O ótimo A rede social (2010), que dramatizou a criação do Facebook, ganhará um filme “complementar” em outubro, The social reckoning (ainda sem título brasileiro).

Desta vez, o filme retratará os eventos da divulgação dos “Facebook Papers”, documentos internos vazados à imprensa em 2021 por Frances Haugen, ex-engenheira da Meta (à época, ainda Facebook).

O primeiro trailer mostra Jeremy Strong no papel de Mark Zuckerberg, o que achei boa escolha: a voz está muito parecida e o ator caracterizado é tão esquisito quanto o original que o inspira. (No primeiro filme, Zuckerberg foi interpretado por Jesse Eisenberg.)

Aaron Sorkin assina o roteiro sozinho e também dirige o novo filme. Uma pena que David Fincher não tenha voltado para dirigir a sequência, digo, o “complemento”. Não senti firmeza no trailer de que teremos um filme à altura do primeiro.

Links legais da semana

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Benny Powers. O site/portfólio do Benny é uma área de trabalho do saudoso Gnome 2.

Paint.NET no domínio paint.net. Após 22 anos, o desenvolvedor do editor de imagens para Windows Paint.NET conseguiu o domínio homônimo do seu app graças à ganância dos antigos donos.

Rejected Emoji Proposals. Emoji é coisa séria. Para um novo aparecer no seu celular, é preciso que ele seja aprovado por um comitê. Esta página reúne os que foram rejeitados. São muitos — alguns deles, legais.

Stream Spigot. Gere feeds RSS/JSON secretos para acompanhar quem você segue no Mastodon e Bluesky, além de perfis específicos do X.

eyeball. Uma linha que vai de 0 a 6.500. Um número entre eles aparece na tela. Seu desafio é acertar em que ponto da linha o número exibido está.

Protegendo os corredores azuis. Um site bonitão que mostra as rotas migratórias de diferentes espécies de baleias e as principais ameaças. O modo “Flat (Dynamic)” exibe os dados em uma linha do tempo dinâmica.

heerich.js. heerich.js é um mecanismo JavaScript minimalista que cria composições de voxel 3D e as converte em SVG puro.

As novidades do WhatsApp que a Meta não te contou

A Meta realizou nesta semana, no Brasil, a versão local do Meta Conversations, evento global em que a empresa apresenta novidades no WhatsApp para empresas.

Lá fora, o destaque foi o “Business Agent”, um agente de IA para empresas que interage com os clientes.

É muita ousadia da Meta anunciar esse negócio na mesma semana em que descobriu-se que o seu agente de IA para SAC passou quase dois meses entregando as credenciais de contas populares no Instagram a qualquer um que pedisse.

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WWDC 26: Melhorias no Liquid Glass e recursos de IA que não me interessam

A abertura da WWDC 26 (vídeo), evento anual da Apple para desenvolvedores e palco de apresentação das atualizações dos sistemas operacionais da casa, foi a mais curta em muito tempo. Teve apenas 1h19min.

Achei isso ótimo. Do que vi, pouca coisa me chamou a atenção. O que também é ótimo. Assisti ao comercialzão da Apple com um sentimento oposto ao das duas edições anteriores.

Ao contrário do que faz todo ano, desta vez não vimos blocos dedicados a cada sistema (iOS, macOS, watchOS etc.). A divisão do exíguo tempo foi feita da seguinte maneira:

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Como robôs de IA te manipulam e minam a sua privacidade

Sob o risco de estar entre as primeiras vítimas da inteligência artificial em uma eventual rebelião das máquinas, restrinjo minhas interações com as IAs generativas (ou robôs de conversação) do presente a uma frieza protocolar.

Acesso o site, pergunto ou peço o que preciso, recebo a resposta, fecho o site. Nada de chamá-la por nome, pedir por favor, agradecer ou ficar de conversa mole. Evito ao máximo antropomorfizá-la. Trato-a pelo que é: uma máquina estatística jorrando palavras que fazem sentido, não uma nova forma de vida senciente — ao menos, até o momento.

Tratar a IA de modo protocolar é, para mim, uma maneira de manter a linha que nos separa bem demarcada a fim de evitar uma improvável — mas não impossível — “psicose de IA”, uma pira em que a pessoa acredita de verdade que a IA tem vida.

Um relatório recém-publicado pelo Centro para Democracia e Tecnologia (CDT, na sigla em inglês), de autoria das pesquisadoras Ruchika Joshi, Adinawa Adjagbodjou e Michal Luria, trouxe mais argumentos favoráveis à minha postura junto às IAs generativas.

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O leiaute do Manual tem uma nova coluna

Se você está acessando o Manual por uma tela grande — como a de um notebook —, deve ter reparado na novidade: agora o blog tem uma segunda coluna, à direita, com vários links. É um “menu principal”.

A última vez que usei um menu do tipo foi no longínquo ano de 2018. Desde então, adotei a coluna única pela facilidade maior em criar e manter ambas as versões para telas pequenas e grandes.

O novíssimo leiaute nasceu de uma nova tentativa minha de domar a propriedade grid do CSS. Desta vez, deu certo. Além do espaço maior para destacar áreas do blog e links externos, a busca também “subiu”, ficou mais fácil de encontrá-la.

Quando o blog tinha analytics (software de aferição da audiência), saltava à vista a proporção de acessos a partir de dispositivos com telas grandes (notebooks, computadores de mesa e tabletões). Eram cerca de 1/3 do total. Creio que esse percentual não tenha diminuído desde então, o que justifica a atenção dada à versão para telas grandes em um mundo que acessa a internet mais pelo celular.

Em telas pequenas, aliás, pouca coisa mudou. O menu lateral vai para o rodapé da página, com um atalho no topo que te leva direto a ele e outro, lá embaixo, que te traz de volta ao topo.

Se encontrar algum erro, avise-me nos comentários ou por e-mail.

O que aprendemos nesse processo é que acho que a praça pública não é a direção em que queremos seguir. Essencialmente, acho que é útil como um mecanismo de descoberta, mas somos muito inspirados por empresas como o Reddit.

Mulher com traços asiáticos e cabelo escuro longo e liso, sorrindo.Rose Wang
COO do Bluesky.

Acho muito difícil que essa mudança seja bem sucedida no Bluesky.

O dado mais surpreendente da reportagem, porém, é o de que o Bluesky tem apenas 600 mil pessoas que publicam ativamente na plataforma.

rsync vira lixo de IA e quebra seus backups

por David Gerard

O rsync é um programa para copiar diretórios de arquivos inteiros de um computador para outro, fazendo atualizações incrementais se houver apenas algumas mudanças. Você pode manter uma cópia de backup contínua. É super confiável para esse trabalho.

Até recentemente. Em 28 de maio, Jeremiah Fieldhaven postou sobre como seu sistema de backup quebrou depois de uma atualização do rsync:

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Links legais da semana

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Como diamantes são feitos? Uma história interessante (em inglês) em um site lindíssimo. Dica: segure o dedo ou cursor sobre o diamante 3D para movimentá-lo.

É hora de falar do meu writerdeck (em inglês). Veronica pegou um notebook antigo e o transformou em uma máquina de escrever digital desconectada da internet. (Se preferir, tem em vídeo também.)

Is AI profitable yet? Um monitor dos gastos e receita das empresas de IA de vanguarda. É uma corrida do ouro: a única lucrativa é a que vende pás e picaretas (Nvidia).

Placedog. Um banco de imagens livres do bicho de estimação favorito de todo mundo: cachorros[carece de fonte].

Historic WordPress. Cópias do painel administrativo e do tema padrão das primeiras versões do WordPress, incluindo o wp-admin mais bonito de todos (2.5).

Kill Yr Substack. Uma extensão que substitui links do Substack (incluindo de domínios próprios) por cópias salvas no Archive.org. Para Chrome e Firefox; instalação manual.

Markerhighlight.js. Uma biblioteca JavaScript para gerar marcações em textos. Marcações do tipo analógicas mesmo — destacar com marca-texto, circular em vermelho etc.

WhatCable. Aplicativo gratuito e FOSS, para macOS, que identifica as características de cabos USB-C e as exibe em inglês coloquial. (Você sabia que cabos USB-C variam muito? É mais um padrão não padronizado.)

Na abertura da Build 2026, a Microsoft fez jus à natureza do evento — focado em desenvolvedores — e anunciou, entre outras coisas, um punhado de novidades para tornar o Windows 11 mais palatável a esse público. A linuxificação do Windows segue a pleno vapor, agora com coreutils nativo e suporte a contêineres no Windows Subsystem for Linux (WSL). De resto, muita coisa envolvendo “agentes” de IA — o grande tema deste ano —, incluindo suporte nativo ao OpenClaw.