A Mozilla lançou, nesta terça (3), o Firefox 100. O número redondo ensejou algumas celebrações, mas o navegador em si traz poucas novidades.

Em computadores, a principal é o suporte a legendas no modo PIP. E em distribuições Linux com interface gráfica Gnome, o Firefox agora usa barras de rolagem no padrão do sistema.

Em celulares (Android; iOS em breve), o Firefox 100 traz novas maneiras de exibir e organizar… coisas. O histórico ganhou uma repaginada visual e um botão de pesquisa, e abas não visitadas há 14 dias ou mais agora ficam numa área à parte. Ah, e tem dois papéis de parede novos. Via Mozilla (em inglês).

O Edge, navegador da Microsoft e padrão do Windows, ganhará uma VPN gratuita. O recurso, batizado Rede Segura do Microsoft Edge, será oferecido em parceria com a Cloudflare e integrado ao navegador. Por ora, está em testes.

A Apple oferece algo similar com Retransmissão Privada do iCloud (que poderá virar padrão no iOS 16) e a Mozilla tem um serviço pago de VPN, oferecido em parceria com a Mullvad e ainda indisponível no Brasil.

A oferta da Microsoft/Cloudflare é meio limitada, porém. Segundo a documentação do navegador, os usuários só contam com 1 GB de tráfego por mês. Via XDA-Developers (em inglês), Microsoft.

O Google lançou emblemas para extensões que atendam a certos critérios na Chrome Web Store. O objetivo, segundo a empresa, é facilitar aos usuários a descoberta de ótimas extensões e dar reconhecimento a quem as cria.

São dois emblemas: o de destaque (“featured”), concedido a desenvolvedores que seguem boas práticas de programação e as diretrizes de apresentação da loja, e o de editor estabelecido (“established publisher”), concedido a quem tem a identidade verificada pelo Google e um bom histórico de relacionamento com a empresa.

O Firefox já oferecia essa funcionalidade há tempos. Via Google (em inglês).

Parece que todo mundo resolveu virar as costas ao AMP, o cavalo de Troia do Google para dominar a web. Brave e DuckDuckGo anunciaram que vão bloquear páginas AMP e redirecionar os usuários às versões convencionais dos sites que ainda usam a tecnologia.

É uma boa medida, ainda que tardia. O próprio Google meio que desistiu do AMP no final de 2020, quando o formato deixou de ser condição para um site ter destaque nos resultados do buscador. Desde então, várias grandes publicações abandonaram o barco.

Para quem usa Firefox ou Safari, existem extensões para ignorar as páginas AMP — Redirect AMP to HTML (gratuito) para o Firefox, e Amplosion (R$ 16,90) e Overamped (R$ 10,90) para o Safari. Se você usa Chrome, deveria considerar outro navegador. Via WP Tavern (em inglês).

O DuckDuckGo liberou, em caráter beta, seu navegador para macOS. (A versão para Windows chega em breve; Linux não está nos planos.)

O navegador chama a atenção logo de cara por não ser baseado no Chromium, caso de todos os navegadores recentes que não se chamam Safari ou Firefox. Em vez disso, o DuckDuckGo para macOS usa uma API do próprio sistema para renderizar sites. Em outras palavras, é um Safari envelopado com recursos do DuckDuckGo.

Esses recursos são parecidos com os existentes nos navegadores da marca para celulares, como um bloqueador de rastreamento simples e o botão da chama/fogo, que exclui todos os dados de um site. Não espere, porém, a mesma complexidade e poder de extensões como uBlock Origin ou 1Blocker.

Por ora, o DuckDuckGo para macOS não suporta extensões. Os desenvolvedores dizem que as mais populares costumam ser as de bloqueadores de anúncios e gerenciadores de senhas, ambos os recursos presentes nativamente. O problema é abandonar gerenciadores de senhas multiplataforma em prol do do DuckDuckGo, que, por ora, só existe no navegador desktop.

Para usar o DuckDuckGo beta para macOS, é preciso entrar em uma lista de espera no aplicativo móvel. O link ao lado explica. Via DuckDuckGo (em inglês).

O protocolo Gemini

Criar o meta blog do Manual, no início de 2022, foi um grande acerto. Criá-lo no Tumblr, não.

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A Microsoft liberou uma atualização para o Windows 11 (KB5011563) que, entre outras coisas, facilita a definição de um navegador como padrão no sistema. Antes, no Windows 11, era preciso alterar o aplicativo/navegador padrão em cada formato de arquivo suportado; agora, em acréscimo ao sistema anterior, existe um botão que faz todo esse trabalho com apenas um clique. Via The Verge (em inglês).

O Google liberou uma atualização emergencial do Chrome (versão 99.0.4844.84) a fim de corrigir uma falha grave do tipo “dia zero” descoberta na sexta-feira (26), código CVE-2022-1096. A falha atinge o motor JavaScript V8. Ao ser explorada (e segundo o Google, ela já está sendo), a falha pode travar o navegador e abrir brechas para a execução remota de códigos.

É a segunda vez em 2022 que o Google libera uma atualização de emergência devido a uma falha do tipo “zero dia” no Chrome. A outra, código CVE-2022-0609, foi corrigida em fevereiro.

A Mozilla libera nesta terça (8) o Firefox 98. A nova versão não traz muitas novidades. O destaque é uma revisão no fluxo de downloads, que não exibe mais a janela perguntando se o usuário deseja baixar ou abrir o arquivo prestes a ser baixado. Agora, o Firefox baixa o arquivo automaticamente — como todos os outros navegadores modernos.

Mais importante que esta grande versão foi uma menor, lançada na última quinta-feira (5), que corrigia duas falhas graves do tipo “dia zero” (códigos CVE-2022-26485 e CVE-2022-26486) e que já estavam sendo exploradas em situações reais. As versões Firefox 97.0.2, Firefox ESR 91.6.1, Firefox para Android 97.3.0 e Focus 97.3.0 corrigem-nas e se o seu estiver configurado para receber novas versões automaticamente, já deve estar atualizado. Via OMG! Ubuntu! e Mozilla (ambos em inglês).