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Byte, o sucessor espiritual do Vine chegou

Diversas pecinhas coloridas representando vídeos espalhadas pela tela contra um fundo escuro e o logo do Byte abaixo.
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Por um breve período no início da última década e contrariando qualquer lógica, uma rede social que só permitia a publicação de vídeos com no máximo seis segundos de duração não só existiu, como fez algum barulho. Era o Vine. Comprado pelo Twitter em 2013, no auge da sua popularidade e por motivos burocratas que só os executivos do Twitter poderiam explicar, o Vine foi encerrado, abrindo espaço para que três anos mais tarde o chinês TikTok conquistasse o Ocidente e um rombo no coração de Dom Hofmann, um dos inconformados criadores do Vine.

Desde 2015, antes do surgimento do TikTok, portanto, Hofmann trabalha no Byte, uma espécie de sucessor espiritual do finado Vine. Após idas e vindas e um atraso na data prevista para o lançamento oficial, o Byte finalmente foi lançado para Android e iOS na tarde da última sexta-feira (24).

A interface lembra a do TikTok, com vídeos em tela inteira passados verticalmente, mas o limite de tempo é o do saudoso Vine, ou seja, seis segundos. Há uma área com os vídeos populares, outra com notificações e, central na interface, um botão redondo que dá acesso à câmera. Nada muito diferente. Não é muito difícil fazer um app nesses moldes hoje; o que vai determinar o sucesso do Byte, aparentemente, é se a força da nostalgia será capaz de levar muitos órfãos do Vine a aderir ao novo app. O problema é que muitos já encontraram refúgio no TikTok. Para atrair os criadores de conteúdo mais prolíficos, Hoffman disse, em entrevista ao TechCrunch, que quando o Byte estiver veiculando anúncios, dividirá a receita gerada com eles. A conferir.

O Byte é gratuito e está disponível para Android e iOS.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Você pode trocar o YouTube pelo Invidious

Ícone do YouTube borrado à esquerda; ícone do Invidious destacado à direita.

Falando em vídeo, uma boa “alternativa” ao YouTube é o Invidious. Entre aspas porque, na real, o Invidious é uma interface para assistir aos vídeos do YouTube. Pode não parecer à primeira vista, mas há vantagens muito interessantes nessa troca.

A principal delas é livrar-se de uma fatia considerável dos excessos que o Google insere nas páginas de vídeo do YouTube. Ferramentas de desempenho de sites sintéticas podem até apontar o site do YouTube como mais leve, mas isso porque o YouTube vai “montando” a página aos poucos. Na prática, o Invidious é visivelmente mais leve e rápido de carregar por ter um layout simples, sem invenciones; usar um player de vídeo que não depende de JavaScript para funcionar; e não ter as APIs e os anúncios do Google. Ah é, o Invidious não tem anúncios.

O Invidious permite criar uma conta à parte, sem ligação com a do Google, e gerenciar os canais inscritos por ela. Há filtros diversos, alerta de novos vídeos publicados e algumas opções que preservam a sanidade e a fé na humanidade, como ocultar por padrão os comentários, e de comodidade, como as configurações do player (resolução, velocidade e reprodução automática, por exemplo). O único contra é que a resolução máxima suportada é HD (720p), o que pode ser ruim para assistir a obras visuais mais elaboradas. No geral, porém, é bom o suficiente — e, impressão minha, o sistema de “buffering” parece privilegiar mais a qualidade do vídeo, ainda que à custa de uns segundos extras de espera antes do vídeo iniciar.

O Invidious é um sistema de código aberto e que pode ser instalado por qualquer um em um servidor. Existem alguns público espalhados por aí; o invidio.us é o “oficial”, por assim dizer — o do desenvolvedor principal —, e o que eu pessoalmente uso. Ele é gratuito e só funciona na web, ou seja, nada de apps.

Notícias e atualizações

O Twitter se juntou aos esforços para conter a disseminação do coronavírus. Não por acaso: nas últimas quatro semanas, foram publicados mais de 15 milhões de tweets sobre o assunto. Além de manter o radar ligado para campanhas que espalham desinformação (nenhuma detectada até agora), o Twitter vai colocar links informativos no campo de pesquisa quando um usuário recorrer a ela para saber mais da ameaça viral. [Twitter]

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O Fantastical, um app de calendário e agenda para plataformas da Apple, rendeu-se ao modelo de assinatura mensal. Para usá-lo em toda a sua plenitude nas três — iPhone, iPad e Mac — é preciso pagar R$ 21 por mês, ou R$ 165 por ano. [MacMagazine]

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A Filmic lançou um app gratuito para iOS que permite filmar com duas câmeras ao mesmo tempo. Obviamente, só funciona nos modelos mais recentes do iPhone. Chama DoubleTake e quem já usou diz que é bem fácil de entender. [The Verge, em inglês]

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2 comentários

  1. Tenho uma instância do Invidious.

    Mas ela tem alguns problemas – evidentemente o Youtube não deixaria muito fácil. Às vezes o IP da instância é bloqueado. Me parece que a instância oficial é mais estável, mas não imune.

    Para celular, o NewPipe (https://newpipe.schabi.org/, ou direto no Fdroid: https://f-droid.org/en/packages/org.schabi.newpipe/) é ótimo. De tempos em tempos sofre com atualizações do YouTube, mas sempre se recupera (infelizmente no Fdroid as atualizações por vezes demoram). Recomendo muito.

    Uma alternativa que estou testando é o FreeTube (https://freetubeapp.io), um aplicativo desktop baseado no Invidious. Para mim, o melhor das soluções, não precisa ser hospedada e não sofre (creio) das limitações de IP fixo do Invidious.

    Para os mais “roots”, pela linha de comando (Linux, OSX, Windows) há o canivete suíco https://youtube-dl.org/, o rei dos downloads.

  2. usei o invidious por um tempo, mas a falta de app é o que não me faz continuar, visto que gosto de escutar só o áudio (sei que tem navegador que dá pra usar assim), mad não é tão prático como o YouTube vanced

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