Reading Maps 
readingmaps.com

Muitas históricas fictícias se desenrolam em longas jornadas. Este site coloca algumas delas, de livros e filmes — Moby Dick, A odisseia e Diários de motocicleta, por exemplo —, em um mapa real e interativo.

Os novos planos da assinatura do Manual

Há muitos anos que a assinatura do Manual do Usuário não varia. No plano anual, o valor é a partir de R$ 99 — o mesmo desde julho de 2022, quando lancei essa modalidade.

As coisas mudam a partir de hoje, com três novos planos, totalizando quatro. É só escolher um e mandar um Pix no valor correspondente para a chave pix@manualdousuario.net:

  • Continue, Manual: R$ 99/ano.
  • Gosto muito de você, Manual: R$ 150/ano.
  • Manual é bom demais: R$ 200/ano.
  • Eu amo o Manual: R$ 390/ano.

Na mensagem do Pix, informe o seu e-mail para estabelecermos contato, por favor.

Os benefícios da assinatura não mudam de acordo com o plano, mas fazem muita diferença do lado de cá. Os novos planos são sugestões de valores para facilitar a sua vida, caso você possa e queira contribuir com mais.

(Para deixar claro: continua valendo a regra de sempre, ou seja, o envio de pelo menos R$ 99/ano já ativa a assinatura.)

A grana das assinaturas é a principal receita do Manual do Usuário. Além de permitir que eu continue escrevendo aqui tendo um teto e comida no prato, elas bancam tudo que fazemos: PC do Manual, Órbita, pagamentos ao Renan e outros colaboradores eventuais, entre outras coisas.

Ao tornar-se assinante, você recebe:

  • Acesso à nossa comunidade no WhatsApp. O pessoal é bem legal, respeitoso e sempre rolam conversas engraçadas e/ou cabeçudas (no bom sentido). Ainda temos uns grupos inusitados, como o de figurinhas e de fotos de bichinhos de estimação;
  • Acesso vitalício a alguns serviços do PC do Manual: Linkding, Miniflux e Readeck&nbsp e
  • Acesso ao clube de descontos.

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Também dá para assinar com periodicidade mensal, pagando no cartão de crédito ou Apple/Google Pay:

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Se a grana estiver curta, dá para ajudar também espalhando a palavra do Manual para mais gente. Você deve ter ouvido por aí que o Google está tão chapado de IA que parou de mandar leitores aos sites, né? Aqui também está acontecendo. O boca a boca, que sempre foi importante, ficou ainda mais.

Deve ter muita gente que curtiria o Manual e não o conhece. Traga essa galera para a conversa!

Sonhos de design do Gnome Shell 
blogs.gnome.org

A interface de usuário do Gnome Shell teve apenas refinamentos pontuais e melhorias de usabilidade na maioria dos últimos ciclos, mas, do lado do design, exploramos diversas ideias de longo prazo que gostaríamos de colocar em prática. Para algumas delas já temos planos relativamente bem definidos; outras ainda são ideias vagas, que exigem mais pesquisa e prototipagem. Como sempre, colocar esse tipo de coisa em prática depende da disponibilidade e do interesse dos desenvolvedores (e, às vezes, de financiamento).

Gosto das ideias. Nenhuma delas representa uma grande ruptura com a interface atual; várias alinham o Gnome à experiência esperada e comum em outros ambientes desktop e sistemas operacionais.

A mais avançada, que deve aparecer na próxima versão (Gnome 51), é a camada sobreposta à tela com os resultados da pesquisa (imagem), em vez desses aparecerem numa tela própria/inteira. A mudança se justifica à luz da filosofia adotada no Gnome 40: “Quando você navega pelo Gnome Shell, os elementos da interface sempre vêm de algum lugar e saem para outro lugar, de uma forma que é semântica e previsível ao longo do tempo.”

Outra semana no Linux

Às vezes sou picado pelo bichinho do software livre. Acompanho há décadas a indústria da tecnologia de consumo e, mergulhado nesse universo, é difícil não se desiludir com seus monopólios, práticas questionáveis e abusos normalizados. Embora o desprezo pelas big techs esteja mais popular, estamos longe de mudanças práticas universais porque… convenhamos, essas custam caro. Tente convencer alguém a trocar o WhatsApp pelo Signal, por exemplo.

No final de julho, a minha febre de software livre atingiu temperaturas perigosas. Vi-me, mais uma vez, instalando uma distribuição Linux com o intuito de me livrar do macOS, o primeiro passo para sair do jardim murado que é o ecossistema da Apple; achava estar à porta de uma utopia digital, mais ou menos como aquele sonho do homem moderno de largar tudo e viver no mato, do que a natureza dá.

Adianto que, tal qual das outras duas vezes, o sistema do pinguim não durou muito. Alguns dias, para ser exato. Apesar do fim precoce, foi bom enquanto durou e a experiência deixou ensinamentos valiosos.

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Posse de vídeo ilegal em armazenamento automático não configura crime 
conjur.com.br

Um juiz de Joinville (SC) inocentou um homem que tinha três vídeos de abusos de menores no celular, recebidos automaticamente de um grupo do WhatsApp. A defesa alegou que ele recebeu os vídeos em um grupo antigo de vizinhos, onde não interagia. O parecer da Meta/WhatsApp reforçou o argumento da defesa:

Ao analisar o processo, o magistrado ressaltou que o suporte técnico do WhatsApp informou que os metadados de “modificação” e “último acesso” não provam que o usuário visualizou o arquivo.

Apesar do precedente (correto, na minha humilde opinião), é boa prática de higiene digital sair de grupos do WhatsApp muito ativos que você não acompanha e/ou (no mínimo) desativar o download automático de mídias.

“Como usuário do Windows, é um jeito surreal de instalar um aplicativo” 
unsung.aresluna.org

Das muitas estranhezas que uma pessoa novata tem no macOS, a maneira de instalar aplicativos é das mais curiosas. Basta arrastar o ícone para qualquer lugar, de preferência o diretório /Applications. Os instaladores (arquivos *.dmg) costumam abrir janelinhas no Finder com instruções. Marcin Wichary coletou um punhado delas para analisar as diferentes maneiras com que desenvolvedores guiam os usuários.

Como experimento hipotético, imagine que apenas uma pessoa tivesse um advogado superinteligente. Ela teria uma vantagem injusta no tribunal — mesmo que sua posição estivesse errada no mérito. Isso levaria a uma sociedade pior. Mas agora imagine que todos tenham um advogado superinteligente. A justiça seria aplicada de forma muito mais justa e eficiente do que é hoje. Quando as pessoas são empoderadas, elas naturalmente se fiscalizam mutuamente e fiscalizam o poder das instituições maiores.

Homem branco, olhando de lado, com semblante preocupado.Mark Zuckerberg
Co-fundador e CEO da Meta

Talvez o Zuck devesse empregar esses advogados de IA superinteligentes nas demandas da Meta. Mesmo com os melhores advogados (de carne e osso) que o dinheiro pode pagar, a empresa acumula uma série de derrotas nos tribunais estadunidenses, acusada de causar danos a menores de idade com seus aplicativos viciantes. A última foi semana passada (6), no Novo México.

A frase acima saiu de um textão do CEO da Meta, “O futuro da IA é para todos”. Alguém ainda leva esse vômito de platitudes, mentiras e promessas vazias a sério? Deve ser o quarto ou quinto que ele assina. Nenhum resistiu ao tempo. Teve o das mensagens criptografadas no Instagram em 2019, o da “comunidade global” de 2017, o do metaverso de 2021… note o padrão.

Este site é hospedado em um Samsung J6 
gustavoribeiro.net

O Gustavo, leitor deste Manual, resolveu hospedar seu site/blog em um Galaxy J6, celular de 2018 que, na época, já não era dos mais rápidos. Adoro esse tipo de projeto. É sustentável, confiável (pode deixar o celular na tomada, Gustavo), apenas… funciona. E também é prova de que há anos carregamos computadores poderosos no bolso. O problema é o software que roda neles por padrão — pesado, inchado, lento. Imagine se o foco da indústria fosse em explorar esse poder ao máximo em vez de vender mais celulares.

Este cara usou o Claude para plagiar um aplicativo sem querer

Terry Godier, que fez fama em uns cantos da web no começo do ano com um ensaio sobre RSS e seu posterior aplicativo para iOS, o Currents, lançou outro chamado Dark Hours, esse na web mesmo, após a Apple supostamente tê-lo rejeitado por conter elementos da astrologia, o que as políticas da App Store vetam e Godier, a princípio, negou que fosse o caso.

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