4 maneiras de burlar paywalls de sites de jornais

Indiquei na newsletter de sábado uma boa matéria com dicas de conservação para reutilizar máscaras PFF2. Alguns leitores reclamaram que não conseguiram ler porque bateram no paywall do jornal O Globo. Ops! E aí teve o caso bizarro da Folha de S.Paulo, que deu um serviço de como doar para ajudar as vítimas das enchentes em Petrópolis (RJ), mas escondeu o texto atrás de um paywall. Oi?

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Você não precisa mais destas extensões de privacidade

Por mais que os navegadores que não são de empresas de publicidade (*cof* Chrome *cof*) estejam aperfeiçoando suas ferramentas nativas de proteção à privacidade, eles ainda não dispensam o uso de uma ou outra extensão com esse foco. Mas tem algumas, ainda muito populares, que já podem ser descartadas. As da Electronic Frontier Foundation (EFF), por exemplo, se tornaram dispensáveis.

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O destaque do Firefox 95, lançado nesta terça (7), é uma tecnologia de sandboxing chamada RLBox. Ela isola componentes do navegador a fim de mitigar falhas neles e, com isso, prevenir ataques — até mesmo as do tipo “zero-day”. Importante, ainda que não seja nada empolgante. A versão do macOS ganhou melhorias em velocidade e o botão do modo PIP (em vídeos) agora pode ser posicionado à esquerda do tocador. Via Mozilla (em inglês), Mozilla Hacks (em inglês).

A Microsoft começou a testar um botão único para alterar o navegador padrão do Windows 11 — o Edge. Desde o lançamento do sistema, era necessário clicar em vários botões para alterar o navegador padrão para diversos formatos de arquivos, uma piora considerável em relação às versões anteriores do sistema. A Microsoft chegou a desabilitar aplicativos de terceiros que facilitavam o processo, como o EdgeDeflector.

Ainda não se sabe quando o novo botão será disponibilizado na versão estável do Windows 11. Via The Verge (em inglês), Windows Central (em inglês).

O Edge, navegador web da Microsoft, ganhou um recurso pra lá de esquisito nos Estados Unidos: crédito para compras online. Quando alguém está prestes a realizar um pagamento, o Edge oferece um parcelamento de até quatro vezes em seis semanas, de valores que variam de US$ 35 a 1 mil. O serviço é oferecido por uma parceira da Microsoft, a Zip. Via Microsoft (em inglês).

Tudo bem que hoje navegadores fazem muito mais do que apenas renderizar páginas web, mas isso aqui é um pouco demais? O que vem depois? Carteiras de criptomoedas embuti… ops.

Print do Safari 15 do macOS 12 Monterey com várias abas abertas, a em exibição no site do MacRumors.
Imagem: MacRumors/Reprodução.

O Safari 15 do macOS 12 Monterey virá, afinal, com o mesmo leiaute do Safari 14 do Big Sur (imagem acima). No último segundo, a Apple reverteu as mudanças indigestas na interface do seu navegador que propôs e testou, com múltiplas variações, durante as versões beta do MacOS 12. O leiaute original, com abas que se desdobram em barra de endereço e sem uma divisão explícita entre os elementos da borda superior e o site em exibição, ainda pode ser ativado nas configurações. Foi batizado de modo “Compacto”. Via MacRumors (em inglês).

Pelo menos desta vez não levou cinco anos para a Apple perceber a bobagem que fez e revertê-la.

O Google começou a liberar o recurso de seguir sites no Chrome estável. “Você pode escolher sites para seguir e suas atualizações RSS aparecerão nas novas abas do Chrome”, explicou Adrienne Prter Felt, engenheira do Google. Se a novidade ainda não apareceu aí, é possível forçá-la entrando em chrome://flags e ativando o item web feeds. Via @__apf__/Twitter (em inglês).

Quase uma década depois de acabar com o Google Reader, talvez o leitor de RSS mais popular que já existiu, o Google volta a dar atenção ao formato. Não caiamos nessa de novo. Existe um ecossistema rico de aplicações de RSS, dos mais simples e acessíveis, como o Feedly, a soluções robustas, como Feedbin, Miniflux e Tiny Tiny RSS, sem falar nos muitos apps compatíveis com esses serviços para iOS, Android e sistemas desktop.

Duas coisas legais do novo Firefox 93 — uma consta nas notas da versão, a outra não. A primeira é a descarga automática do conteúdo de abas quando houver pouca memória disponível no sistema. Funciona igual em celulares: quando o sistema está sem memória, uma aba em segundo plano fica “oca”, ou vazia, e só é recarregada novamente quando o usuário a traz ao primeiro plano, preservando a posição da rolagem e dados preenchidos em formulários. Por ora, só no Windows — em Linux e macOS o recurso chega em breve. No link ao lado há uma explicação mais técnica/detalhada. Via Mozilla Hacks (em inglês).

A outra novidade diz respeito aos temas claro e escuro. Uma nova opção no about:config, a layout.css.prefers-color-scheme.content-override, permite destacar as duas coisas — usar o sistema em modo escuro, mas carregar os sites nas versões claras. Os códigos são os seguintes: escuro (0), claro (1) ou sistema (2). Via Hacker News (em inglês).

Outras novidades dignas de nota são o suporte padrão ao formato de imagens AVIF, um sistema de proteção contra downloades potencialmente inseguros e melhorias nos recursos de proteção à privacidade nativos. Via Mozilla (em inglês).

De volta ao Firefox

Aquela notícia de que a já minguada base de usuários do Firefox segue diminuindo me sensibilizou. No mesmo dia, decidi que tentaria voltar a usá-lo como navegador principal. E Considerando o desastre que se avizinha com a chegada do Safari 15, julgo que o momento não poderia ser melhor. Pensei comigo: não deve ser muito difícil, certo?

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A Mozilla mantém um site com dados públicos de uso do Firefox. No número de usuários ativos, é perceptível uma queda gradual na base. O gráfico alcança até dezembro de 2018. Entre o pico, de 253,8 milhões de usuários em 27 de janeiro de 2019, e o último registro disponível, 196,3 milhões em 1º de agosto de 2021, é possível observar um declínio de 22,6% no tamanho da base.

Isso preocupa. O Firefox é o único navegador independente relevante e, ao lado do Safari da Apple, os únicos que não usam o motor Blink, do Google. Uma “monocultura” empobreceria a web ao mesmo tempo em que conferiria poderes demais ao Google, que tem sua própria agenda não necessariamente ligada ao melhor interesse de todos — vide o desastre do AMP. Via It’s FOSS (em inglês).