Criar o seu site é mais fácil que analisar a escalação do Brasil na Copa do Mundo

por Manual do Usuário

Enquanto o Brasil inteiro estava discutindo escalação, eu estava pensando em outra coisa: por que ainda tem tanta gente sem site próprio?

Sério. A gente consegue analisar 4-3-3 vs 4-4-2 em detalhes absurdos, mas na hora de colocar um projeto, portfólio ou ideia na internet, a resposta costuma ser: “ah, é muito complicado” ou “deve custar caro”.

Não custa. E não é complicado.

Um site próprio, com domínio personalizado (sabe, aquele .com.br com o seu nome de verdade), sai por volta de R$ 200 por ano. Isso é menos do que um ingresso pra ver jogo numa arena. Menos que um ano de qualquer streaming. É um jantar fora de casa.

E o que você ganha por isso?

  • Um endereço fixo na internet que é seu, não alugado de rede social
  • Controle total sobre o que aparece e como aparece
  • Nada de algoritmo decidindo quem vê o que você publica
  • Aquela sensação boa de falar o nome do seu site em voz alta

A infraestrutura básica é simples: um domínio (o “www” do seu site) + uma hospedagem (média de R$ 180–R$ 250 ao ano) já resolvem o problema pra maioria dos casos. Se quiser algo mais enxuto ainda, serviços como a Hostinger oferecem um planos por 4 anos, que tornam o valor bem mais amigável (uma média de R$ 530 para todo o período, com domínio incluído no primeiro ano).

Não precisa saber programar. Não precisa de designer. Precisa de uma tarde, um cartão de crédito e vontade de ter um cantinho seu na internet — que não suma se uma big tech resolver mudar as regras do jogo.

A Copa acaba. O seu site fica.

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O Google removerá os últimos traços do Manifest v2, recurso que viabilizava extensões robustas de bloqueio de anúncios, como a uBlock Origin, nas versões 150 e 151 do Chrome. Derivados (“forks”) do Chromium — Edge e Opera — sinalizaram que seguirão o mesmo caminho do Google, ainda sem prazos definidos. Bloqueadores de anúncios adequados ao Manifest v3 funcionam, porém com limitações.

Firefox (e derivados) e Safari continuarão suportando o Manifest v2.

Galera acabei de me dar conta que esse botão de IA no YouTube finalmente vai nos permitir converter de volta tutoriais em video para tutoriais em texto… meio que deitei

Homem branco, sério, de cabelo curto encaracolado e bigode.gui
@NotaDiamond@mastodon.com.br

É a natureza se regenerando ao mesmo tempo em que é destruída pelo processo de regeneração.

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Um pedido de ajuda para o PC do Manual e encerramento do Wallabag

Estamos — eu e o Renan — sempre atentos à disponibilidade e velocidade dos serviços do PC do Manual, nossa plataforma de serviços FOSS na web.

Por isso, vamos descontinuar o Wallabag no dia 15 de julho.

Se você usa o Wallabag, sugerimos salvar seus dados e movê-los ao Readeck, que faz a mesma coisa. (A duplicidade é o principal motivo de estarmos encerrando o Wallabag.) O Readeck é mais moderno, fácil de usar e tem mais recursos.

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Em paralelo, precisamos de ajuda.

Para mitigar os sistemas de bloqueio impostos por muitos sites, o Renan criou um proxy descentralizado de código aberto para pulverizar os IPs que os acessam em serviços do PC do Manual (Miniflux, principalmente) e no Marreta.

Estamos usando o Proxywi há alguns meses sem contratempos. Até agora, somos três nós. Cada nó consome ~300 MB de tráfego por mês e ocupa menos de 10 MB de memória na máquina. Os IPs são ocultados pelo próprio Proxywi. Para maior privacidade, os IPs das máquinas participantes são parcialmente mascarados.

Se você tem um homelab, servidor ou qualquer coisa rodando Docker e quer ajudar, envie um e-mail para proxywi@butialabs.com. Renan criará seus usuário e te devolverá um docker-compose prontinho para subir.

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Ah, um detalhe legal: coloquei links para *todos* os serviços do PC do Manual no novo menu lateral aqui do blog. Cada item tem uma breve explicação do que se trata na linha inferior. Sempre lembrando: a maioria desses serviços é 100% gratuita. Use, use mais, fale para os amigos, espalhe por aí. E use. Bastante.

RCS chega a 145 milhões de usuários ativos no Brasil  mobiletime.com.br

Kaio Marin, head de RCS for business do Google Brasil, disse em um evento no final de maio que o RCS tem 145 milhões de usuários no Brasil no final de 2025.

Para se chegar a tal número — 86,6% do total de pessoas com celulares em 2024 (IBGE), presume-se que o Google coloque na conta de “usuários ativos” qualquer pessoa que receba spam ou tentativas de golpe por RCS.

A inflada no número, mais um exemplo de como torturar as estatísticas para pintar um cenário mais conveniente, coincide com um reforço do Google nas ferramentas de publicidade baseadas em mensagens de texto. A nota do Mobile Time, onde noticiou o dado, lista os novos recursos para anunciantes do Google envolvendo RCS.

Não é muito diferente do que a Meta está tentando fazer com o WhatsApp, com a diferença de que este é usado para outras coisas além de falar com comércios. No RCS, que pouquíssima gente usa (de verdade) no Brasil, essa investida só ajuda a consolidar o aplicativo Mensagens como um lixão de spam.

O ótimo A rede social (2010), que dramatizou a criação do Facebook, ganhará um filme “complementar” em outubro, The social reckoning (ainda sem título brasileiro).

Desta vez, o filme retratará os eventos da divulgação dos “Facebook Papers”, documentos internos vazados à imprensa em 2021 por Frances Haugen, ex-engenheira da Meta (à época, ainda Facebook).

O primeiro trailer mostra Jeremy Strong no papel de Mark Zuckerberg, o que achei boa escolha: a voz está muito parecida e o ator caracterizado é tão esquisito quanto o original que o inspira. (No primeiro filme, Zuckerberg foi interpretado por Jesse Eisenberg.)

Aaron Sorkin assina o roteiro sozinho e também dirige o novo filme. Uma pena que David Fincher não tenha voltado para dirigir a sequência, digo, o “complemento”. Não senti firmeza no trailer de que teremos um filme à altura do primeiro.

Links legais da semana

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Benny Powers. O site/portfólio do Benny é uma área de trabalho do saudoso Gnome 2.

Paint.NET no domínio paint.net. Após 22 anos, o desenvolvedor do editor de imagens para Windows Paint.NET conseguiu o domínio homônimo do seu app graças à ganância dos antigos donos.

Rejected Emoji Proposals. Emoji é coisa séria. Para um novo aparecer no seu celular, é preciso que ele seja aprovado por um comitê. Esta página reúne os que foram rejeitados. São muitos — alguns deles, legais.

Stream Spigot. Gere feeds RSS/JSON secretos para acompanhar quem você segue no Mastodon e Bluesky, além de perfis específicos do X.

eyeball. Uma linha que vai de 0 a 6.500. Um número entre eles aparece na tela. Seu desafio é acertar em que ponto da linha o número exibido está.

Protegendo os corredores azuis. Um site bonitão que mostra as rotas migratórias de diferentes espécies de baleias e as principais ameaças. O modo “Flat (Dynamic)” exibe os dados em uma linha do tempo dinâmica.

heerich.js. heerich.js é um mecanismo JavaScript minimalista que cria composições de voxel 3D e as converte em SVG puro.

As novidades do WhatsApp que a Meta não te contou

A Meta realizou nesta semana, no Brasil, a versão local do Meta Conversations, evento global em que a empresa apresenta novidades no WhatsApp para empresas.

Lá fora, o destaque foi o “Business Agent”, um agente de IA para empresas que interage com os clientes.

É muita ousadia da Meta anunciar esse negócio na mesma semana em que descobriu-se que o seu agente de IA para SAC passou quase dois meses entregando as credenciais de contas populares no Instagram a qualquer um que pedisse.

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WWDC 26: Melhorias no Liquid Glass e recursos de IA que não me interessam

A abertura da WWDC 26 (vídeo), evento anual da Apple para desenvolvedores e palco de apresentação das atualizações dos sistemas operacionais da casa, foi a mais curta em muito tempo. Teve apenas 1h19min.

Achei isso ótimo. Do que vi, pouca coisa me chamou a atenção. O que também é ótimo. Assisti ao comercialzão da Apple com um sentimento oposto ao das duas edições anteriores.

Ao contrário do que faz todo ano, desta vez não vimos blocos dedicados a cada sistema (iOS, macOS, watchOS etc.). A divisão do exíguo tempo foi feita da seguinte maneira:

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Como robôs de IA te manipulam e minam a sua privacidade

Sob o risco de estar entre as primeiras vítimas da inteligência artificial em uma eventual rebelião das máquinas, restrinjo minhas interações com as IAs generativas (ou robôs de conversação) do presente a uma frieza protocolar.

Acesso o site, pergunto ou peço o que preciso, recebo a resposta, fecho o site. Nada de chamá-la por nome, pedir por favor, agradecer ou ficar de conversa mole. Evito ao máximo antropomorfizá-la. Trato-a pelo que é: uma máquina estatística jorrando palavras que fazem sentido, não uma nova forma de vida senciente — ao menos, até o momento.

Tratar a IA de modo protocolar é, para mim, uma maneira de manter a linha que nos separa bem demarcada a fim de evitar uma improvável — mas não impossível — “psicose de IA”, uma pira em que a pessoa acredita de verdade que a IA tem vida.

Um relatório recém-publicado pelo Centro para Democracia e Tecnologia (CDT, na sigla em inglês), de autoria das pesquisadoras Ruchika Joshi, Adinawa Adjagbodjou e Michal Luria, trouxe mais argumentos favoráveis à minha postura junto às IAs generativas.

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