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Precisa do Chrome? O ungoogled-chromium é uma alternativa livre da vigilância do Google

Print do ungoogled-chromium, com o Manual do Usuário aberto, e o menu de “perfil” do navegador aberto também.

Por mais que alguém queira distanciar-se do Chrome, às vezes o navegador do Google se faz necessário.

Aconteceu comigo, numa participação em um podcast gravado num site que só funcionava no Chrome. Só que em vez de baixar o Chrome do Google, baixei o ungoogled-chromium, um projeto alternativo que tenta entregar um Chrome funcional sem qualquer vestígio do Google. E funcionou muito bem.

O ungoogled-chromium é feito para ser um substituto perfeito ao Chrome. Os desenvolvedores do projeto removem códigos, chamadas e outros elementos que o Google acrescenta no Chrome e no Chromium, a base de código aberto do navegador, fazem uns ajustes pró-privacidade e disponibilizam o navegador.

Um dos “problemas” do ungoogled-chromium é como baixá-lo. Se você usa Linux ou macOS, ótimo: o navegador está presente em vários repositórios, como Flathub e Homebrew.

No Windows, é preciso baixar o instalador pronto, que não é gerado pelos desenvolvedores, mas por outros voluntários. Qual o problema disso? O alerta vem do próprio projeto ungoogled-chromium:

Devido a esses binários [arquivos executáveis do aplicativo] não serem necessariamente reproduzíveis, a autenticidade não pode ser garantida. Em outras palavras, existe sempre uma probabilidade desses binários terem sido adulterados.

É algo bastante improvável, mas ainda assim, possível, então fica o aviso aqui.

Alternativas da alternativa

Existem outros navegadores baseados no Chromium que prometem se livrar do aparato do Google, como o Microsoft Edge — ainda que, para alguns, essa troca seja do tipo seis por meia dúzia. Ao contrário dos tempos do Internet Explorer, o Edge está disponível para vários sistemas, até Linux.

Outros navegadores que não me inspiram muita confiança por motivos diversos, mas que usam a mesma base do Chrome e talvez sejam melhores alternativas que o navegador do Google: Brave, Opera, Vivaldi,

No Android, há alternativas mais interessantes, feitas por voluntários, como o Bromite.

E, claro, caso a base do Chrome não seja essencial, você pode sempre recorrer a outros navegadores, como o ótimo Firefox e, para quem está no macOS, o Safari. Recomendo-os com louvor porque, afinal, usar um navegador alternativo com a base do Chrome apenas reforça a posição dominante (e que tende ao monopólio) do Chrome.

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13 comentários

  1. Até agora não me deparei com nenhum site que só aceite o Chrome. Meu navegador padrão é o Firefox, mas mantendo como alternativa o Brave no desktop e o Bromite no celular.

  2. Uma coisa sobre o Chromium é que geralmente as versões Windows mais populares são distribuídas aliadas a adwares. Meio que tenho trauma de Chromium por causa justamente da mania de alguns instaladores (geralmente oriundos de “sites de download” virem com esta versão Adware-Full.

    Vou testar esta versão indicada para ver se não tem problemas.

  3. Já começo me desculpando se a dúvida for idiota, mas sempre ouvi falar de Chrome x Chromium. Na matéria a expressão usada foi “ungoogled-chromium”, aí fiquei na dúvida: “ungoogled-chromium” e somente” Chromium” são a mesma coisa ou entre eles há alguma diferença?

    1. São coisas diferentes, Gustavo. Chromium é o nome do projeto de código aberto que o Google mantém e que é a base do Chrome. Você pode vê-lo aqui.

      Já o ungoogled-chromium é uma modificação do Chromium sem coisas que o Google insere já nesse estágio de desenvolvimento do Chrome. O ungoogled-chromium está no mesmo estágio do Edge, Vivaldi, Brave e do próprio Chrome: é um navegador feito em cima do Chromium.

  4. Alguém percebeu se o ungoogled-chromium é mais leve (principalmente em computadores antigos) que o Chrome em si?

  5. Ótima dica! Para coisas pessoais eu costumo usar o Safari. No trabalho, as vezes preciso de alguma extensão do Chrome, nesses casos, recorro ao Vivaldi

  6. Pq o Vivaldi não te inspira confiança? O Opera e o Brave, até entendo, mas o Vivaldi nunca reparei um ponto negativo nele (a não ser a interface toda ser em HTML e JS, e deixar um pouco lento a UI do mesmo).

    Aproveitando, deixo uma sugestão.
    Uma matéria ou dica sobre o uso de programas portateis no Windows. É um dos maiores time-savers que existe e pouca gente conhece.

    1. https://itsfoss.com/why-firefox/
      https://vividmaps.com/wp-content/uploads/2020/08/2010.jpg
      https://vividmaps.com/wp-content/uploads/2020/08/2020.jpg
      Usar O Vivaldi, Opera, ou Brave não é exatamente o problema e sim, usar navegadores que não tenham a base do Chromium, porque ela tem sido usada pelo google pra inserir restrições nele e que podem num futuro próximo acarretar em formas de controle por parte do google, nesse sentido usar navegadores baseados no firefox(firefox, librewolf, waterfox) ou o safari, ajudam, mas claro só nesse sentido, eu pessoalmente uso o firefox pra trabalhar e o brave pra uso pessoal

    2. É, acho que fui injusto com o Vivaldi aí, embora a ressalva continue valendo pelo argumento do Bernardo. A base dele é o Chromium, e usá-lo significa reforçar e perpetuar (ainda que indiretamente) o domínio do Google sobre a web.

        1. Não. Minha rusga com o Brave é pelas estratégias de geração de receita… esquisitas, como bloquear anúncios de sites e depois mostrar anúncios no navegador, e toda aquela história de criptomoeda própria.

      1. A resalva continua valendo, mas entre navegadores com “coração” de chrome acho o vivaldi mais interessante que o ungoogled-chromium, ao menos em ambientes windows.

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