Pergunte o que quiser sobre estágio em startups a Camila Shammah, do Lingua.ly

Banner convidando leitores a fazerem perguntas à Camila.

Muitos dos apps e sistemas que usamos hoje começaram em startups, empresas criadas a partir de uma grande ideia, mas sem um modelo de negócios pronto. Estagiar numa delas pode ser uma ótima forma de aprender e, para tirar dúvidas sobre o tema, convidei a Camila Shammah.

A Camila participou de um estágio de verão na Lingua.ly, uma startup em Israel, país conhecido como “the startup nation”. Publicitária recém-formada, foi exercer funções na área de design gráfico e animação de vídeos — veja um dos trabalhos dela feitos lá. De volta à sua cidade natal, São Paulo, hoje ela trabalha como designer na Camesa, uma empresa brasileira de vestuário.

Até o meio-dia, ela estará aqui nos comentários esclarecendo as nossas curiosidades sobre estágios e startups. Aproveitem a oportunidade!

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31 comentários

  1. Caros, muito obrigada pela visita! Espero que tenha inspirado vocês e esclarecido um pouco das dúvidas e curiosidades. Com certeza vocês também serviram de inspiração para mim.
    Para aqueles que quiserem se estender no papo, segue meu contato: camila@lingua.ly

  2. Olá Camila!
    Sou estudante de Marketing e estou em busca de estágios na área. Você conheceu a área de Marketing da Lingua.ly? O que você acha da área de Marketing em startups?

    1. Olá, marketing é uma área muito ampla. Acredito que se vc queira uma vivência mais forte nessa área, seria melhor procurar algo em uma empresa.

  3. Se você pudesse dizer algo que não foi como você esperava ou poderia ser melhor (seja na startup ou experiência-vivência em Israel como um todo), o que seria? Alguma dica para futuros viajantes/desbravadores?

    1. Acho que no caso de Israel, pra mim foi um pouco difícil de me relacionar com os nativos. Para nós, vindo do Brasil, estamos acostumados a ser próximos de todos, calorosos etc. Lá, sinto que a vida é difícil, e como dizem, o sabra (nativo de Israel) é um pouco espinhoso, estressado. Demorei um pouco pra conseguir me relacionar com israelenses no geral.
      Na startup até superou as minhas expectativas, pois não achei que iria me envolver tanto no trabalho.
      Minha dica é que não desista de desbravar, se vc tem vontade, vai atrás, e se tem pedras no caminho, com certeza vc aprende algo com elas, e termina a caminhada uma pessoa bem maior.

    2. Acho que no caso de Israel, pra mim foi um pouco difícil de me relacionar com os nativos. Para nós, vindo do Brasil, estamos acostumados a ser próximos de todos, calorosos etc. Lá, sinto que a vida é difícil, e como dizem, o sabra (nativo de Israel) é um pouco espinhoso, estressado. Demorei um pouco pra conseguir me relacionar com israelenses no geral.
      Na startup até superou as minhas expectativas, pois não achei que iria me envolver tanto no trabalho.
      Minha dica é que não desista de desbravar, se vc tem vontade, vai atrás, e se tem pedras no caminho, com certeza vc aprende algo com elas, e termina a caminhada uma pessoa bem maior.

  4. Camila, hoje trabalho numa startup de tecnologia de anúncios do Facebook no Rio.

    Como você vê a relação que a galera de fora tem com quem já trabalha em startup aqui no Brasil com quem deseja ir para o exterior? =)

    1. Que legal! Estou indo hoje pro rio, espero que faça sol!!
      Senti eles super receptivos. Acredito que gostam de receber pessoas de outros países, acho que é sempre válido. Junto comigo, tinham estagiários também dos EUA e França. E senti que eles aceitam novas propostas e experiências vindas de fora.

  5. Saber apenas inglês em Israel é tranquilo? (Tanto no profissional, quanto no pessoal? #Ôlocobicho)

    1. Sim, tem bastante turista. Dá pra se virar bem. No cenário profissional, no meu caso de startups, foi bem sossegado. O CEO é alemão, e fala várias línguas (afinal criou o Lingua.ly), então dentro da empresa era meio bilíngue mesmo.
      Mas eu falo um pouco de hebraico, entendo bem, e consigo me virar. Acho que é um “plus”, mas não uma condição sine qua non.

  6. A Camesa é uma empresa grande? Se sim, quais são as vantagens/desvantagens que você enxerga em trabalhar em uma startup e em uma empresa maior?

    Eu acabei de entrar em uma startup, eu gosto da produtividade de empresas menores. O pouco tempo que passei trabalhando em bancos era navegando no meio da burocracia, necessária mas mal coordenada que me deixava de saco cheio. Entretanto, quanto as coisas rolavam bem, não vejo tanta diferença prática no dia-a-dia.

    OBS: espero que meus chefes não vejam.

    1. Hahaha, a Camesa é sim uma empresa grande. Talvez vc tenha algum produto nosso se procurar bem na sua casa. Fazemos roupa de cama, mesa e banho e vendemos pra grandes varejistas em todo o Brasil (Carrefour, Wal Mart, Zelo…)
      Como vc falou, sinto que tem uma burocracia que acaba atrasando muitos processos. Como temos a fábrica e o escritório em dois endereços diferentes, ainda agrava a situação. Muitas vezes a falta de comunicação é refletida no resultado. Mas, quando sai um trabalho legal, é bem gratificante. Gosto de pensar que o processo passar por muitas áreas, e que tem muitas pessoas envolvidas, e é legal quando dá certo! Imagina uma visita no Wal Mart e eu vejo um produto cuja estampa desenvolvi na prateleira?!
      Em uma startup, é quase como uma família, no meu caso, a gente sentava todos na mesma sala, com exceção do CEO. Também é legal poder ouvir o que acontece em geral, vc fica sabendo de tudo, e acaba participando de bastante coisas. Mas talvez é um trabalho conjunto mais árduo, por ser uma empresa pequena que tenta ganhar nome e espaço.

  7. Oi Camila, tenho algumas perguntas. Primeiro queria saber como você enxerga o ecossistema de startups lá em relação ao de São Paulo. Pergunto isso porque me mudei recentemente pra cá (São Paulo) e me surpreendi positivamente, mas já vi muita gente dizendo que a qualidade do ecossistema daqui está ficando pra trás. Recentemente saiu esse ranking http://blog.startupcompass.co/the-2015-global-startup-ecosystem-ranking-is-live e, em relação a 2012, São Paulo subiu uma posição e Tel Aviv caiu três, ainda assim eles ainda estão sete(!) posições na frente. Onde está a diferença, na sua opinião? Como é a maturidade de lá em termos de educação do empreendedor, diversidade de modelos de negócio, qualidade do investimento, etc? Desculpa se ficou longo demais isso aqui e obrigado pelo seu tempo :)

    1. Acredito que São Paulo com certeza tem muito a caminhar. Mas por outro lado, Tel Aviv talvez automaticamente se assenta na situação por estar em um cenário positivo. É sempre assim, né?!
      Acho que a maior diferença está na diferença de valores. Eles lá são bem modernos nesse sentido, valorizam mais o resultado, independente do processo, do local aonde você desenvolve o processo, das horas de trabalho, etc. É um modo de pensar que se reflete nos negócios, educação, e na vida em geral.
      Uma característica forte culturalmente é a personalidade do israelense que reflete diretamente na economia. Eles têm uma vida difícil, passaram e passam ainda por guerras e conflitos. Acho que um resultado disso na economia é a facilidade para gastar dinheiro, comprar, etc. Eles acabam “descontando” para relaxar.

  8. O que as startups mais exigem na hora de contratar? Tem que ter um currículo de 3 páginas conhecendo bem de tudo, como a maioria das empresas no brasil exige?

    1. Acredito que não. Como falei, o ambiente em si não é formal. O meu CV, no caso, era para um cargo de design gráfico, então brinquei com cores, tipografias, etc. Mas eu acredito que eles prezam mais conteúdo do que a forma. E, por experiência própria, mesmo no Brasil, acho mais convidativo um CV enxuto do que um gigaaante. É a arte de resumir!

    1. ;P Duolingo é o maior no mercado. O Lingua.ly segue mais ou menos a mesma proposta. Temos uma extensão que pode ser baixada no Google Chrome que “linka” qualquer página da Internet com o webapp. Por exemplo, eu posso estar no site da New York Times, lendo um artigo, e clico em uma palavra que desconheço. O aplicativo automaticamente me abre uma mini janela dentro do próprio NYT que traduz para minha língua materna a palavra e o parágrafo todo.
      Essas palavras são coletadas e quanto mais vc coleta e usa o webapps, mais ele decodifica seu nível e seu interesse, juntando artigos que te interessem.
      Uma outra diferença é um produto que estamos desenvolvendo para o final desse ano que aborda o uso “live”. Aguardem novidades ;)

  9. Você acha que esse tipo de oportunidade possa ser uma tendência no futuro próximo, uma vez que, fazer um estágio de verão e trabalhar numa start up no exterior são coisas relativamente novas para nós brasileiros?

    1. Acredito que sim. Para a start up é muito válido. No meu caso, não recebi remuneração. Na maioria das vezes, por ser uma empresa relativamente nova e pequena, eles não têm muitas condições para custear gastos. Então, para eles é uma solução que traz novos pontos de vistas, experiências, com certeza agrega bagagem. E para o estagiário, é um ambiente de trabalho pequeno onde ele tem a oportunidade de se envolver com todas as áreas. Ainda mais, por ser uma empresa pequena, o tratamento com o estagiário é bem próximo e seu trabalho bastante valorizado e necessário! Acredito que ambos os lados possam se beneficiar da situação.

        1. O trabalho não foi remunerado. Eles ofereceram ajuda de custo, perguntaram se precisava de algo, mas fiquei na casa de uma prima que mora lá, então disse que não precisava. Passei um mês e meio lá.

  10. Você acha que esse tipo de oportunidade possa ser uma tendência no futuro próximo, uma vez que, fazer um estágio de verão e trabalhar numa start up no exterior são coisas relativamente novas para nós brasileiros?

    1. Com certeza influenciou. Além da cultura ser bem diferente, os israelenses têm valores diferentes com relação ao trabalho. Por exemplo, os trajes com que se vai trabalhar são bem mais “relaxados” do que aqui (comparando com minhas experiências). Isso se percebe ainda mais no mundo das start-ups, eu tinha colegas que iam de chinelos, bermudas… Tudo bem que é o verão (e o tempo fora do ar condicionado chega a 35 graus!), mas há uma valorização maior pelo resultado.

      1. Por eu estar na área de design, durante o processo de criação de alguns projetos gráficos, também reparei que o gosto em geral é um pouco diferente. Nem sempre as artes que eu julguei serem as melhores e mais bonitas foram as artes que meus superiores escolhiam. Foi interessante perceber isso, mas acredito que sejam coisas que podemos nos adaptar e (sempre) aprender.

          1. Não hahah! Não assim, mas acho que gosto no geral. Isso se reflete na moda também. Nada fora do normal, cultural mesmo.

    1. Bom dia, agradeço o convite! Na verdade tive bastante sorte nesse sentido, pois ouvi dizer sobre a empresa, pesquisei na Internet e entrei em contato com eles pelo Facebook! (Acredite se quiser)!! Eles me encaminharam para o RH da empresa que entrou em contato e pediu meu CV e etc. E no final rolou super bem, eles estavam precisando, e principalmente estavam interessados em ter alguém do Brasil, porque ultimamente está sendo um público que manifestou bastante interesse nos produtos da empresa.

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