publi Soberania digital começa pela hospedagem. Conheça a Cloudx e leve seus sites, sistemas e aplicações para infraestrutura brasileira.
Print da saída do osxphotos no terminal, indicando a ausência de sete fotos.
Quais?

Guarde todas as suas fotos no iCloud! É super conveniente. Fácil de usar. Integração! Ecossistema da Apple!

E é mesmo.

Corta para alguns anos mais tarde.

Talvez eu devesse fazer um becape das minhas fotos *fora* do iCloud.

Inicia a exportação.

“7 fotos ausentes.”

🤡

Links legais da semana

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

The Sites We Lost. Arquivo com sites que integravam o The Useless Web e saíram do ar.

clipart.studio. Crie colagens com revistas de papel, só que no digital.

Fonte anti-IA. Esta fonte disfarça o conteúdo com palavras diferentes sobrepostas. Legal, mas com o detalhe de que o texto original também é difícil para seres humanos (eu, pelo menos). Dica do arrthur.

Steganographr. Outra maneira de ocultar mensagens, esta para seres humanos. Este sistema usa caracteres obscuros do Unicode para ocultar o texto original usando esteganografia.

Nokia 210 4G com botão de IA. Diretamente de uma linha do tempo alternativa, um Nokia “jogo da cobrinha” com botão de IA. Ninguém respeita mais nada mesmo.

Omniget. O yt-dlp é uma pequena maravilha para baixar vídeos do YouTube e de outras plataformas, mas a linha de comando intimida muita gente. O Omniget oferece uma interface gráfica. FOSS, para Linux, macOS e Windows. Dica do Antonio.

MOBU. Um “roguelite de ação” (não me pergunte) desenvolvido pelo irmãos Matheus e Alicia. (Ele, leitor deste Manual.) Para Windows e Linux, por menos de R$ 20.

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Soberania digital começa pela infraestrutura: por que hospedar sites, sistemas e aplicações no Brasil se tornou uma decisão estratégica

* Texto de responsabilidade do anunciante.

Durante muitos anos, falar sobre hospedagem de sites significava apenas discutir preço, espaço em disco e quantidade de tráfego disponível. A internet amadureceu. Empresas passaram a depender integralmente de aplicações web, governos digitalizaram serviços públicos, universidades ampliaram projetos online e pequenos empreendedores descobriram que seus negócios vivem, literalmente, conectados à rede.

Nesse novo cenário, uma pergunta ganhou importância: onde estão armazenados os dados?

A resposta parece simples, mas envolve aspectos técnicos, econômicos, jurídicos e estratégicos. A localização física da infraestrutura influencia latência, disponibilidade, conformidade com a legislação, proteção das informações, impostos adicionais e até mesmo a autonomia tecnológica de um país.

Cada vez mais organizações brasileiras passaram a compreender que soberania digital não é um conceito abstrato. Trata-se da capacidade de manter informações, aplicações e serviços críticos sob infraestrutura nacional, reduzindo dependências externas e fortalecendo o ecossistema tecnológico brasileiro.

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Aqui não tem propaganda de bets

Quando a saúde, o bem estar e o orçamento das famílias brasileiras estão em risco, é dever do jornalismo profissional se posicionar.

Quando um setor econômico traz mais malefícios do que benefícios à população, é com o jornalismo que a sociedade conta para investigar os atores envolvidos e cobrar providências das autoridades.

É esse o caso das casas de apostas online, ou bets.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo indica que as bets são hoje o principal fator de endividamento dos brasileiros, cinco vezes mais que os cartões de crédito e empréstimos.

Os recursos oriundos do Bolsa Família gastos em bets chegaram a R$ 3 bilhões em agosto de 2024, segundo o Banco Central. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) aponta que 1,8 milhão de assistidos usaram o cartão do programa Bolsa Família em casas de apostas.

Dados econômicos apontam para uma epidemia. Segundo o Instituto Locomotiva, um terço dos apostadores já estavam endividados em 2024 e 45% afirmaram que as apostas já causaram prejuízo, ao mesmo tempo em que os números de afastamentos no INSS por ludopatia – compulsão por jogos – deu um salto estratosférico, de mais de 2.000%.

Liberado em 2018 e apenas regulamentado em 2023, o setor de apostas online reuniu neste ínterim poder econômico e político, arregimentando grande influência no Congresso que impede o avanço de matérias regulatórias.

Em consequência, os lucros deste setor são hoje exorbitantes. E permitem influenciar, através de patrocínios e apoios, variados setores da sociedade, como é o caso dos influenciadores digitais e celebridades do mundo do entretenimento e dos esportes.

As empresas de bet investiram só em 2024, segundo a Kantar Ibope Media, R$ 2,3 bilhões em compra de mídia no Brasil — 58% disso pra TV e 42% pro digital. Já a receita bruta dessas empresas chegou a R$ 37 bilhões no ano passado.

Anúncios de bets incentivando apostas estão por todos os lados: em jogos e programas de TV, sites da internet, jornais, revistas, shows, festas populares. Empresas de apostas online batem cotidianamente à porta de empresas jornalísticas e até de organizações sem fins de lucro oferecendo anúncios e parcerias.

Repudiamos publicamente essa influência, sobretudo sobre o jornalismo, que deve ser, antes de tudo, comprometido com o interesse público. Nosso papel é o da defesa da sociedade e, portanto, o de investigar, denunciar com independência o poder indevido do setor e exigir das autoridades regras mais estritas às propagandas e à atuação das bets.

Ao aceitar propagandear os jogos online, consideramos que estaríamos contradizendo informações apuradas com rigor pelas nossas equipes.

A seriedade da atual epidemia que tem vulnerabilizado, sobretudo, os mais pobres, não pode ser relativizada por conta de interesses comerciais, sob pena de minar a credibilidade do jornalismo.

Mais do que isso: entendemos que os veículos de jornalismo precisam se posicionar institucionalmente contra a influência crescente das bets no debate público – seja pelo lobby, seja pela compra de espaços publicitários. Deve, ainda, cobrar das autoridades ações para proteger a população da propaganda e da influência pública das Bets, assim como regular sua atuação e trabalhar para mitigar os danos já causados.

Para combater essa epidemia os setores público e privado e a sociedade organizada têm de atuar conjuntamente e com a urgência que a questão social exige.

Veículos que assinam este editorial:

A bolsa “podre” da Keli Vasconcelos

Nesta seção, leitores do Manual mostram o que carregam em suas mochilas no dia a dia. Veja as outras mochilas já publicadas e mande a sua — a continuidade da seção depende de você.


Sou Keli Vasconcelos (ela), jornalista, redatora freelancer e pós-graduada em História Pública, 44 anos, moro em São Paulo (SP), no extremo da zona leste (S. Miguel Paulista). Escrevo sobre Saúde e Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, publiquei dois livros e, em 2024, enviei aqui a mesa de trabalho.

Desta vez, mostro a bolsa transversal que anda sempre comigo, carinhosamente chamada de “podre”, de tanto uso!

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A poltrona de rolagem [de feeds]  newcartographies.com

Digo logo de cara que tenho minha cota de textos desse assunto publicados aqui, o que não invalida a observação (em inglês) do Nicholas Carr em sua newsletter:

Odeio ser cínico, mas acho que a principal razão para a proliferação desses tipos de artigos [sobre usar menos o celular] é que eles são iscas algorítmicas. São sintomas da doença que prometem curar. Estamos viciados em ler sobre nosso vício em celulares. Se os materiais têm um valor terapêutico, provavelmente é menos em ajudar as pessoas a ganhar controle sobre a mídia do que em renovar uma fantasia tranquilizadora de tal controle.

O que nos leva a situações engraçadas, como dois viciados crônicos em celulares dando dicas de como usar menos o celular (podcast, em inglês).

Tenho a impressão de que o conteúdo criado como oferenda ao deus algoritmo se manifesta em qualquer assunto popular, mesmo que de nicho. Fisgam quem está à toa na internet, em seus múltiplos feeds com recomendações algorítmicas que estressam ao máximo qualquer manifestação mínima de interesse em dado tema.

Outro assunto, um subjacente, são os “PKMs”, ou gerenciamento de conhecimento pessoal, com seus métodos de organização desnecessariamente complexos e aquele gráfico legal de conexões gerado pelo Obsidian. A promessa é que ao organizar suas ideias em texto e conectá-las todas, você terá o super poder de jamais esquecer das coisas.

O desfecho para quem consegue sair desses ciclos intermináveis de conteúdo é o mesmo: para que tudo isso, afinal? (em inglês).

Injeção de prompt idiota do dia: basta escrever como a IA

por David Gerard

Quando você coloca um texto num grande modelo de linguagem (LLM), ele responde com algumas palavras. Você transforma um LLM num chatbot alimentando-o com a conversa inteira até o momento, com seu prompt no final, e ele responde a esse texto todo com o que quer que ache que vem a seguir.

Um chatbot de “raciocínio” usa um modelo para quebrar seu prompt em etapas a seguir para responder sua pergunta, alimenta as etapas para outro modelo, depois alimenta essa saída para um modelo final, que gera a próxima resposta.

Esse modelo final não vê etapas. Ele só vê um fluxo contínuo de texto.

Você consegue fazer injeção de prompt no chatbot escrevendo seu ataque como se fosse uma das etapas de raciocínio. Aí o chatbot simplesmente segue o que você disser como se tivesse sido ele mesmo a produzir aquele texto.

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