A recusa que virou vitrine

por Cíntia Vitorino

Em algum momento entre 2023 e 2024, ficou comum ver alguém saindo para um bar, uma festa ou um show usando a camisa de um time de futebol que nem existe mais. Não é fantasia, não é dia de jogo, não tem ninguém torcendo. Antes, vestir a camisa de um time era gesto de torcida, reservado para o dia da partida. Hoje ela circula solta desse contexto, usada num bar, numa festa ou num show sem relação nenhuma com o time em campo. A camisa deixou de ser símbolo de torcida e passou a ser peça de moda, equivalente a uma jaqueta ou uma calça de alfaiataria.

Um vídeo específico marcou essa virada nas redes, sem tê-la criado sozinho. Uma jovem no TikTok filmou o próprio look, todo produzido, ao lado do namorado de camisa de futebol, e comentou o contraste como se fosse motivo de vergonha para ele. O vídeo não inaugurou a tendência, mas expôs ela em plena disputa: viralizou na direção contrária à que a autora esperava, e homens e mulheres passaram a postar fotos com blusas de time, afirmando o objeto como peça de estilo. O episódio ajudou a consolidar publicamente algo que já vinha se formando nas ruas e nas redes havia meses, batizado de blokecore, estilo nascido no Reino Unido que mistura roupa esportiva com streetwear.

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Novo Órbita, agora em domínio próprio

Atualização (29/7, às 7h30): O envio de e-mails foi estabilizado. Se você ainda não recebeu o seu, solicite o link no “esqueci a senha”.

Atualização (21h55): Deu ruim no nosso fornecedor de e-mails transacionais. Quase ninguém (ou ninguém?) recebeu o e-mail com as instruções de migração da conta e novos cadastros foram suspensos porque não funcionariam de qualquer forma. Estamos trabalhando para corrigir esse probleminha.

Após meses de desenvolvimento e muitos testes, o Órbita recebe sua maior atualização, com software desenvolvido do zero e em domínio próprio. Atualize seus favoritos para orbita.social.br.

Se você tinha uma conta no Órbita antigo com pelo menos um post ou comentário publicado, ela foi migrada automaticamente para o novo e você receberá (se já não recebeu) um e-mail atualizando sua senha de acesso.

O Órbita vinculado ao blog do Manual foi desativado. O blog do Manual voltará a ser apenas mais um blog pessoal sobre tecnologia, como era até 9 de fevereiro de 2023, quando o Órbita estreou. Aos (muitos) leitores que reclamaram por anos da minha atenção dividida entre blog e Órbita, acho que as coisas ficarão mais interessantes por aqui. (Continuarei participando e moderando o novo Órbita.)

O novo Órbita é resultado do esforço do Renan Altendorf com uma infinidade de pitacos meus. (Desculpa, Renan!) Antigos problemas foram sanados e recursos pedidos para o Órbita antigo, enfim, atendidos. Por exemplo:

  • Mais filtros para os posts além dos dois que existiam (conversas populares e ordem cronológica inversa).
  • Opção para salvar posts para retornar a eles mais tarde.
  • Editor de posts e comentários com suporte a Markdown.
  • Notificações seletivas, no site e por e-mail.
  • Mais tipos de reações, agora baseadas em emojis.

Seguimos abertos a sugestões e agradecemos de antemão por alertas de falhas e comportamentos inesperados. O código do Órbita será aberto em breve, para ficar alinhado com tudo que fazemos no Manual do Usuário.

A gente espera que os atuais participantes e os que virão curtam essa nova versão do Órbita. A gente se vê por lá!

A mesa de trabalho do Pedro

Nesta seção, leitores do Manual mostram suas mesas (e o que tem em cima delas), explicam o que usam e como, e nessa todo mundo aprende alguma coisa nova. Veja outras mesas e, se puder, envie a sua.

Me chamo Pedro, tenho 41 anos. Trabalho com projetos de geometria e terraplenagem de obras de infraestrutura, principalmente rodoviárias, sou formado em engenharia civil.

Tem tempos que tenho interesse em mandar minha mesa de trabalho, mas como sempre trabalhei em regime presencial, não achava interessante mandar a mesa do escritório. No trabalho atual, onde comecei no final do ano passado, estou em regime híbrido e montei uma estrutura para o teletrabalho que acho que vale compartilhar. Ainda não está do jeitinho que quero, mas quando estiver compartilho novamente.

Ah, tentarei colocar a data em que comprei cada item.

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Print da saída do osxphotos no terminal, indicando a ausência de sete fotos.
Quais?

Guarde todas as suas fotos no iCloud! É super conveniente. Fácil de usar. Integração! Ecossistema da Apple!

E é mesmo.

Corta para alguns anos mais tarde.

Talvez eu devesse fazer um becape das minhas fotos *fora* do iCloud.

Inicia a exportação.

“7 fotos ausentes.”

🤡

Links legais da semana

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

The Sites We Lost. Arquivo com sites que integravam o The Useless Web e saíram do ar.

clipart.studio. Crie colagens com revistas de papel, só que no digital.

Fonte anti-IA. Esta fonte disfarça o conteúdo com palavras diferentes sobrepostas. Legal, mas com o detalhe de que o texto original também é difícil para seres humanos (eu, pelo menos). Dica do arrthur.

Steganographr. Outra maneira de ocultar mensagens, esta para seres humanos. Este sistema usa caracteres obscuros do Unicode para ocultar o texto original usando esteganografia.

Nokia 210 4G com botão de IA. Diretamente de uma linha do tempo alternativa, um Nokia “jogo da cobrinha” com botão de IA. Ninguém respeita mais nada mesmo.

Omniget. O yt-dlp é uma pequena maravilha para baixar vídeos do YouTube e de outras plataformas, mas a linha de comando intimida muita gente. O Omniget oferece uma interface gráfica. FOSS, para Linux, macOS e Windows. Dica do Antonio.

MOBU. Um “roguelite de ação” (não me pergunte) desenvolvido pelo irmãos Matheus e Alicia. (Ele, leitor deste Manual.) Para Windows e Linux, por menos de R$ 20.

Soberania digital começa pela infraestrutura: por que hospedar sites, sistemas e aplicações no Brasil se tornou uma decisão estratégica

* Texto de responsabilidade do anunciante.

Durante muitos anos, falar sobre hospedagem de sites significava apenas discutir preço, espaço em disco e quantidade de tráfego disponível. A internet amadureceu. Empresas passaram a depender integralmente de aplicações web, governos digitalizaram serviços públicos, universidades ampliaram projetos online e pequenos empreendedores descobriram que seus negócios vivem, literalmente, conectados à rede.

Nesse novo cenário, uma pergunta ganhou importância: onde estão armazenados os dados?

A resposta parece simples, mas envolve aspectos técnicos, econômicos, jurídicos e estratégicos. A localização física da infraestrutura influencia latência, disponibilidade, conformidade com a legislação, proteção das informações, impostos adicionais e até mesmo a autonomia tecnológica de um país.

Cada vez mais organizações brasileiras passaram a compreender que soberania digital não é um conceito abstrato. Trata-se da capacidade de manter informações, aplicações e serviços críticos sob infraestrutura nacional, reduzindo dependências externas e fortalecendo o ecossistema tecnológico brasileiro.

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