O que tem no seu celular, Ronaldo Lemos?

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Qual o seu nome e o que você faz?

Sou Ronaldo Lemos, professor, advogado, apresentador do programa Expresso Futuro no Canal Futura, especialista em tecnologia e inteligência artificial, e autor do livro O Monge, o iogue e o faquir: Corpo, coração e mente no tempo das máquinas (Todavia).

(mais…)

Yearly Progress 
yearly-progress.com

Quatro visualizações da passagem do ano: barra, círculo, riscos na parede da prisão em filmes e mapa de commits do Github. Dá para criar períodos personalizados e arriscar um da sua expectativa de vida.

999 pinguins 
999penguins.com

O seu objetivo neste jogo é eliminar 999 pinguins combinando três ou mais da mesma cor. (Consegui chegar a 170 pinguins restantes.)

Bloqueie anúncios no Firefox do iOS 
support.mozilla.org

O Firefox para iOS ganhou um bloqueador de anúncios nativo, com uma lista fixa baseada na EasyList. Melhor que nada, mas aquém do que uma solução independente oferece: fora a falta de personalização, o do Firefox não bloqueia anúncios em buscadores web e os próprios na página inicial do navegador — o ganha-pão da Mozilla. A liberação está sendo gradual, ou seja, pode demorar um pouco para aparecer aí.

BoredOS 
boredos.dev

O BoredOS é um sistema operacional x86_64, FOSS, com extensa documentação e licença GPLv3. Foi criado do zero e já conta até com interface gráfica.

Como a marca d’água em texto do Claude funciona 
anthropic.com

Todos os grandes provedores de LLMs serão obrigados, pelo AI Act da União Europeia, a adicionar marcas d’água no conteúdo gerado, incluindo texto. A Anthropic, dona do Claude, explicou o seu método:

Grandes modelos de linguagem, como o Claude, funcionam gerando uma palavra de cada vez. A cada nova palavra, o modelo escolhe entre uma lista de candidatas possíveis, selecionando no fim a mais coerente ou provável com base no texto anterior. Pegue a frase “O tempo hoje estava frio e…”. É muito improvável que a próxima palavra seja “açucarado”. Mas é bem provável que seja “nublado” ou “cinzento”. Na maioria dos casos, não faz muita diferença para o leitor qual dessas duas últimas palavras o modelo escolhe — o sentido da frase permanece praticamente o mesmo de qualquer forma. Em situações assim, a escolha é decidida por um número aleatório.

A marca d’água usa justamente essas escolhas de baixo impacto — que se repetem muitas vezes ao longo de um texto gerado — para deixar um padrão nas respostas do Claude. Esse padrão é imperceptível para quem lê, mas identificável por qualquer um que tenha uma chave capaz de decodificá-lo. Quando a marca d’água é usada, as escolhas continuam sendo feitas de forma aleatória, mas a origem dessa aleatoriedade muda. Em vez de recorrer a um gerador de números aleatórios qualquer para escolher a próxima palavra, o sistema usa a chave e as palavras anteriores para definir qual palavra o modelo deve escolher. Ou seja, as palavras que o Claude escolhe continuam sendo aleatórias, mas agora é possível verificar a sequência de palavras e checar se ela é compatível com as escolhas que o Claude faria caso estivesse usando aquela chave. Se for, dá para calcular a probabilidade de que o texto tenha sido gerado pelo Claude.

A solução é a mesma que o Google criou e usa desde 2024 no Gemini, chamada SynthID-Text.

Tem gente arrancando os cabelos por causa dessa mudança. Como digo há algum tempo, para mim tanto faz.

Além disso, é provável que apareçam (se já não existirem) sistemas simples que substituam algumas palavras por sinônimos, o que (em tese? Alguém me corrija se for o caso) quebraria a assinatura digital do SynthID-Text. Ainda no campo das suposições, imagino que jogar o texto em outro LLM e pedir para substituir algumas palavras e estruturas já surta efeito.

Independentemente de qualquer coisa, está na hora de quem usa IA generativa para criar texto assumir os seus BOs, né?

Acho que a primeira coisa que ocorre às pessoas quando esse assunto vem à tona é o uso da marca d’água para apontar dedos e humilhar quem os usa. É possível imaginar, porém, outros usos, como auxiliar na triagem de solicitações a órgãos públicos, que, como Ronaldo Lemos apontou em sua coluna na Folha de S.Paulo deste domingo (16), já está afogando governos e a Justiça de vários países.

A semana do Manual (9–15/8/2026)

Reading Maps 
readingmaps.com

Muitas históricas fictícias se desenrolam em longas jornadas. Este site coloca algumas delas, de livros e filmes — Moby Dick, A odisseia e Diários de motocicleta, por exemplo —, em um mapa real e interativo.

Os novos planos da assinatura do Manual

Há muitos anos que a assinatura do Manual do Usuário não varia. No plano anual, o valor é a partir de R$ 99 — o mesmo desde julho de 2022, quando lancei essa modalidade.

As coisas mudam a partir de hoje, com três novos planos, totalizando quatro. É só escolher um e mandar um Pix no valor correspondente para a chave pix@manualdousuario.net:

  • Continue, Manual: R$ 99/ano.
  • Gosto muito de você, Manual: R$ 150/ano.
  • Manual é bom demais: R$ 200/ano.
  • Eu amo o Manual: R$ 390/ano.

Na mensagem do Pix, informe o seu e-mail para estabelecermos contato, por favor.

Os benefícios da assinatura não mudam de acordo com o plano, mas fazem muita diferença do lado de cá. Os novos planos são sugestões de valores para facilitar a sua vida, caso você possa e queira contribuir com mais.

(Para deixar claro: continua valendo a regra de sempre, ou seja, o envio de pelo menos R$ 99/ano já ativa a assinatura.)

A grana das assinaturas é a principal receita do Manual do Usuário. Além de permitir que eu continue escrevendo aqui tendo um teto e comida no prato, elas bancam tudo que fazemos: PC do Manual, Órbita, pagamentos ao Renan e outros colaboradores eventuais, entre outras coisas.

Ao tornar-se assinante, você recebe:

  • Acesso à nossa comunidade no WhatsApp. O pessoal é bem legal, respeitoso e sempre rolam conversas engraçadas e/ou cabeçudas (no bom sentido). Ainda temos uns grupos inusitados, como o de figurinhas e de fotos de bichinhos de estimação;
  • Acesso vitalício a alguns serviços do PC do Manual: Linkding, Miniflux e Readeck&nbsp e
  • Acesso ao clube de descontos.

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Também dá para assinar com periodicidade mensal, pagando no cartão de crédito ou Apple/Google Pay:

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Se a grana estiver curta, dá para ajudar também espalhando a palavra do Manual para mais gente. Você deve ter ouvido por aí que o Google está tão chapado de IA que parou de mandar leitores aos sites, né? Aqui também está acontecendo. O boca a boca, que sempre foi importante, ficou ainda mais.

Deve ter muita gente que curtiria o Manual e não o conhece. Traga essa galera para a conversa!