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Post livre #212

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99 comentários

  1. Só para fechar: alguém já reparou que muitas fotos vem hoje com uma marca d’água da câmara?

    1. tipo, xiaomi??
      não basta o usuario adquirir o aparelho e ainda acaba fazendo esse tipo de propaganda.

      1. Parece que Samsung e algumas outras também tem.

        pior que não sei se é do aplicativo original ou se é alguma instalação que eles fazem por ou sem querer.

    1. Baixei ele. É um app bem simples, com três telas: uma para o autodiagnóstico com mapa de unidades de pronto atendimento (baseada em geolocalização; neguei o acesso, e o mapa não apareceu); outra com informações gerais da COVID-19; e uma terceira de “notícias”, que na real são tuítes do Ministério da Saúde.

      O link para a política de privacidade da App Store leva a uma página de atendimento ao cidadão no site do Ministério da Saúde. Zoado isso. Apesar desse aspecto incerto, achei uma boa iniciativa: aplicativos oficiais, com fontes verificadas, são importantes em momentos como esse. Na App Store, ele é o mais baixado da categoria “Saúde e fitness” neste momento.

  2. https://www.youtube.com/watch?v=OlW4bJGTwFA

    Belo vídeo do Átila explicando o paradoxo dos EUA, que são uma potência em termos de pesquisa médica e, contudo, são um caos na saúde. De quebra, no meu entendimento, isso escancara um dos paradoxos mais latentes do capitalismo: se gera muita riqueza (comida, saúde, dinheiro) mas não de divide essa riqueza. O “americano médio” não consulta médico, não pega ambulância e não vai no hospital a não ser que esteja morrendo (um teste de coronavírus custa até USD4000 e uma diária de internação USD5000), ao invés disso ele compra analgésico na farmácia e se medica em casa (ver: crise do opióides).

    Mais dados relevantes: 2/3 dos americanos que pediram falência o fizeram por conta de uma emergência médica. O desemprego nos EUA deve aumentar bastante em 2021 porque nos EUA não existe licença médica remunerada e muitas pessoas estão sendo demitidas por faltarem ao trabalho devido do coronavírus. Ainda não se modelou o impacto futuro do coronavírus na sociedade e na economia americana, mas, acreditam que a crise pior ainda virá.

    TL;DR: protejam o SUS mesmo que vocês achem que não precisam dele.

    1. Não quer essas coisas sirvam para mudar opiniões, mas está uma época difícil para liberais justificar as aberrações do modelo deles.

      1. Pode contar que esses liberais vão usar a saturação do SUS – que vai ocorrer, dado que o Brasil não está tomando medidas pra conter a epidemia – para propor um sistema pago ou, no mínimo, um novo INAMPS com acesso à saúde apenas pra quem tem carteira assinada.

        Não se engane, liberais nunca admitem erros e sempre conseguem espremer uma crise humanitária pra criar mais lucro pros ricos. É a especialidade dessa galera. Isso e vender investimentos na bolsa de valores pra pobres.

        1. Eles vão fazer um contorcionismo mental e no final dizer que “o sistema é ruim por que não é livre o suficiente”

  3. será que ás vezes tem promoção do windows 10 home? tipo na loja de Microsoft?
    porque estou pensando comprar windows 10 home digital por isso queria saber o microsoft faz promoção do windows 10 ou nunca faz?

        1. Na verdade não é que nestas lojas de ativações esquisitas são baratas demais, é o Windows que é caro demais. Nos Estados Unidos é na faixa de 140 a 300 dólares. No Brasil o valor parte de 700 reais até 1400.

          O ponto é que Windows não é um produto físico, é um programa. “Fácil” de ser replicado e usado. Tem toda uma discussão sobre pirataria que no final só vira dor de cabeça. Discussão sobre pirataria tem a haver com posições da pessoa sobre valor do trabalho, das empresas e o que passou na vida. Pois muitas vezes, o caminho mais fácil para ter o sistema SEMPRE foi usar a pirataria. Não é que o “brasileiro ama piratear”, mas é que o preço NUNCA foi atrativo.

          Na verdade noto que é muito mais fácil comprar um windows com computador pronto (tipo positivo e afins) do que montar um pc com a licença original a parte – é mais pessoas que se preocupam muito com segurança de informação, mas ao mesmo tempo são céticas demais com o uso de sistemas modificados para uso não licenciado.

          Vi o texto indicado, e apesar de odiar o autor (Gabriel Torres e Baboo estão na minha lista de “autores pedantes”), o texto é válido pelas explicações e investigações feitas, apesar de servir apenas ao propósito de ele defender a visão dele de pagar por um sistema original.

          Salvo engano, a única empresa brasileira que vende licenças fora do canal oficial de distribuição é a Brasoftware. Licenças de PC originais, acho que apenas a Kalunga e poucas outras lojas vendem.

          Fora isso, acredito que a única forma de conseguir uma licença “original” sem tanta dor de cabeça seria comprar um computador ou até mesmo um gabinete de PC usado já com uma licença OEM. (geralmente computadores usados da Dell e HP vendidos por revendedoras de remanufaturados oferecem isso).

          Dizem que outra forma que geralmente se dá na verdade – não me lembro bem onde li e peço desculpas sobre isso pois sei que soa “fake news”, é comprando licenças avulsas em outros países onde o Windows sai mais barato que a licença vendida nos USA ou outro país.

          1. Adendo – no Brasil, noto que não há uma cultura de licenciamento de software, pois somos meio “país da gambiarra”. É mais atrativo ao desenvolvedor oferecer um pacote de serviços do que o programa e licença em si – o que não deixa de ser justo.

            Só que empresas pequenas ficam a mercê da pirataria e das soluções-gambiarra, gente que desenvolve plataformas simples, mas que ao menos funcionam por um tempo.

            Mas já vi casos de ler desenvolvedor que criou rotinas que “gera um aviso de defeito” no software para ele ser acionado e ganhar com o reparo.

    1. Verifique no site da microsoft ou no 0800 deles, se existe uma forma de consultar “se o parceiro é vendedor autorizado”.
      Dessa forma você garante que a sua compra não é dinheiro no lixo.

    2. O Gizmodo esse dias estava sendo patrocinado por um site que vendia o antivirus e dava o windows 10 pro, acho que vale a pena dar uma olhada: gizmodo.uol.com.br/antivirus-barato

      1. Eu tenho uma implicância em usar anti-vírus – acredito que o maior problema dos anti-vírus hoje é que no final eles agem da mesma forma, deixando o pc lento e pegando dados de uso…

        De qualquer forma, do jeito que o anúncio é feito, é estranho. Recaí no comentário do vontutu sobre licenças piratas , pois o caminho para ter a licença é estranho.

  4. Estou cogitando seriamente comprar uma ou duas cestas básicas e deixar de reserva aqui caso trombe com alguém necessitado. Se puder comprar mais algumas, comprarei, mas creio q vai rolar um aperto mais pra frente pra pessoas q não podem bancar um estoque de dois ou três meses. Em casa sou eu e a esposa (e dois gatos). É mais fácil comer menos… Mas em famílias maiores é complicado… Se puderem, pensem em algo do tipo solidário tb.

  5. Hoje está sendo um dia mega difícil e complicado no trabalho… Muito receio e hesitações. O que é normal, especialmente no ambiente gerado pelo pior vírus q nos afetou até agora: o bolsovírus. Desejo boa sorte (e muito cuidado) a todos os amigos do MdU q estão na labuta ou em alguma situação complicada.

    1. Curioso. Imaginava que em ambientes culturais não houvesse polarização. Existe aí? (Se não for seguro responder, encare como uma pergunta retórica/ignore-a.)

      1. Ah… acho q me expressei mal. Me referi ao clima geral. Tipo, esperar o governo (federal e estadual) indicar um rumo, coisa q ele está demorando em fazer e é desnecessário. No ambiente cultural, em larga medida, não tem polarização. Principalmente depois de todos esse ataques contra a área. É normal essa tensão, pq é algo novo. Eventos são coisas complexas de montar e tb desmontar. Enfim… é clima já tenso no país e agora mais essa. :(

    2. Algo impensável no meu trabalho (a empresa é bem tradicional na forma de trabalho) pode vir a acontecer nas próximas semanas devido o vírus. Estão avaliando o trabalho remoto, inclusive meu nome e de vários outros colegas foram para uma lista autorizando acesso aos computadores da empresa via VPN.

      1. Eu já trabalho boa parte do tempo remoto. Mas não é oficial… Vai ser, talvez, a primeira vez na história da firma (30 anos) q eles vão liberar, oficialmente, os funcionários q não são de atendimento e operacional pra trabalhar de casa… Mas ainda não decidiram… Se já existisse a cultura do home office mais generalizada na sociedade brasileira, as coisas tb poderiam ser diferentes…

      2. Somos 2, e se bobear trabalhamos na mesma empresa kkkkk

        Vou trabalhar no mínimo 3 dias de home office, e, se tiver suspeita de coronavirus em mim ou familiares, 14 dias de quarentena e só volto pro trabalho com teste negativo.

        O engraçado é que boa parte do ambiente de TI é Citrix, que tem como premissa o acesso em qualquer lugar, mas, por razões culturais, ele era subutilizado.

  6. Pessoal o que vocês acham do Quora?
    Lá por ser um ambiente diferente de algumas redes sociais acaba favorecendo um debate melhor mesmo sendo um site de perguntas e respostas?

    1. O Quora foi mais uma vítima do capital de risco: começou um site interessante, hoje é um depósito de perguntas bobas, feitas para gerar tráfego, e entupido de dark patterns.

      1. Entendo. Tem o “Programa de afiliados” dele que contribui um pouco para perguntas bobas em que só ganha quem faz a pergunta. Pode ser um dos motivos.

      2. concordo 100% com o Ghedin. era um serviço cuja newsletter me fazia clicar em todos os links de tão interessantes que eram. hoje tá horrível.

    2. Gostava muito de lá, entrava com frequência
      Acho que ainda vale para ler algumas coisas que são imunes aos pequenos intervalos dos anos

  7. Parece que desacreditar a “”extrema-imprensa”” não foi uma boa ideia. Olha só quem está ajudando a navegar pela crise? A secom? O Bozo? O zap zap? Não! Os jornais e, principalmente, os jornalistas sérios estão à frente de trazer as informações que precisamos.

    Vc já refez a sua assinatura hoje?

    1. Pode ser que essa resposta seja um complemento ao seu comentário.

      Eu pessoalmente vejo muito; use álcool em gel, lave as mãos, não vá em lugares com muita gente se repetindo no jornais. Provavelmente não estou acompanhando um bom jornal e nem portal.

      Indique alguns que você acompanha que, pois eu sou muito cético com relação a isso, acredita serem sérios. Já agradeço com antecedência!

      1. O G1 tem feito um ótimo trabalho até agora nos vários canais deles.
        Eu acho q vale ficar de olho no noticiário internacional tb. BBC, CNN, Euronews e ABC (austrália), TV5 (frança), DW (alemanha) e por aí vai. Vc tem q ir cruzando algumas informações, claro, mas os grandes jornais nacionais e internacionais estão atentos e fazendo o trabalho sério de sempre. Viés político todos têm e, claro, q aproveitam pra bater um pouco nos canalhas da vez, mas isso é do jogo.

    1. Tinha visto de relance no twitter que o Estadão também tinha liberado acesso, mas não verifiquei

        1. Teve uma reportagem do Globo no blog que também estava lá, paywall.

  8. Tava notando uma coisa em relação a padrão de comportamentos sociais em redes sociais eletrônicas.

    Quando houve a “migração” de arroubas do Twitter para as redes baseadas em Mastodon, houve muita chiadeira de quem estava já estabelecido em algumas destas redes – principalmente a que eu estava anteriormente participando.

    Aproveitei a deixa para migrar de instância, mas vi que de qualquer forma ia me sentir “inútil” e larguei mão, sem não dar uma de “fuxiqueiro” e ver eventualmente tais comunidades.

    Em resumo:

    Twitter: Não mudou muita coisa. Muita arrouba voltou ao twitter após notar as dinâmicas dos sistemas em Mastodon, e as que ficaram acho que gostaram da dinâmica, ao ponto de alguns grupos criarem novas instâncias.

    Mastodon Social: Não vi mais nada dela, dado também ser a mais movimentada também. Tem que ter o filtro certo, e isso não me interessa.

    Mastodonte: muita gente chiou com a onda de migração por lá, dado que a instância tem interações com a instância principal Mastodon e alguma correlatas. Inclusive tais chiadeiras vieram com a expectativa de que regras da instância fossem ampliadas para outras. Nisso nasceu a nova instância que eles começaram a implicar (pois também a instância Mastodonte interage com algumas das novas instâncias até a criação de alguma regra de moderação).

    Ursal Zone: É interessante como ganhou a dinâmica própria dado que já era um grupo de conhecidos que se estabeleceram lá e já viram como funciona, arrumando as próprias regras e já dimensionando suas ações. Já teve duas implicâncias com tal instância (uma oriunda de uma provocação de um suposto programador / “ráqui” que “prometeu revelar segredos do sistema” e no final só revelou o óbvio para quem já participava das instâncias (e ainda foi o Ghedin e o Cochise ter a longa paciência de conversar com o tal “ráqui” – uma espécie de “cardoso de esquerda” – sobre a visão relativa aos sistemas Mastodon e ao tal alarde propagado que não serviu de nada, a não ser para dar audiência para arrobas no Mastodon e Twitter e botar um pouco de medo em leigos)

    Resumo da ópera: Melhor ir tomar café na padaria ou dar uma de Janot

  9. Uma sensação que eu tive essa semana é que aquela pegada de “todos devem programar” acabou diminuindo né? A discussão parecia mais forte antes, não sei se é somente impressão ou se realmente arrefeceu essas iniciativas.

    Senti que houve um aumento nessas ideias para área de ciência de dados, mas com menos ambição e focado em profissionais que já são de TI.

    Acredito que houve uma expectativa muito alta de resultados que não foi atendida…aí meio que diminui o interesse.

    1. Na verdade sempre vai ter as ondas de oba-oba para alguma profissão que precise de gente para trabalhar nela. Foi assim com técnicos de informática ( o/ ), programadores, desenvolvedores, design, gente de robótica/mecatrônica…

      E sempre este oba-oba vai prometer algo que não poderá cumprir: salários bons para todos.

    2. Sou formado em computação e acho que nem mesmo eu deveria saber programar.
      Quem dirá esse papo de “todos devem programar”.

      1. Talvez, mas acho que algo que a ideia de que “qualquer um” consegueria que diminuiu um pouco, porque ao meu ver a área sempre teve maiores dificuldades em capacitar as pessoas interessadas do que de atingir interessados. Os Bootcamps patrocinados pelo Vale do Silício foi a última proposta que iria “revolucionar”, mas que novamente não resolveu o problema em larga escala.

        Os cursos “clássicos” de computação nunca foram suficientes para a demanda, só começaram a existir depois do mercado consolidado e sempre tiveram uma alta taxa de desistência e críticas ferrenhas ao caráter teórico delas (que discordo, mas é outro assunto). Logo vieram essas faculdades mais profissionalizantes como FIAP, Impacta, etc…que são hoje muito procuradas e bem sucedidas em São Paulo. Hoje, temos infinitos cursos online que cobrem tanto as aulas de computação clássica (Coursera, EdX) como essa parte mais profissionalizante (Alura, Udemy) e finalmente também temos os bootcamps que são os intensivos de poucas semanas.

        Nada disso resolveu esse déficit e sempre aparecem essas reportagens sobre pessoas de 20 anos com salários de 5 dígitos, o que é verdade para pouquíssimos casos…longe de ser padrão na área.

        1. estamos também na fase da quebra da onda: o público em geral se ligou que esses cursos online mentem quando falam que você aprende a programar em 6 meses. existe um ajuste de expectativa – muita gente colocou dinheiro e não avançou como esperava.

          1. Verdade, e conhecer uma linguagem e de fato programar é uma diferença muito grande. Eu estou conhecendo python e conheço bem linux, mas meus shell scripts são uma lastima por falta de um melhor aprendizado (e dedicação, admito) em programação.

          2. O “problema” é que existem casos bem sucedidos de pessoas que conseguem engrenar uma carreira após esses bootcamps, mas até aí sempre existiram várias pessoas que entraram sem apoio nenhum de curso…inclusive no começo era até regra.

            A realidade é que existe uma enorme diferença na facilidade/interesse que as pessoas têm com programação, isso passa pelos métodos também. Tem pessoas que preferem cursos tradicionais, outros são mão na massa, etc…

            Aí você pega o cientista de dados que era, sei lá, filósofo e ganha 20K no NuBank de engenheiro chefe como exemplo de que é possível para todos. Isso só gera frustação.

      2. Se ele pagassem melhor os programadores esse déficit não existia. Se o ambiente das universidades nos cursos de exatas e depois nas empresas de TI fosse melhor – mais diverso – também não existiria déficit.

        Uma hora vai faltar homem branco rico pra suprir as vagas nas empresas modernas.

        1. No geral, não pagam mal aqui em São Paulo, melhor que a maioria das opções de primeiro emprego para formados…só mercado financeiro oferece algo melhor para recém-formados ou algo tipo medicina. Outras cidades não sei, mas certamente é bem menos pelo que eu sei.

          Dependendo da tecnologia que você trabalha, pode cair em casos de baixa remuneração mesmo para sênior, mas aí estaríamos falando de um problema de retenção da área…que aí é outra história.

          As startups fazem esse “esforço” de diversidade – que dá muito mais publicidade que resultado prático – mas é só na ponta, formatura padrão de curso de computação é 80/20 de homem e mulher e negro dá para se contar na mão sempre. E pior que, mesmo quem se forma, nem sempre está preparado.

          Um formado em engenharia da computação com pós-graduação em Big Data não conseguiu subir um servidor local para me retornar um JSON padrão para testes…quem resolveu foi uma outra funcionária que era mestre em geologia e entrou de cientista mas não tinha trabalho ainda para fazer.

          Em resumo, lá no começo da carreira já entra só uma parcela restrita da população e nem dos (poucos) que saem se aproveita tudo depois como força de trabalho.

          1. As startups tem só o discurso mesmo, diversidade passa ao largo em todas elas. E mais, como eu disse, diversidade não é apenas empregar mina branca e rica. A maioria dos cursos de exatas são absurdamente elitistas e servem como ensaio para o que temos nas empresas. O mercado de TI no mundo é um dos mais destrutivos para qualquer pessoa de fora da bolha que queira entrar. Novamente, sugiro uma olhada nas threads da CarolCode pra entender melhor.

            O salário aqui em POA depende da empresa, quem paga mais é a Dell e o inicial por lá é ao redor de 2500 pra um cara Jr. E como eles tem uma espécie de plano de carreira lá dentro, esse é o inicial pra todo mundo, sendo TI ou não. Esse salário baliza, aqui no RS, todos os outros. A e-Core paga um pouco mais do que a média do mercado das empresas menores, e o inicial deles varia entre 2000 e 2400 pra programador. E daí pra baixo. A média, se não me engano, ano passado foi de 1800. Paga pouco, exige muito e o ambiente de trabalho é nocivo. Todo mundo que pode sai do ambiente de TI assim que possível.

            Pra mim esse é o principal motivo para a suposta falta de mão-de-obra no mercado. O resto é choro de patrão que quer escravo.

        2. Os salários de SP são mais altos, em geral já começa acima de R$3000,00 e – mais importante – a progressão é muito rápida se você estiver em uma área aquecida.

          Isso devido a outro problema da área que é recrutamento, que geralmente é feito por uma pessoa com zero conhecimento técnico e só consegue medir “ano de experiência em X”, então você passa 6 meses mexendo com uma tecnologia emergente e seu salário literalmente dobra na cabeça dos recrutadores. Não faz sentido nenhum, eu já fui preterido em vaga de cientista porque nunca tinha usado Tableau…não faz o mínimo sentido.

          Essas consultorias grandes (IBM, Atos, Accenture, Dell) que fogem de São Paulo, geralmente o fazem motivados unicamente para reduzir custo de mão de obra porque dificulta demais na prática ficar longe dos clientes. É mais cilada do que já em SP, realmente não faz sentido entrar nessas vagas por esses valores aí.

          Aqui tem muita concorrência para eles se darem a esse luxo, inclusive consultorias geralmente funcionam como emprego trampolim nesse cenário que falei acima. Você entra com salário baixo, depois vai para um “cliente” deles (bancos, operadoras, indústrias) ou startups usando a experiência de lá.

          Geralmente empregos fora de consultoria são melhores em qualidade de vida e benefícios, consultorias vale para pegar experiência e se você quiser avançar rápido também (pegar um cargo de gestão, geralmente é bem mais rápido que em uma grande empresa).

          Em relação a minorias e afins, é um ambiente altamente hostil mesmo, especialmente empresas menores que acabam sem filtro nenhum por zero diversidade literalmente. Mas como eu disse, nem o cara de sobrenome italiano que fez intercâmbio consegue entrar nas vagas por deficiência técnica…talvez outras áreas tenham o mesmo problema e só tenham menos demanda.

          1. Todas as áreas tem problema de representatividade e de salários em relação a cor e gênero.

            Exatas – engenharias, matemática, computação e afins – tem mais problemas, muitos mais problemas. Quem está no padrão desses cursos, por mais gente boa que seja, raramente enxerga o quanto é desgastante você não ser o que todo mundo espera que você seja. Isso é problema de formação social.

            Não é por nada que se diz que morar na periferia é se condenar duas vezes à pobreza.

  10. nessa semana o já clássico outline.com deixou de funcionar com os principais jornalões brasileiros — já não funcionava com o ny times

    terá sido ação coordenada?

    fica aí a sugestão de pauta pro MdU!

    1. Já eu aceito sugestões de alternativas. Você conhece alguma pra PC/web?

      1. Uma simples e fácil é desativar o JavaScript. Não funciona em “hard paywalls”, como o do Valor, mas é uma beleza nos porosos (aqueles que te deixam ler X matérias no mês), como o do Estadão. A maioria desses últimos tem tecnologia baseada em JavaScript, logo, ao desabilitá-lo, ele deixa de existir. (É uma versão mais dramática daquela dica de interromper o carregamento da página antes do texto sumir, saca?)

      2. Eu uso uma extensão que desabilita o javascript na página. Geralmente derruba o paywall.

      3. Dependendo do site, dá pra colocar um ponto (.) depois do “.com” ou do “.br”.

    2. Fica a dica que SEMPRE funciona:

      1 – Quando for abrir a página com paywall no navegador, metralhe o botão esc até que a página termine de carregar. Tente umas 2 ou 3 vezes, pode funcionar (mas não me pergunte porque).

      2 – Abra as configurações e desative o JavaScript da página. Paywall é JavaScript. Divirta-se

      1. Folha, Estadão e Globo ele fica apenas “carregando” as páginas, sem abri-las de fato. Será que é um problema de conexão?

  11. Agora que o novo coronavírus está entre nós, me diga: vocês já mudaram ou pretendem mudar algo na rotina ou em planos futuros por conta dessa crise?

    1. Como aqui em casa tem uma tia idosa, to refletindo se devo ir em alguns eventos sociais. Fora isso, as coisas estão as mesmas

    2. Aqui na empresa estamos discutindo home office, coisa que era tabu completo até semana passada. Por ora, nenhum funcionário foi infectado.

      Dei uma pausa na academia, também, pra não ser o paciente zero da galera.

    3. Não mudou em nada minha rotina, mas estou bem apreensivo. Faço parte do grupo de risco pois tenho uma doença autoimune (Espondilite Anquilosante).

    4. Tou querendo viajar, mas tou cismado. A cidade onde vivo já tem um caso confirmado, mas em um bairro distante do meu.

    5. sim! já estamos comprando alguns mantimentos – coisa q achamos necessário mesmo sem a crise, pq ficamos sempre no limite dos mantimentos. então, achamos oportuno começar agora. (até o papel higiênico acho q vamos ter um pouco mais. vai q…)

      os hábitos de higiene nós já tínhamos mantido mais rigoroso há uns dez anos, desde os primeiros surtos de gripe mais severa. sempre q voltávamos da rua. não usamos os calçados q usamos na rua em casa, por exemplo. sempre borrifamos álcool na sola dos calçados de todo modo, para o próximo uso.

      o q me parece o principal, fora as coisas práticas, é tentar manter a calma. pq tudo fica parecendo ameaçador. usei o transporte público ontem e fiquei tenso em alguns momentos, com pessoas espirrando e tossindo sem fazerem aquela proteção… poderia não ser nada, mas o medo é constante.

    6. Eu ia escrever como “Crônica da Santa Ifigênia”, mas vai por aqui mesmo.

      Hoje fui na região da 25 de Março / Santa Ifigênia, e vi muitos usando máscara facial simples.

      Detalhe que os principais centros de comércio popular china-brasil lá (Pajé, Oriental, Korai, Shopping 25) são todos lugares bem compactados, de corredores pequenos e problemas sérios de ventilação.

      Vou é ficar quieto.

    7. Eu estou pensando em cancelar uma viagem para a Bolivia e uma ida pra casa dos meus pais em SP. Pior que estava guardando a grana faz um tempinho.

    8. Tô com uma tosse bem chata há um tempo (provavelmente foi alguma outra mazela dessas que sempre rolam depois do carnaval já que não tô sentindo mais nada, mas vai que é, né?). Aí por isso cancelei todos meus eventos sociais, tenho lavado as mãos constantemente e tô evitando sair de casa.

      Em assunto semi-relacionado, me ferrei com o degringolamento da economia pois foi justamente quando assinei o fastmail por conta de sua recomendação (e logo por dois anos!). Resultado: $90 dólares viraram R$446, mas o nubank demorou 7 dias para processar e se transformaram em R$472! 💸

    9. Talvez reconsidere uma viagem programada para o mês que vem – se a companhia de turismo não cancelar antes.

    10. Aliás, um colega que estava de retorno da Europa não fez a quarentena e veio trabalhar normalmente na segunda. Hoje ele está com alguns sintomas (vai saber). Pode ser que na próxima semana todos por aqui fiquem de quarentena também (aqui não há como fazer home office)

    11. Por enquanto nada, mas se começar a fechar os estabelecimentos comerciais vamos pensar em algo.

    12. Minha esposa e eu vamos adiar nossas férias em julho para o final do ano por conta do coronavírus e do dólar que não para de subir, fiz investimentos em renda variável e essa última semana desabou, ao menos não investi muito dinheiro nisso, tenho perfil conservador.
      Minhas aulas no MBA foram canceladas por 1 semana devido a pandemia, estou avaliando se devo ir na academia que frequento sempre ou treinar na academia do meu prédio que é bem mais simples e quase ninguém frequenta, evitando sempre que possível locais com muitas pessoas e estou lavando mais cuidadosamente as mãos.

      1. Tb estou cogitando deixar de ir na academia… A chance de contaminação ali é muito grande.

  12. Minha vez de pedir recomendação de celular. No caso, a dúvida é saber se um top de linha de fev2018 (no caso, o S9) é uma compra melhor que um intermediário-não-tão-intermediário-assim mais recente, no caso um dez2019 Motorola Zoom. Os dois estão com o mesmo preço. o S9 Plus está uns 20% mais caro. E aí?

    1. Eu prefiro um carro popular zero km do que um compacto premium com 3 ou 4 anos de uso.

      1. Mas nesse caso seria um compacto premium modelo 2017, mas 0Km :p

        Eu iria de S9!

    2. Olha, pelo que tenho visto por aí o S9+ está com um preço meio inchado, se seu orçamento chegar até uns $1800,00 acho que dá para encarar um S10 Lite, é um ótimo aparelho e tem o que eu acho ser uma vantagem: tamanho civilizado. Se encontrar um S10 nesta faixa, compre sem medo de ser feliz.
      O Pocophone também é um aparelho bem bacana mas o preço está muito salgado pelo que ele oferece.

      1. No Zoom está apostando que o menor preço do S10Lite foi de 3400. Quase o dobro

        1. Creio que o Juarez esteja se referindo ao Galaxy S10e. O S10 Lite acabou de ser lançado, natural que o preço não tenha caído.

          Neste momento, o Galaxy S10e aparece por R$ 2.339 no Buscapé. O menor preço do histórico recente, em 12 de fevereiro, foi de R$ 2.079.

      2. engraçado vc comentar do tamanho
        ontem fui numa loja para pegar em mãos o s10e
        de vista ele me pareceu muito pequeno, como se fosse um iphone SE em relação ao 7

        mas aí botei meu celular atual nele para comparar e os dois tem basicamente o mesmo tamanho, com a diferença do s10e ser basicamente só a tela, aí buguei

        tb vi o zoom, que é um dedo mais alto que meu celular e mesmo assim pareceu menor (talvez por ser mais fino)

        https://phonesized.com/compare/#346,1182,961,1297

    3. eu acabei comprando um s9 plus por causa da bateria. realmente não queria ter comprado um android e, em especial, um samsung, mas o meu celular antigo, q eu acreditava q duraria mais um tempo (um S6), simplesmente apagou. essa tela do s9 me impressionou muito. achei q não ia gostar da borda curva, mas simpatizei com ela. e a bateria, q no s6 era um fisco, nesse pelo menos dura o dia todo – com uso intenso. ando com o carregador só pra garantir, mas tá indo bem se saio de casa com a carga 100%. a câmera é boa e já está com android 10. então pulei do 7 para o 10. o preço estava razoável e teve cashback, então eu achei q foi um negócio ok para o momento inesperado… dái q não posso não recomendar o aparelho, pq ele é, apesar da samsung ser uma empresa difícil, muito bom.

      1. Já pensou em desativar serviços que você não usa (Tipo apps samsung / google)?

        Além de ser uma suposta camada de segurança, provavelmente são serviços a menos para comer a bateria e os dados.

        1. o uso do s6 demandava muita ponderação: ele tinha 32Gb de espaço, acho q 2Gb de memória e não tinha espaço pra um micro SD. eu desabilitei nele tudo qto pude e era preciso dar uma carga no meio dia pra ele aguentar, então, era sempre no limite… imaginei q poderia ficar com aparelho por mais um ano ou dois, mas não rolou.

          1. Entendo.

            Como tenho um perfil de usar menos mídia, os 16GB do meu Nexus dão conta – meu problema maior é bateria.

            Mas acho que uma política de cópia de arquivos pode dar sobrevida.

      2. tá instatisfeito? vai pra cupertino então

        qual seu uso do s9+? to considerando seriamente ele a depender do preço que eu achar

        1. Estou usando coisas q não usava antes no s6: ver vídeos, por exemplo, já q posso salvar vários neles. Especialmente pra ouvir música eu preferi um q tivesse Bluetooth mais moderno com Aptx, 5.0 e q fosse bom para fones com fio. Eu ia de LG V40 (um um g8) importando aqueles recondicionados, especialmente pelo som. Mas ia demorar muito, apesar se ser mais barato (bem mais barato, diga-se, apesar do risco) e o s9+ não faz feio nessa área… Estou usando muito pra navegação, uns joguinhos leves e pra coisas do trabalho. Eu quase desisti dele por um s10e como sugeririam acima, mas o entalhe me incomodaria mais e a tela do s10e tem densidade de pixel inferior. Eu gosto de uma tela porque tb trabalho com imagem… O s6, por incrível q pareça, ainda tem mais densidade q esse s9+!

          https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/02/27/coronavirus-veja-perguntas-e-respostas.ghtml

    4. Assim, não é o mesmo caso mas tive um moto X (top de linha de sua época) por um bom tempo e fiquei impressionado quando troquei por um moto g5 (intermediário, talvez até de entrada). Portanto eu recomendaria pegar um atual intermediário mesmo.

      Inclusive o meu moto g5 atual tá completando 3 anos e já tô de olho nos novos intermediários que sairão: samsung m31 e no xiaomi A4.

      1. Acho que é de certa forma similar, porque to saindo do Moto Maxx que foi o top da motorola lá em 2014 (mas não era tão top quanto outros tops mais tops). A diferença é que ele possuia mais bateria e ram, o que pareceu dar uma sobrevida a ele e acho que devo seguir por esse mesmo caminho.

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