Bloco de notas #24

Foto de Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon.

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Os bilhões de Bezos para “salvar” a Terra

É quase um experimento antropológico observar as reações à promessa de Jeff Bezos, feita em um post no Instagram sem qualquer detalhamento, de doar US$ 10 bilhões da sua fortuna particular para ações de combate ao aquecimento global [BBC Brasil] em um fundo batizado “Bezos Earth Fund”. (Parece plano maligno de vilão de desenho animado.) O tanto de gente aplaudindo a boa ação enquanto ignora o absurdo normalizado de uma (uma só!) pessoa se apropriar de quase US$ 140 bilhões é desanimador.

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A matemática dos unicórnios

Cabeça de um unicórnio inflável em frente a uma pilha de notas de dólar.

Foi-se o tempo em que unicórnio era apenas o ser mitológico, aquele cavalo com chifre e poderes mágicos dos livros de fantasia. Desde 2013, o termo se desdobra para designar as startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. O clube dos unicórnios vem crescendo e, a partir de 2018, passou a contar com membros brasileiros. O que nos leva a questionar a matemática por trás dos “valuations”, ou o valor de mercado de uma empresa. Quais contas precisam ser feitas para que uma startup se autodeclare unicórnio?

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O sonho do iFood é um pesadelo para muita gente

Bicicleta e bolsa térmica do iFood seguradas por um entregador, sem mostrar o rosto dele.

O início dos anos 2010 nos encheu de esperança, com o setor de tecnologia dando fortes sinais do seu potencial revolucionário. De um lado, as redes sociais eram o motor de levantes populares; de outro, modelos criativos da economia colaborativa colocavam em xeque o poderio das grandes empresas. Uma década depois, aquele potencial não se realizou. Em vez disso, hoje notícias como as que revelam como plataformas de delivery exploram entregadores e restaurantes parceiros nos chocam. Quando foi que aquela esperança virou esse show de horrores?

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Bloco de notas #23

Mulher segurando cartão do Nubank na altura da boca e piscando um dos olhos.

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


O segredo das cartinhas do Nubank

Bruno Gâmbaro recebeu uma carta do Nubank, escrita à mão, convidando-o a abrir uma conta. Ele foi ao Twitter e perguntou ao perfil da fintech, conhecido pelo bom humor, memes e emojis, como eles tinham conseguido seu endereço. Em um lapso de sinceridade, o social media do Nubank respondeu:

Uhu! Só vem, estamos te esperando. Existem bancos de dados que a gente consegue ter acesso, chama na DM que iremos explicar tudo. ??

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Bloco de notas #22

Duas crianças passando por catracas graças às suas pulseiras Schood.

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


É difícil ser criança nesta época de vigilância total

A Positivo oferece uma pulseira para estudantes de escolas [Estadão]. (Em vídeo.) Chamada Schood, ela monitora em tempo real todos os passos da criança ou adolescente no perímetro escolar, automatiza a chamada em aula, faz pagamentos contactless na cantina e serve até de interface para testes-surpresa enviados pelos professores.

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Pretext, um “Bloco de notas” para iOS integrado ao iCloud

Print do Pretext no iPhone com o início deste post escrito em Markdown e, ao lado, ícone padrão do app.

Um app legal, uma alternativa aos das Big Tech e as últimas novidades dos apps que (quase) todos usamos. Assine gratuitamente a newsletter para não perder as próximas edições.


Já foi dica aqui no Manual: ter um app de notas rápido e sem firulas faz muita diferença no dia a dia. Quem usa iPhone tem no Notas, da própria Apple, uma boa opção. É a que eu uso, mas um detalhe dele, o fato de as notas não serem arquivos acessíveis diretamente no Finder, sempre me incomodou.

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Post livre #208

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

4 dicas para ter mais privacidade no WhatsApp

Mulher em uma calçada com parte do corpo escondida mexendo em um celular.

De um simples app de mensagens via internet que substitui o SMS, o WhatsApp transformou-se, em lugares como o Brasil, na principal ferramenta de comunicação de muita gente. A popularidade trouxe de carona excessos e abusos, situações que, segundo esta reportagem da Folha, podem gerar ansiedade nos mais jovens e pressão em funcionários abordados por seus chefes fora do horário de trabalho.

Não existe fórmula mágica, mas algumas medidas podem amenizar os estragos do WhatsApp para quem o aplicativo se tornou uma fonte de problemas. Abaixo, algumas dicas para reforçar a privacidade no app e recuperar o controle no seu uso.

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O que tem na mochila de Caio Volpato

Itens da mochila do Caio Volpato vistos de cima.

Aviso: Para incentivar o envio de mochilas, a partir de agora sortearei livros entre os leitores que participarem da seção a cada semestre. O primeiro será A guerra pela Uber, de Mike Isaac, em junho. Veja aqui as orientações para enviar a sua mochila. Espero por ela!


Caio Volpato segurando um gato malhado. Caio Volpato (caioau) é matemático aplicado e atua para difusão da criptografia, privacidade, software livre e cultura hacker. Atualmente operador de relay e voluntário do projeto Tor e membro da Casa Hacker Hackerspace.


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Se a vigilância é o novo normal, deveríamos ter o controle dos nossos dados

Homem com o rosto parcialmente iluminado mexendo no celular no escuro.

por Guilherme Felitti

No fim da década de 1980, o Partido Democrata dos Estados Unidos já tinha decidido quem seria seu candidato à Casa Branca para a eleição de 1988. Tudo indicava que, após oito anos de governo do republicano Ronald Reagan, era hora dos democratas voltarem à presidência. Não era só o momento que era favorável. Vencedor das primárias do partido, o senador Gary Hart personificava a figura perfeita. Se um marqueteiro lapidasse um candidato ideal, ele seria Hart, a começar pelo visual: com 51 anos, sorriso fácil e um cabelo raro para a idade, Hart era aquele jovem senhor que desfila charme por aí. Alguns democratas viam nele uma nova encarnação da mística de John Kennedy, presidente assassinado 25 anos antes.

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