O que tem no seu celular, Ana?

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Qual o seu nome e o que você faz?

Sou Ana, tenho 23 anos e estou me formando em Comunicação e Cultura. Carioca, capoeirista e geminiana. Conheci o Manual do Usuário pelo Tecnocracia e tenho gostado muito desse cantinho da internet.

Qual celular e sistema operacional você usa?

Moto G32 com Android 13.

Três telas do celular da Ana (bloqueio, inicial e lista/bandeja de apps).
Clique para ampliar.

Fale um pouco do seu papel de parede.

Esse papel de parede é meu xodó. Ele é exclusivo para assinantes do Núcleo. Antes mesmo de começar a trabalhar no time de Comunidade do Núcleo, eu já era fã de carteirinha de tudo que eles fazem, inclusive as peças de design.

Em adendo, devo confessar que o papel de parede mais marcante que já vi foi de uma amiga que fiz recentemente, cuja tela inicial do celular era aquele fundo clássico do Windows XP, com o morro verde e o céu azul. Existe algo de singular na personalidade de quem escolhe um papel de parede tão sui generis que, desde então, essa imagem ocupa um metro quadrado considerável da minha mente.

Por que a sua tela inicial é do jeito que é?

Minha tela inicial é assim porque eu desejo passar o mínimo de tempo possível olhando para ela. Por isso, já há alguns anos, uso o Indistractable Launcher, que tem esse visual ultra-minimalista. Acho que isso é o que há de mais interessante na minha tela inicial e a razão de querer compartilhá-la, então vou dar mais detalhes do app na última pergunta.

Dito isso, um outro aspecto significativo da configuração visual do meu celular (que não fica tão evidente na tela inicial, mas pode ser notada nos detalhes), é meu polêmico uso da menor fonte possível no celular. Sim, polêmico, porque esse é o campeão de comentário de qualquer pessoa que pegue no meu celular por três segundos sequer. Se o que dizem for verdade, não posso contar muito com minha visão daqui a algumas décadas, mas até lá, para uma pessoa já habituada ao computador, acho extremamente prazerosa a visão ampla que tenho da tela quando toda a UI está a 50% de zoom. É um caminho sem volta. (Não, eu não vou comprar um celular maior, minhas mãos são pequenas e ainda consigo usar esse com uma mão.)

Quais os aplicativos que você mais usa?

Os que mais uso, ou pelo menos tenho a pretensão de, são os favoritos em destaque na tela inicial. Sendo assim:

  • Google Agenda: Compromissos, afinal.
  • Notion: É meu caderninho digital, uso muito para organização de projetos e notas em geral.
  • Substack: Aqui tem uma sacada particular: uso o Substack como alternativa ao “doomscrolling” de redes sociais. naqueles momentos de tédio e ócio e ~insônia (quando não há outra opção que não seja recorrer ao celular), prefiro pegar um texto qualquer das newsletters que assino para ler ou reler, já tendo em mente o tempo que vou passar na tela, do que abrir o Instagram e ficar deus sabe quanto tempo presa ali. Para ainda menos estímulo, também tenho duas opções de joguinhos: Sudoku e Tetris.
  • ChatGPT: Mais uma gen z que usa mais a IA do que o Google. Foi mal aí, galera.
  • Google: Porque o ChatGPT não dá conta de tudo também.
  • Cittamobi: Desprezo esse aplicativo com todas as minhas forças, mas é a melhor opção na minha cidade para pegar ônibus. E ainda pago a assinatura, porque os anúncios são insuportáveis, num aplicativo de uso crítico. Uso todos os dias (infelizmente).
  • WhatsApp: Esse sim, o top 1 de uso. No final da lista para ficar mais acessível aos dedos.

Qual o aplicativo mais obscuro, estranho e/ou surpreendente que você usa e gostaria que mais gente conhecesse?

Bom, o Indistractable Launcher é o que há de mais positivo na minha bandeja de apps, e talvez o menos conhecido.

Na época em que o escolhi, eu testei vários outros com o mesmo objetivo e conclui que essa era a melhor escolha — por ser simples, sem anúncios e sem firulas, com uma dose agradável de personalização. Inclusive, gosto tanto que uso a versão paga dele (que me custou o preço de um salgado e é vitalícia).

O app tem alguns pontos negativos: a página de configurações é pouco intuitiva e a tradução para o português dificulta ainda mais, mas como você vai mexer nela só algumas vezes até montar seu leiaute favorito e depois nunca mais, não chega a ser inconveniente. Além disso, ele falha e trava às vezes, dificultando a usabilidade, mas podemos colocar uma parcela de culpa razoável no meu Motorola jurássico.

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