O navegador Brave anunciou a aquisição do buscador Tailcat, desenvolvido pela Cliqz, uma empresa que tinha seu próprio navegador focado em privacidade e que fechou as portas em abril de 2020. O objetivo do Brave é oferecer uma alternativa privada ao Google. Além dos “anúncios éticos”, que já são veiculados no navegador, o Brave quer oferecer uma versão paga do futuro buscador que não exibiria anúncios. Via The Register (em inglês).

Muitos sites recorrem a CDNs, grandes redes globais de distribuição de arquivos via internet, para carregar bibliotecas e códigos necessários para que sejam exibidos corretamente. Nessa, “avisa” essas redes e grandes empresas, como Google e Microsoft, dos locais onde você está navegando na web. A extensão LocalCDN detecta, intercepta e substitui essas requisições por cópias locais das bibliotecas (mais de 100) e CDNs (27) mais comuns. Na prática, ou seja, na janela do seu navegador, não muda nada, e a extensão dispensa qualquer configuração para surtir efeito. Para Firefox (recomendado) e Chrome (extraoficial e com menos recursos).

Porção superior de uma janela do Vivaldi, com duas linhas de abas em exibição.
Imagem: Vivaldi/Divulgação.

O Vivaldi, navegador baseado no Chromium e voltado a usuários avançados, tem a capacidade de exibir duas linhas de abas ao mesmo tempo. A segunda linha não é uma continuação da primeira. Em vez disso, ela aparece quando o usuário agrupou abas previamente e deseja vê-las e gerenciá-las com mais comodidade. (Este vídeo demonstra o recurso, chamado “Tab Stacks”.) A propósito, o Vivaldi tem uma tonelada de opções relacionadas a abas. Veja-as aqui.

Sábado dei a dica do Hush aqui, um bloqueador de conteúdo que tenta eliminar aqueles popups de cookies que empesteiam a web em 2021. É bem legal, mas só funciona no Safari. Ou assim pensava. O Hush é baseado em uma lista de filtros — e essa lista pode ser instalado, por outros meios, no Firefox, Chrome, Edge… qualquer navegador moderno, basicamente.

A lista do Hush é a Fanboy’s Annoyance. Existem outras. A maneira mais fácil de ativá-las é via uBlock Origin, a melhor extensão para bloquear anúncios (e outras chateações) que há.

Após instalar a uBlock Origin, clique no ícone dela na barra de ferramentas e, em seguida, entre nas configurações. Na próxima tela, clique na aba Listas de filtros e role a página até o tópico Aborrecimentos. A extensão já traz sete listas do tipo, incluindo a Fanboy’s Annoyance, só que elas vêm desmarcadas por padrão. Selecione as que quiser (todas) e clique no botão Aplicar alterações. Elas serão ativadas e atualizadas automaticamente. Fácil, né?

Em janeiro, o navegador Edge baseado no Chromium completa um ano. Para celebrar, a Microsoft lançou uma grande atualização. Entre outras novidades, destaque para a expansão da sincronia multiplataforma, que agora contempla abas abertas e histórico, e o suporte a temas — mesmo que o esquema de temas seja dos mais simples; só muda a cor das abas e a imagem de fundo da tela inicial. Via Microsoft (em inglês).

O Brave, navegador baseado no Chromium que se posiciona como pró-privacidade, lançou o Brave Today, uma curadoria algorítmica de notícias de grandes publicações. O Today usa um sistema elaborado que aprende os gostos do usuário sem compartilhá-lo com terceiros ou mesmo o Brave. Válido o esforço, mas envolver algoritmo na curadoria de conteúdo noticioso sempre me deixa com um pé atrás. E o histórico do Brave, que já enfiou códigos de rastreamento em links de lojas virtuais para ganhar comissão sem avisar os usuários, pouco ajuda. Uma alternativa? O bom e velho RSS. Via Brave.

Alguns sites usam cabeçalhos e/ou rodapés fixos, ou seja, que permanecem visíveis quando o usuário rola a página. Ainda não encontrei uma aplicação boa desse recurso — sempre me incomoda, em parte porque raramente funciona bem.

Para páginas longas, que demandam muitos minutos a serem lidas, tenho à mão o bookmarklet Kill Sticky. Com um clique, ele remove todas as partes fixas de uma página naquela sessão. A instalação é simples — basta arrastar o botão/atalho para a barra de favoritos do navegador — e ele funciona em qualquer navegador. Quando precisar, basta um clique e problema resolvido. Veja o vídeo acima para entender melhor.

Google e Mozilla lançaram novas versões dos seus navegadores prometendo menos consumo de recursos do computador.

O Chrome 87 agora prioriza abas em primeiro plano. Na prática, segundo testes internos do Google, a nova versão reduz o consumo de CPU em cinco vezes e estende a autonomia da bateria (qual?) em 1,25 hora. Em velocidade, a empresa promete que ele agora inicializa 25% mais rápido e carrega páginas 7% mais rápido. Via Google (em inglês).

No Firefox 83, a Mozilla promete que seu navegador está 15% mais rápido no carregamento de páginas, 12% mais responsivo e que reduziu o consumo de memória em 8%. Uma novidade legal é uma opção que força conexões HTTPS (criptografadas), similar a extensões como a HTTPS Everywhere. Via Venturebeat (em inglês).

Burlesco derruba os paywalls dos maiores jornais do Brasil

Homem de boné, barba e óculos, de lado, olha jornais pendurados na parede de uma banca.

Paywall é um desses termos em inglês que acabaram incorporados ao debate público brasileiro do jeito que veio de fora, sem tradução, nesse caso talvez pela falta de uma já que se trata de neologismo. Ele designa restrições artificiais ao acesso gratuito a conteúdo publicado por jornais na internet. Ao se deparar com a barreira, em tese o leitor se sentiria impelido a botar a mão no bolso e pagar pela assinatura pedida para continuar. “Pay” significa pagamento e “wall”, parede. Na prática, é como se fosse um pedágio da informação.

O termo foi criado no início dos anos 2010. Até hoje, o assunto é controverso e, fora uma ou outra iniciativa, a maior e mais usada em discussões sendo o do jornal norte-americano New York Times, os resultados da sua aplicação são mistos. Inúmeros fatores contestam a lógica simplista do paywall, sendo um deles a facilidade em burlá-lo.

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Pixels de rastreamento: Como o Facebook e outras empresas sabem quais sites você visita

Site da Old Navy desfocado com o logo do Facebook, pequeno, em primeiro plano e um feixe de luz saindo dele.

por Julia Evans

Passei algum tempo explicando a um repórter como anunciantes rastreiam as pessoas na internet. Nós nos divertimos muito olhando juntos as ferramentas de desenvolvimento do Firefox (não sou especialista em privacidade na internet, mas sei como usar a aba de rede nas ferramentas de desenvolvimento!) e aprendi algumas coisas sobre como o rastreamento de pixels funciona na prática!

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Como bloquear anúncios de sites para ter mais privacidade, bateria e dados no celular, e paz de espírito

Placa de trânsito vermelha com a inscrição "Pare" contra um céu azul.

Frustrado ao entrar em um site de notícias e ser afogado por anúncios e pop-ups? Não aguenta mais ver anúncios daquele tênis que pesquisou uma vez há semanas e até já comprou, mas que insistem em aparecer? Acha que seu celular está gastando muita bateria, ficando lento e/ou esquentando quando acessa sites? Se você respondeu “sim” a pelo menos uma dessas perguntas, a boa notícia é que basta instalar um bloqueador de anúncios para voltar a ter paz.

Boa parte da internet gratuita se sustenta com anúncios. Você baixa apps, usa serviços e acessa sites informativos sem pagar nada e, para financiar a operação, os donos desses empreendimentos exibem anúncios que geram receita a eles e viabiliza os negócios. No papel, é uma troca justa. Na prática, a relação se tornou desigual há muito tempo, insustentável há pelo menos quatro anos.

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5 extensões de navegador para economizar na Black Friday

Lista de compras fechada, computador e conexão à internet funcionais e cartão de crédito na mão: tudo pronto para aproveitar a Black Friday. Apesar das reclamações costumeiras da data, muitos produtos e lojas realmente ficam mais baratos. E para provar, extensões de navegador ajudam a não pagar “a metade do dobro”. (mais…)

Apps da Semana #3: Velhos conhecidos ganham recursos inusitados

Interface do app do LinkedIn para iOS durante o envio de mensagem de voz.

Nota do editor: toda semana, o Manual do Usuário faz um registro dos novos apps lançados dignos de atenção, das grandes atualizações dos mais populares e eventuais promoções. É uma maneira direta e fácil de saber o que acontece com os apps que você usa todo dia ou pode querer instalar em seu smartphone.


Na lista de hoje, os destaques são velhos conhecidos que ganharam funções inusitadas: aplicativo de anotações com a marca e integração com Firefox, LinkedIn mandando mensagens de áudio e a Microsoft com (mais) um app de notícias. (mais…)

O modo privado dos navegadores web não é privado nem anônimo

Antigo ícone do Modo Anônimo do Chrome.

Todo navegador web moderno oferece um “modo privado” ou “anônimo”. Acessar sites com ele ativado significa que o navegador não salvará o histórico de páginas visitadas, dados de formulários, cookies e quaisquer arquivos temporários gerados pelo usuário. Não significa, apesar do contrassenso, que a navegação é de fato privada ou anônima. (mais…)