Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.
segunda-feira, 16 de maio de 2022

YouTube vai expandir transcrições, legendas e capítulos automáticos em vídeos

O Google anunciou, durante o Google I/O, seu evento anual para desenvolvedores, algumas novidades para o YouTube com foco em acessibilidade.

O poder do DeepMind, a startup de inteligência artificial britânica que o Google comprou em 2014, será empregado para gerar mais transcrições, criação de capítulos e legendas traduzidas automaticamente.

O Google parece ter ouvido o pessoal que prefere tutorial em texto em vez de ter que ver vídeos de 10 minutos em que mais da metade é gasto com groselhas — “curta o canal, ative o sininho” etc. Via Android Central (em inglês).

🔗 Bolhas de tecnologia estão estourando em todos os lugares

Bolhas de tecnologia estão estourando em todos os lugares (em inglês), Na The Economist:

Um passatempo favorito no Vale do Silício, atrás apenas de inventar a próxima tendência, é detectar bolhas. Mesmo “insiders” da indústria tendem a dar opiniões espetacularmente erradas. “Você verá alguns unicórnios mortos este ano”, previu Bill Gurley, um conhecido capitalista de risco, em 2015, o ano em que a incubação dessas startups que valem mais de US$ 1 bilhão realmente disparou.

O jogo ficou muito mais fácil: o barulho de bolhas estourando pode ser ouvido em todos os lugares. Ações de tecnologia, ofertas iniciais públicas de ações (IPOs), empresas de cheques em branco (conhecidas como SPACs), “valuations” de startups e até criptomoedas: todos esses ativos que alcançaram altas estonteantes nos últimos anos estão voltando à terra. É difícil dizem quão barulhento será o estouro — e quais podem inflar novamente.

Brasil tem 1,5 milhão de entregadores e motoristas autônomos

Saíram os resultados de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que analisou a situação de motoristas e entregadores que trabalhavam sem vínculo empregatício entre 2016 e o final de 2021.

Destacam-se a queda acentuada no número de motoristas de aplicativos e taxistas na pandemia (que começa a se recuperar) e o aumento dos entregadores de moto, também reflexo da crise sanitária causada pela covid-19.

Quanto à remuneração:

De todos os autônomos do setor de transporte, os motoristas de aplicativo e taxistas são os que têm a maior renda média: R$ 1,9 mil. O valor se refere ao fim de 2021 e está abaixo do recebido, em média, no 1º trimestre de 2016: R$ 2,7 mil.

Via Poder360.

Como deixar o YouTube menos viciante

Sites e aplicativos como o YouTube são projetados para nos manter o maior tempo possível neles. O que está em jogo ali é a nossa atenção, então é do jogo que o Google, a empresa dona do YouTube, empregue todos os artifícios possíveis para nos prender o maior tempo possível ali dentro — vendo vídeos e, claro, anúncios.

(Apenas a título de exemplo, em fevereiro de 2017 o YouTube comemorou a marca de 1 bilhão de horas gastas assistindo a vídeos por dia. A meta fora estipulada em 2014 e alcançada graças ao uso pesado de vídeos recomendados, incluindo extremistas e mentirosos.)

Apesar disso, o YouTube é basicamente o repositório de vídeos na internet. É possível usá-lo sem se deixar levar pelo canto da sereia, digo, do algoritmo? É sim! Essa é a dica da semana no Manual.

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sábado, 14 de maio de 2022
sexta-feira, 13 de maio de 2022

Assaltos de celulares para limpar contas bancárias, com Fabio Assolini

No programa de hoje, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa recebem Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, para uma conversa que tomou o Brasil na última semana: os assaltos a celulares para limpar contas bancárias. Onde está o elo frágil dos sistemas de segurança do Android/iOS e dos bancos/fintechs? Android ou iOS, qual é mais seguro? E o que fazer, minimamente, para se proteger caso você se veja nessa situação? Ouça e descubra.

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“Stablecoin” TerraUSD (UST) derrete após perder paridade com o dólar

A “stablecoin” TerraUSD (ou UST), que supostamente acompanhava o valor do dólar e estava condicionada à criptomoeda Luna, derreteu e não vale mais nada. Na quinta (12), por volta das 23h (horário de Brasília), a blockchain da UST parou de funcionar pela segunda vez em menos de 24 horas.

A ideia de uma stablecoin, ou moeda estável, é manter a paridade com o dólar. No caso da UST, isso era garantido por um “smart contract” na blockchain que ajustava automaticamente o valor da moeda de acordo com as negociações entre ela e a Luna, a outra moeda do mesmo grupo empresarial, Terraform Labs, fundado e controlado pelo sul-coreano Do Kwon. O valor da Luna flutuava, mas o da UST era sempre mantido em US$ 1.

A coisa saiu de controle dentro das regras da blockchain. Faltou combinar com os investidores. Resumidamente, acabou a confiança da maior parte deles, o que levou a UST a entrar em uma “espiral da morte”, um círculo vicioso financeiro que a transformou em pó digital. Matt Levine, colunista da Bloomberg, explica didaticamente (em inglês).

Na Coreia do Sul, Kwon pediu proteção da polícia depois que investidores frustrados com o prejuízo começaram a rondar sua casa.

Agora pela manhã (13), a Terraform Labs informou que a blockchain voltou a operar com algumas mudanças para tentar a UST.

Outras “stablecoins” sentiram o baque e também perderam a paridade com o dólar, à exceção das duas maiores, tether e USDC. Até quando? Ninguém sabe. Via @terra_money/Twitter (2), Bloomberg, Coindesk (todos em inglês); mt.co.kr (em coreano).

O que chamou a atenção no Google I/O 2022

Em software:

Em hardware:

Musk “suspende temporariamente” compra do Twitter para verificar presença de robôs na plataforma

Elon Musk “suspendeu temporariamente” o acordo de compra do Twitter para, aparentemente, verificar a incidência de contas de spam/falsas na plataforma. No aviso, publicado no Twitter, Musk se referiu a uma notícia da Reuters de 2 de maio em que o Twitter afirma ter menos de 5% de contas de spam/robôs.

Apesar da manifestação de surpresa de Musk, analistas apontam que esse percentual já era conhecido do mercado e que Musk provavelmente o conhecia.

Há quem diga que o argumento das contas falsas pode estar sendo usado por Musk para melar o negócio ou conseguir um desconto no valor de US$44 bilhões que prometeu pagar pelo Twitter. Caso desista do negócio, ele teria que pagar uma multa de US$ 1 bilhão.

O efeito nas bolsas foi imediato. O papel do Twitter desabou quase 20% no pré-mercado (as negociações antes de o balcão da Nasdaq abrir).

Já as ações da Tesla, que vêm sofrendo com o próprio negócio envolvendo Musk e o Twitter somado à queda generalizada dos papéis de tecnologia nos EUA, subiam ~6%. Via @elonmusk/Twitter, Reuters (2), New York Times (todos em inglês).

Impeça o Safari de abrir a App Store ao clicar em links de aplicativos

Uma das poucas coisas enervantes no uso do Safari, navegador da Apple, é o comportamento padrão e impossível de alterar que ele tem ao lidar com links da App Store. Em vez de abrir a versão web, o Safari abre o aplicativo da App Store.

Descobri um pequeno aplicativo que quebra esse comportamento. Chama-se Stop The Mac App Store, é gratuito, funciona no Big Sur e no Monterey e foi criado por Jeff Johnson, da (ótima) extensão StopTheMadness. (Se você está no macOS Mojave ou Catalina, o StopTheNews tem essa funcionalidade.)

Jeff explica que se trata de um “aplicativo falso”, no sentido de que sua única função é enganar o Safari ao associar-se a links que, de outra forma, ficam associados à App Store.

Depois de instalado, não precisa fazer nada. Ele é carregado junto ao Safari. A partir daí, sempre que você clicar em um link da App Store, em vez de abrir o aplicativo da loja, o Safari exibirá um pop-up (não tem como remover isso, segundo o desenvolvedor). Clique em Cancelar e pronto, você continua no Safari, visita a versão web da App Store e o aplicativo dela continua ali, fechadinho. Via Jeff Johnson (em inglês).

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

O agente de talentos Bruno de Paula tinha acabado de voltar de uma viagem à Espanha. Já em São Paulo (SP), logo depois de desembarcar do avião, teve seu celular furtado de dentro de um táxi. O que a princípio seria apenas um dissabor, um prejuízo limitado ao valor do aparelho, virou um rombo de R$ 143 mil: o ladrão conseguiu acessar os aplicativos bancários de Bruno e fez uma limpa em suas contas.

A magnitude do prejuízo de Bruno chamou a atenção, o caso viralizou no Twitter e teve um final feliz — na medida do possível, ou seja, ele recuperou o dinheiro perdido. Não foi, porém, um caso excepcional.

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Os ícones dos aplicativos no Android 13 estão esquisitos

O Android 13, oficializado pelo Google nesta quarta (10), será uma versão contida, sem grandes novidades, provavelmente para aparar as arestas que ficaram da anterior.

Entre essas poucas novidades está o suporte a aplicativos de terceiros nos ícones padronizados, uma opção que faz com que todos os ícones sigam o esquema de cores da interface “Material You”. Assim:

Foto de um celular com Android 13, usando um tela salmão, com todos os 12 ícones da tela inicial em formato redondo e com as mesmas cores de fundo e no contorno dos desenhos internos.
Imagem: Google/Divulgação.

Beleza é algo subjetivo, e não é no que gostaria de focar aqui. O que me chama a atenção é a usabilidade, ou falta dela. Ícones assim, idênticos, não são mais “difíceis de usar”?

A gente já havia perdido o contorno/formato dos ícones graças à influência do iOS.

No macOS da Apple, que sempre teve ícones em formatos variados, a versão Big Sur, de 2020, impôs (ou passou a recomendar) que eles adotassem o mesmo formato quadrado com bordas arredondadas do iOS.

Gosto é subjetivo, repito, mas compare um antes (Catalina) e depois (Monterey):

Duas fileiras de ícones na Dock do macOS, a de cima do Catalina, com ícones de formatos variados, a de baixo do Monterey, com todos os ícones quadrados.
Imagem: Apple/Divulgação.

Talvez o Google tenha ido longe demais?

Google anuncia novos gadgets e recursos de inteligência artificial no Google I/O 2022

Nesta quarta (11), aconteceu a abertura do Google I/O 2022, a conferência anual para desenvolvedores do Google, que a empresa aproveita para anunciar novidades.

Novo Android 13, um monte de celulares e outros gadgets que não chegam ao Brasil e vende pouquíssimo lá fora, recursos de inteligência artificial cada vez mais complexos e, paradoxalmente, cada vez menos impressionantes (e com aplicação limitada e/ou duvidosa), uma ou outra coisa realmente legal, mas… né, acaba diluída em meio a tanta coisa.

Destaques para o relógio inteligente (bonitão, mas será que vende?), um tablet que parece saído de 2014 e uma versão menos esquisita e capaz do Google Glass.

Além do vídeo acima, que condensa +2 horas de evento em 12 minutos, o blog do Google tem um espaço dedicado a todas as novidades anunciadas. Via Blog do Google (em inglês).

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