabalhei por 7 anos na Mozilla e era o CTO da Mozilla antes de sair de lá, há dois anos, para fundar uma startup de IA embarcada.

A Mozilla publicou um post há dois dias [foi no dia 23 de maio] destacando seus esforços para tornar o navegador Firefox para Desktop competitivo de novo. Eu costumava seguir de perto o mercado de browsers, mas deixei de acompanhar por alguns anos, e pensei que era hora de ver os números.

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Gilberto Kassab diz que banda larga fixa terá limite de franquia até o fim do ano

Foto de Gilberto Kassab.

Um dos debates mais acalorados de 2016, no Brasil, foi sobre a limitação das franquias na banda larga fixa. Historicamente, nunca se limitou o consumo de dados desse tipo de conexão. A Vivo iniciou um movimento para mudar esse cenário ano passado, baseada nos planos móveis dela mesma e de outras operadoras, mas esbarrou numa oposição fortíssima da sociedade. Como resultado, a Anatel proibiu, temporariamente, as operadoras de fazerem essa alteração. Agora, tudo indica que elas tentarão de novo. E, desta vez, com o apoio do Governo Federal.

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Quem são Kunlun e Qihoo 360, empresas chinesas que compraram o Opera

Logo do Opera com bandeira da China.

A Opera, empresa norueguesa que desenvolve há muito tempo um navegador web homônimo, recebeu uma oferta de compra de um consórcio de empresas chinesas no valor de US$ 1,2 bilhão. O acordo ainda depende da aprovação dos acionistas e de órgãos regulatórios, mas tudo indica que será fechado — o conselho, inclusive, “decidiu unanimemente pela recomendação” da aprovação. Ele diz muito sobre duas áreas da tecnologia em alta: navegadores web e China. (mais…)

Como a competição entre navegadores ajuda a manter a web aberta e livre

Outdoor do Chrome no Reino Unido.

O recém-lançado Chrome 46 (!) veio com novidades, correções, tudo que lhe é de praxe, mas trouxe também uma remoção na versão para desktops (Windows, Mac e Linux): o “Ok Google” universal para invocar a pesquisa não existe mais. O Chrome 47 também virá com outro recurso a menos, a central de notificações. Por que isso está acontecendo? (mais…)

Uma das poucas chateações que tenho com o buscador do Google é a impossibilidade de copiar links “puros” dos resultados. O Google usa um JavaScript de redirecionamento, então é ele, e não o link de fato, que acaba copiado para a área de transferência. Se não entendeu nada, veja este vídeo. O Facebook também faz isso.

Além de dificultar a cópia do link, as duas empresas usam esse “pedágio” para registrar todos os nossos cliques, ou seja, é mais um artifício para conhecerem e assimilarem nossos hábitos de navegação.

A extensão DirectLinks remove esse JavaScript. A original é para Safari, mas fizeram uma versão para Chrome que funciona tão bem quanto.

Só que há um porém: ela surte efeito apenas no google.com; no google.com.br, não. Felizmente o código-fonte está disponível no GitHub, então não deve ser muito difícil alterar esse detalhe. Alguém se habilita?

Atualização (8/9, 10h30): O leitor Vinicius Kunst indicou a extensão GSanitizer, que faz a mesma coisa e funciona nas versões localizadas do Google, como google.com.br. Baixe-a aqui.

Via Daring Fireball.

Configure a extensão Ghostery para navegar na web com privacidade

Extensão Ghostery.

O acesso a um site se dá pela comunicação do cliente (você) com um servidor (onde está o site), que repassa via Internet os códigos, scripts e imagens que geram a página que você vê no navegador. Entre eles costumam vir mais coisas além do estritamente necessário para exibir o que foi solicitado. É nesse momento que a sua privacidade na web é comprometida.

Redes sociais, redes de publicidade, sistemas de estatísticas… um punhado de serviços são carregados junto com inúmeros sites através de scripts; vários deles geram cookies, minúsculos arquivos que guardam informações relacionadas a um domínio/site. Juntos, esses pequenos trechos de código e arquivos monitoram e devolvem aos seus criadores dados seus que, agregados, traçam um perfil bastante fiel dos seus gostos e hábitos. E, como efeito colateral, no processo eles ainda deixam os sites mais pesados.

A maioria usa essas informações anonimamente, com o único intuito de direcionar anúncios mais eficazes ou aperfeiçoar a experiência online. O que não é pouca coisa. Se te incomoda aquele monte de anúncios de sapatos que passa a aparecer depois que você fazer uma pesquisa por um modelo específico, a culpa é dessa estrutura que se criou na Internet. Como evitá-la? Não é fácil, mas extensões como a Ghostery criam uma boa barreira. (mais…)

BUILD 2015: Edge é o nome oficial do Project Spartan, o novo navegador da Microsoft

Na abertura da BUILD 2015, a conferência para seus desenvolvedores, a Microsoft deu mais detalhes sobre o vindouro Windows 10, apresentou novas formas de trazer apps à plataforma, revelou o nome comercial do novo navegador Project Spartan e estabeleceu uma meta ambiciosa: em três anos, ter um bilhão de dispositivos rodando a última versão do seu sistema.

Foi uma apresentação longa, com quase três horas de duração e que eu não acompanhei. Li o que rolou pelo Twitter e em matérias posteriores, e algumas coisas me chamaram a atenção. Para segmentar os comentários e livrá-lo de partes que não queira ler, dividi o post em três partes. As outras são sobre o desenvolvimento de apps e a meta de um bilhão de dispositivos com Windows 10 em três anos


Eu gostava do nome Spartan. Como a assistente pessoal da Microsoft se chama Cortana, outra referência à série Halo, fazia sentido acreditar que Spartan seria efetivado como nome comercial do novo navegador da empresa. Só que não foi o caso. O nome oficial dele é Edge. (mais…)

Pare de usar a extensão Awesome Screenshot do Chrome

A Awesome Screenshot exige muita coisa.O administrador de sistemas Linux Miguel Jacq descobriu que a extensão Awesome Screenshot, do Chrome, tem se comportado estranhamente.

Lendo relatórios de acesso  dos seus servidores, Jacq notou que um crawler chamado niki-bot estava tentando acessar páginas de internas/administrativas do Drupal, um sistema de publicação web. São locais onde crawlers normais, como os do Google, não chegam e pelos quais nem se interessam, afinal tratam-se de páginas protegidas por senhas e que não fariam muito sucesso se listadas nos resultados de pesquisa.

Após uma pequena epopeia para rastrear o culpado, ele chegou à Awesome Screenshot, extensão do Chrome para tirar e editar screenshots de páginas web. Não se sabe por qual motivo, ela captura e transmite o histórico de navegação do usuário e, posteriormente, essas páginas são visitadas pelo niki-bot. Isso tudo é bem chato, né?

A recomendação de Jacq é desinstalar a Awesome Screenshot. Em seu blog, Matt Mullenweg sugere como substituta a Blipshot, desenvolvida por um funcionário da Automattic e livre de spywares, malwares e qualquer outra coisa que comprometa a sua privacidade.

Passamos a fase das extensões nos navegadores, certo?

O Gizmodo perguntou aos leitores quais extensões para o Chrome lhes são vitais. Eu faço a você outra pergunta: existe alguma extensão digna de receber o status “vital”?

Quando esse conceito de extensões surgiu há mais de uma década, ele fazia sentido. A web era limitada, os navegadores, mais ainda. As extensões eram complementos que se inseriam nas lacunas deixadas pelo meio. E havia bastante espaço para elas.

Só que esse meio evoluiu e não foi de graça que situações como a do Fingerprint Canvas se tornaram possíveis. O navegador virou um negócio bem avançado, tanto que um dos principais sistemas domésticos se resume a um deles.

Perguntei no Twitter quais extensões o pessoal lá usa e acha importante. Várias respostas, nenhuma novidade. Muitos falaram do Pocket, uma extensão que pode ser substituída pelo bookmarklet numa boa. O mesmo vale para o Evernote. Bookmarklets, aliás, fazem a mesma coisa que extensões, só que sem consumir recursos, nem poluir a interface — aliás, nem têm interface. Ah, alguns seguidores também falaram em bloqueadores do Flash, algo que dispensa extensão já que o Chrome faz isso nativamente.

No meu navegador tenho apenas três extensões, todas desativáveis a qualquer momento. Duas delas, Google Cast e Buffer, raramente uso (o Chromecast eu uso muito, mas a partir do smartphone). A terceira, Kill News Feed, está sempre à vista e considero uma aliada, só que longe de ser “vital”. Eu passaria mais tempo no Facebook sem ela, e esse seria o único prejuízo.

Então, refaço a pergunta: em 2014 existe alguma extensão de navegador “vital”? De minha parte, acho que passamos essa fase, mas sou todo ouvidos para quem pensa diferente.

O próximo Internet Explorer do Windows Phone terá gostinho de maçã 

Paul Thurrott, sobre as novidades do IE no Windows Phone 8.1 Update:

O que eles mudaram? Primeiro e mais importante, aceitaram a realidade: páginas web modernas são projetadas e construídas para o iOS (Safari) e Android (Chrome), e não para os padrões abertos aos quais o IE recorre.

O mesmo Internet Explorer que ditava o rumo da web há dez anos, hoje faz gambiarras para exibir corretamente páginas que usam soluções proprietários de Apple e Google. E não só: o IE do Windows Phone 8.1 passará a se identificar aos sites como se fosse o Safari.

O blog oficial do IE traz informações mais técnicas e vários exemplos de “antes e depois”.

O mundo dá voltas.