“Por que leitores de RSS se parecem com aplicativos de e-mail?” A pergunta foi feita por Terry Godier, primeiro no Mastodon, depois em um post mais detalhado (em inglês).
Godier batizou a sensação de se deparar com centenas de itens não lidos de “obrigação fantasma”: “A culpa que você sente por algo que ninguém te pediu para fazer.” Isso vale para tanta coisa…
Nos comentários do Mastodon, Brent Simmons, criador do NetNewsWire em 2002, explicou que sua inspiração foi a Usenet, e não o e-mail. A Usenet, uma espécie de fórum de debates, existe desde de 1980 e… bem, lembra mesmo um aplicativo de e-mail.
Na mesma resposta, Simmons questiona:
A parte que eu não entendo e não consigo explicar é por que os leitores de RSS ainda estão seguindo essa interface de usuário.
Não é que eles não existam, mas são poucos e nichados.
Lembrei-me do feeeed, app gratuito para iOS. Ele permite a inscrição em várias fontes de informação (incluindo feeds RSS) e as exibe em uma espécie de timeline, com visuais distintos para cada tipo, sem contadores, sem pressão.
Também topei com o Stream, que dispensa contadores e um dos três painéis tradicionais dos leitores de RSS (o dos feeds) para, em troca, entregar um fluxo de itens para leitura, como uma “linha do tempo unificada”. Também para iOS, também gratuito.
Existem também pequenas iniciativas, geralmente empreitadas de uma pessoa só, que prometem experiências mais “calmas” na leitura de feeds RSS. Conheço o Artemis, FeedCity e vore.
Mais exemplos?