Post livre

Post livre #206

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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154 comentários

  1. Se este comentario for ao ar e for o último, vai a piada tosca estereotipada para fechar este domingo.

    Se o Ghedin fosse português, o nome deste site seria Manoel, o Usuário.

  2. Sou só eu ou mais alguém acha q deveria ter 1 segundinho de pausa a mais após o “Eu sou o Guilherme Felitti” no Tecnocracia?
    Acho o podcast primoroso e só acho q deveria ter algo assim pra dar mais um tom ao discurso, ou então alguma espécie de vinheta (sútil) nesse momento.
    Um abraço pro Guilherme :)

    1. Eu acho genial que o Guilherme começa a falar e vai te envolvendo na conversa e 40 minutos depois vem a quebra: “Eu sou o Guilherme Felitti”.

      1. O “cold open” do Tecnocracia é muito bom. Prefiro assim também.

        1. Eu tbm acho muito bom! Só acho q depois que ele diz o nome dele deveria ter uma pausa um pouquinho maior, pra dar uma maior ênfase a essa quebra.

  3. Bom dia galera do MdU, você mora em um condomínio residencial na cidade de SP?

    Se sim, estou fazendo um trabalho de MBA e desenvolvemos um formulário de pesquisa para identificar o público que o projeto atende.

    Você pode responder até segunda dia 27/01? Irá ajudar muito! É rápido e não precisa de cadastro.

    https://forms.gle/DAxBv9pFqYKwwWSw8

    1. Uma pergunta muito ampla. Talvez se você colocar alguns requisitos para o que você deseja seja possível chegar a algum veredicto.

      1. Bem quero para PS4 e que a comunidade online de jogo de tiro seja pouco tóxico, se for gratuito tudo bem, mas se for pago tudo bem vou colocar na lista dos desejos, sou novo dono de ps4.

        1. Muito difícil não ter uma comunidade tóxica, o mais próximo disso que conheço é o Insurgency, mas não tenho certeza se tem para PS4 (além da comunidade mais tranquila, o jogo é muito bom). Agora, o que posso recomendar seria o Battlefield V ou o Battlefield I que são jogos incríveis e normalmente não tem ninguém falando ou comentando.

    2. Acho que o mais conhecido é o Counter Strike: Global Offensive (só pra pc).
      Pensando em PC, além dele, tem os Call of Dutys da vida, Battlefields, Star Wars Battlefronts, Overwatch, Paladins, PUBG, Fortnite, ARMA, Team Fortress, Apex Legends, Zula, etc etc.

      Quanto ao que o gimigliano falou, e tu deu os detalhes da escolha, tirando o CS:GO, Zula e Team Fortress, creio que o resto do que eu citei tem versão pra PS4.

      E sobre a comunidade não ser tóxica, muito difícil. Joguei CS:GO, Overwatch, um pouco de Paladins, e lá é bem complicado. Vai testando o que for gratuito e vendo se a comunidade te apetece.

      1. Acho que o Arma 3 também tem uma comunidade mais madura, mas é para poucos já que é um “simulador de guerra”. O jogo tenta ser o mais realista possível em tudo o que envolve, então se quiser jogar, vai ter que ter muito tempo e paciencia.

  4. tem um problema que quem é destro ou ambidestro (no meu caso) deve sofrer muito lendo os comentários do MdU pelo celular e sempre clicar no botão responder sem querer

  5. Recorte de uma matéria sobre a compra de uma empresa de IA pelo iFood:
    “Estamos transformando a alimentação. Há pouco tempo, o delivery era feito por linha telefônica. No futuro, vai ser tão prático e a logística, tão boa, que vão questionar se vale a pena ter cozinha em casa. Para isso, precisamos conhecer o cliente no detalhe”.
    Eu ri internamente com essa tecnotopia (e sinceramente ainda ligo para pedir comida pois deixam de cobrar a taxa de entrega do ifood).

    1. Rapaz, só me lembrou “Idiocracia” agora aqui.

      “Brawndp. É o que as plantas tomam.”

    2. Sabe o que é mais doido? Isso é o ideal de sociedade avançada da União Soviética pós-revolucionária.

      Não se tratava de libertar o ser humano apenas do trabalho produtivo tradicional, mas também do trabalho doméstico cotidiano: o conjunto habitacional Narkonfim, clássico da arquitetura construtivista russa, por exemplo, previa unidades habitacionais sem cozinha. No caso, estava previsto um refeitório comunal — com refeições produzidas de uma forma colaborativa, mas na escala de uma cozinha industrial típica de um restaurante. Não é difícil pensar na generalização disso para a logística de entregas difusa pela cidade promovida pela tecnologia digital. A diferença, é claro, está na suposta customização ou na ilusão de escolha que temos com o ifood e similares — além, obviamente, da imensa exploração de mais-valia dos entregadores. O ideal de uma vida sem cozinha, contudo, parece permanecer o mesmo.

      (também é algo perfeito para o mercado imobiliário tentar continuar convencendo as pessoas a viverem em cubículos de 18m²)

      1. Muita coisa do capitalismo atual vem do comunismo soviético. A própria organização das empresas atualmente segue o modelo centralizado da econômica soviética/comunista em geral.

        Capitalismo não é bom em nada, exceto marketing.

      2. E não funcionou no Narkonfim, né? Pelo pouco que li, o prédio nunca funcionou como idealizado. Agora, foi leiloado e será revitalizado por um escritório de arquitetura italiano (aqui tem uma maquete virtual).

        Essa visão do iFood é típica de tecnocratas tão vidrados em eficiência que se esquecem que nem tudo na vida precisa ou deve ser eficiente. Esquecem-se do da satisfação de cozinhar, da comunhão em fazê-lo com mais gente, do prazer em servir a alguém uma refeição que você fez. Mesmo não sendo bom cozinheiro, eu gosto do processo, das descobertas, dos cheiros e sabores, das experiências.

        E, convenhamos: seguramente você encontra na rua comida melhor que a que prepara em casa, mas em quase todos os casos a um custo proibitivo se consumida todos os dias. (Aqueles bifês “coma quanto quiser por R$ 6” eu não arrisco, não.)

        1. não funcionou nem nos anos 30! os habitantes já haviam começado a improvisar cozinhas nos apartamentos, o que levou os próprios projetistas a reconsiderarem

    3. “No futuro, vai ser tão prático e a logística, tão boa, que vão questionar se vale a pena ter cozinha em casa.”

      Pensei em falar da qualidade duvidosa da comida dos restaurantes “de rua” (desses que se encontra andando em qualquer cidade), da falta de transparência dos ingredientes da comida, de como a comida é feita, do tempo que certos tipos de comida ficam “esperando” na vitrine até alguém comprar, e do quanto se gasta pra almoçar em lugares que preparam comida saudável.

      Prefiro que haja uma forma de facilitar e reduzir o tempo do preparo de comida saudável em casa, do que abolir a cozinha da casa. Na minha opinião o maior fator de “desmotivação” é o “como-se-faz” e o tempo do preparo da comida em casa. Ainda mais quando se chega cansado depois do trabalho. Se as empresas atacarem esses pontos, mais pessoas vão preferir comer em casa.

      1. A minha maior reocupação acaba sendo essa mesmo: qualidade (e também preço, alimentar fora de cassa ainda é bem mais caro no meu caso). Não sei como é o preparo da comida, os cuidados de higiene etc. Tudo bem que é mais prático e não fica aquela louça para se lavar depois…

        1. Acho que foi num Tecnocracia (não tenho certeza) que citou sobre como os restaurantes procedem quando passa 2,3 dias da compra das carne. Parece que é só colocar uma farinha e ovo e o gosto da carne já quase vencida/estragada não aparece.

          Eu costumava pedir File de frango empanado ou a milanesa, acabei mudando para omelete rsrs.

          Com relação ao preço, pode ficar bem mais caro do que levar marmita ou almoçar em casa. Imagine almoçar de segunda à sexta-feira pagando R$ 15,00 + suco.

          1. No livro de Antoine Bordain (Cozinha Confidencial), a milanesa é a salvação de qualquer cozinha – reaproveita alimentos antigos com a felicidade do Cliente. Apesar dos pedidos do bife bem passado, que estraga qualquer sabor.

          2. Um dia fui comprar uma torta de frango numa lanchonete perto de casa.
            Meu olfato é muito ruim (provavelmente por causa da rinite) e não senti o cheiro da comida, então levei.
            Quando fui comer o gosto tava horrível, tive que cuspir. Levei pra minha mãe sentir o cheiro e ela gritou me perguntando se eu engoli o pedaço mordido.
            O frango tava estragado. O pedaço de torta estava quente, como se tivesse saído do forno no dia, mas o frango era de sabe-se lá quantos dias.
            O pior é que tinham 7 pedaços de 8 da torta. Me pergunto a quantos dias aquilo tava sendo requentado todo dia até venderem tudo.
            Desde então não compro mais nada lá.

            E eu gosto muito de empanado, mas só quando a gente faz em casa. Não quero pensar em quantos dias a carne/frango fica sem ser comido até juntarem tudo e fazer o empanado.

      2. Tempo de preparo e tempo de limpeza depois. Eu gasto mais tempo lavando louça e fogão depois de cozinhar do que cozinhando. Sem falar na limpeza de filtros das coifas e na limpeza da gordura da parede da cozinha (por mais cuidado que se tenha, o chão e a parede próxima ao fogão sempre sujam de gordura).

    4. Felizmente nunca precisei usar os serviços dessas empresas (na verdade não acho que alguém precise de fato deles, afinal, não existiam antes e as coisas funcionavam). Enfim, qdo eu e minha esposa mudamos pra o apartamento onde estam agoraos, não tínhamos grana para os móveis. Então eu mesmo fui lá e e desenhei algumas armários, fui numa serralheria e pedi as madeiras cortadas no tamanho ok e pagável com o q tínhamos e montei tudo com a ajuda do meu pai. Ficou tudo muito ruim, porque não aproveitava bem o espaço da cozinha q é muito bom, ela é quadrada e não um corredor como costuma ser em APs como este. Enfim, o q era temporário durou 7 anos e finalmente conseguimos montar uma cozinha no fim do ano passado! Agora eu posso fazer várias coisas q nunca tinha feito. Fiz pão pela primeira vez e ficou ótimo! Economizamos muito fazendo várias coisas em casa e do q compramos pronto, ainda assim, além de não ser lixo ultraprocessado, economizamos se fôssemos pedir comida.

      E por sermos veganos e não haver restaurantes veganos na região em q moramos, tb nos impede de usar o serviço, q eu não usaria, de todo modo, justamente pela exploração das pessoas q fazem entrega q consegue ser pior ainda q Uber e 99. Se fôssemos pedir algo caso algum empresário para de fazer sempre a mesma coisa, seria para entregadores do estabelecimento ou eu mesmo buscaria, como costumava fazer antes de ser vegano. A grande vantagem do veganismo é isso: ela te afasta desse tipo de consumo. E as redes de entrega ifood e rappi fazem parte de uma grande cadeia de exploração: dos animais e das pessoas. A indústria da carne é uma das mais terríveis para os trabalhadores, pelas lesões dos movimentos repetitivos, pelos acidentes e por serem as maiores devedoras do INSS (isto está muito bem documento, basta procurar). Pedir um hambúrgueres ou uma pizza de calabresa pelo rappi é uma das piores coisas q se pode fazer tanto pelas pessoas qto pelos animais, só pra vc falar: ‘ai q merda de pizza, ai q merda de demora na entrega, ai q merda, meu entregador morreu no caminho e como eu fico agora?’.

      Vira e mexe recebo de empresas q gastam os tubos com IA e marketing, ofertas pra comprar produtos com origem na exploração animal. Isso é bom por um lado, afinal eles não me conhecem tão bem assim, e ruim por outro, pq mostra q exploração apenas está se sofisticando mais e mais a ponto da exploração ficar praticamente invisível e indiferente (ofereça carne até ele comprar). Ok q a alienação tem seu papel nesse grande esquema, mas os fatos estão aí e vc só os ignora se se esforçar para tanto, pq muitos são bem difíceis de contornar.

      Obviamente para eles seria ótimos não termos cozinha, pq comendo o lixo da indústria, vc vai precisar de mais remédios, daí q um analista de negócio vai fizer, ei, vamos comprar uma rede de farmácia e integrar as entregas: vc manda o lanche gorduroso e os medicamentos pra diabetes na mesma viagem, com frete ‘grátis’ e um bônus para um plano de saúde e assim vai…

      https://youtu.be/e9dZQelULDk

      1. Fabio, é a primeira vez que comento, apesar de seguir o Manual já anos, e fiquei curioso a respeito de alguém optar pelo veganismo. Você pode dividir como é sua experiência em não consumir produtos de origem animal? O que levou a essa escolha, custos, redescoberta gastronômica, etc. Vivo no Mato Grossorosso do Sul, estado com um dos maiores consumidores de carne per capita, e por aqui ainda é um nicho.

        1. Oi, Igor! Dá uma olhada nesse projeto q eu faço junto com a esposa: saberanimal.org. Não é bem sobre veganismo é mais sobre animalismo, mas chega no mesmo lugar. Qualquer coisa me dá um toque por lá!

  6. Galera que entende de PC gamer aí, poderiam me dar uma ajuda?

    Pensando em montar um PC gamer e gastar no máximo R$ 3.500,00 nele (na CPU).
    Tenho costume de comprar no Aliexpress, logo, pelo menos memória e SSD estou pensando em comprar de lá. Inclusive, meu SSD do notebook é de lá e já vai pra 2 anos de uso intenso (todo dia, várias horas por dia ligado) e tá inteirão.
    Minha dúvida é, o que me sugerem em termos de processador, placa-mãe e placa de vídeo?
    Gabinete andei dando uma olhada e gostei bastante de alguns na faixa dos R$ 250,00 (na Pichau ou Kabum, não me recordo agora).

    1. Tem que ver a meta que tu quer: se é jogos mais antigos ou atuais.

      De qualquer forma, o que tu pode fazer é tentar montar um i5/i7 de 4ª geração com uma placa de vídeo que seja compatível com o jogo que tu quer (sinceramente tou por fora de placas de vídeo, mas geralmente ou vejo o Linus Tech Tips para pegar alguma coisa, ou vou nos comparativos de benchmark para analisar custo-benefício).

      Como tu tá com orçamento razoável, o que você pode tentar também é ver componentes usados para montar ou até comprar um PC parcialmente montado, apenas comprando o SSD novo (dado que SSD tem tempo de vida também). A partir da 4ª geração do iX ou um AMD Ryzen (dizem que o custo-benefício da AMD tá melhor), tu se diverte com boa economia.

      Gabinete tu precisa pensar apenas em uma coisa: ventilação e facilidade de manutenção / limpeza. Não precisa gastar R$ 250,00 em algo com led que no final só vai te distrair. O dinheiro que sobrar pode direcionar para pagar a diferença em uma peça melhor, seja um processador ou placa de vídeo.

      Placa mãe não falei muito pois também tou por fora, e outra, não adianta falar dela sem saber o processador que lhe interessa.

      1. O que eu pesquisei aqui a título das partes mais importante, e que encaixam no meu orçamento, foi:
        – R$ 1.150,00 – PROCESSADOR AMD RYZEN 5 3600X HEXA-CORE 3.8GHZ (4.4GHZ TURBO) 35MB CACHE AM4, 100-100000022BOX;
        – R$ 1.000,00 – PLACA DE VIDEO GALAX GEFORCE GTX 1660 6GB GDDR5 1-CLICK OC 192-BIT, 60SRH7DSY91C,
        – R$ 500,00 – Placa-Mãe Asus Prime B450M Gaming/BR, AMD AM4, mATX, DDR4;
        – R$ 250,00 – DDR4 16gb 3000mhz (AliExpress);
        – R$ 255,00 – SSD M.2 Nvme 512gb (AliExpress);

        A questão do gabinete, R$ 250,00 é um dos mais básicos mesmo. Vez que os preços partem de R$ 170,00.

        1. Se fosse eu, reduziria para 8 GB de RAM (velocidade importa mais que espaço) e o M2 pegaria um de 128 apenas para o Windows, gastando mais em um HDD de 1/2 TB.

          (A intenção no caso era para fazer um computador de edição para mim).

          1. Entendi amigo.
            Mas me conheço, no sentido de: a diferença de 8gb pra 16gb de ram é de R$ 100,00. E a do m2 de 128 para o de 512 é de R$ 140,00. É um dinheiro bom até, mas depois eu ficaria pensando “Pô, fiz merda. Devia ter pegado os 2 maiores de uma vez” e tal.
            Porque, em tese ,eu montarei/montaria esse PC pra já ficar um bommmmm tempo com ele. Não só pensando no hoje.
            E sobre o HDD, eu já tenho um de 1tb aqui em casa, colocarei no PC também. Não coloquei na lista porque não é mais uma coisa a se gastar.

    2. Tenha mais preocupação na “estrutura”. Compre uma placa mãe “top” que aceite os processadores mais atuais, se contente com 8 Gb de ram , uma placa de vídeo intermediaria e uma boa fonte. Se tivesse esse dinheiro escolheria tudo AMD rsrs.
      O gabinete vai de acordo com seu gosto e que de preferencia possua uma boa refrigeração.
      Não sou especialista em PC, mas você se preocupando com essa “estrutura” com o tempo, quando aliviar o orçamento, você pode ir melhorando cada hardware.
      Se parar para pensar o que interessa mesmo nos jogos é Processador,Ram, placa de vídeo e um bom SSD para tudo abrir/carregar rápido. Tendo uma placa mãe boa isso tudo pode ganhar um upgrade.

      Na adrenaline tem muita comparação de AMD vs Intel e outros.
      https://www.youtube.com/watch?v=HAJIfk-S4Fc

    3. Sei que não foi a pergunta, mas acho relevante no contexto: não lhe ocorre pegar um video game? De cara você tira esse peso das incertezas na compra de peças e montagem. Além disso, tem a tranquilidade de que qualquer jogo para o sistema rodará tranquilamente. Se não tiver uma TV 4K, um Xbox One S sai por R$ 1,3 mil, o que te dá uma margem generosa para comprar jogos e pagar uns anos de assinatura, o que rende jogos novos todo mês.

      1. Opa. Imagina.
        Na verdade eu já tenho um PS4. Agora queria montar um PC Gamer mesmo =)
        Valeu Ghedin.

  7. Ghedin, semana passada tu pediu para falar com quem tem celular antigo. Deu certo? (Esqueci meu Nexus 4 no cliente, mas pego amanhã cedo :3 )

    Aproveitando a deixa, deixar uma historinha de Santa Ifigênia.

    Meu Nexus 4 caiu no chão no fim do ano passado, quebrando a traseira de vidro. Resultado: tive que correr atrás de um durex para segurar os estilhaços, e alguns entraram até no dedo.

    Fiquei Janeiro inteiro atrás de algum Nexus 4 “no estado” para tentar conseguir uma traseira (comprar da china para mim não compensa – já tive traumas com isso). O mais barato que vi pelo Facebook Marketplace (difícil achar outros locais para comprar) foi por R$ 50,00 e fiquei a ponto de compra-lo, mas a responsável teve contratempos.

    Dias atrás fui com uma amiga levar um MacBook Air do filho dela para trocar o teclado, e na frente da loja de reparos do Mac (na santa), havia uma loja “sucateira” (onde existem peças “no estado” usadas a preços módicos).

    Revirei sem compromisso uma caixa com carcaças de celulares e para minha sorte um Nexus 4 com tela quebrada mas vidro traseiro quase intacto – apenas com riscos – estava ali.

    “Quanto é?”
    “Fintchy reais”

    Tirei o mico leão amarelo da carteira e dei na mão da vendedora na hora, urrando de alegria ao mesmo tempo. (Sério. Urrando. Em uma loja.) A outra vendedora até perguntou o porque, no que respondi: “estou atrás disto há tempos”.

    No mesmo dia cheguei em um outro amigo que tinha ferramentas para abrir celular e troquei a tela. O único mal é que infelizmente o número físico do IMEI fica na carcaça do vidro traseiro. Fico com receio disto, dado que a troca da carcaça obviamente deixa o IMEI físico “trocado”.

    Situação com trechos minimamente “ficcionados” para melhor agradar a audiência

      1. hehehe. Valeu pela ideia. O problema é a preguiça e o trauma de abrir blogs.

        (O único que tenho ainda esquecido no mofo é o “pcamanivela.wordpress.com”)

          1. Acho que já faz uns 15 anos que vivo em redes sociais onilne. Odeio (ainda) ser contrariado, e toda vez que eu fazia um blog e dava rolo, apagava.

            Então evito me expor demais.

        1. Vai lá e revive o blog com esse causo hahahaha. Foi muito bom.

          Passei pela Santa Ifigência na minha estadia por SP e consegui comprar um RCM pro Switch por um bom preço, pena que me esqueci de comprar um cartão microSD na mesma volta, tive que amargar o de 128 por R$150 no ML.

          1. Quando precisar de um guia, dá um toque. Sabe as redes ;)

            (Fez bem não pegar o cartão microSD por aqui, tá ruim de achar bom e barato, e não duvido que o preço é o mesmo)

          2. Fiquei pouco tempo em SP dessa vez. Passei 3x pela cidade – quando cheguei em Congonhas, quando fui na SI e quando fui embora em Guarulhos – porque a casa da minha tia fica no Guarujá.

            Da próxima vez que eu atracar em terras paulistas pretendo ficar uns 3 dias por SP antes de ir pro litoral, aí eu aviso =D

    1. “urrando de alegria”

      dei uma gargalhada alta aqui! Valeu pela história! hahaha

    1. Eu vi a pergunta mas o posto livre já tinha encerrado, mesmo assim vou responder a pergunta agora kk

      Eu gostava do Aeroporto de Fortaleza porque ele tinha um salão, com vidros gigantes, só para assistir os pousos e decolagens. Era uma experiência meio relaxante ficar vendo aqueles aviões e a cidade ao fundo.

      Infelizmente, desde que o aeroporto foi privatizado, o salão foi fechado e transformado em salas de escritório pela empresa alemã que hoje administra o aeroporto.

      O aeroporto de Fortaleza fica em uma área bem central da cidade (sério, pode olhar no Maps), mas avenida que dá acesso a ele na verdade é uma estrada estadual (CE-040) e não é raro ver motoristas que param no acostamento só para poderem assistir os pousos e decolagens de lá.

      1. Fraport?

        Deve ser a mesma que opera o Salgado Filho (POA) agora. Eles também fecharam o salão de vidro que tinha aqui em POA (ficava na praça de alimentação na parte de fora do portão de embarque).

      2. Sim, eles mesmo. Se fizeram isso também aí em POA, talvez seja política deles acabarem com esses salões. Em Fortaleza era comum ver gente que ia no aeroporto só pra observar os aviões .

        Inclusive, a Fraport tá sendo criticada por ter mudado o nome oficial do aeroporto de “Aeroporto Internacional Pinto Martins” (uma homenagem a um importante e histórico aviador cearense) para “Fortaleza Airport”.

        1. Aqui eles mudaram também, Porto Alegre Airport. Mas ninguém dá bola e continuam chamando de Salgado Filho.

    2. Gosto de visitar aeroportos pelo movimento em si. Só viajei 3 vezes na vida (que eu me lembre – duas quando criança, uma quando adulto).

      Já tive casos de tentar ajudar as pessoas, algumas até me senti meio esquisito, com medo de alguém pensar mal de mim (e não sem razão).

    3. Muito bom!

      Além disso, já é fartamente difundida a velha crítica aos aeroportos como os não lugares quintessenciais: são espaços desterritorializados, não-identitários, indiferenciados e sempre deslocados do tempo do cotidiano. São iguais em qualquer lugar do mundo, sempre um tanto quanto frios, solitários e distantes.

      Poderia ser também a descrição de um shopping, mas estranhamente shoppings são um destino em si mesmo e as pessoas aparentemente… gostam… daquilo?

      1. Acho que o “gostar de ir ao shopping” tem a haver com a questão cultural envolvida.

        O “se sentir chique” em um shopping.

        Se até um pobre deseja que um shopping esteja perto dele, ou pessoas se irritam por não ter a permissão de entrar em grupo em um shopping (o caso do “rolezinho” que ocorreu uns anos atrás), isso diz muito.

      2. Em algumas cidades violentas, é uma forma segura de sair de casa e, de quebra, ainda tem ar condicionado.

        1. Paro muito em shoppings no verão de POA. 38 graus lá fora é dose de caminhar (e em casa não tem AC também, sem falar que ligar AC umas 5h por dia iria me fazer parar de pagar a conta de luz).

          Recentemente eu tive que fazer aquele RG expresso pra viajar. A espera levava 2h e depois mais 3h para ficar pronto o RG. Passei esse tempo todo no shopping que tem ao lado do palácio da PC aqui em POA no AC olhando pro nada e ouvindo podcast.

        2. Exatamente o que eu ia trazer. Eu sou de Salvador, embora não more mais lá, e já fui muitas vezes ao shopping mais próximo, pq estava derretendo em casa. Além do mais, é um passeio que só custa a passagem do ônibus e a gente faz uma das coisas que faria em casa: fica vendo coisas que queríamos comprar, mas não compramos rs

      3. a história do shopping center é fascinante

        victor gruen era um arquiteto de inclinações de esquerda atuando nos EUA dos anos 50

        em meio à proliferação dos subúrbios de classe média, ele achava necessário criar estruturas que privilegiassem o encontro e o convívio cidadão: espaços protegidos das intempéries que permitissem tal convívio mesmo com o frio do inverno ou o calor do verão, restituindo aos subúrbios o caráter cívico dos antigos centros urbanos

        obviamente a proposta dele foi bem acolhida pelo mercado imobiliário e pelo setor varejista e o shopping center se transformou nesse monstro que conhecemos até hoje

        nos eua, inclusive, já faz uns 15 anos que se assiste a um fenômeno de abandono e esvaziamento desses espaços (algo que, aparentemente, mesmo com crise de consumo no Brasil, não está em nosso horizonte): https://www.businessinsider.com/american-retail-apocalypse-in-photos-2018-1

        1. (ah, claro: a estrutura das cidades brasileiras é DIAMETRALMENTE oposta à das cidades americanas suburbanizadas a partir dos anos 40. O shopping center no Brasil se transformou num fenômeno intra-urbano, mais do que suburbano, sobretudo pela força imobiliária que ele possui)

  8. Quando os navegadores conseguirão renderizar markdown nativamente? Aliás, já existe algum que faça isso, mesmo um plugin?

    1. Não consigo pensar em um caso de uso em que essa atribuição faça sentido no navegador, e não no site que ele exibe. (Serviços como draftin.com e plugins do WordPress fazem a conversão.) Por que queria um conversor nativo no navegador?

      1. Por que aí ele poderia ser uma alternativa ao html, que é única forma de exibir texto formatado na web (sem contar PDF, que já é exibido diretamente no navegador).

        Seria perfeito, ou quase, para criar blogs e sites estáticos consumindo poucos recursos, já que atualmente um blog estático precisa ser gerado primeiro. Então se o navegador exibisse o markdown diretamente poderia ser uma maneira rápida de mostrar um texto minimamente formatado sem muito drama.

  9. Galera, estou numa epopeia pra achar um tablet que substitua meu notebook.
    Pedi uma força no fórum do Tecnoblog, mas como ele já está tão vivo quanto o mercado de tablets, apelo pra cá.

    Seguinte: Comecei 2020 querendo trocar meu notebook por um tablet por conta do peso dele, já que não é nada legal passar 3, 4h com um trambolho de 2kg esquentando no colo.

    Em casa, boa parte do meu uso dele é pra leitura e consumo de mídia – Youtube, Netflix, etc -, parte pra jogar alguns indies na Steam, e uma pequena parte pra produtividade (uma vez na vida e outra na morte). No máximo montar uma ou duas tabelas no Excel, nada de PROCVs e afins.

    Infelizmente um iPad Pro ou um Galaxy Tab S6 estão muito acima do meu budget, então, por R$2500,00, me deparei com o S5e.

    Testei ele um pouco na loja e gostei bastante da construção e do software (meu último Samsung foi um Galaxy S3, então tô bem por fora da One UI), e o modo Dex, junto com o teclado opcional foram a cereja do bolo pra colocar o S5e na minha lista. Só fiquei preocupado se o processador e a RAM dele (SD660 e 4GB) vão dar conta mais pra frente, porque tablets normalmente são aparelhos pra manter a longo prazo.
    Algum de vocês tem esse tablet? O que estão achando? Vale a pena?

    Ah, também aceito indicações de iPads mais baratos!
    Fiquei bem perdido com todas as gerações e variantes (quais ainda são atualizados e tals), mas bastante animado com o iPad OS. Então, dependendo do modelo e do preço, posso considerar!

    1. O iPad básico, novo modelo com tela de 10,2 polegadas e compatível com a caneta e o teclado, começa em R$ 3 mil. Tudo bem que tem só 32 GB e o com 128 GB dá um salto considerável (R$ 3,8 mil), mas, sinceramente? Eu não arriscaria pegar um tablet Android a menos que você esteja muito certo de como vá usá-lo e ele atenda esse caso de uso.

      Dei uma olhada no Buscapé e tem lojas do varejo vendendo esse iPad por R$ 2,1 mil (32 GB) e R$ 2,6 mil (128 GB). São lojas das quais nunca ouvi falar? Sim, mas sinalizam que com alguma pesquisa você pode encontrar uma idônea que pratique preços inferiores aos da loja oficial da Apple.

      (Ri horrores do “Pedi uma força no fórum do Tecnoblog, mas como ele já está tão vivo quanto o mercado de tablets, apelo pra cá”, hahaha)

    2. Olhe, eu não entendo de tablets, mas já pensou em comprar um usado? A Trocafone é uma boa opção – comprei meu smartphone lá e estou contente com ele. Talvez você encontre algo mais acessível e bem conservado.

    3. Sinceramente, acho que em matéria de tablets não há opção melhor que iPad. Eu peguei um modelo refurbished do iPad6 no Mercado Livre por 1400 reais. Meu uso é basicamente leitura de pds, streaming, planilhas (bem leve) e documentos e navegação na web. Sinceramente substituiu 90% do que eu fazia no notebook e a autonomia de bateria reina.
      Estou namorando comprar uma caneta para treinar o desenho e um tecladinho bluetooth vagabundo só para quando tiver que digitar algo mais extenso.

  10. Ghedin, vc viu que o tecnoblog meio que criou o que você pensou do post livre? todo post tem campo de comentários que é o discourse, e quando vc vai comentar, é jogado para o comunidade (fórum) deles, achei bem interessante.

    1. Vi sim. O sistema parece ajeitado, mas achei a integração com o blog ruim — o leitor precisa abrir outra página para ler ou comentar. Notei também que discussões orgânicas (não derivadas de posts do blog) já estão bem raras, o que reforça um dos temores que tínhamos aqui. Se nem o Tecnoblog, que tem muito mais leitores que o Manual, consegue gerar discussões num volume que justifique a ferramenta, será que a gente conseguiria?

      1. Tem outro problema, Ghedin: No Discourse as respostas não ficam aninhadas como aqui. Até dá pra ver a resposta de um comentário, mas somente do último respondido, que bagunça todo o fluxo da discussão e, ao meu ver, desencoraja o debate porque a pessoa não quer ter tanto trabalho pra achar o contexto de uma conversa. Em um dos posts, o Mobilon deixa claro que essa é uma limitação técnica da plataforma.

        1. Disruptivo demais esse sistema sem aninhamento

          Não só desencoraja a responder, como também a ler

          1. Que ótimo. Pois aparentemente não mudou muito as participações por lá da galera :3

  11. Ghedin, não sei se é algo viável ou se teria interessados, mas já pensou em enviar essa edição semanal para os assinantes em formato ePub e Mobi? Ficaria ainda mais com cara de revista e compatível com o conceito de Slow Web.

    1. Pensei nisso sim, Otávio! Só tem dois problemas/receios. O primeiro é de ordem técnica: eu simplesmente não sei como fazer isso e acho que terceirizar não sairia barato, dada a frequência semanal de publicações. O outro é se os leitores se interessariam por esse formato, visto que o site tem uma organização simples, é rápido e não tem anúncios/scripts. O que você acha?

      1. Eu pensei em algo simples: colocar o texto no Pages e ver se a estrutura de links funciona em algo como um sumário e depois salvar em ePub (acho que ele tem essa opção) e distribuir no grupo do Telegram dos assinantes. Contudo, pode ser que o resultado fique aquém da qualidade do MdU. Além do fato de ser algo que não sei se as pessoas teriam interesse (ainda mais, como você disse, tendo em conta o visual e a rapidez do próprio site). Pensei mais em pessoas que utilizam leitores de livros digitais, mas é um nicho muito específico! Eu usava muito o Kindle, mas comprei um tablet android com tela eink e agora tenho mais liberdade em escolher a forma como consumir os conteúdos que desejo!

      2. A ideia é bem boa, achei sensacional pra combinar com esse modelo novo.
        Se não me engano, o Calibre faz isso automaticamente puxando do HTML, quando chegar em casa vou testar.

        Só não sei se seria interessante pro manual por conta da evasão de acessos…

  12. Impressão minha ou o Manual está ainda mais rápido?
    Cliquei no link do Post Livre num índice e fiquei esperando carregar- mas na real já estava carregado e eu nem percebi.

    1. Olha, desta vez não fiz nenhuma otimização no layout e mesmo que tivesse feito, há pouquíssima margem para otimizações, acho que zero para as do tipo perceptível. Rodei a página deste post livre no teste de velocidade da Pingdom e o tempo de carregamento foi de 974 ms. (Aqui.)

  13. Estou usando o novo browser Microsoft Edge desde o lançamento oficial da versão estável. Até agora zero problemas. Comparando com o Google Chrome ele consome metade de cpu e memória ram.

    1. Estou planejando mudar no trabalho e aguardando a versão para o Linux! Realmente ele aparenta ser mais leve no Windows [7 e 10].

    2. Realmente a MS caprichou no Edge.

      Só não migro definitivamente pra ele porque na versão mobile ainda não tem suporte às extensões

  14. Vcs já devem ter visto muitas pessoas dizendo que preferem a experiência do livro por causa do cheiro do livro.
    Outros dizem preferir ouvir música no vinil sob a justificativa que o som é melhor (ainda que a maioria compre vinil em sebos, onde os discos estão bem estragados e escutam naqueles players de maleta com agulha sem a menor qualidade). Eles também alegam a experiência de pegar a capa do disco em mãos.
    Pois bem, ultimamente tenho visto no reddit pessoas dizendo que estão voltando a baixar mp3, pois segundo os mesmos, a experiência é nostalgica e melhor do que o streaming.
    Alguns alegaram que assim é mais fácil de ouvir um disco inteiro na ordem das faixas.
    Mas qual a dificuldade em fazer isso no streaming?
    Enfim, alguém saberia me dizer se existe algo de melhor mesmo nisso ou se é só mais uma moda nostalgica/inútil.

    1. Só nostalgia, a menos que estejam baixando arquivos lossless, como FLAC ou WAVE, e tenham equipamento adequado para perceber a diferença. (E, mesmo assim, alguns serviços de streaming, como o Tidal, têm planos de alta qualidade.)

    2. Acho que cai na nostalgia mesmo, essa questão do “processo” que está em moda atualmente. Antes eu tinha uma tendência a desprezar essa parte, mas acredito que seja um lado relevante sim de como consumir conteúdo (música, livros, filmes, etc…)

      Só seria melhor nas condições em que o Ghedin comentou, mas eu pessoalmente nunca percebi tanta diferença de qualidade com arquivos lossless e comprimidos.

    3. A única vantagem que eu vejo é que, tendo ou a mídia física ou o mp3, o arquivo é seu pra sempre.

      Lembre-se: Você não tá pagando pelo conteúdo do streaming, mas sim pelo DIREITO de acessar esse conteúdo. Se o provedor retirar o conteúdo que você gosta da plataforma, tchau e bença.

      (agora respondendo no lugar certo)

      1. Vide o caso do Tetris da EA: a partir de abril, o jogo, que já foi pago, deixará de funcionar em celulares Android e iOS.

        (Apaguei a resposta no lugar errado e trouxe a minha para cá também :)

        1. Pior que o Tetris da EA era muito bom. Tinha até versão pro Switch. Testei ontem esse novo e é bem mais ou menos. Os modos de jogos são bem mais pobres.

          Nunca pensei que defenderia a EA, mas, ela fazia um trabalho bem melhor com o Tetris.

    4. Eu consigo visualizar várias pessoas conhecidas que possam ter esse comportamento com músicas. O Spotify, na minha opinião, é muito limitador e se você se deixar levar pelo algorítimo, vai acabar ouvindo sempre as mesmas músicas ou o que eles acham/querem que você escute. Sem contar que tem músicas (inclua aqui artistas ou até álbuns específicos) que não estão no Spotify. Ai então, só o mp3 salva.

      Isso até me levou a pensar se não existe um serviço/app como um streaming dos seus próprios arquivos.

      1. Spotify, Deezer e Play Music permitem que você suba suas próprias músicas.

        O único problema é que elas ficam sujeitas ao DRM, e podem ser deletadas se não estiverem disponíveis na sua região.

        1. Pois é, do Spotify eu sabia, mas nunca utilizei. Para mim, estou satisfeito com o conteúdo da plataforma.

          Esse serviço que eu comentei seria algo mais independente.

    5. Só uso FLAC. Atualmente tenho 380G de músicas em FLAC.

      Muito porque eu não quero estar limitado ao streaming + internet, mas também tem o fato de que os serviços não costumam ter algumas coisas de pronto (Slint ou música japonesa, principalmente blues japonês que é muito bom) e ou eu precisaria ignorar que quero ouvir ou partir pra outro serviço.

      A ideia de ter um microSD com 512G para colocar essas músicas todas é algo que me passa na cabeça.

      1. Blues japonês? Nunca tinha ouvido falar disso, aceito recomendações.

        1. Resposta pro @Gabriel também.

          Eu gosto (muito) da Hako Yamasaki. Pra quem for começar a ouvir ela eu recomendo o álbum Tobimasu de 1975.

          Também gosto muito da Maki Asakawa. Essa tem um blues mais próximo do americano que a gente está acostumado (em comparação com a Hako onde você por vezes tem uma mistura com sons orientais). Dessa artista eu recomendo o álbum mais famoso dela mesmo,Blue Spirit Blues.

          Ainda tem a Yoshiko Sai que, muitas vezes, foge do blues e cai num jazz experimental, eu gosto e recomendo, mas não é estritamente um blues JP.

          E como podem perceber, blues no JP é quase todo feminino.

          1. Muito pouco. Japonês foi a minha terceira língua na UFRGS quando eu me formei em Letras (inglês e latim foram as duas principais). Eu consigo entender algumas falas e ler alguma coisa com transcrição fonética, mas leio nada de kanji/katkana/hiragana ou qualquer outro conjunto de ideogramas.

          2. @Guilherme Felitti

            Eu conhecia esse canal. Ele tem vários “mix”. Acho que tem até de bossa nova. Muito bom mesmo.

      2. Eu ia perguntar onde tu pega, mas certas coisas prefiro perguntar pessoalmente por não confiar no online. (métodos de pegar música de “outras formas” por exemplo) :3

    6. não faz muito sentido baixar mp3 ao invés de ouvir no streaming, q tb tem arquivos comprimidos. até pela qualidade, se vc for atrás de bom som, vc tem q ter o equipamento certo pra ouvir no tidal (fone, dac etc). eu ouço praticamente tudo q quero no spotify. a única coisa q eu faço todo ano é uma lista dos melhores álbuns de jazz (e às vezes de clássicos) do ano. só vale a pena se vc não quiser pagar a assinatura do streaming e tem um gosto muito específico e está satisfeito com sua biblioteca. eu gosto de ouvir coisas novas, então, não daria certo pra mim… agora, nostalgia de baixar arquivo… acho estranho. e escutam onde? no winamp (q eu adorava, diga-se e ouvir música naquela época, sim, dá saudades, mas só.)?

    7. mp3 em 320kbps é suficiente pra 99% das caixas de som, fones de ouvido comuns e orelhas normais. As pessoas as vezes sentem falta da materialidade. Um arquivo mp3 é mais palpável do que streaming, pode ser isso.

    8. Não penso exatamente em nostalgia, mas sim no quão confortável a pessoa s sente ao estar no formato que escolheu.

      Streaming é extremamente prático, mas como colocado pelo Pierre, no streaming, a música não está contigo. É que nem escutar rádio: você escuta naquele momento, mas se uma hora a origem / fonte, seja o servidor, seja a rádio, inexiste, a música que tu curtiu também inexiste a partir de então.

      Mídias físicas (vinil / k7) ou selecionáveis (os arquivos de música) lhe dão a vantagem tanto da migração de mídia (você pode passar a mídia de A a B, ou converter se necessário), assim tendo aquela música que curtiu “para sempre”, até o momento que não tiver mais as cópias físicas, digitais ou o equipamento que os roda. A praticidade aqui não está na expectativa da playlist, mas sim no fato que você já está com a seleção de músicas ali na sua mão, seja no walkman k7, no vinil ou no cartão de memória do tocador digital. Você sabe que está ali. Se quiser voltar N vezes naquela música, você volta até enjoar.

      No caso das mídias físicas antigas, você simplesmente guarda elas e estará lá (no caso de k7 e primeiros tocadores mp3, você pode apagar a música e colocar outra, mas teria que ter uma origem ou cópia da música se quiseras de volta).

    9. Em 2019, eu fui uma dessas pessoas que voltou a ouvir música offline, e as razões são várias que falaram aqui, como a materialidade e a posse real das músicas (embora eu tenha pago por pouquíssimas delas 👀). O que me fez voltar mesmo foi não encontrar certas coisas que eu queria ouvir; aí eu fui resgatar toda a minha biblioteca de música offline e comecei a redescobrir coisas que já tinha baixado e nunca mais tinha ouvido (principalmente porque eu não andava com ela inteira no meu celular).

      Depois, comecei a caçar discos em blogs de música como antigamente, e talvez aí tenha um pouco a questão da nostalgia. A gente acaba descobrindo umas coisas pela qual nem procurávamos — talvez como numa loja de discos?

      Mas outro ponto positivo é poder organizar a biblioteca do seu jeito, com as tags e capas de álbum como você preferir. Por exemplo, eu procuro preencher a tag dos compositores das faixas sempre que possível. Eu também gosto de usar o recurso do iTunes de avaliação com estrelas e marcar as melhores do disco com um coração; me ajuda a ouvir de forma talvez mais consciente.

    10. Se for pra ser nostálgico, prefiro o CD. O MP3 perde qualidade diante do FLAC (que ocupa muito espaço), o Vinil arranha que é uma beleza e streaming consome banda. MAs, no final das contas, nem o som do carro tem cd player… :-/

  15. Faz uns bons anos que anoto todos os filmes a que assisto. Em 2020, acrescentei um campo extra nos filmes marcados: país de origem. Nesse período, tenho tentado me abrir mais a obras fora do circuito mainstream e que não sejam norte-americanas. Vocês já repararam a proporção de filmes, músicas e coisas do tipo que você consome que são criadas lá? Parece-me, na média, exagerada.

    Até o momento, assisti a cinco filmes em 2020: três norte-americanos, um brasileiro e um francês.

    1. Filmes, de fato eu vejo a maioria americanos e alguns poucos argentinos e europeus (basicamente França e Espanha). Até tentei ser chique e assistir coisas do oriente médio, mas exigem um investimento de paciência que não tenho. Quanto a séries e outras coisas televisivas, diria que foi mais diversificado.

      Livros, diria que é bastante equilibrado. Quando se trata de ficção, romances, contos etc. leio de uma variedade de lugares. Quando se é algo mais técnico, científico, tecnológico, aí acaba sendo de origem americana (ou norte-americana ou estadosunidense – nem sei como escreve).

      Música também acho variado. Ano passado o que mais ouvi foi da América Central, principalmente Cuba. Aqui é mais difícil por conta do idioma.

        1. Afro-Cuban Allstars, PALO! (na verdade essa é de Miami), Perez Prado, Gente de Zona (aqui já puxa prum reggaeton)

          Se essa coisa caribenha te interessar, a trilha sonora do filme Chef (Jon Fraveau) é bem boa.

      1. A literatura estadunidense não é muito boa na média. Temos alguns bons/ótimos autores mas, a média, é bem medíocre quando comparamos com países menores e mais pobres.

        Meus livros são ~80% de autores nacionais (tenho 487 livros no momento) e muitos clássicos (principalmente França, Itália, Grécia e Portugal). Recomendo a literatura argentina e angolana para quem quer sair do mainstream.

        1. Não sei o que é literatura boa ou ruim, mas tenho curiosidade de ler uns famosinhos deles, principalmente os que tem nome cuja sonoridade acho bonita, exemplo o Cormac McCarthy

          1. Literatura boa/ruim foi mal posto da minha parte.

            O certo é dizer literatura moderna/antiga ou infanto-juvenil/adulta. A literatura dos EUA sofre do mesmo mal dos filmes: é muito focada em histórias derivadas da estrutura da jornada do herói e do conto antigo do Edgar Allan Poe. A literatura africana pega mais pro lado do conto moderno (pra usar uma referência famosa pra esse estilo eu uso o Hemingway, principalmente o conto “Cat In The Rain”). A literatura argentina ainda bebe muito do realismo fantástico do Borges, claro, mas é muto mais do que isso, principalmente a literatura policial de Buenos Aires (Guilhermo Martinéz).

            E a literatura brasileira é muito vasta quando você abandona o modernismo paulista e a geração de 30 e se foca nos regionalismos para além de Drummond.

            Seria mais ou menos isso uma literatura madura vs. uma literatura infantil. Mas tem muita coisa boa nos EUA, problema é que pra cada 1 bom tem 100000 ruins que são feitos em escala fordiana para vender e figura na lista do Times

        2. tenho preguiça de contar qtos livros eu tenho…
          mas na parte de literatura, q ficam numa estante na sala, a minoria é nacional. noto predominância de autores russos (em parte por conta das traduções da 34 e da antiga cosac)… devo ter mais nacionais no kindle, mas nunca contei… fora isso, tem tudo um pouco (inclusive no kindle). mas dos nacionais, fora os clássicos e os grandes nomes, o q vc indica? peguei um livro de um autor novo aqui, o carlos messias, com o ‘consolação’. e gosto muito da beatriz bracher. queria, qdo tiver tempo, me debruçar na literatura nacional dos anos 30. depois q li ‘os ratos’ e ‘o amanuense bilmiro’ q fiquei muito interessado no período e o q ele permitiu. é um recorte já utilizado (pegando Cornélio Penna, Dyonélio Machado, Cyro dos Anjos e Graciliano Ramos) no livro do Luís Bueno.

          1. Se quiser um regionalismo do RS/Uruguai tem o Simões Lopes Neto com uma obra muito vasta sobre o folclore da região (lendas e histórias que se ouvem no interior do RS e na POA dos anos 60) em formato de “causos” narrados pelo Blau Nunes (esse narrador do Simões Lopes Neto é aquele narrador que o modelo foi exposto pelo Walter Benjamin).

            Se quiser uma literatura fantástica com forte influência do Poe eu sugiro o Murilo Rubião. O contos de terror/sobrenatural dele são muito bons.

            Se quiser algo mais pra fora do cenários mainstream tem a Júlia Lopes (recomendo muito o conto “A Caolha” dela), o Osman Lins, João do Rio e a Adélia Prado. Todos esses são contistas (eu gosto mais de contos do que romance, então, usualmente, eu leio mais esse tipo de gênero).

            Fugindo dos clássicos, claro.

    2. Há anos eu uso o Filmow pra fazer exatamente a mesma coisa. O problema é que eles pararam no tempo, a interface é feia e nem um pouco adaptada para smartphones; o site vive fora do ar; nos últimos meses tem um bug(?) onde vários perfis que parecem bot me adicionam do nada, entre outras coisas.

      Se não fosse pela comunidade que ainda é bem participativa e mantém o Filmow vivo, eu já teria desistido e migrado pra outra plataforma.

      1. Digo o mesmo sobre o Filmow. Eles tem uma comunidade muito boa mas está parado no tempo. Eu migrei pro Letterboxed, eles tem uma comunidade bem grande também mas a grande maioria dos comentários são em inglês.

        1. Eu anoto tudo em uma notinha no aplicativo de notas. Para este ano, mudei o formato para CSV, ainda no mesmo app, porque fica mais fácil jogar no Numbers/Excel e extrair algumas conclusões dos dados. Talvez faça o mesmo com os arquivos dos anos anteriores.

          1. Eu tenho uma planilha no Excel, mas para lista de filmes que quero assistir. Aí eu entro com as notas nos sites agregadores de crítica (sim, eu ainda me importo com isso), gênero, país, diretor, classificação indicativa, etc. Acaba que serve também pra marcar o que eu já vi, mas pra isso especificamente eu uso o Trakt.

          2. A propósito, eu gosto do Trakt porque numa única plataforma eu logo filmes e também séries. Mas realmente não tem uma grande comunidade, muito menos brasileira.

          3. Eu uso o CouchPotato instalado localmente. Dá pra fazer uma boa lista dos filmes que você já viu e dos filmes que quer ver. E acho que ele exporta essas listas em diversos formatos.

            O propósito inicial dele é a pirataria (ele baixa automaticamente os filmes que você coloca na lista, filtrando por qualidade da release) mas dá pra usar sem fazer download automático. É o que eu ando fazendo ultimamente, principalmente porque eu não gosto de ver filmes/séries.

    3. Eu já reparei isso e venho me incomodando com o “imperialismo” cultural que me afeta. Grande parte do audiovisual que consumo é de lá – filmes, séries e músicas. Apesar que em questão de ver filmes no cinema, no ano passado acabei por assistir quase que exclusivamente produções brasileiras – curioso.
      Em questão de leitura, minha dieta de quadrinhos é basicamente oriental – muita coisa japonesa, alguns coreanos e chineses e também um expressivo número de brasileiros. Acho que a mídia que mais consumo do Brasil é podcast mesmo.

      1. É exatamente isso. Percebi o quanto o imperialismo cultural me afeta, e o quanto o que eu consumo de cultura em geral é baseado na cultura americana. Mesmo procurando por filmes “cult”, a minha fonte de informação é em geral anglófona, então acabava obtendo indicações com um viés americano.

        Eu fico pensando como dois anos atrás eu estava tentando assistir os principais filmes indicados ao Oscar para ficar por dentro de cinema, e hoje o que eu quero é distância. Porque, como disse o Bong Joon-ho, aquilo é não é um festival de cinema internacional, e sim algo muito local. Só que não é isso que é vendido pra gente (esses dias até vi uma jornalista da Globo chamar o Oscar de “maior prêmio do cinema”, ou algo assim). Oscar é Hollywood pura, e cinema é muito mais que Hollywood.

        Nos últimos tempos, passei a frequentar muito mais um cinema alternativo daqui onde eu moro, que passa produções atuais fora do eixo Hollywood. E hoje já procuro filtrar com mais rigor os filmes americanos que assisto, tentando assistir só o que deve valer a pena mesmo.

      2. É exatamente isso. Percebi o quanto o imperalismo cultural me afeta, e o quanto o que eu consumo de cultura em geral é baseado na cultura americana. Mesmo procurando por filmes “cult”, a minha fonte de informação é em geral anglófona, então acabava obtendo indicações com um viés americano.

        Eu fico pensando como dois anos atrás eu estava tentando assistir os principais filmes indicados ao Oscar para ficar por dentro de cinema, e hoje o que eu quero é distância. Porque, como disse o Bong Joon-ho, aquilo é não é um festival de cinema internacional, e sim algo muito local. Só que não é isso que é vendido pra gente (esses dias até vi uma jornalista da Globo chamar o Oscar de “maior prêmio do cinema”, ou algo assim). Oscar é Hollywood pura, e cinema é muito mais que Hollywood.

        Nos últimos tempos, passei a frequentar muito mais um cinema alternativo daqui onde eu moro, que passa produções atuais fora do eixo Hollywood. E hoje já procuro filtrar com mais rigor os filmes americanos que assisto, tentando assistir só o que deve valer a pena mesmo.

    4. Eu logo meus filmes religiosamente no Letterboxd e, desde que comecei como esse hábito em 2016, ele me ajudou a tomar consciência dessa realidade… O serviço gera um mapa mundial marcando em verde os países dos quais você assistiu algum filme no ano.

      Desde então, tenho aumentado anualmente meu consumo de obras fora do eixo Hollywood-Nova York.

      O cinema asiático tem sido um grande parceiro nessa empreitada. O último asiático que vi (e amei) foi One Cut of the Dead. Fora a recomendação já batida de Parasita e Shoplifters.

      1. Uso o Letterboxed também mas nunca vi esse mapa não. Onde encontro? Ou é algo só para quem é assinante?

        1. De fato, fica na área de estatísticas específicas de assinantes.

      1. Opa, vídeo errado 😬 Aqui tem uma matéria falando do discurso a que você se refere.

        A crítica dele é válida, só não acho que para o Brasil. Afinal, a gente sempre assistiu a filmes em idiomas que não o nosso, a maioria em inglês, pois Estados Unidos, e aqui já superamos o lance das legendas com a dublagem. É um negócio tão difundido que os filmes dublados são maioria até nos cinemas.

        Acho que a TV aberta e sua grade repleta de filmes norte-americanos moldando o gosto das pessoas há décadas e a presença maciça de estúdios norte-americanos aqui são os grandes culpados. O que explica, por exemplo, o Fantástico dedicar uma matéria inteira a um filme super queimado como Cats?

    5. a filmografia americana é muito forte nos blockbusters, mas vc não deve ignorá-la. fica de olho em festivais como o sundance. sai muita coisa boa de lá. vc viu “a ghost story”? cara, esse filme é bom demais. estou pra ver ‘the project florida’ q parece ser muito bom tb. eu vi muitos bons filmes americanos. um bem diferentão q gosto muito é ‘me and you and everyone we know’. tem os filmes da sofia coppola tb q gosto demais!

      uma forma legal de ver a cinematografia mundial é pelo mubi. vc nem precisa assiná-lo se não quiser. fica de olho na curadoria e dá seus pulos pra achar os filmes. mas, claro, é mais fácil assiná-lo.

      fora isso, há as mostras de cinema. não sei se curitiba tem algo como as do rio e sp, mas deve ter nos meios universitários ou em salas pequenas. aqui em sp tem um circuito de filmes de arte permamente, então é mais fácil ver as produções mundiais (algumas poucas, mas dá). mas se vc se ligar na boa crítica de cinema, ela geralmente dá atenção aos filmes de outros países. mas, insisto, nos eua tem filmes ótimos.

      pra livros é fácil ler autores não americanos (os festivais tb ajuda, tipo a flip q, apesar dos pesares, traz autores de fora e amplia o conhecimento sobre eles aqui), música tb se vc tem streaming… mas se vc conhece um outro idioma, isso facilita se vc quiser mais do conteúdo daquele país. o francês, por exemplo, te ajudar a ficar mais por dentro do q se produz por lá. eu gostaria muito de saber alemão e russo pra saber de mais coisas, mas… dependo de traduções para o inglês ou mesmo francês (q leio e falo mal).

      eu curto música eletrônica e pra ter sobre ela passei a ler uma revista inglesa especializada. publicações especializadas tb ajudam a ampliar os horizontes.

      1. Ah sim, não a ignoro. Sofia Coppola acho que é a minha diretora favorita, adoro os filmes clássicos de Hollywood de meados do século XX e vejo muita coisa moderna de bons cineastas, como Jordan Peele e Noah Baumbach. Só torço o nariz para filmes pipoca, de heróis e violentos, que são prolíficos e, na média, terríveis.

    6. Trabalho com cinema então eu acho que vejo na média mais filmes estrangeiros que americanos, mas como eles são os que mais produzem audiovisual no mundo, é um tanto difícil que a quantidade de filmes interessantes estadunidenses não tenha uma boa média. Ultimamente estou num esforço de assistir mais filmes de origem africana, que geralmente não estar muito no radar dos cinéfilos.

        1. Sobre cinema africano, comecei pelo Djibril Diop Mambéty (tio da Mati Diop, que dirigiu o excelente “Atlantique”, que está no Netflix) e pelo Ousmane Sembène. Mas tem coisas mais contemporâneas como “A Screaming Man”, do Mahamat Saleh Haroun, “Rafiki” da Wanuri Kahiue e “Timbuktu” do Sissako que são bem interessantes. [Não é cinema africano mas é legal tb ver “White Material”, “Chocolat” e “Beau Travail” (meu filme favorito da vida) da Claire Denis que são interessantes pra sacar os efeitos da colonização européia na África.]

          1. Ah, esqueci de citar outros dois que gosto, que são sul africanos: “Skoonheid” e “Os Iniciados” (ambos de temática LBGTQI+).

      1. Só um adendo: as duas maiores indústrias cinematográficas do mundo são a da Nigéria e da Índia, respectivamente. EUA ficam em terceiro lugar

        1. Verdade, perdão pela imprecisão. Em termos cinematográficos, a produção de longas-metragens dos EUA fica em terceiro lugar. Isso me gerou uma dúvida: em termos de indústria geral de audiovisual (englobando TV e produção de conteúdo para streaming), como seria esse ranking?

    7. Consumo obras fora do circuito mainstream desde sempre, por causa do dono da locadora que frequentava que adorava filmes alternativos e sempre tinha fitas de países diferentes. Tive fase de cinema iraniano, francês, etc por conta disso. Além disso, por ser surda, meu acesso a filmes dos EUA era mais restrito pois os filmes desse país eram quase sempre dublados. Só com a chegada do dvd, a vinda do cinema para a minha cidade, finalmente botarem CC na TV que passei a ver mais filmes de lá. Então aproveitei para assistir bastante coisa, inclusive clássicos. Quando tive acesso á internet eu já estava saindo da adolescência, foi quando descobri as séries asiáticas que consumo até hoje, passei a descobrir músicas de países diversos e firmei meu amor pelo cinema alternativo, passando por novas fases.
      Quando resolvi fazer o desafio de ver mais filmes dirigidos por mulheres, no começo estava vendo os filmes mais recomendados mas percebi que teria que ativamente procurar por diretoras de outros países senão acabaria só vendo filmes dos EUA, mesmo sendo indie. Tem que rolar um esforço consciente mesmo para ver ‘fora do eixo’.
      Acho que só em relação a livros que eu ainda leio bastante coisas de lá, então sempre preciso prestar atenção nisso e procurar escritores de outros lugares, especialmente quando faço parte de desafios literários.

    8. percebi isso principalmente das músicas já tinha me comprometido a não assistir mais filmes da marvel e disney no cinema minha meta para 2020 é escutar mais músicas brasileiras to aceitando sugestões

      1. Onça Combo, Vitor Ramil, Jaloo, Duda Beat, Castello Branco, Posada, Siba, Luedji Luna…. música brasileira é tão diversa que tem pra todos os gostos :)
        Recomendo muito o canal do Tiago Rossoni no youtube, ele posta bastante álbuns por lá, principalmente coisas mais antigas

        1. Ah, esqueci de falar da Karina Buhr e do Baco Exu do Blues, são ótimos também :)

          1. De todas as suas indicações, só conheço Baco Exu do Blues. Bluesman (a música) é sensacional. E queria saber qual é a pira dele com quebrar taças de vinho. Em pelo menos quatro músicas ele cita esse (raro?) evento.

    9. Gente, queria deixar uma sugestão de blog com links de torrents e duas de streaming, pra quem tem interesse em sair dessa monotonia de filmes produzidos nos EUA.
      O Sonatas Premiere tem uma interface horrorosa, mas eles fazem uma curadoria super interessante de filmes do mundo todo -com predominancia de filmes europeus, me parece-, baixo a maioria dos meus filmes por lá.
      (http://sonatapremieres.blogspot.com/?m=1)
      O cardume é uma plataforma de streaming brasileira só com curtas metragens, vale muito conferir
      (https://cardume.tv.br/)
      E tem o Libreflix também, que acho que muitos já conhecem, que tem várias produções com Licença Livre
      (https://libreflix.org/)

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