Rodrigo Ghedin
Os ritmos da sociedade são muitos e, quando comparados, não raro se revelam descompassados. Seguíssemos à risca o da indústria de tecnologia, por exemplo, todo mundo estaria de celular novo a cada 12 meses. Ainda que a frequência de lançamentos do setor não tenha diminuído — pelo contrário, está acelerando em alguns casos, como o do Moto G —, parece que as pessoas estão passando mais tempo com seus aparelhos antes de sentirem a necessidade de trocá-los. Será só uma impressão equivocada ou esse movimento está mesmo ocorrendo?
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Rodrigo Ghedin
Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.
O intrigante “kit de atualização física” para iPhone
Sempre achei meio boba aquela história de que as pessoas compram iPhone apenas pelo status. Histórias como esta, porém, reforçam o estigma.
Uma loja que atua no Mercado Livre está vendendo “kits de atualização física” para modelos de 2018 do iPhone (XS e XR) que os “transformam” em iPhone 11 e iPhone 11 Pro. O kit é composto por uma chapa de metal que deve ser colada no conjunto de câmeras, deixando os modelos de 2018 visualmente parecido com os de 2019. Não há qualquer vantagem funcional na “atualização física”, é uma alteração meramente estética. Na data da publicação desta coluna, 67 kits já tinham sido vendidos. Cada um custa R$ 49 [Mercado Livre] e acompanha uma capinha transparente que, segundo a descrição do vendedor Pedro, da loja Vem Barato,
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Rodrigo Ghedin
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Por um breve período no início da última década e contrariando qualquer lógica, uma rede social que só permitia a publicação de vídeos com no máximo seis segundos de duração não só existiu, como fez algum barulho. Era o Vine. Comprado pelo Twitter em 2013, no auge da sua popularidade e por motivos burocratas que só os executivos do Twitter poderiam explicar, o Vine foi encerrado, abrindo espaço para que três anos mais tarde o chinês TikTok conquistasse o Ocidente e um rombo no coração de Dom Hofmann, um dos inconformados criadores do Vine.
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Rodrigo Ghedin
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
Rodrigo Ghedin
Nota do editor: Nesta seção, a cada 15 dias entrevisto profissionais de diferentes áreas a respeito de produtividade e da relação deles com a tecnologia. Veja os anteriores e cadastre-se gratuitamente na newsletter para ser avisado dos próximos.
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Rodrigo Ghedin
Longe dos holofotes que empresas como Google, Tesla e Uber ganham da mídia especializada com suas iniciativas autônomas, a startup brasileira Hitech Electric anunciou, nesta quinta-feira (30), o primeiro carro elétrico autônomo do Brasil. Estive na sede da Positivo, uma das parcerias da startup, para dar um rolê na variante autônoma do e.coTech4.
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Rodrigo Ghedin
O grande filósofo da nossa geração, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, já alertava no final dos anos 1990 que o jovem no Brasil nunca é levado a sério. Então, quando a atriz e fenômeno teen Larissa Manoela resolveu tocar em temas como a cultura dos influenciadores digitais e o vício em celulares em seu novo longa metragem, Modo Avião, o mínimo que alguém interessado nesses assuntos poderia fazer era prestar atenção. Assim o fiz.
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Rodrigo Ghedin
Neste ano, o Manual do Usuário será publicado em edições semanais. Após muita reflexão, concluí que esse formato é mais condizente com a proposta do site e tende a ser melhor a você, que lê, ouve e comenta o que é publicado aqui. Essa é a maior novidade do site, mas não a única — leia o post com todas elas logo abaixo. Caso tenha algo a dizer sobre essas mudanças ou qualquer outro assunto, mande um e-mail para mim.
— Rodrigo Ghedin
Tecnocracia
Monopólios sempre emperraram a inovação — e não é diferente com as Big Tech
Bastidores
As novidades do Manual do Usuário para 2020
Crônica
imagine all the A.I.
Apps
Strive Minutes, meditação minimalista para Android
Bloco de notas
Fila de embarque high-tech (e organizada)
Vamos conversar?
Post livre #206
Rodrigo Ghedin
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Fila de embarque high-tech (e organizada)
A Azul e a Infraero estão testando uma solução high-tech para organizar as filas de embarque em aviões no Afonso Pena, aeroporto na região metropolitana de Curitiba (foto acima). Nos portões em testes, foram colocadas duas telas e 12 (!) projetores que iluminam o chão com quadrados coloridos e com os números dos assentos. O passageiro acompanha pelas telas a progressão da fila e só se dirige a ela quando o número do seu assento é projetado.
→ Procurei as assessorias da Azul e da Infraero para saber mais do projeto. Ambas negaram entrevistas. A Azul disse, por e-mail, que não poderia dar mais detalhes porque está “em fase de negociação”. Já a assessoria da Infraero afirmou que o sistema será anunciado oficialmente em um evento ainda sem data, mas que deve ocorrer antes de abril.
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Rodrigo Ghedin
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A meditação é tida como um excelente remédio para manter a sanidade nesses tempos turbulentos em que vivemos. O Strive Minutes [Android, R$ 10,99] promete ajudá-lo a meditar e a tornar isso um hábito.
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Rodrigo Ghedin
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por Paula Gomes
-imagine que vocês sejam outras pessoas
-quem?
-não sei, imagine. é uma situação hipotética
-tá
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Rodrigo Ghedin
Dizem que em time que está ganhando não se mexe, então tive que fazer umas substituições e mudar o esquema tático do Manual do Usuário para 2020.
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por Guilherme Felitti
Dois mil e dez foi um ano movimentado em tecnologia. A Apple lançou o iPhone 4 e o iPad, comprou a startup Siri (que viraria seu assistente pessoal) e Steve Jobs voltou a aparecer após meses longe dos olhares do mundo. A Microsoft foi atrás da AWS com o Azure e ainda tentava entrar na guerra dos smartphones com o Windows Phone 7. A Amazon já ensaiava atacar outras frentes, mas a venda de livros ainda era seu negócio principal — em 2010, pela primeira vez, os e-books venderam mais que as cópias físicas. A Intel comprou a McAfee, Yahoo, Nokia e HTC eram relevantes e surgiram as primeiras informações sobre o smartphone que o Facebook estava fabricando (três anos depois descobriu-se que era por uma parceria com a HTC). Só o fato de ter o iPhone 4 e o iPad já dariam importância ao ano: o primeiro lançou essa tendências de smartphones “embalados” em vidro, o segundo desengatilhou uma outra tendência — ainda viva, mas de menor fôlego, é verdade —, de tablets como substitutos de notebooks.
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