Clube da cadeira 
chairclub.net

Este site recebe desenhos de cadeiras que, depois, são selecionadas e transformadas em cadeiras reais pelo designer Taekhan Yun.

“O Clube da Cadeira vai além da criação de cadeiras individuais. É um projeto que conecta a imaginação com a realidade, enquanto coleta e documenta as diversas ideias de pessoas de todo o mundo como uma coleção crescente de cadeiras.”

O LibreOffice 26.8 não contém recursos de IA generativa. Os documentos não são transmitidos para serviços remotos para processamento e nenhum componente da suíte requer acesso à internet para funcionar. Esta é uma posição deliberada. Qualquer organização que lide com dados confidenciais, legalmente sigilosos ou pessoais precisa saber para onde esses dados vão, e a única garantia que sobrevive a uma auditoria é que ele não saia da máquina.

Ícone do LibreOffice, uma folhinha com um canto dobrado.Italo Vignoli
LibreOffice

À parte as justificativas filosóficas, ecológicas ou éticas, a que o LibreOffice oferece para rejeitar recursos de IA generativa se situa no plano pragmático. Muito do que é produzido em editores de texto é sigiloso. Trata-se, pois, de uma questão de privacidade.

A aventura de montar seu próprio servidor doméstico

Foto do servidor doméstico do Lucas em um nicho, com alguns fios e HDs conectados.

por Lucas Kacherian

Muito se fala aqui no Manual do Usuário da privacidade dos nossos dados e atividade online, e do crescente poder que as grandes corporações têm sobre os mais diversos aspectos da nossa vida digital, esta cada vez mais incorporada à vida. É clara a importância que a tecnologia tem hoje, mas junto com ela vem uma miríade de novas preocupações que vão desde a parte prática dos gastos para manter os mais diversos serviços online funcionando (ou a falta destes gastos), até o quanto os nossos dados, o nosso dinheiro e a nossa atividade estão nas mãos de empresas que já demonstraram diversas vezes que não deveríamos confiar nelas. Pensando em tudo isso, e inspirado por muitos artigos do Manual e de outras fontes, que decidi montar um servidor doméstico.

(mais…)

O Brasil, via Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), engatou duas punições relevantes contra plataformas digitais nas últimas semanas: a suspensão das transmissões ao vivo no Discord após a morte de uma adolescente que participava de um grupo; e uma multa recorde (R$ 157 milhões) combinada com mudanças no desenho do TikTok por falhas no tratamento de dados de menores de idade.

Peguei-me pensando se essas ações são reflexos da conversão da ANPD em agência reguladora, em setembro de 2025. Alguém sabe?

O guia definitivo do Neubrutalism na web 
neubrutalism.co

O Neubrutalism é um movimento estético digital que rejeita a neutralidade polida moderna em prol do que chamam de “franqueza gráfica”: paletas de alto contraste, tipografia ousada, formas bem definidas, estrutura óbvia e — principalmente — linhas e sombras duras.

Deskmod, uma arte esquecida 
pedro.dalbo.me

Pedro relembrou em seu blog a antiga prática do “deskmod”, a alteração do visual do Windows, comum no início nos anos 2000. Era coisa de adolescente desocupado, acho. Eu era um deles, e dos mais entusiasmados.

Hoje, o deskmod encontra espaço entre gente que usa Linux e tem outro nome, “ricing”, herdado da turma da personalização de carros. É um rolê bem mais complexo e com resultados mais diversos, dada a natureza aberta, plural e permissiva das distribuições Linux. No Windows, creio que a partir do Vista ficou mais difícil fazer tais modificações. A interface ficou menos feira, o que deve ter contribuído para o declínio do deskmod.

O único “deskmod” que ainda faço é trocar o papel de parede padrão por uma cor sólida — no momento um azul escuro — devido a uma questão técnica: aqueles vídeos deslumbrantes que a Apple adotou como papéis de parede há alguns anos escrevem um bocado na memória de armazenamento do computador. No longo prazo, imagino que acelerem a degradação da memória.

Os advogados de Elon Musk mandaram uma notificação extrajudicial ao mantenedor do Nitter, um serviço legal que apresenta posts do X em uma interface diferente. A pessoa, que se identifica como zedeus, acatou a ameaça, derrubou a instância própria do Nitter e cessou o desenvolvimento.

Esses caras nem se importam mais em disfarçar a hipocrisia. Eles raspam a internet inteira para alimentar seus papagaios de inteligência artificial, mas usam da truculência financeira e assédio jurídico para perseguir indivíduos que fazem o mesmo — com fins mais nobres e em escala artesanal.

O XCancel, instância popular do Nitter que eu tenho usado há uns bons meses, continua de pé.

Atualização (19h33): O XCancel também caiu.

Pacific Block, bloqueador de imagens e vídeos para o Safari, ganha suporte ao Atalhos

Ícone da extensão Pacific Block.Já citei de passagem, algumas vezes, a extensão Pacific Block, para o Safari. Ela é do tipo bloqueador de conteúdo, mas em vez de anúncios e rastreadores, bloqueia imagens, áudios e vídeos. É ótima para economizar dados da franquia da operadora (como clientes do Vivo Easy legado) e agilizar a navegação em conexões instáveis.

Em novembro de 2025, sugeri um recurso ao Jeremy, desenvolvedor da Pacific Block: integração com o aplicativo Atalhos, para criar automações. Ele apareceu na versão 1.8, lançada no dia 15.

Funciona! Digo, passou a funcionar quatro dias depois, com a correção liberada na versão 1.9.

Criei uma automação no Atalhos do jeito que imaginei há um ano: ao desconectar de qualquer rede Wi-Fi, ative os dois bloqueios (imagens e áudios/vídeos) no Pacific Block. Conectou-se a uma rede Wi-Fi? Libere ambos.

Ainda preciso fazer alguns ajustes. Estive conectado a uma rede sem fio instável dia desses e notei que as automações disparavam o tempo todo, a cada vez que o iOS perdia a conexão e a retomava logo em seguida. Acho que adicionar uns dois minutos de espera entre as mudanças e/ou condicionais (se… então) deve resolver.

A extensão Pacific Block é uma compra universal de R$ 19,90 na App Store.

A semana do Manual (16–22/8/2026)

Os destaques do blog:

Minhas participações no Órbita:

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Preços de memórias subiram 500% no último ano — por causa da IA

por David Gerard

Empresas de IA fecharam acordos no ano passado para comprar praticamente toda a memória disponível no mundo. Nos EUA, os preços estão de 5 a 10 vezes maiores do que há apenas um ano.

A Gigabyte lançou uma nova placa-mãe para PCs que usa memórias DDR4, apenas porque as DDR5 estão impossíveis de encontrar. E com um processador de quatro anos atrás.

A Computer Base apurou que os preços na Alemanha subiram 350%. Discos rígidos e SSDs dobraram de preço.

E não é só o preço que sobe: às vezes você não encontra memória alguma. Isso prejudica mais as fabricantes de sistemas, em especial as grandes. A Apple não consegue manter o MacBook Air em estoque:

Fontes de varejistas dizem que a Apple está com dificuldades para manter o notebook em estoque, e que as remessas de novas unidades estão mais restritas do que eles conseguem se lembrar.

A Apple já tinha problemas no fornecimento do Mac Mini e do Mac Studio. Os preços dos seus celulares também devem aumentar.

As três grandes fabricantes de memória — Samsung, Micron e SK Hynix — preveem que, mesmo se a IA quebrar amanhã, a escassez continuará até 2028 ou mesmo 2030. Não se modifica uma linha de produção da noite para o dia.

A CXMT, fabricante chinesa de memória, estreou na Bolsa de Valores de Xangai fazendo barulho. A CXMT tem 9% do mercado de memória e deve chegar a 12% em 2027. A Apple pediu permissão ao governo dos EUA para usar os chips da CXMT.

A CXMT pode aliviar um pouco a pressão sobre os preços, mas não agora. Cuide bem do que você já tem.

Publicado originalmente no Pivot to AI em 19/8/2026.

O estado da comunidade [WordPress] 2026 
thewpocc.org

Saiu o resultado da pesquisa independente sobre a comunidade do WordPress, realizada pelo coletivo WP Open Community.

Ela representa uma crítica fortíssima aos rumos do WordPress e, principalmente, à liderança de Matt Mullenweg. Por exemplo, 73,8% disseram se sentir mais pessimistas em relação ao projeto do que 24 meses atrás. Quando perguntados em relação ao software de código aberto em geral, a visão negativa caiu para 23,9%. A maior fonte de problemas, com 73,3% afirmando terem sofrido ou testemunhado ocorrências, refere-se à governança e liderança.

O uso de inteligência artificial generativa no WordPress desagrada a maioria, mesmo entre quem usa IA no trabalho.

No discurso de encerramento do WordCamp US, na quarta (19), Mullenweg trouxe esse dado da pesquisa e sugeriu que “talvez a gente só precise dar novos nomes ao que estamos fazendo [com IA]”, como “automação”, segundo o relato do blog The Repository. Penso comigo que essa reação se soma às evidências de uma liderança que não ouve a comunidade.