Dois homens, em poses diferentes, usando cuecas pretas da Insider, um em cada canto da imagem. No centro, a frase: “A cueca mais confortável com 12% Off. Cupom MANUALDOUSUARIO12”
sábado, 14 de maio de 2022
sexta-feira, 13 de maio de 2022

Assaltos de celulares para limpar contas bancárias, com Fabio Assolini

No programa de hoje, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa recebem Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, para uma conversa que tomou o Brasil na última semana: os assaltos a celulares para limpar contas bancárias. Onde está o elo frágil dos sistemas de segurança do Android/iOS e dos bancos/fintechs? Android ou iOS, qual é mais seguro? E o que fazer, minimamente, para se proteger caso você se veja nessa situação? Ouça e descubra.

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“Stablecoin” TerraUSD (UST) derrete após perder paridade com o dólar

A “stablecoin” TerraUSD (ou UST), que supostamente acompanhava o valor do dólar e estava condicionada à criptomoeda Luna, derreteu e não vale mais nada. Na quinta (12), por volta das 23h (horário de Brasília), a blockchain da UST parou de funcionar pela segunda vez em menos de 24 horas.

A ideia de uma stablecoin, ou moeda estável, é manter a paridade com o dólar. No caso da UST, isso era garantido por um “smart contract” na blockchain que ajustava automaticamente o valor da moeda de acordo com as negociações entre ela e a Luna, a outra moeda do mesmo grupo empresarial, Terraform Labs, fundado e controlado pelo sul-coreano Do Kwon. O valor da Luna flutuava, mas o da UST era sempre mantido em US$ 1.

A coisa saiu de controle dentro das regras da blockchain. Faltou combinar com os investidores. Resumidamente, acabou a confiança da maior parte deles, o que levou a UST a entrar em uma “espiral da morte”, um círculo vicioso financeiro que a transformou em pó digital. Matt Levine, colunista da Bloomberg, explica didaticamente (em inglês).

Na Coreia do Sul, Kwon pediu proteção da polícia depois que investidores frustrados com o prejuízo começaram a rondar sua casa.

Agora pela manhã (13), a Terraform Labs informou que a blockchain voltou a operar com algumas mudanças para tentar a UST.

Outras “stablecoins” sentiram o baque e também perderam a paridade com o dólar, à exceção das duas maiores, tether e USDC. Até quando? Ninguém sabe. Via @terra_money/Twitter (2), Bloomberg, Coindesk (todos em inglês); mt.co.kr (em coreano).

O que chamou a atenção no Google I/O 2022

Em software:

Em hardware:


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Musk “suspende temporariamente” compra do Twitter para verificar presença de robôs na plataforma

Elon Musk “suspendeu temporariamente” o acordo de compra do Twitter para, aparentemente, verificar a incidência de contas de spam/falsas na plataforma. No aviso, publicado no Twitter, Musk se referiu a uma notícia da Reuters de 2 de maio em que o Twitter afirma ter menos de 5% de contas de spam/robôs.

Apesar da manifestação de surpresa de Musk, analistas apontam que esse percentual já era conhecido do mercado e que Musk provavelmente o conhecia.

Há quem diga que o argumento das contas falsas pode estar sendo usado por Musk para melar o negócio ou conseguir um desconto no valor de US$44 bilhões que prometeu pagar pelo Twitter. Caso desista do negócio, ele teria que pagar uma multa de US$ 1 bilhão.

O efeito nas bolsas foi imediato. O papel do Twitter desabou quase 20% no pré-mercado (as negociações antes de o balcão da Nasdaq abrir).

Já as ações da Tesla, que vêm sofrendo com o próprio negócio envolvendo Musk e o Twitter somado à queda generalizada dos papéis de tecnologia nos EUA, subiam ~6%. Via @elonmusk/Twitter, Reuters (2), New York Times (todos em inglês).

Impeça o Safari de abrir a App Store ao clicar em links de aplicativos

Uma das poucas coisas enervantes no uso do Safari, navegador da Apple, é o comportamento padrão e impossível de alterar que ele tem ao lidar com links da App Store. Em vez de abrir a versão web, o Safari abre o aplicativo da App Store.

Descobri um pequeno aplicativo que quebra esse comportamento. Chama-se Stop The Mac App Store, é gratuito, funciona no Big Sur e no Monterey e foi criado por Jeff Johnson, da (ótima) extensão StopTheMadness. (Se você está no macOS Mojave ou Catalina, o StopTheNews tem essa funcionalidade.)

Jeff explica que se trata de um “aplicativo falso”, no sentido de que sua única função é enganar o Safari ao associar-se a links que, de outra forma, ficam associados à App Store.

Depois de instalado, não precisa fazer nada. Ele é carregado junto ao Safari. A partir daí, sempre que você clicar em um link da App Store, em vez de abrir o aplicativo da loja, o Safari exibirá um pop-up (não tem como remover isso, segundo o desenvolvedor). Clique em Cancelar e pronto, você continua no Safari, visita a versão web da App Store e o aplicativo dela continua ali, fechadinho. Via Jeff Johnson (em inglês).

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

O agente de talentos Bruno de Paula tinha acabado de voltar de uma viagem à Espanha. Já em São Paulo (SP), logo depois de desembarcar do avião, teve seu celular furtado de dentro de um táxi. O que a princípio seria apenas um dissabor, um prejuízo limitado ao valor do aparelho, virou um rombo de R$ 143 mil: o ladrão conseguiu acessar os aplicativos bancários de Bruno e fez uma limpa em suas contas.

A magnitude do prejuízo de Bruno chamou a atenção, o caso viralizou no Twitter e teve um final feliz — na medida do possível, ou seja, ele recuperou o dinheiro perdido. Não foi, porém, um caso excepcional.

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Os ícones dos aplicativos no Android 13 estão esquisitos

O Android 13, oficializado pelo Google nesta quarta (10), será uma versão contida, sem grandes novidades, provavelmente para aparar as arestas que ficaram da anterior.

Entre essas poucas novidades está o suporte a aplicativos de terceiros nos ícones padronizados, uma opção que faz com que todos os ícones sigam o esquema de cores da interface “Material You”. Assim:

Foto de um celular com Android 13, usando um tela salmão, com todos os 12 ícones da tela inicial em formato redondo e com as mesmas cores de fundo e no contorno dos desenhos internos.
Imagem: Google/Divulgação.

Beleza é algo subjetivo, e não é no que gostaria de focar aqui. O que me chama a atenção é a usabilidade, ou falta dela. Ícones assim, idênticos, não são mais “difíceis de usar”?

A gente já havia perdido o contorno/formato dos ícones graças à influência do iOS.

No macOS da Apple, que sempre teve ícones em formatos variados, a versão Big Sur, de 2020, impôs (ou passou a recomendar) que eles adotassem o mesmo formato quadrado com bordas arredondadas do iOS.

Gosto é subjetivo, repito, mas compare um antes (Catalina) e depois (Monterey):

Duas fileiras de ícones na Dock do macOS, a de cima do Catalina, com ícones de formatos variados, a de baixo do Monterey, com todos os ícones quadrados.
Imagem: Apple/Divulgação.

Talvez o Google tenha ido longe demais?

Google anuncia novos gadgets e recursos de inteligência artificial no Google I/O 2022

Nesta quarta (11), aconteceu a abertura do Google I/O 2022, a conferência anual para desenvolvedores do Google, que a empresa aproveita para anunciar novidades.

Novo Android 13, um monte de celulares e outros gadgets que não chegam ao Brasil e vende pouquíssimo lá fora, recursos de inteligência artificial cada vez mais complexos e, paradoxalmente, cada vez menos impressionantes (e com aplicação limitada e/ou duvidosa), uma ou outra coisa realmente legal, mas… né, acaba diluída em meio a tanta coisa.

Destaques para o relógio inteligente (bonitão, mas será que vende?), um tablet que parece saído de 2014 e uma versão menos esquisita e capaz do Google Glass.

Além do vídeo acima, que condensa +2 horas de evento em 12 minutos, o blog do Google tem um espaço dedicado a todas as novidades anunciadas. Via Blog do Google (em inglês).

Post livre #316

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

China substituirá 50 milhões de computadores estrangeiros por modelos fabricados no país

Numa tentativa de ampliar a segurança de dados importantes, o governo chinês teria determinado que agências do governo central substituam seus computadores estrangeiros por produtos fabricados nacionalmente.

De acordo com a reportagem da Bloomberg replicada pelo jornal O Globo, pelo menos 50 milhões de máquinas devem ser substituídas nos próximos dois anos. O principal alvo, de acordo com o texto, são computadores e softwares dos Estados Unidos, principal adversário comercial chinês.

Embora não haja nenhuma confirmação oficial sobre o assunto, o texto da Bloomberg foi suficiente para desvalorizar as ações de empresas de tecnologia estrangeiras, como HP e Dell, e valorizar suas concorrentes chinesas.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Airbnb lança novo aplicativo feito em parceria com Jony Ive

O Airbnb anunciou nesta quarta (11) uma reformulação do seu aplicativo — segundo Brian Chesky, CEO da empresa, “a maior mudança no Airbnb em uma década”.

O novo leiaute foi feito em parceria com a LoveFrom, o estúdio de design de Jony Ive, ex-Apple. Há três principais mudanças:

  • Busca de estadias baseada em categorias.
  • Estadias Combinadas, sugestões de duas estadias para períodos mais longos de viagem.
  • AirCover, um pacote de proteção contra imprevistos gratuito.

Via Airbnb, The Verge (ambos em inglês).

🔗 Filtros de selfie que afinam nariz e rosto incentivam racismo e cirurgias plásticas entre jovens

Filtros de selfie que afinam nariz e rosto incentivam racismo e cirurgias plásticas entre jovens, por Fabiana Moraes no The Intercept Brasil:

O uso hard dos filtros que promovem uma espécie de “harmonização facial” (outro fenômeno nacional relacionado às redes sociais) foi barrado pelo Instagram/Facebook em 2019: ali, a empresa divulgou um comunicado informando que iria retirar do Spark AR os filtros associados à cirurgia plástica e, a partir de uma nova política de responsabilidade, novos filtros do gênero iriam passar por uma revisão mais apurada até serem aprovados. Isso porque os relatos sobre a relação entre redes sociais e dismorfia corporal (também casos de suicídios) aumentaram consideravelmente – e isso já antes da pandemia, quando olhar para nós mesmas nas telas se tornou mais comum.

Algumas pesquisas evidenciam esse fenômeno: um estudo realizado entre cirurgiões da Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva (AAFPRS, na sigla em inglês) mostrou que, em 2019, 72% deles foram procurados por pacientes que queriam realizar procedimentos para ter uma melhor aparência em selfies, um aumento de 15% em relação à pesquisa feita em 2018. Para se ter ideia da explosão, apenas 13% das pessoas apresentaram a mesma motivação em 2013.

Mas a retirada dos filtros de cirurgia plástica não mudou tanta coisa lá pelos Stories da vida: é possível encontrar diversos vídeos com dicas sobre como driblar os impedimentos do Instagram, como vemos no vídeo do canal de Larissa Rodrigues “como criar filtro de plástica (deformações) QUE APROVA pra instagram story Spark Ar”. Alguns destes criadores possuem enorme relevância na criação de realidades aumentadas, a exemplo de Jeferson Araujo, com 954 mil seguidores no Instagram e que, no ano passado, desenvolveu o filtro Cruella. O trabalho foi um sucesso e chamou atenção da Disney, que comprou o filtro na ocasião do lançamento do filme homônimo. Hoje dedicando-se mais aos filtros artísticos e/ou de humor (como o ótimo Rampage, que tatua o corpo e rosto de quem o usa), Jeferson também produzia tutoriais de cirurgia plástica: em um divulgado em 2019, ele segue a cartilha padrão e ensina os usuários a afinar o nariz. Durante a pandemia, a rinoplastia superou a lipoaspiração entre os procedimentos mais procurados. Em um país de maioria negra, no qual um fenótipo (características observáveis) muito comum é o de pessoas com narizes arredondados ou chatos, esse fenômeno é bastante revelador. Me parece que passa não somente por questões da dismorfia, mas da própria autonegação.

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