Foto de Gilberto Kassab.

Gilberto Kassab diz que banda larga fixa terá limite de franquia até o fim do ano


13/1/17 às 8h55

Um dos debates mais acalorados de 2016, no Brasil, foi sobre a limitação das franquias na banda larga fixa. Historicamente, nunca se limitou o consumo de dados desse tipo de conexão. A Vivo iniciou um movimento para mudar esse cenário ano passado, baseada nos planos móveis dela mesma e de outras operadoras, mas esbarrou numa oposição fortíssima da sociedade. Como resultado, a Anatel proibiu, temporariamente, as operadoras de fazerem essa alteração. Agora, tudo indica que elas tentarão de novo. E, desta vez, com o apoio do Governo Federal.

Ontem, o Poder360 publicou uma entrevista com Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, onde ele afirma que até o final do ano os planos de banda larga fixa terão limite de franquia.

Isso não chega a ser surpresa. O argumento das operadoras segue o mesmo, de que o uso que se faz diferente entre os assinantes e que é injusto cobrar de quem só lê e-mails e acessa o G1 o mesmo que outro que assiste a filmes na Netflix toda noite, todo dia. É uma subversão do modo de funcionamento da Internet. Banda não é um bem finito para ser regulado assim. O gargalo está no acesso simultâneo aos dados trafegados, não na quantidade deles. Tanto é assim que temos o modelo atual, que cobra mais de quem navega mais rápido — trafega mais dados simultaneamente.

O surpreendente é a incapacidade do ministro Kassab em articular sua agenda. As respostas dadas na entrevista são confusas, controversas e, em mais de um momento, se tem a impressão de que ele não sabe muito bem do que está falando. A tentativa de posicionar o Governo de modo favorável, ao lado do consumidor, como se essa mudança nas regras fosse algo benéfico a ele, é patética.

Alguns trechos especialmente sem nexo:

“O nosso objetivo, voltando ao início da resposta, é atender ao consumidor para que seja o mais ilimitado possível.”

Ou seja, o que já temos hoje.

“Nós estamos num país sério. Um país em que concessionárias têm seus contratos, compromissos. E a gente tem que esticar o máximo. Não vamos ficar do lado das empresas. Estamos do lado dos consumidores. Esse limite é o máximo possível.”

Imagine se estivessem do lado das empresas.

E as perguntas finais, que são um exercício complicado de compreensão:

Poder360: No momento em que for adotada essa regra, ainda que seja um período elástico para adoção, a interpretação geral será a seguinte: ‘governo decide acabar com franquia de dados ilimitada para banda larga fixa’…


Gilberto Kassab: Não vamos fazer isso. Nós não vamos cometer nenhuma violência com as empresas nem com o consumidor. É por isso que é algo que está sendo estudado com muito cuidado…

P360: Mas, na prática, vai acabar…

GK: Um dia vai acabar. Agora, eu falo como consumidor. A tecnologia está nos levando a tornar ilimitada. Vai chegar esse momento. Chegará o momento em que será ilimitada e com o custo adicional irrisório. Tenho certeza.

A consulta pública da Anatel sobre o tema está aberta e acontece até 30 de abril. É a oportunidade de criticarmos essa investida e, com muito barulho, tentar evitá-la ou, se não for possível, exigir condições minimamente viáveis para o uso da Internet com um limite de franquia.

Atualização (17h50): Ao G1, Juarez Quadros, presidente da Anatel, disse que a decisão cautelar que proíbe as operadoras de fixarem limites de franquia na banda larga fixa não tem prazo de validade e que, por parte da agência, “não há nenhuma intenção de reabrir a questão”. Sobre a declaração do ministro Gilberto Kassab, afirmou que ele cometeu um “equívoco”.

Outras notas

Privacidade na Europa

A União Europeia apresentou novas propostas para expandir as regras de proteção à privacidade online no bloco. Entre elas está a equiparação das leis de sigilo das comunicações dos serviços “over the top” (que rodam na Internet, como e-mail e mensageiros instantâneos) aos oferecidos pelas operadoras, necessidade de consentimento do consumidor para uso, por parte das operadoras, de conteúdo e meta dados das suas comunicações, e uma revisão na política de cookies que dá ao usuário controle sobre o aceite deles ao mesmo tempo em que torna desnecessário, em alguns casos específicos, esse aceite e aquelas mensagens que pipocaram em todo site europeu sobre cookies em 2009.

A IAB e associações de operadoras estão reclamando, o que costuma sinalizar que as regras propostas são boas para o consumidor. Pena que deixaram de fora a regra que obrigaria as fabricantes a venderem seus produtos com configurações pró-privacidade ativadas por padrão. Era uma demanda forte, segundo pesquisas da própria UE, entre cidadãos (81,2%) e autoridades (63%).

Facebook para Jornalismo

O Facebook apresentou uma série de iniciativas e programas para ajudar o jornalismo. Talvez haja um anseio genuíno ali de querer resgatar o papel que o jornalismo tinha antes do Facebook. Talvez. Essa iniciativa e o contexto por trás dela, porém, soa como alguém que lhe dá um soco bem dado na boca do estômago e, depois, oferece-lhe amparo. E, pior, nada garante que, futuramente, outros socos não serão dados no combalido jornalismo.

Opera Neon

O novo navegador conceitual dos noruegueses/chineses, o Opera Neon, é um playground para testar ideias malucas sobre como avançar o estado dos navegadores web. O comunicado à imprensa diz que ele não será tornado oficial nem substituirá o Opera padrão, mas que recursos que tiverem uma boa recepção no Neon poderão ser levados à versão principal. Tendo a preferir a abordagem do navegador como uma janela transparente à web, mas essa alternativa, integradora do Neon, deve ter seus adeptos. Pena que a história seja impiedosa com esses aspirantes a faz-tudo — lembra do RockMelt?

Foto do topo: Jefferson Rudy/Agência Senado

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52 comentários

  1. acho que tem grandes de ter franquia, isso agora foi só balão de ensaio, depois eles voltam com tiro mais calibrado

    acho ingenuidade ficarem xingando kassab, ele é pau mandado do pau mandado temer…neste caso específico, os interessados são a globo, as teles e o psdb…no caso geral, temer se cag.. de medo da globo, e a economia está nas mãos do psdb, ou seja, temer é um pau mandado

  2. Ghedin, esse lance do Facebook para Jornalismo me parece outra onda na direção do misterioso (para mim) Instant Articles. Isso aí acabou sendo lançado mesmo? O novo eu sei que é só pra dispositivos móveis, então de momento eu não teria como ver. Mas não sei se o IA saiu do papel de fato. Até inscrevi um blog meu lá e nunca mais tive notícias a respeito.

    1. Saiu do papel sim, inclusive para qualquer publicação — mas não sei os detalhes.

      O problema do Facebook para jornalismo é que os objetivos dos dois, Facebook e jornais, são diferentes. O Facebook manipula as empresas de mídia da mesma forma que manipula a todos. Cria hábitos, normaliza comportamentos, a fim de se tornar padrão. Não importa o quanto as empresas de mídia se adaptem ao Facebook, elas nunca serão prioritárias lá.

      Caso recente: ano passado, o Facebook estava estimulando abertamente a veiculação de vídeos ao vivo, inclusive pagando publicações para produzi-los. Agora, isso deixou de ser prioridade e os parceiros foram deixados de lado. Acho que priorizar o Facebook reforça um ciclo que, por padrão, desmerece o jornalismo. É deprimente.

      1. Blz, eu justamente inscrevi meu blog quando foi aberto para qualquer publicação, porém ao final do formulário era dito que eles fariam contato mais adiante e isso nunca aconteceu. Eu também nunca mais ouvi falar do IA.

        Quanto ao restante, concordo com vc. Jornalismo nunca será a prioridade do Facebook.

  3. Tem coisa BEM pior q limitação da internet, mas só agora muita gente está se incomodando com esse governo. Curioso…

  4. Melhor comentário que eu li contra a limitação da internet foi nos chan da vida.

    -> pergunta
    Porque a internet tem de ser ilimitada?

    -> resposta
    Questão de infraestrutura.
    Por sua própria definição, a internet é uma rede dados baseada em conexões entre terminais.
    Quanto maior a quantidade de conexões e sua velocidade, maior seria a internet. Pois teriam mais terminais trocando informações entre si.

    A internet não é um serviço das Operadoras, não é algo que Operadoras possuem controle ou mesmo tenham custos de manutenção.
    Tudo que as Operadoras fazem é referente ao termo utilizado para defini-las, ou seja, “operadoras operam”. São responsáveis então pela “interface entre usuário e rede”, cobrando um preço razoável por isso.

    Quando uma Operadora presta serviços a uma região, ela será responsável pelo cabeamento local.
    ( Atente bem para este fato, cabeamento local NÂO É cabeamento de rede. )
    A Operadora então “liga” seu prédio ou casa a um poste / caixa de manutenção, e este dispositivo por sua vez vai linkar seu prédio a rede.

    >”Masss anão, de onde vem a rede então? Quem é o dono da internet?”

    Em nenhum lugar e em todos os lugares. A internet não tem dono, e todos nós somos os donos.
    As Operadoras basicamente só fornecem e precisam fazer a manutenção dos cabos que ligam as residências com rede. A rede em si é uma estrutura pronta (geralmente construída pela União ou algum grande conglomerado multinacional) que vai usar cabos submarinos e satélites para ligar países com países.

    A Vivo, Oi, Claro, Neet e Tim NÂO tem controle sobre os cabos da rede.
    Nenhum cabo das Operadoras atravessa o país ou se liga a Miami e Tóquio.
    Nenhum satélite está sobre a influencia das Operadora.
    Não existe quaisquer aspectos da estrutura geral da internet, em que as Operadoras, de qualquer lugar do mundo, façam parte ou então contribuam com alguma coisa.
    (A menos, é claro, que a Operadora seja também o próprio conglomerado multinacional que monta os cabos de rede. Como é o caso de algumas Operadoras dos EUA. Porém este está bem longe de ser o caso do Brasil, já que a rede usada na maior parte do país é a rede da antiga estatal Telebrás.)

    Ou seja, falar que “precisamos racionar a internet” é um completo e absoluto retardo mental. A internet funciona justamente porque não existe limite de dados trafegados, e o maior problema real da internet é que infraestrutura mundial precisa ser atualizada para cabos de fibra ótica que permita um trafego maior ainda de dados. Ou seja, a internet não é tão rápida quanto deveria ser.

    >”Aiiih tá vendo? Você acabou de falar que o cabo não aguenta?”

    Não, jumento, presta atenção.
    O cabo aguenta, ele só não transmite tão rápido quando deveria ser por uma mera questão técnica que NÃO ESTÁ no domínio das Operadoras.
    Existe uma diferença entre Limite de Banda e Limite de Trafego, e é nisso que as operadoras estão fazendo confusão proposital.
    Limite de Banda seria “a velocidade maxima geral que um terminal pode chegar”. Seria o Mbps.
    Limite de Trafego seria “a quantidade maxima de dados que podem ser transmitidos entre terminais”. Seria o Ping.

    O Limite de Banda depende da estrutura local, ou seja, “quão moderno é o node que a Operadora está usando para gerenciar as milhares de conexões”. Quando mais moderno o node e mais moderno o cabeamento, maior será o Limite de Banda geral fornecido pela Operadora.
    O máximo para Limite de Banda mundial atualmente é 100MBps, pois isso é o máximo que de velocidade a estrutura mundial pode fornecer. (Alguns países estão pensando em soluções para este problema, tentando aumentar este teto para ao menos 1GBps.)
    Ou seja, uma Operadora do Brasil deveria fornecer planos entre “20MBps a 100MBps”, já que isso sim estaria compatível com o padrão mundial.

    Já Limite de Trafego depende da estrutura mundial. É limite máximo de dados que podem ser transmitidos entre dois terminais, e isso por questões físicas e geográficas tem um limite. Mesmo que todos os dados fossem transmitidos na velocidade da luz, ainda assim teria Ping e teria um limite máximo de dados possíveis, pois existe uma distancia que estes dados precisam percorrer fisicamente para sair de um terminal e chegar em outro.
    A Operadoras NÂO tem controle sobre isso pois as Operadoras NÂO MANDAM nas leis da Física.

    >”Aiiih mas anão, então porque existe franquia para smartphones e outros aparelhos portáteis?”

    Por causa do Ping, seu filho da anatel!
    Como existe outra rede dentro da rede geral para dispositivos moveis funcionarem, se usa ondas de radio para a transmissão. Essas ondas possuem um limite físico em sua quantidade e amplitude. Se nenhuma Operadora quer investir na construção / manutenção de antenas transmissoras, se a União não tem dinheiro para isso e não tem qualquer conglomerado multinacional interessado em investir no setor. Obviamente vai existir “uma quantidade maxima possível de antenas espalhadas por uma região” e por consequência “uma quantidade maxima de transmissão possível por parte destas antenas”.

    Neste caso, as Operadoras tem três opções:
    A) Param de vender planos.
    B) Tomam vergonha na cara e investem na infraestrutura.
    C) Limitam a quantidade de trafego para gerenciar melhor as conexões e não estourar o Ping para níveis insanos.

    As Operadoras safadamente optam por “C” que é mais barato e permite que continuem inflando infinitamente.

    >”Aaiiih mas anão. Então qual é a diferença entre banda larga móvel e fixa?”

    Simples, jumento.
    Na móvel as Operadoras são responsáveis pelo Ping, já na fixa não.
    Esta franquia de dados que as Operadoras querem empurrar goela a baixo é pura e simplesmente para não ter que admitir que a rede local delas está totalmente carcomida e cheia de buracos, por conta de anos e anos sem manutenção só pegando dinheiro do Estado e dos assinantes e enfiando no rabo.
    Como a estrutura local está carcomida, obrigatoriamente a maior parte das Operadoras teria que “parar de vender planos até que toda a manutenção em território nacional seja feita”.
    Como eles não querem parar de vender, vão maquiar a porra toda e fingir que estrutura está bem, até tudo colapsar e a internet brasileira começar a sofrer “apagões” (devido aos cabos dos prédios se soltando ou só queimando mesmo).
    Ou seja, esta situação escabrosa é pura incompetência das Operadoras, que não tiveram a minima noção para “conseguir manter meia dúzia de cabos ligadas em meia dúzia de prédios”. A estrutura geral da rede nunca foi afetada, o problema está nos cabos que ligam os prédios / as casas com os nodes.
    Eventualmente estes trecos vão parar de funcionar, e as Operadoras não querem substitui-los.

    Em resumo:
    ”’As Operadoras não querem fazer o trabalho, que ESTÂO SENDO PAGAS para fazer.”

  5. Melhor comentário que eu li contra a limitação da internet foi nos chan da vida.

    -> pergunta
    Porque a internet tem de ser ilimitada?

    -> resposta
    Questão de infraestrutura.
    Por sua própria definição, a internet é uma rede dados baseada em conexões entre terminais.
    Quanto maior a quantidade de conexões e sua velocidade, maior seria a internet. Pois teriam mais terminais trocando informações entre si.

    A internet não é um serviço das Operadoras, não é algo que Operadoras possuem controle ou mesmo tenham custos de manutenção.
    Tudo que as Operadoras fazem é referente ao termo utilizado para defini-las, ou seja, “operadoras operam”. São responsáveis então pela “interface entre usuário e rede”, cobrando um preço razoável por isso.

    Quando uma Operadora presta serviços a uma região, ela será responsável pelo cabeamento local.
    ( Atente bem para este fato, cabeamento local NÂO É cabeamento de rede. )
    A Operadora então “liga” seu prédio ou casa a um poste / caixa de manutenção, e este dispositivo por sua vez vai linkar seu prédio a rede.

    >”Masss anão, de onde vem a rede então? Quem é o dono da internet?”

    Em nenhum lugar e em todos os lugares. A internet não tem dono, e todos nós somos os donos.
    As Operadoras basicamente só fornecem e precisam fazer a manutenção dos cabos que ligam as residências com rede. A rede em si é uma estrutura pronta (geralmente construída pela União ou algum grande conglomerado multinacional) que vai usar cabos submarinos e satélites para ligar países com países.

    A Vivo, Oi, Claro, Neet e Tim NÂO tem controle sobre os cabos da rede.
    Nenhum cabo das Operadoras atravessa o país ou se liga a Miami e Tóquio.
    Nenhum satélite está sobre a influencia das Operadora.
    Não existe quaisquer aspectos da estrutura geral da internet, em que as Operadoras, de qualquer lugar do mundo, façam parte ou então contribuam com alguma coisa.
    (A menos, é claro, que a Operadora seja também o próprio conglomerado multinacional que monta os cabos de rede. Como é o caso de algumas Operadoras dos EUA. Porém este está bem longe de ser o caso do Brasil, já que a rede usada na maior parte do país é a rede da antiga estatal Telebrás.)

    Ou seja, falar que “precisamos racionar a internet” é um completo e absoluto retardo mental. A internet funciona justamente porque não existe limite de dados trafegados, e o maior problema real da internet é que infraestrutura mundial precisa ser atualizada para cabos de fibra ótica que permita um trafego maior ainda de dados. Ou seja, a internet não é tão rápida quanto deveria ser.

    >”Aiiih tá vendo? Você acabou de falar que o cabo não aguenta?”

    Não, jumento, presta atenção.
    O cabo aguenta, ele só não transmite tão rápido quando deveria ser por uma mera questão técnica que NÃO ESTÁ no domínio das Operadoras.
    Existe uma diferença entre Limite de Banda e Limite de Trafego, e é nisso que as operadoras estão fazendo confusão proposital.
    Limite de Banda seria “a velocidade maxima geral que um terminal pode chegar”. Seria o Mbps.
    Limite de Trafego seria “a quantidade maxima de dados que podem ser transmitidos entre terminais”. Seria o Ping.

    O Limite de Banda depende da estrutura local, ou seja, “quão moderno é o node que a Operadora está usando para gerenciar as milhares de conexões”. Quando mais moderno o node e mais moderno o cabeamento, maior será o Limite de Banda geral fornecido pela Operadora.
    O máximo para Limite de Banda mundial atualmente é 100MBps, pois isso é o máximo que de velocidade a estrutura mundial pode fornecer. (Alguns países estão pensando em soluções para este problema, tentando aumentar este teto para ao menos 1GBps.)
    Ou seja, uma Operadora do Brasil deveria fornecer planos entre “20MBps a 100MBps”, já que isso sim estaria compatível com o padrão mundial.

    Já Limite de Trafego depende da estrutura mundial. É limite máximo de dados que podem ser transmitidos entre dois terminais, e isso por questões físicas e geográficas tem um limite. Mesmo que todos os dados fossem transmitidos na velocidade da luz, ainda assim teria Ping e teria um limite máximo de dados possíveis, pois existe uma distancia que estes dados precisam percorrer fisicamente para sair de um terminal e chegar em outro.
    A Operadoras NÂO tem controle sobre isso pois as Operadoras NÂO MANDAM nas leis da Física.

    >”Aiiih mas anão, então porque existe franquia para smartphones e outros aparelhos portáteis?”

    Por causa do Ping, seu filho da anatel!
    Como existe outra rede dentro da rede geral para dispositivos moveis funcionarem, se usa ondas de radio para a transmissão. Essas ondas possuem um limite físico em sua quantidade e amplitude. Se nenhuma Operadora quer investir na construção / manutenção de antenas transmissoras, se a União não tem dinheiro para isso e não tem qualquer conglomerado multinacional interessado em investir no setor. Obviamente vai existir “uma quantidade maxima possível de antenas espalhadas por uma região” e por consequência “uma quantidade maxima de transmissão possível por parte destas antenas”.

    Neste caso, as Operadoras tem três opções:
    A) Param de vender planos.
    B) Tomam vergonha na cara e investem na infraestrutura.
    C) Limitam a quantidade de trafego para gerenciar melhor as conexões e não estourar o Ping para níveis insanos.

    As Operadoras safadamente optam por “C” que é mais barato e permite que continuem inflando infinitamente.

    >”Aaiiih mas anão. Então qual é a diferença entre banda larga móvel e fixa?”

    Simples, jumento.
    Na móvel as Operadoras são responsáveis pelo Ping, já na fixa não.
    Esta franquia de dados que as Operadoras querem empurrar goela a baixo é pura e simplesmente para não ter que admitir que a rede local delas está totalmente carcomida e cheia de buracos, por conta de anos e anos sem manutenção só pegando dinheiro do Estado e dos assinantes e enfiando no rabo.
    Como a estrutura local está carcomida, obrigatoriamente a maior parte das Operadoras teria que “parar de vender planos até que toda a manutenção em território nacional seja feita”.
    Como eles não querem parar de vender, vão maquiar a porra toda e fingir que estrutura está bem, até tudo colapsar e a internet brasileira começar a sofrer “apagões” (devido aos cabos dos prédios se soltando ou só queimando mesmo).
    Ou seja, esta situação escabrosa é pura incompetência das Operadoras, que não tiveram a minima noção para “conseguir manter meia dúzia de cabos ligadas em meia dúzia de prédios”. A estrutura geral da rede nunca foi afetada, o problema está nos cabos que ligam os prédios / as casas com os nodes.
    Eventualmente estes trecos vão parar de funcionar, e as Operadoras não querem substitui-los.

    Em resumo:
    ”’As Operadoras não querem fazer o trabalho, que ESTÂO SENDO PAGAS para fazer.”

  6. O que eu acho engraçado é que a parte técnica nunca é posta em prática.

    Veja bem, em um país com empresários justos, esse tipo de limitação seria benéfica em algumas partes. La nos EUA tem os grande players, mas, por causa da limitação, muitas operadoras menores apareceram sem franquia e então, começaram a ganhar clientes… dessa forma, quem gastava menos, ficava com o player grande e quem precisava de mais banda, pegava um player menor (e muitas vezes, com mais qualidade). Isso gera mais empregos, diminui a dependência dos grandes e ainda fomenta os preços.

    Mas, aqui, no Brasil? hahahaha!
    EU moro numa cidade entre um dos 20 maiores Pib’s do Brasil, e até pouco tempo atrás, tinha Vivo, Net e GVT. As três brigam nos mesmo lugares e qualquer coisa que saia um pouco do centro do cidade, não tem nenhuma delas como opção (ou seja, investimento e previsão pífias, preferem brigar entre elas nos pontos iguais, do que atender quem não tem nenhuma delas e ter lucro único, sem divisão).

    Dessa forma, como não moro no centro, não tenho nenhuma opção a não ser player pequeno.
    Só que eles cobram 120 reais por 4 mb de Down e 600kbps de Up (e se você usar os 600kbps de up, não consegue fazer download). Nem preciso dizer que jogos e qualquer stream com um pouquinho de qualidade, não funciona. Imagine, se tivesse franquia?

    Ou seja, o país não esta preparado nesse sentido e com certeza o consumidor seria penalizado, mais do que já É!

    Outro ponto, eles levam outros países como EUA, Canada como exemplo de países “desenvolvidos” que usam tal “prática” e ela é “benéfica”.
    Ora, ora… vamos comparar os preços?

    Nos EUA, o salário minimo é em torno de US$ 1.256,00,ou seja, se converter ao dólar de hoje, da praticamente 5 salários mínimos (R$ 880,00), no nosso país, ok?

    Nos EUA você encontra banda larga de até 1 Gbps, sim 1 Gbps por 70 dólares (E se quiser com tv sobe para 120 dólares), Algumas regiões, é possível pagar a instalação (300 dólares) e ter 5 mbps de graça!
    Tudo com Franquia? sim!
    Porém, franquia na casa dos Tera!

    Ou seja, é possível ter uma internet de 1 Gbps + TV por 120 dólares, menos de 10% de um salário minimo deles.

    Agora, aqui no Brasil, veja o que você consegue com R$ 88,00!

    É claro que muita gente vai argumentar “ah mais os impostos são altos”, são? E porque as operadoras se juntam, vão no governo e faz lobby para criar limite de franquia (Que dura 2 ou 3 dias se usar no máximo) para o “bem” do consumidor, mas, não abra a boca pra falar em corte de impostos para o consumidor final?

    Abra o olho e raciocine um pouco!

    1. Investimento de infraestrutura é sempre caro e o lucro precisa vir no longo prazo. Isso funciona num país desenvolvido porque o capitalismo deles é voltado ao consumo/produção, não funciona no Brasil porque nosso capitalismo é voltado pra especulação. Aqui o empresário comprar um empresa, espreme ela até não ser mais viável mantê-la economicamente e então faz lobby no governo pra que esse i) salve a empresa da falência (e com isso salve os milhares de empregos) ou ii) crie uma reserva de mercado artificial em determinados locais/clientes para que ele se mantenha lucrativo.

      ~~

      Realmente, culpar impostos é bem estúpido quando as empresas se unem em prol de um objetivo. É a mesma coisa que culpar a ANATEL porque as empresas fazem lobby no senado pra passar socorros de 100 bilhões ou imaginar que o livre mercado – sem ANATEL – melhoraria isso sobremaneira, quando, o contrato estatal que obriga muitas empresas a ter infra no interior é o que mantém um acesso mínimo nesses locais – se dependesse das empresas elas lutava sempre no centro, muito mais lucro (menos pessoal, menos investimento e muito mais lucro no curto prazo).

      1. Exato, você pintou bem o que também acho sobre muita coisa por aqui.

        Eu imagino que hoje, um mercado “totalmente livre” com a mentalidade dos empresários daqui, estaríamos ferrados.

        É mais ou menos como acontece com as vendas de carro no país.
        O que mantem empregos em um pais desenvolvido, Carros novos ou carros usados? Nem preciso dizer muito, sobre isso né?
        Pois então, o governo cobra praticamente 49% de um carro novo (ou seja, quando você compra é tributado como um ‘bem’), e depois que você sai com ele da loja, é cobrado IPVA todo ano (ou seja, depois da compra, logo que você saiu da loja o tributo de um bem já não basta, agora, seu bem converte-se em ‘Consumo’, vulgo, bitributação que em teoria é proibida pela constituição), fazendo com que cada vez mais os brasileiro comprem menos carros novos (já que ele é penalizado por isso), causando mais desemprego, mais poluição e carros sempre beberrões com frota de carros mais velhas.

        Daí você vê a anfavea indo la no governo pedindo para cortar ou diminuir os impostos que incidem sobre os carros os deixando caro?

        Obvio que não, vão la para diminuir o poder da CLT, baratear mão de obra, diminuir imposto que incide pra ELES… ou seja, não ligam a minima o quanto o consumidor paga, desde que a margem de lucro deles, aumentem.

        Não difere muito, das outras esferas, né?
        História conhecida por aqui.

  7. O que eu acho engraçado é que a parte técnica nunca é posta em prática.

    Veja bem, em um país com empresários justos, esse tipo de limitação seria benéfica em algumas partes. La nos EUA tem os grande players, mas, por causa da limitação, muitas operadoras menores apareceram sem franquia e então, começaram a ganhar clientes… dessa forma, quem gastava menos, ficava com o player grande e quem precisava de mais banda, pegava um player menor (e muitas vezes, com mais qualidade). Isso gera mais empregos, diminui a dependência dos grandes e ainda fomenta os preços.

    Mas, aqui, no Brasil? hahahaha!
    EU moro numa cidade entre um dos 20 maiores Pib’s do Brasil, e até pouco tempo atrás, tinha Vivo, Net e GVT. As três brigam nos mesmo lugares e qualquer coisa que saia um pouco do centro do cidade, não tem nenhuma delas como opção (ou seja, investimento e previsão pífias, preferem brigar entre elas nos pontos iguais, do que atender quem não tem nenhuma delas e ter lucro único, sem divisão).

    Dessa forma, como não moro no centro, não tenho nenhuma opção a não ser player pequeno.
    Só que eles cobram 120 reais por 4 mb de Down e 600kbps de Up (e se você usar os 600kbps de up, não consegue fazer download). Nem preciso dizer que jogos e qualquer stream com um pouquinho de qualidade, não funciona. Imagine, se tivesse franquia?

    Ou seja, o país não esta preparado nesse sentido e com certeza o consumidor seria penalizado, mais do que já É!

    Outro ponto, eles levam outros países como EUA, Canada como exemplo de países “desenvolvidos” que usam tal “prática” e ela é “benéfica”.
    Ora, ora… vamos comparar os preços?

    Nos EUA, o salário minimo é em torno de US$ 1.256,00,ou seja, se converter ao dólar de hoje, da praticamente 5 salários mínimos (R$ 880,00), no nosso país, ok?

    Nos EUA você encontra banda larga de até 1 Gbps, sim 1 Gbps por 70 dólares (E se quiser com tv sobe para 120 dólares), Algumas regiões, é possível pagar a instalação (300 dólares) e ter 5 mbps de graça!
    Tudo com Franquia? sim!
    Porém, franquia na casa dos Tera!

    Ou seja, é possível ter uma internet de 1 Gbps + TV por 120 dólares, menos de 10% de um salário minimo deles.

    Agora, aqui no Brasil, veja o que você consegue com R$ 88,00!

    É claro que muita gente vai argumentar “ah mais os impostos são altos”, são? E porque as operadoras se juntam, vão no governo e faz lobby para criar limite de franquia (Que dura 2 ou 3 dias se usar no máximo) para o “bem” do consumidor, mas, não abra a boca pra falar em corte de impostos para o consumidor final?

    Abra o olho e raciocine um pouco!

  8. Kassabão falando, dando merda na sociedade e o Temer recuando. Esse é o tom do governo do Temer desde sempre. Eu acho vamos ter franquias até o final do ano para a internet fixa do Brasil, talvez se estique um pouco mais o prazo, mas o lobby das teles é muito grande.

    O que mais me irrita é que novamente, alguns portais – não sei se por falta de informação, ignorância ou desonestidade – colocam a culpa no Marco Civil brasileiro pela franquia dizendo que ela só vai existir porque a lei cria a brecha – quando, na verdade, a NET sempre teve franquia, por exemplo.

    Três coisas precisam ser ditas sobre isso:

    i) O Marco Civil aprovado só prevê interrupção por falta de pagamento (ou seja, se você deixar de pagar vai ter a sua conexão “cortada”). O Marco Civil original preia inclusive que a velocidade não poderia ser diminuída (problema: esse MC foi desfigurado no governo do PT, ainda, porque a Dilma queria apresentar a inovadora legislação o mais rápido possível; esse foi um dos erros do governo dela).

    ii) As franquias per se não seriam problema caso essas fossem minimamente razoáveis para uma família de 4 pessoas (razoável seria ter 500GB de franquia mensal de download contabilizada de maneira fidedigna, não como é feito hoje) e após isso a redução da velocidade ocorresse para níveis que não incapacitassem a navegação/utilização.

    ii.i) Problema disso tudo é que a internet fixa não é vendida por dados, ela é vendida por velocidade. Por exemplo: quando compramos um plano de dados 3G/4G não compramos velocidade, ela sempre chega no máximo permitido pela infraestrutura da célula onda estamos (por isso bairros centrais e de alto poder aquisitivo tem velocidades de internet móvel comparáveis com países de primeiro mundo enquanto bairros periféricos pagam por 4G com velocidade de EDGE, quando muito).

    iii) Essa franquias de consumo não são um problema estrutural – não se gasta banda, como dizem os técnicos contratados para dar relatórios enviesados. Essas franquias são uma resposta a serviços de streaming como Netflix. Esses serviços estão demolindo o modelo de negócios das operadoras pelo mundo todo – é comum quem tenha optado por pagar R$20 e tantos reais pela Netflix e cancelar os mais de R$100 da TV da operadora, afinal, passam as mesmas coisas, via de regra – e isso é terrível porque o grande ganha-pão delas era exatamente o lucro das vendas casadas entre TV e internet.

    Dito isso, a solução vai passar por provedores locais – tal como se fazia nos anos 90 e início dos anos 2000, ainda na era da discada – que consigam oferecer uma internet de pouca velocidade (10MB, normalmente) sem franquias e com operação local (o grande problema das infraestruturas de telecomunicações é a última milha) o que poderia diminuir um pouco o problema de latência e perda de pacotes.

    A franquia provavelmente será implementada e irá impactar no uso da internet no país todo, provavelmente colocando uma trava social ainda mais forte no fluxo de informação e na capacidade de educação e formação (eu estou matriculado em um curso de especialização e um curso de apostilamento, ambos EAD, por exemplo).

    Edit:
    1) Pode ser que o Brasil copie Cuba e tenhamos algo como o “paquete semanal”.
    2) Sempre bom lembrar que o STF pediu explicações ao senado depois da pauta relâmpago que “deu” R$100 bilhões para as teles.

    1. Não duvido que os provedores locais (a salvação de muitas localidades, por sinal) sejam comprados pelas operadoras maiores (com a desculpa de “expandir a rede”) ou mesmo coagidos a implementarem franquia.

    2. Não duvido que os provedores locais (a salvação de muitas localidades, por sinal) sejam comprados pelas operadoras maiores (com a desculpa de “expandir a rede”) ou mesmo coagidos a implementarem franquia.

      1. É um grande risco, principalmente se elas se tornarem um perigo/ameaça ao modelo de negócios das grandes empresas. Cartel é um risco inerente ao capitalismo e, via de regra, é o caminho que toda a empresa acaba seguindo com o tempo.

    3. Seria lega, e até louvável se os “menores” não cobrassem 100 reais por 2 mb, né?
      Há uma diferença bacana entre o lado legal de gerar empregos em um país sério, ou fomentar sangue sugas.

      A maioria reclama com o marco civil, porque ele não barrou a ideia de franquias no país, na verdade, na maneira como esta hoje.. pouco serve.

      1. Os provedores menores não tem capilaridade e nem clientes pra diluir esse preço, e ainda pagam aluguel da infraestrutura. Difícil cobrar menos do que os grandes, mesmo assim, em POA tem provedor de internet oferecendo 100Mb via fibra por R$199, pouco mais do que a NET cobra por 60Mb via cabo.

        ~~

        O MC original previa a internet ilimitada, esse prevê apenas que não se pode cortar acesso a internet, exceto por dívida. Faz uma grande diferença sim. Se não fosse o MC hoje poderíamos estar discutindo a “internet por pacote” com venda de pacotes de Youtube, Netflix, Games, Música, etc.

        1. Isso é raridade, se você conhece mais pessoas que precisam desses s… digo, pequenos provedores em lugares como no nordeste, vai ver gente cobrando 200 reais por 2 megas a rádio (que não chega na maioria das vezes a 1,5 megabits de velocidade).

          É claro que eles tem gasto, assim como todos que querem abrir um negócio, tem, em todas as esferas existentes no mercado.
          Criar uma empresa de refrigerante é barato? O custo é mais alto que um provedor (eu sei, já trabalhei nos dois) e mesmo assim, eles não vendem com preço acima de uma coca-cola… por questões obvias.

          Se você abre um negócio, você tem que diluir isso com o tempo. metas e não simplesmente querendo retorno em pouco tempo em cima de poucos clientes.

          Você tem que ter um diferencial, seja qualidade, seja preço. No seu caso que demonstrou, é diferença por qualidade (eu pagaria 199 por 100 Mbps fácil),mas, não da pra considerar justo pagar 200 em outro lugar por 2 megas. Esse é o ponto, entende?

          Não, não faz.
          Hoje em dia, a FCC considera internet de banda larga somente conexões de 25Mbps de Download e 3Mbps de Upload, pra cima. Antes dessa nova recomendação? Eram 4 de Down e 1 de Up.

          Ou seja, se a o MC apenas diz “Não pode desligar mas, não te dou limite do minimo”, quer dizer que eu posso contratar 100 mbps, que se eu usar no talo por 3 dias já acaba com minha franquia e então para entrar na lei, limitam minha conexão a 100kbps (uma discada chegava até 56 kpbs).

          Ou seja, do que adiantou mesmo? Esse é o ponto, entende?
          Porque não deixar as coisas claras? Porque não deixa claro algo como o usuário não pode receber menos de 40% do que contratou (ah não ser que não pague, claro).

          Essas leis que dizem apenas o que não se pode fazer, dando total liberdade para qualquer outra solução seja aplicada (Afinal, se você der 1kbps de conexão, ja esta “dentro da lei”), acaba configurando o mesmo que placebo.

          Sobre “internet por pacote”, se você der uma lida por ai, já tem advogados que citam brechas disso na lei… era algo simples, que virou uma coisa muito mal remendada.

        2. Isso é raridade, se você conhece mais pessoas que precisam desses s… digo, pequenos provedores em lugares como no nordeste, vai ver gente cobrando 200 reais por 2 megas a rádio (que não chega na maioria das vezes a 1,5 megabits de velocidade).

          É claro que eles tem gasto, assim como todos que querem abrir um negócio, tem, em todas as esferas existentes no mercado.
          Criar uma empresa de refrigerante é barato? O custo é mais alto que um provedor (eu sei, já trabalhei nos dois) e mesmo assim, eles não vendem com preço acima de uma coca-cola… por questões obvias.

          Se você abre um negócio, você tem que diluir isso com o tempo. metas e não simplesmente querendo retorno em pouco tempo em cima de poucos clientes.

          Você tem que ter um diferencial, seja qualidade, seja preço. No seu caso que demonstrou, é diferença por qualidade (eu pagaria 199 por 100 Mbps fácil),mas, não da pra considerar justo pagar 200 em outro lugar por 2 megas. Esse é o ponto, entende?

          Não, não faz.
          Hoje em dia, a FCC considera internet de banda larga somente conexões de 25Mbps de Download e 3Mbps de Upload, pra cima. Antes dessa nova recomendação? Eram 4 de Down e 1 de Up.

          Ou seja, se a o MC apenas diz “Não pode desligar mas, não te dou limite do minimo”, quer dizer que eu posso contratar 100 mbps, que se eu usar no talo por 3 dias já acaba com minha franquia e então para entrar na lei, limitam minha conexão a 100kbps (uma discada chegava até 56 kpbs).

          Ou seja, do que adiantou mesmo? Esse é o ponto, entende?
          Porque não deixar as coisas claras? Porque não deixa claro algo como o usuário não pode receber menos de 40% do que contratou (ah não ser que não pague, claro).

          Essas leis que dizem apenas o que não se pode fazer, dando total liberdade para qualquer outra solução seja aplicada (Afinal, se você der 1kbps de conexão, ja esta “dentro da lei”), acaba configurando o mesmo que placebo.

          Sobre “internet por pacote”, se você der uma lida por ai, já tem advogados que citam brechas disso na lei… era algo simples, que virou uma coisa muito mal remendada.

          1. Ah sim, não defendi os provedores pequenos, só disse que eles não conseguem competir no atual sistema em pé de igualdade. E como eu disse na outra thread, nosso capitalismo é baseado em especulação e não em consumo, pensamento a longo prazo por parte de empresário brasileiro é raridade, o que se quer é lucro rápido e, quando esse para, se pede ajuda no BNDES ou se vende a empresa e parte pra próxima moda/onda.

            ~~

            Claro, te entendo na questão do MC. Mas ele previa anteriormente que sequer poderiam reduzir velocidade ou aplicar franquias, mas o texto original – considerado uma bela peça jurídica em termos de direitos dos cidadães pelo mundo todo – foi fatiado e deformado ainda no governo da Dilma para que ela pudesse apresentar ele no COP21 (se não me engano).

  9. Uma coisa que tenho visto com frequência no governo Temer são as notícias falando que ele “recuou” com relação às declarações de ministros ou decisões que geraram muita polêmica na sociedade.

    Espero de coração que essa decisão seja mais uma que o Temer “recue”, e ainda dê um puxão de orelha no Kassab.

  10. Seria interessante ver uma comparação com as limitações de redes de outros países, parece que isso existe em outros países “sérios”, mas seria legal comparar preços e os limites em si…os que a Vivo propôs ano passado eram ridiculamente baixos.

  11. Seria interessante ver uma comparação com as limitações de redes de outros países, parece que isso existe em outros países “sérios”, mas seria legal comparar preços e os limites em si…os que a Vivo propôs ano passado eram ridiculamente baixos.

  12. Quase parei de ler em “Kassab”, canalha imundo.

    Sobre as franquias: Teremos planos básicos de 600 GB? Planos médios de 1 TB? Planos premium sem limite? Possibilidade de renovação automática pra quem quiser?
    Os fdp darão planos de 200 GB e quando a internet acabar no meio do filme dirão que a culpa é da Netflix e dos gamers

  13. Quase parei de ler em “Kassab”, canalha imundo.

    Sobre as franquias: Teremos planos básicos de 600 GB? Planos médios de 1 TB? Planos premium sem limite? Possibilidade de renovação automática pra quem quiser?
    Os fdp darão planos de 200 GB e quando a internet acabar no meio do filme dirão que a culpa é da Netflix e dos gamers

  14. “O gargalo está no acesso simultâneo aos dados trafegados, não na
    quantidade deles. Tanto é assim que temos o modelo atual, que cobra mais
    de quem navega mais rápido — trafega mais dados simultaneamente.”
    Essa frase resume muito bem o problema e a visão deturpada que estão querendo passar.
    Quem usa menos já paga menos ao contratar uma velocidade baixa. Não faz sentido nenhum a desculpa que estão dando. Fora que na maior parte do tempo, um usuário comum só consome uma FRAÇÃO do contratado, o que provavelmente não causa um gargalo na banda e por isso a limitação por dados acumulados não faz sentido.

    No mais, o problema real é o gargalo da banda disponível, o que só tem duas causas:
    1- As operadoras não investiram suficientemente em infraestrutura para atender a demanda atual, onde TUDO é online.
    2- O “overbooking” é exagerado, vendendo muito mais planos do que realmente comportam.
    Ambos são problemas de quem presta o serviço e não do consumidor.

    Eu até aceito que existam franquias, desde que sejam realistas, como a maioria das operadas nos EUA, e que a “pena” para quem extrapolar o limite seja a diminuição da velocidade, mas nunca o corte do acesso. Hoje dependemos de conexão para tudo e cortar o acesso pode gerar até impactos econômicos negativos.

  15. O Kassab se venderia melhor na defesa aos consumidores se ele se comprometesse a exigir melhor qualidade nos serviços prestados pelas empresas, pois tá cheio de empresa que vende 15MB e entrega menos da metade disso.

  16. O Kassab se venderia melhor na defesa aos consumidores se ele se comprometesse a exigir melhor qualidade nos serviços prestados pelas empresas, pois tá cheio de empresa que vende 15MB e entrega menos da metade disso.

  17. Jornalismo e Facebook? Prevejo ainda maior número de “reportagens” sobre a sunga que homem X usou na praia hoje, 10 motivos para você não deixar de comprar Y, “Falta apenas assinar” com jogador A por time B… Todos exemplos do nosso ótimo jornalismo.

  18. Não vejo problema em limitar. O problema é fazer da forma correta.
    Se hoje pago 50,00 em uma internet de 15mb ilimitada, então deve continuar assim. E os pacotes limitados devem custar abaixo disso.
    Se fosse assim, aí sim, eu até diria que estava certo.
    Mas qualquer coisa diferente disso, é contra o consumidor.

    1. Sabe qual o problema da sua lógica (que até faz sentido)? É que em 2018 pode ser assim, mas depois de 2 ou 3 anos com aumentos acima da inflação (alô galera dos transportes), os 50 reais vão bancar só uma internet com 10Gb por mês. E seu salário vai aumentar muito pouco pra compensar você acompanhar a subida dos preços.

    2. Sabe qual o problema da sua lógica (que até faz sentido)? É que em 2018 pode ser assim, mas depois de 2 ou 3 anos com aumentos acima da inflação (alô galera dos transportes), os 50 reais vão bancar só uma internet com 10Gb por mês. E seu salário vai aumentar muito pouco pra compensar você acompanhar a subida dos preços.

  19. E aquela pesquisa no site do senado em que 99% era contra a limitação, serviu pra que, afinal?