Empregos não morrem facilmente
textosobretela.com
Eduf, em seu blog:
Qual é o real salário dos nossos empregos? Significado? Manutenção do teatro social? Gerenciamento de insegurança? O rendimento de alguém pode ser algo tão subjetivo como não passar vergonha e não ser considerado inútil. Mesmo que o emprego acabasse efetivamente, encontraríamos algo similar. Ou “pagaríamos” para tê-lo de volta.
A tecnologia abala apenas o nível econômico — obviamente importante, mas não único. O dia em que máquinas realmente desmontarem os incentivos psicológicos e políticos por trás do trabalho, aí sim, teremos algo que poderemos chamar de morte em vez de “aceleração”.
Em tudo que toca, o “nível econômico” se torna prioritário, hegemônico, totalizante. Gente que pode se dedicar ao que satisfaz, como o Eduf (e eu!), consegue essa quase utopia por uma mistura de teimosia, (muita) sorte e por abdicar — ao menos em parte — do “nível econômico”. E, ainda assim, dinheiro continua sendo uma preocupação constante.
Seria ótimo se a tecnologia acabasse com esse nível econômico. Poderíamos nos dedicar às coisas que nos preenchem e aos trabalhos essenciais de forma não alienante, em vez de encararmos o trabalho como pressuposto para se ter um teto e não morrer de fome.
(Por falar no Eduf, ele encerrou a newsletter Texto sobre Tela, onde o texto que comento foi publicado. Seu blog continua no ar, porém.)
