sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Uma mini rede social privada dentro de um widget no iPhone

Quatro prints de divulgação do Locket, mostrando fotos de pessoas em um widget pequeno na tela inicial do iPhone.
Imagem: Locket/Divulgação.

O aplicativo Locket, para iOS, é uma mini rede social privada de fotos comprimida em um widget.

Após instalá-lo, você coloca o widget na tela inicial e adiciona até cinco amigos. As fotos enviadas pelo widget ficam visíveis em todos os celulares da rede — e devem ser tiradas na hora; não dá para acessar a biblioteca de fotos. É quase um “melhores amigos” do Instagram, mais direto e menos ambicioso.

Matthew Moss, programador norte-americano, criou o Locket para uso próprio, quando sua namorada foi estudar em outra cidade e o namoro deles passou a ser à distância. Seis meses mais tarde, quando Matt decidiu lançar o Locket na App Store, foi um sucesso instantâneo: nos Estados Unidos, é o app mais baixado da categoria redes sociais e um dos mais populares entre os gratuitos.

No Brasil, onde o apelo é menor, pois é uma rede/app exclusivo para iPhones, o Locket é o 5º mais baixado em redes sociais e está no top 60 dos gratuitos na manhã desta sexta (14).

Daquelas pequenas ideias geniais que ressignificam elementos de interface para fins diversos. Via TechCrunch (em inglês).

É preciso banir todas as armas que localizam, selecionam e atacam alvos humanos sem supervisão de um ser vivo responsável, ou seja, as autônomas letais. E banir a pesquisa, a criação, o desenvolvimento e o uso.

— Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), especialista em inteligência artificial e autor do livro Inteligência artificial a nosso favor: como manter o controle sobre a tecnologia (Companhia das Letras), em entrevista ao jornal O Globo.

Um pouco mais da nova Honor

Desde que a Honor foi separada da Huawei, muito pouca coisa se sabe do que realmente os novos donos esperam da empresa, agora que não tem mais a Huawei como marca-mãe. Com a semana dominada pelo Honor Magic V, esta entrevista do Xataka com Pablo Wang, VP da empresa para a Europa, ganha importância porque, afinal, a nova Honor veio para disputar mercado e não mais ser uma sub-marca, e isto inclui disputar no topo de linha, lançar uma linha de acessórios etc e tal.

Por falar em Honor Magic V, lançado na segunda, é bem como a Honor quer ser vista: uma competidora de Apple e Samsung, no caso, competindo com o Fold 3; é o primeiro dobrável com Snapdragon 8 Gen 1 e, pelo menos à primeira vista, parece menos desconfortável para usar. Sem previsão para sair da China, afinal ambição sem base é sonho, e a Honor ainda está montando sua base internacional.


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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

O que eu uso (2022)

O Manual do Usuário é reflexo da minha curiosidade e vivências. Por isso, os produtos e serviços de tecnologia que uso no dia a dia, para fazê-lo e para outros fins, têm um impacto considerável no site.

Daí veio a ideia de fazer um raio-x anual do que estou usando, para dar mais contexto ao que é publicado aqui. Tipo… Por que falo de aplicativos para macOS, um sistema que pouquíssima gente usa no Brasil? E esses projetos de código aberto, só divulgo ou uso eles para valer? Com sorte, este post te ajudará a entender algumas decisões e características do Manual.

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Em 2021, brasileiro passou 5,4h por dia grudado em apps de celular — um recorde mundial

A App Annie, consultoria especializada no mercado de aplicativos, divulgou um relatório que apontou o Brasil como o país que mais usa apps do mundo. Em 2021, passamos em média 5,4 horas por dia grudados na tela do celular. O número é 12,5% maior que a média global do período (4,8h) e representa um salto de 31,7% em relação à nossa média em 2019 (4,1h), salto que provavelmente se explica pela pandemia — dos 17 países que lideram o ranking, apenas em dois o tempo gasto em apps diminuiu de 2020 para 2021 (Argentina e China).

O levantamento da App Annie traz outros dados curiosos e números enormes para 2021 (dados globais):

  • Baixamos 230 bilhões de aplicativos;
  • Gastamos US$ 170 bilhões com eles;
  • Dispensamos 3,8 trilhões de horas somadas.

Há ainda dados e insights separados por categorias — e o Brasil se destaca em várias delas, como finanças e games. Via App Annie (em inglês).

EUA ganham sinal verde para processar Facebook pelas aquisições de Instagram e WhatsApp

A Comissão Federal de Comércio (FTC na sigla em inglês, espécie de Cade dos Estados Unidos) conseguiu convencer a Justiça norte-americana de que a acusação antitruste contra o Facebook, devido às aquisições do Instagram (2012) e WhatsApp (2014), tem fundamento e, assim, seguirá adiante.

É a segunda vez que a FTC tenta emplacar a acusação. Na primeira tentativa, no final de 2020, o juiz federal James Boasberg não se convenceu, mas deu à agência uma segunda chance. Desta vez, ele classificou a nova argumentação “muito mais robusta e mais bem detalhada”. O processo deverá se estender por um bom tempo. A FTC alega que o Facebook detém um monopólio em “redes sociais pessoais” e demanda que a empresa se desfaça do Instagram e do WhatsApp. Via O Globo, Platformer (em inglês).

Twitter suspende (de novo) perfil do empresário Luciano Hang

O Twitter suspendeu a conta de Luciano Hang, empresário dono da Havan e negacionista da pandemia. No lugar do seu perfil aparece a mensagem de que ele foi suspensa por violar os termos de uso da rede social. Ao G1, porém, o Twitter informou que a suspensão se deu por ordem judicial. Em meados de 2021, outro perfil de Luciano no Twitter havia sido bloqueada, esta a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito das fake news.Em nota ao G1, a assessoria do empresário disse que a nova suspensão foi motivada pelo compartilhamento de um vídeo do neurocientista José Augusto Nasser falando sobre a vacinação de crianças. Via G1.

Post livre #300

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha na segunda-feira ao meio-dia.

Apple remove cópias de Wordle da App Store

A Apple passou o rodo nas cópias do Wordle que infestaram a App Store do iOS nos últimos dias — nenhuma delas do criador original do simpático joguinho. Embora, juridicamente, cópias de jogos sejam difíceis de se proteger, as diretrizes da App Store proíbem cópias descaradas na loja. Uma delas em especial, a de Zach Shakked, causou revolta por ele ficar se gabando do crescimento meteórico do jogo e da sua conta bancária — o clone cobrava uma assinatura anual de US$ 30. Via Ars Technica, Bloomberg (ambos em inglês).

Wordle, o original, não é aplicativo, é jogado no navegador. Acesse-o aqui.

Não é a primeira vez que um jogo sensação é seguido por um exército de cópias, mas é raro a Apple interferir de maneira tão rápida e ampla em casos do tipo. O mais infame talvez tenha sido o de Threes, de 2014, que apesar do pioneirismo, acabou desbancado em popularidade por incontáveis clones do tipo 2048 — a única diferença, uso de múltiplos de dois em vez de três.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Comissão da Câmara aprova texto que impede privatização de Serpro e Dataprev

É só o primeiro passo, mas um importante. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 2270/21, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), que impede a inclusão do Serpro e do Dataprev no Programa Nacional de Desestatização (PND), ou seja, de serem privatizados. O PL tramita em caráter conclusivo, ou seja, com deliberações apenas nas comissões, sem passar pelo plenário da Câmara. Via Telesíntese, Agência Câmara de Notícias.

Agências de checagem de fatos cobram mais ações do YouTube contra a desinformação

Cerca de 80 agências de checagem de fatos do mundo inteiro — incluindo duas brasileiras, Aos Fatos e Lupa — enviaram uma carta aberta a Susan Wojcicki, CEO do YouTube, cobrando medidas mais assertivas no combate à desinformação na plataforma de vídeos do Google. (Leia a carta na íntegra.) O pedido se desdobra em quatro demandas:

  1. Exercer a transparência sobre como a desinformação trafega na plataforma e divulgar publicamente suas políticas para abordá-la;
  2. Concentrar-se em fornecer contexto em vez de excluir vídeos. Isto pode ser feito estabelecendo uma colaboração significativa e estruturada com organizações de verificação de fatos e investindo no trabalho delas;
  3. Agir contra infratores reincidentes que produzem conteúdo constantemente sinalizado como desinformação e impedir que seus vídeos sejam recomendados ou promovidos pelos algoritmos da empresa;
  4. Ampliar esses esforços a idiomas diferentes do inglês, e fornecer dados específicos de cada país e idioma, bem como serviços de transcrição eficazes.

As agências rejeitam o modo de atuação vigente, que gira em torno da exclusão ou não de vídeos, e esperam reunir-se com Susan em algum momento para debater o problema. Via Aos Fatos, Folha de S.Paulo, Lupa.

🔗 Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo

Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo (em inglês), por Charlotte Peet no Rest of World:

Martins Delcourt faz parte de um número crescente de brasileiros que estão abandonando a Uber em prol dos táxis, que agora estão ficando mais baratos e fáceis de encontrar. De acordo com a Sindicato dos Taxistas Autônomos da cidade do Rio, a demanda pelos serviços do Taxi.Rio, que agora opera em várias cidades do Brasil, aumentou em 60% no final de 2021. O Taxi.Rio ganhou cerca de 38.000 usuários mensais em 2021, de acordo com dados oficiais da prefeitura.

No aplicativo Taxi.Rio, a mordida que a prefeitura dá no faturamento dos motoristas é de 5%. Nos apps comerciais, a das empresas pode chegar a 30%.

É uma pena que esses apps sejam tão negligenciados. O Taxi.Rio, que agora pode ser usado por outras cidades interessadas na tecnologia e que parece ser dos melhores, tem uma nota baixíssima na App Store (2,8) e muitas reclamações ali e na Play Store. Baixei o URBS Taxi Curitiba (2,2 na App Store) e o estado é abismal. Não faz login nem completa o cadastro. Veja o estado do formulário de cadastro. É pedir muito um app minimamente funcional?

Após 10 anos, Motorola volta aos tablets no Brasil

Uma década depois do último tablet que lançou no Brasil, o péssimo Xoom, a Motorola vai tentar outra vez. O novo modelo é o Moto Tab G70, com preço sugerido de R$ 2,4 mil (ou R$ 2,6 mil, com conexão móvel). Curiosa a escolha da marca (alusão ao Moto G). O espírito do tablet é de experimentação, tentando surfar a pandemia. “Não temos vergonha de não lançar mais nenhum modelo se esse não der certo, mas queremos experimentar esse mercado”, disse Thiago Masuchette, gerente de produtos da Motorola no Brasil. Via Estadão.

Wordle e Termo são belos exemplares da web lenta

Demorei para experimentar o jogo sensação do momento, Wordle (ou sua versão em português do Brasil, Termo). É fascinante. Trata-se de uma nova abordagem ao velho jogo da forca. “Acho que as pessoas meio que gostam que exista essa coisa na internet que só é divertida”, disse Josh Wardle, criador do jogo, ao New York Times. Wardle criou o joguinho em seu tempo livre para divertir-se com sua esposa, Palak Shah.

Wordle e Termo me lembraram muito o manifesto da web lenta, ou slow web. O jogo não tem anúncios anúncios, criação de contas, notificações, nem mesmo tem app — você joga no navegador —, e só pode jogar uma vez por dia, porque só tem uma palavra/jogo disponível por dia. Até o compartilhamento dos resultados do jogo segue essa lógica, sem link ou qualquer chamada. Por mais coisas do tipo.

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