Android 17, Gemini Intelligence e Googlebook  youtube.com

O Google anunciou o Android 17 e uma nova linha de notebooks em um vídeo gravado exibido “ao vivo” (?) nesta terça (12).

O mote do Android 17 são agentes de inteligência artificial, o que promoveu o Gemini a “Gemini Intelligence”.

A ideia de agentes executando ações em segundo plano parece tentadora às empresas. Não sei se usaria isso. Primeiro porque não é um grande esforço criar um evento na agenda, por exemplo. Segundo porque os agentes demandam um nível de confiança que não estou disposto a conceder às máquinas.

No vídeo promocional (aparece aos 8:18 da apresentação acima), uma pessoa fotografa o cartaz de um show e manda a imagem a outra, por mensagem. Ambas se animam e a primeira pede ao Gemini para comprar os ingressos. Em seguida, o Gemini confirma a compra.

Quanto custaram esses ingressos? Eles são para a pista premium, para a “geral”? (Fala-se “geral” em shows? Desculpe, não frequento shows.)

O que mais me chamou a atenção, porém, é o novo visual do Android. Dias depois de Sameer Samat, presidente do ecossistema Android no Google, negar rumores de que o sistema adotaria um visual mais Liquid Glass, da Apple, o “Material Expressive com infusão de Gemini” aparece com muita transparência, tal qual o Liquid Glass, e com uma aparência escura. Lembrei do saudoso Holo, linguagem visual dos Android 3 e 4, introduzido em 2011. É meio como se fosse um “Holo meets Liquid Glass“.

Outra coisa digna de nota é o posicionamento que o Google está dando à Gemini Intelligence. Em vários momentos ao longo da apresentação, viu-se a frase: “Apenas nos dispositivos Android mais avançados.” Presume-se que os Galaxy A e Moto G da vida não terão a nova ~experiência…?

A grande surpresa ficou para o final, a introdução do Googlebook (33:39). Trata-se da aguardada estreia do Android no formato notebook, embora esse detalhe tenha sido revelado quase como uma nota de rodapé. A razão de ser do Googlebook é levar o Gemini para mais uma tela.

Além do Google, outras fabricantes deverão lançar produtos com o sistema em breve: HP, Dell, Lenovo, Acer e Asus.

Será que agora vai? É importante lembrar que o Google já teve o Pixelbook e o Chromebook, duas propostas que não vingaram. No caso do Chromebook, tornou-se o “notebook escolar” quase que por acidente, pois barato e de fácil manutenção.

Eu não gastaria um centavo num notebook desses, ao menos num primeiro momento, ou até ele se consolidar. São grandes as chances do Google limar essa categoria de produto precocemente.

A apresentação trouxe mais coisas, incluindo algumas “básicas” para o Android 17, como recursos para dissuadir o usuário de perder tempo em aplicativos viciantes (Pause Point), emojis reformulados e uma grande repaginada no Android Auto, e mais truques baseados no Gemini, com destaque para o criador de widgets.

O Android 17 chegará primeiro aos celulares Pixel (do Google, indisponíveis no Brasil) e Galaxy S26, entre junho e setembro deste ano.

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8 comentários

  1. Cara, o ambiente de notebooks está aberto para ser tomado. A apple já veio com esse notebook macbook Neo e eu já estava pensando em comprar um Samsung S para usar o modo Dex, visto que comprar um notebook windows que “só funciona” é impossível num valor acessível.

    E uma altíssima proporção das pessoas já vive apenas com o celular android como meio de computação e perde-se cada vez a literação em windows. Do jeito que está o próximo computador da gerente do banco, do caixa do mercado, da agência médica, pode ser sim um Android (ou Apple)

    1. Eu tenho comigo que esses notebooks com Android vão esbarrar nos mesmíssimos problemas da galera que tenta há dez anos substituir o notebook com um iPad. Tudo muito lindo, até você precisar do Word/Excel ou ter que interagir com algum sistema institucional (trabalho, universidade etc.).

  2. Se tem uma empresa que não me passa segurança em termos de produto é o Google. Da mesma forma que eles lançam, eles matam num piscar de olhos seus produtos, inclusive aqueles que deram certo. Não confio.

  3. O Googlebook não tem cara que vai dar certo com essa proposta. Assim como acontece com a NVIDIA e o modelo Founders Edition das placas de vídeo, aqui no Brasil só deve vim os modelos de fabricantes, criando a fragmentação parecida com que já tem nos Androids.

    1. Espero que o Googlebook seja o “aparelho de referência” pra outras fabricantes, assim como a linha Nexus era antigamente.

  4. Macbook Neo e agora o Googlebook (que nome ruim, por sinal).

    Entendo que eles planejam começar com notebooks premium, mas a grande base de usuários virá de notebooks medianos.

    É bom a Microsoft repensar o que tem feito com o Windows 11, pois a concorrência já perecebeu que a oportunidade é grande demais para ignorar.

    1. A Microsoft começou a correr atrás do prejuízo. Pelo que vejo, ela consegue prender mais usuários de design e áudio. Programação e games parece muito melhor no Linux do que no Windows (coisa que não daria para falar uns 10 anos atrás).

      Sendo mais específico a áudio, seria fantástico se as empresas de softwares de áudio voltassem os esforços para desenvolver versões para Linux. Já temos Bitwig, u-He e Reaper. Se grandes jogadores como Image-Line e Native Instruments investissem bem em Linux, a história seria outra.

    2. Já vem repensando, ela anunciou que vai reduzir a presença do Copilot no Windows e focar em várias melhorias de QoL e otimização.