Anúncio Conheça a máscara antiviral que desativa os vírus em até 5 minutos

Bloco de notas #26

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


O novo coronavírus está entre nós

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) chegou ao Brasil e segue se espalhando. Na manhã desta quinta (12), o Ministério da Saúde confirmou os primeiros casos de COVID-19 no Paraná [Agência de Notícias do Paraná], de onde edito o Manual do Usuário. No Brasil, já são 60 confirmados [Agência Brasil].

Mais eventos globais foram cancelados, como o SXSW e a E3 (games), ambos nos Estados Unidos, e alguns promocionais, como a campanha Swipe Night do Tinder (!) [Folha]. Nos EUA, as cinco maiores empresas em valor de mercado já flexibilizaram políticas internas para permitir e estimular funcionários a fazerem home office [O Globo]. Alguns veem esse episódio como uma grande chance de demonstrar a gerentes temerosos que home office é do bem e, com isso, avançar a agenda do trabalho remoto. Falo do tema, aproveitando a minha expertise empírica — em home office, não em epidemiologia —, no podcast Guia Prático da semana.

→ No New York Times, o colunista Kevin Roose defende um argumento raro: trabalhar de casa, remotamente, é superestimado [em inglês]. Meio que concordo com ele.

→ O Ministério da Saúde publicou figurinhas de WhatsApp com o tema coronavírus. Elas foram criadas pela artista paulistana Ana Cattini e trazem dicas de prevenção. Simpático. Para instalá-las, é preciso ter o app Sticker.lyno celular. Depois disso, basta tocar neste link. Ah, também servem para o iMessage da Apple.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

Apoie o Manual do Usuário.
Você ajuda a manter o projeto no ar e ainda recebe recompensas exclusivas. Saiba mais »

→ O site do Ministério da Saúde, aliás, apresenta lentidão e às vezes fica fora do ar devido ao volume de acessos. É uma boa fonte de informações oficiais e verificadas do novo coronavírus. Alternativamente, dúvidas podem ser tiradas por telefone — basta ligar no 136 [Agência Brasil].

Galaxy S20 chega ao Brasil

A Samsung anunciou, nessa quarta (11), preços e disponibilidade da linha Galaxy S20 no Brasil [Estadão]. O modelo mais potente, o Galaxy S20 Ultra, chegará ao país em duas versões: uma mais simples, com 128 GB de espaço e 12 GB de RAM por R$ 8 mil, e a que saiu lá fora, mais potente (512 GB/16 GB), por R$ 8,5 mil.

→ Por motivos óbvios, os Galaxy S20 brasileiros não suportam redes 5G. Ainda estamos discutindo o modelo do leilão das frequências [Agência Brasil] e, nesse ritmo, o mais provável é que as primeiras redes do país só apareçam em 2021.

→ No Yahoo, publiquei uma coluna sobre os preços exorbitantes do Galaxy S20 Ultra. Meu argumento é de que não há justificativa racional para se gastar tanto em um aparelho que estará obsoleto daqui a um ano e que não faz muito mais do que outros que custam 1/5 do seu preço. Algumas colunas do Yahoo serão republicadas no Manual do Usuário. Não é o caso desta, então, dê um pulo lá para leu meu texto.

Leituras de fôlego recomendadas

O mercado cinza de celulares no Brasil

A consultoria IDC informou que foram vendidos 48,6 milhões de celulares no Brasil em 2019, alta de 3,3% em relação ao ano anterior. O volume poderia ter sido maior não fosse o mercado cinza, o dos celulares contrabandeados: no mesmo período, foram vendidos 3,8 milhões de smartphones do tipo, alta de 344% em relação a 2018. Em nota, Renato Meireles, analista da IDC, explica o fenômeno:

Com fabricantes entrantes no mercado brasileiro ofertando lançamentos com especificações mais robustas, o consumidor buscou varejistas que enxergaram uma oportunidade de praticar a venda ilegal destes e demais modelos por preços bem abaixo do mercado, em alguns casos com mais de 50% de diferença em relação ao preço das lojas oficiais. Essa prática levou fabricantes que atuam no mercado oficial, varejistas “legais”, entidades governamentais e até mesmo a Polícia Federal a focar em um trabalho conjunto para banir a venda ilegal, que resultou em perdas de receitas e de impostos arrecadados.

100% de impostos

O canal GrayStillPlays fez um experimento curioso com o jogo Smart City Plan, uma releitura que se diz moderna da simulação de cidades estilo Sim City: subiu todos os impostos do simulador de cidades para 100%](https://invidio.us/watch?v=EuOXz6dGbmQ) [Invidious, em inglês](YouTube). Metade da população continuou feliz e os insatisfeitos só apontaram um problema, o excesso de impostos. O vídeo é daqueles em que um narrador metido a engraçado comenta os absurdos que comete enquanto joga. Se o inglês de ouvido estiver em dia, vale algumas risadas.

Smart City Plan é um novo jogo para Windows que promete trazer modernidade ao gênero imortalizado por Sim City. As primeiras reações de jogadores no Steam [em vários idiomas] têm sido bem mornas, nenhuma relacionada a impostos.

Um app: NetNewsWire

Os anacrônicos donos de iPhone e iPad que ainda se informam por feeds RSS ganharam um app sensacional essa semana: o novo NetNewsWire 5[em inglês]. O app é bonito e extremamente leve e rápido — tem menos de 10 MB. É o tipo de app exemplar, que seria mais comum se a experiência do usuário fosse, de fato, prioridade. O mais estranho é que o novo NetNewsWire é gratuito, sem qualquer compra in-app, anúncios estranhos, não tem pegadinha. Não é todo dia que um app excepcional é oferecido assim. Bônus: o código-fonte dele é aberto. Baixe-o aqui.

→ Existe também uma versão moderna do NetNewsWire para macOS.


Se você curtiu este Bloco de notas, assine gratuitamente a newsletter do blog para recebê-la semana que vem, gratuitamente, direto no seu e-mail:


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

9 comentários

  1. Quem não conseguir ler a matéria da Folha por conta do paywall, só colocar um ponto (.) depois do “br”.

  2. meu jeito preferido de acompanhar meus sites e canais do YouTube é o bom e velho rss, não perco nda e vejo quando quero, pois não vai sumir de vista nunca.

    1. Ultimamente tem me incomodado muito o acesso pela TV. A minha é meio velha, tem oito anos, e parece que o app do YouTube está ficando pior. Nas últimas semanas, ele para de responder quando exibe algum anúncio, o que me obriga a assisti-lo até o fim.

      Prefiro a TV, mas a experiência piorada, somada à tonelada de dados que o Google coleta do meu uso, tem me empurrado cada vez mais para o tablet, onde posso assistir aos vídeos pelo Invidious.

      Outra alternativa, que ainda não testei, é baixar todos os vídeos que quero ver e passá-los num pen drive. Por acaso, descobri que o app que uso para baixar vídeos de lá, o 4K Video Downloader, tem uma opção de logar com a conta Google e baixar todos os vídeos das assinaturas automaticamente.

      1. Indo de encontro ao tópico sobre “mercado cinza”, não compensaria para ti comprar um “android box” e instalar programas alternativos de acesso ao YouTube (tipo New Pipe) ?

        1. Ou até você mesmo brincar ou conversar com alguém do MdU para lhe ajudar a montar um mini home media center baseado no Raspberry.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!