Quase fui atropelado
No início de junho, durante uma visita aos meus pais no interior do Paraná, decidi trocar a ida à musculação por uma passada na farmácia à luz dos primeiros sinais de uma crise de enxaqueca, o melhor momento para tomar um remédio e evitar uma piora.
A farmácia mais próxima fica a cerca de 1,5 km. Calcei o tênis de corrida para unir o útil ao agradável: uma caminhada leve para buscar o remédio.
Saindo da farmácia, decidi mudar a rota para dar algumas voltas em uma pracinha onde, quando morava lá, costumava ir para caminhar.
Quase chegando à casa dos meus pais, atravessei uma avenida movimentada, sem sustos. Do outro lado, tive um lapso e, por um momento, imaginei que a rua transversal fosse de uma mão só. (Ela de fato é do outro lado da avenida.)
Olhei para um lado, nenhum carro ou moto à vista. Fui.
