Consistência contra clareza nos novos ícones do Google

Duas fileiras de ícones do Google. Na de cima, os novos sob a inscrição "O que o Google vê'". Na de baixo, retângulos idênticos, com cores alteradas, com a inscrição "O que eu vejo".
Na linha de cima, “O que o Google vê”. Na de baixo, “O que eu vejo”. Imagem: r/google.

Os apps do Google Workspace (antigo G Suite, antigo-antigo Google Apps) ganharam novos ícones no início de outubro, todos eles com as mesmas quatro cores. Teve quem gostou do design devido à consistência, mas — e isso é só evidência anedótica, embora não só minha — sobram reclamações à dificuldade criada para distingui-los, algo que a brincadeira acima evidencia.

Segundo o Google, “a nossa nova marca do Google Workspace reflete essa experiência mais conectada, útil e flexível, e nossos ícones refletirão o mesmo”. Goste ou não, parece que esses ícones novos também serão usados nos apps dos usuários doméstico — o Gmail do iOS já o adotou. Via r/google.

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7 comentários

  1. Se você dissesse que os ícones estão feios, sem graça, repetitivos, eu até concordaria. Mas, puts, dificuldade para diferenciá-los… Recomendo um oculista.

    1. um ao lado do outro é distinguível, mas não não imediatamente distinguível

      além disso, no meio de outros signos na tela de início do celular, cada um desses ícones e símbolos vai gritar “eu sou o google” em vez de “eu sou o google docs” ou “eu sou o google maps”

      ou seja: há consistência demais (o que é positivo) e legibilidade na prática de menos

      finalmente, cuidado com o capacitismo e o preconceito: qualquer designer sabe que deve projetar para públicos de perfis variados, inclusive aqueles que de fato usam óculos e têm dificuldades em diferenciar formas próximas com um mesmo padrão cromático

      os ícones antigos eram ruins, mas esse excesso de consistência é problemático também

  2. Na minha opinião, os ícones são uma aplicação bastante genérica da identidade do Google. Gera, sim, a tal consistência. Mas parece o que falam dos carros da Volkswagen na época que Gol, Fox e cia. tinham exatamente a mesma frente. Voltando aos ícones, não gosto bem desgosto. Mas não é um resultado de um trabalho que eu olho e penso “que bacana!”.
    Agora, depois do lançamento do material design e o caminho agora para tudo cada vez mais branco, sinto o visual das interfaces do Google cada vez mais cansados e engessados. Não têm mais aquele frescor que havia quando lançaram o estilo material.

  3. Me parece que o time de branding venceu o time de UX, consistência em detrimento da funcionalidade visual (a base dos ícones) soa como uma tentativa de “firmar” um ecossistema de apps já estabelecidos, não faz sentido.

  4. Eu gostei dos novos ícones, pra falar bem a verdade. Estão querendo harmonizar (vamos assim dizer) a identidade visual da marca e implementar nos seus produtos.

    O Windows, por exemplo, também está recebendo uma polida nos ícones com a linguagem “Fluente Design”. Resgatam um pouco do skeumorfismo, e mesclam com o visual flat (Embora eu ainda sinta saudades do Aero do Windows Vista/7)

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