Bloco de notas #26

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


O novo coronavírus está entre nós

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) chegou ao Brasil e segue se espalhando. Na manhã desta quinta (12), o Ministério da Saúde confirmou os primeiros casos de COVID-19 no Paraná [Agência de Notícias do Paraná], de onde edito o Manual do Usuário. No Brasil, já são 60 confirmados [Agência Brasil].

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O que tem na mochila de Roberto Strabelli

Mochila do Roberto Strabelli e o conteúdo dela, vistos de cima.

Foto do livro "A guerra pela Uber", de Mike Isaac.Aviso: Todos os leitores que enviarem suas mochilas no primeiro semestre de 2020 concorrerão, em junho, ao sorteio de uma edição do livro A guerra pela Uber (Intrínseca), de Mike Isaac. Veja aqui as orientações para enviar a sua. Espero por ela!


Foto de Roberto Strabelli. Roberto Strabelli é músico, escritor, tradutor, programador, fotógrafo, poeta, vendedor de livros e livre pensador, mas o que paga as suas contas no fim do mês é o seu grande talento como funcionário público. Vive no interior de São Paulo, num vilarejo encantado chamado Sucupira. Nas noites tempestuosas sai de casa para combater os vampiros que infestam a vizinhança.


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Parabéns Amanda, seu chatbot para Daniel está pronto!

Homem branco com barba passa a mão no queixo enquanto mexe em um notebook.

por Paula Gomes

Boa tarde Daniel, eu sou o Fin, chatbot que a Amanda contratou para te ajudar a lidar com o término do namoro de vocês. Em que posso ajudar?
Eu não acredito que você fez isso, Amanda. Que desperdício de dinheiro
Oi, aqui é o Fin
A Amanda estava cansada de você tentando controlar o dinheiro dela, sabe, Daniel
Então, pra ela, é um prazer gastar dinheiro com um robô que possa mandar você se fuder
Nossa, mandou fazer um chatbot só pra ele ficar me xingando? Muito madura Amanda, como sempre
Daniel, eu fui programado para te passar informações também
Você sabia que Amanda transou 30 vezes com você pensando em diferentes colegas da firma? Alguns até bem nada a ver
E que no tempo que vocês namoraram ela se masturbou 200 vezes? Dessas 200, adivinha Daniel, nenhuma foi pensando em você
Meus números são maiores, tem certeza que quer ouvir, Amanda?
Amanda nunca vai ler essa conversa. Ela me criou justamente para nunca mais ter que interagir com você
Mentira, eu sei que você vai ler tudo
Daniel, percebo que estamos indo para um caminho que não é o “caminho feliz” para o qual fui programado
Posso sugerir alguns assunto para debate?
Quais?
a) Divisão das plantas
b) Divisão dos eletrodomésticos
c) O que fazer com suas roupas
d) O que fazer com a sua mãe
Daniel, você pode clicar nos itens na ordem que quiser. Eles só vão parar de aparecer quando você concluir todos
d) o que fazer com a sua mãe
Você escolheu d) o que fazer com a sua mãe
Daniel, a sua mãe liga de forma insistente para Amanda. Ela estava sendo cordial com a sua mãe até o momento, mas já falou duzentas vezes que não vai te pegar de volta. Então, da próxima vez que ela ligar, a Amanda vai mandar ela tomar no cu, você está avisado
Você concluiu o item d)

Foto do topo: Piqsels.
Código dos balões: Mark Swardstrom/Codepen.

Suas newsletters favoritas têm um problema de privacidade

Ilustração de notebook com o logo do Mailchimp na tela e, acima, caixa de correio com cartas saindo/entrando.

Entra ano, sai ano, as newsletter “retornam” como a nova-velha ferramenta de comunicação por excelência na internet1. Nessas movimentações sazonais, um detalhe importante jamais é mencionado: há uma falha de privacidade comum à maioria das newsletters. É preciso falar dela.

O e-mail, espaço onde as newsletters são recebidas e lidas, é tecnologicamente rudimentar se comparado à web e aos aplicativos de celulares. As mensagens podem ser criadas em texto puro, como os textos salvos no Bloco de notas, ou em HTML, mesma linguagem das páginas web, só que com limitações severas: elas não executam as chamadas linguagens dinâmicas, como JavaScript e PHP, que na web viabilizam páginas ricas, elementos interativos e a dose cavalar de scripts de monitoramento e vigilância que se tornaram lugar comum na última década.

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Por que a descentralização em redes sociais é importante

Esquema visual demonstrando a diferença entre redes sociais centralizadas, como o Twitter, e descentralizadas, como o Mastodon.

por Eugen Rochko

Há anos escrevo sobre o Mastodon e ocorreu-me que em nenhum momento expus o porquê de alguém se preocupar com a descentralização em texto claro e conciso. Já expliquei isso em entrevistas e você encontra alguns dos argumentos aqui e ali nos materiais promocionais do Mastodon, mas este artigo deve responder a essa pergunta de uma vez por todas.

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Bloco de notas #25

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Os impactos do coronavírus (COVID-19) na tecnologia

O novo coronavírus, o COVID-19, continua se espalhando pelo mundo, causando preocupação e afetando a economia. No setor de tecnologia, o impacto mais evidente até o momento é nos grandes eventos anuais do primeiro semestre, boa parte deles já cancelada a fim de mitigar a disseminação do vírus. Estão nesta lista o Mobile World Congress, a F8 (Facebook), o Google I/O e a Game Developers Conference. A essa altura, parece apenas questão de tempo para que os remanescentes, como a SXSW, WWDC (Apple) e Build (Microsoft), tenham o mesmo destino, ou seja, se transformem em “conferências virtuais”, com transmissões por streaming e vídeo conferências. O site is it canceled yet? [em inglês] traz uma lista, direta e sem firulas, dos eventos cancelados pelo COVID-19.

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Pixels de rastreamento: Como o Facebook e outras empresas sabem quais sites você visita

Site da Old Navy desfocado com o logo do Facebook, pequeno, em primeiro plano e um feixe de luz saindo dele.

por Julia Evans

Passei algum tempo explicando a um repórter como anunciantes rastreiam as pessoas na internet. Nós nos divertimos muito olhando juntos as ferramentas de desenvolvimento do Firefox (não sou especialista em privacidade na internet, mas sei como usar a aba de rede nas ferramentas de desenvolvimento!) e aprendi algumas coisas sobre como o rastreamento de pixels funciona na prática!

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Por trás das campanhas de desinformação sempre tem alguém lucrando — e não é você

Notas de R$ 50 espalhadas e duas de R$ 100 sobre elas.

por Guilherme Felitti

Em 1867, uma molecada estava brincando perto da margem do rio Orange na cidade de Hopetown, África do Sul, quando notou umas pedrinhas brilhantes no leito do rio. As pedrinhas, abundantemente espalhadas, acabaram sendo usadas em jogos que o filho do dono da fazenda, Erasmo, jogava com as crianças da vizinhança. A mãe de Erasmo notou que as pedrinhas eram realmente muito brilhantes e mostrou a um fazendeiro vizinho, que se dispôs a comprá-las. Algo lhe dizia que aquilo não eram simples seixos de rio. A ideia era levar para geólogos em Hopetown e na cidade vizinha Colesberg para analisar um potencial valor.

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O que tem na mochila do Leonardo Ávila

Conteúdo da mochila do Leonardo Ávila.

Foto do livro "A guerra pela Uber", de Mike Isaac.Aviso: Todos os leitores que enviarem suas mochilas no primeiro semestre de 2020 concorrerão, em junho, ao sorteio de uma edição do livro A guerra pela Uber (Intrínseca), de Mike Isaac. Veja aqui as orientações para enviar a sua. Espero por ela!


Foto de rosto do Leonardo Ávila. Leonardo Avila é analista de suporte, trabalha com TI há 16 anos e já cursou de técnico a MBA na área. Há cinco anos, faz o itinerário de Sorocaba (SP) — onde mora — a São Paulo — onde trabalha —, que consome boa parte de seu dia. Boa parte do que tem em sua mochila é pensado em itens que ajudam a lidar com essa rotina.


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