Post livre #302

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

A máquina do Steam Deck começa a andar

Já que a Valve prometeu que, sim, claro, agora vai, o Steam Deck começa a chegar em fevereiro.

A Valve viu que não dá para depender da Epic Games e sua boa vontade com Linux tendendo a -∞ para fazer o Easy Anti-Cheat funcionar perfeitamente no Steam Deck e teve que meter a mão na massa. A Epic continua hostil ao Linux e, portanto, ao Steam Deck, mas pelo menos agora as chances de Apex Legends, Fall Guys etc. e tal funcionarem no Proton aumentaram.

A Valve anunciou, assim, do nada, uma nova maneira de “cloud saves” funcionarem no Steam. Se funcionar conforme o anunciado, você vai poder iniciar um jogo no Steam Deck, simplesmente suspender o console no meio do jogo, chegar no seu PC de casa e voltar a jogar do exato ponto onde você parou. Por que choras, Switch? Por que choras, Xbox?

O Steam Deck aparece rodando God of War na mão de um executivo da Sony. God of War no Steam Deck. Ahn…

E…

A Valve finalmente anunciou que o Steam Deck será lançado oficialmente no dia 25 de fevereiro. Se você reservou seu console, receberá um e-mail a partir deste dia para fazer o pagamento e começar a receber dia 28 de fevereiro.


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iOS 15.4 permitirá desbloqueio com Face ID usando máscara

O iOS 15.4, que começou a ser testado nesta quinta (27) e ainda não tem data para ser lançado, finalmente permitirá o desbloqueio do iPhone com o Face ID usando máscara. (Veja um print do MacRumors.) A Apple diz que isso será possível “reconhecendo detalhes únicos ao redor dos olhos”. A novidade só funcionará no iPhone 12 e posteriores e será preciso refazer o cadastro com a máscara. O uso de óculos de grau ajudará o sistema a ser mais preciso, mas ele não funcionará com óculos escuros. Via MacRumors (em inglês).

Consulta a R$ 8 bilhões esquecidos em contas bancárias retorna dia 14/2

O Banco Central recebeu tantos acessos de brasileiros querendo saber se tem algum trocado daqueles R$ 8 bilhões esquecidos em contas bancárias que o site inteiro caiu. Para dar conta da demanda, o BC tirou o Sistema Valores a Receber (SVR) do ar e avisa, em seu site, que ele retornará no dia 14/2 com a capacidade “fortemente ampliada para atender a todos os cidadãos com estabilidade e segurança”. Via Banco Central.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Backup e sincronia de arquivos sem nuvens comerciais, só com software livre

Admitamos desde já: somos preguiçosos. Quando algo funciona, ainda que não da maneira ideal, a tendência é deixar estar, seguir a vida. Essa era a minha postura em relação a backups remotos. Por muito tempo usei nuvens comerciais, os iCloud, Dropbox, Google Drive e OneDrive da vida, como único backup do tipo.

Resolvi mudar isso no final de 2021, motivado por aquela cisma com a Apple. Meu objetivo era substituir o iCloud, que usava para sincronizar arquivos entre celular e computador, e que por conveniência e inércia acabava sendo o meu único backup remoto.

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Facebook aparentemente desistiu de ter moeda própria

A Diem, “stablecoin” do Facebook anteriormente chamada Libra, pode estar com os dias contados antes mesmo de ser lançada.

Segundo a agência Bloomberg, o Facebook/Meta está buscando um comprador para a tecnologia depois que órgãos reguladores dos Estados Unidos sinalizaram que a Diem não teria vida tranquila caso fosse lançada. O objetivo é levantar a maior grana possível para devolvê-la aos parceiros e investidores.

A moeda do Facebook, inicialmente chamada Libra, foi anunciada de surpresa em junho de 2019 com poucas dezenas de parceiros. Ela seria uma “stablecoin”, um tipo de criptomoeda lastreada em moedas fiduciárias — no caso, em uma cesta de moedas fortes, como dólar e euro.

A reação de governos e órgãos reguladores afugentou parte dos parceiros, então o Facebook mudou o projeto (incluindo o nome) para Diem, que passaria a ser baseada apenas no dólar. Mark Zucerberg, CEO do Facebook/Meta, chegou a depôr no Congresso norte-americano por causa da Libra/Diem.

Em 2021, David Marcus, executivo que liderava o projeto, saiu da empresa. Via Bloomberg (em inglês).

🔗 Sertanejos dominam o rádio, que turbina cachês e chega aonde internet é precária

Sertanejos dominam o rádio, que turbina cachês e chega aonde internet é precária, por Lucas Brêda na Folha de S.Paulo:

Nos últimos dias, um trecho de uma entrevista da empresária Kamila Fialho, que tem no currículo trabalhos com Anitta e Kevin o Chris, pipocou na internet. “Eu pago para tocar uma música na rádio e eles compram a rádio”, ela disse ao programa “Podcast de Música”, do YouTube, fazendo referência a artistas da música sertaneja. Mesmo exagerada, a provocação de Fialho tem algum respaldo na realidade.

Gênero mais consumido do Brasil em qualquer plataforma, o sertanejo tem uma presença ainda maior nas rádios, que são capazes de render cachês mais altos e dar fama nacional a uma música ou artista. No streaming, o ritmo também é protagonista, mas ali divide os holofotes com outros estilos, que criam alternativas para crescer sem depender das FMs.

Neil Young remove suas músicas do Spotify em ato contra desinformação

Neil Young conseguiu: seus álbuns não estão mais disponíveis no Spotify. A medida contou com o apoio da sua gravadora, a Warner, que é quem decide no fim das contas onde a música de Neil é disponibilizada. O Spotify representava 60% das audições por streaming das músicas do cantor.

“Percebi que não poderia continuar apoiando a desinformação do Spotify que ameaça a vida do público amante da música”, escreveu Neil no comunicado, em referência ao podcast Joe Rogan Experience, um dos mais populares do mundo e exclusivo do Spotify, responsável por difundir mentiras relacionadas à vacina contra a covid-19.

Ainda é possível ouvir algumas músicas de Neil Young no Spotify, faixas presentes em compilações e trilhas sonoras de filmes. Aos órfãos dos álbuns, Neil os convida a migrarem para outros serviços. E com um bônus: vários deles, como Amazon e Apple Music, oferecem versões em alta definição, “como foram concebidas para serem ouvidas”, enquanto o Spotify ainda oferece músicas em qualidade padrão. Via Neil Young Archives (em inglês).

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Apple corrige falha grave de segurança no Safari 15 em atualizações dos seus sistemas

A Apple liberou novas versões dos seus sistemas operacionais que, entre outras correções, traz a que tapa uma falha grave no Safari 15 divulgada em 14 de janeiro. A falha atinge a API IndexedDB e possibilita o vazamento de dados de um site a outros abertos na mesma sessão. Baixe agora o iOS 15.3, iPadOS 15.3, macOS 12.2 (e atualizações especiais para o Big Sur e o Catalina) e watchOS 8.4. Via MacMagazine.

O escritório em casa do analista de inteligência de mercado Jorge Rodrigues

Nesta seção, leitores do Manual gentilmente abrem um pedacinho da sua intimidade para nos mostrar seus escritórios domésticos, onde trabalham, estudam e/ou se divertem, e explicam os produtos e fluxos de trabalho que usam. Veja outros escritórios e, se puder, envie o seu também. O texto abaixo é de autoria do Jorge.

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Google apresenta nova alternativa a cookies de terceiros

O Google desistiu oficialmente do FLoC, sua controversa alternativa aos cookies de terceiros para o direcionamento de anúncios na web.

Desde o início, o FLoC foi criticado por especialistas em privacidade, temerosos pelo potencial de abuso e discriminação da tecnologia. (Entenda.) Outros navegadores que não o Chrome, buscadores que não o Google e extensões de privacidade e bloqueio de anúncios já haviam sinalizado que bloqueariam o FLoC.

Em um post no blog da empresa, o diretor de produtos Vinay Goel deu rapidamente a notícia antes de apresentar seu substituto, a API Tópicos. Trata-se de um conjunto de cinco interesses do usuário, detectados nas últimas três semanas e restritos ao Chrome, que sites e anunciantes poderão usar para direcionar anúncios.

Vinay diz que os Tópicos são limitados (350 no lançamento) e criados com cuidado, a fim de excluir assuntos sensíveis como religião e raça/etnia, e que o Chrome apresentará uma interface inteligível para o usuário excluir tópicos ou desativar o recurso. Cerca de 5% dos tópicos/assuntos enviados pelo Chrome a anunciantes serão falsos, para aumentar a proteção à privacidade do usuário.

Aqui tem uma explicação técnica da API dos Tópicos.

Em boa medida, os Tópicos parecem ser uma versão menos atabalhoada que o FLoC e limitada ao navegador — que, não sem surpresa, é do próprio Google.

O Chrome será o último dos grandes navegadores a abandonar os cookies de terceiros. O atraso se deve à necessidade do Google, uma empresa de publicidade com forte atuação na web, preparar um substituto à altura em termos de precisão e geração de receita.

Dica: o Firefox já abandonou os cookies de terceiros e vem de fábrica com várias boas configurações pró-privacidade. Via Google, Axios (em inglês).

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