O coronavírus tirou qualquer freio à invasão da tecnologia na sociedade

Mulher com máscara cirúrgica mexendo em um celular no escuro.

por Guilherme Felitti

Quando conquistadores holandeses aportaram na Austrália para explorar uma região no oeste do país, a crença global era de que cisnes só eram encontrados em uma cor: branco. A certeza era tamanha que, na Inglaterra medieval, um dos ditados populares usava a expressão “cisne negro” para professar algo impossível. Acreditava-se na época que a probabilidade de ver uma ave negra era a mesma de ver um porco voando.

Foi por essa razão que a expedição liderada por Willem de Vlamingh ficou atônita quando viu, nadando no Swan River (Swan é cisne em inglês), um cisne negro. O bicho existia. Além de ter virado uma ave ornamental nos séculos seguintes e povoado todos os continentes depois que os holandeses levaram centenas de espécimes embora, o cisne negro virou também o mote de uma teoria econômica.

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O grande review definitivo de todos os celulares do mundo

Os reviews, ou análises de celulares são uma marca registrada das publicações especializadas em tecnologia. Essenciais, pois ajudam leitores a se decidirem na hora de comprar um desses aparelhos, e ainda assim… chatos? Quem escreve ou lê muitos reviews sabe: é um tipo de texto quase padronizado e, com o aperfeiçoamento dos celulares nos últimos anos, quase invariável — é mais difícil fazer um celular ruim do que o contrário.

Pensando nisso, o Manual do Usuário se voltou à… tecnologia (!) para resolver o problema de quem escreve e de quem usufrui dos reviews. Empregamos os algoritmos mais avançados na análise de milhares de reviews de celulares publicados na última década, combinados com análises aprofundadas do mercado — modelos à venda, marcas mais populares, médias de preço — a fim de criar esta ferramenta: o Gerador de Reviews de Todos os Celulares do Mundo.

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O escritório em casa de Fabio Montarroios

Mesa de trabalho em escritório doméstico do Fabio Montarroios, com notebook, tela, celulares e acessórios em cima.

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Fabio.


Trabalho no Instituto Moreira Salles, uma instituição sem fins lucrativos na área da cultura. Por conta do novo contexto em que vivemos, ela não está mais aberta ao público. Foi, na verdade, uma das primeiras coisas a vir a fechar no Rio de Janeiro, por determinação do governo, e depois em São Paulo e Poços de Caldas (MG) acompanharam. Reunião de pessoas passou a ser algo inadequado e, bem… estamos desde o início da semana passada fechados para o público que ia aos centros culturais para curtir as atrações e, claro, se encontrar.

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Bloco de notas 20#9: Coronavírus coloca a nossa privacidade em xeque

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Olá,

Segunda-feira fui ao mercado. (Da série eventos ordinários que viraram grandes aventuras em 2020.) Apesar dos funcionários e uns poucos clientes usando máscaras, de resto a situação aparentava normalidade. Comprei mantimentos para duas semanas, o dobro do que costumo levar, e por isso pedi um carro para voltar para casa.

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Sobre empresas que capitalizam suas ações para conter o coronavírus — ou: o álcool gel da AmBev

Garrafinha de álcool em gel da AmBev com a marca da cervejaria censurada por uma tarja preta.

Já faz algum tempo que Marc Benioff, cofundador e CEO da Salesforce, um titã norte-americano do software corporativo, prega a ideia de um “capitalismo consciente”. Nunca deram muita bola a ele. A pandemia do coronavírus pode ser a ocasião dramática em que, se não sua voz, sua ideia ecoará por aí. Adianto já que não é a conversão de fábricas de cerveja em produtoras de álcool gel que mudará nossa percepção. É mais complicado que isso.

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Quarentena do coronavírus será prova de fogo para grupos de WhatsApp

Mulher sentada no sofá olha para celular no escuro, com a tela iluminando seu rosto. Ao fundo, uma janela.

Após os estragos causados pelo impeachment de Dilma Rousseff (2016) e as últimas eleições presidenciais (2018), grupos de WhatsApp do Brasil inteiro estão prestes a passar por mais uma prova de fogo: a quarentena provocada pelo SARS-CoV-2, o novo coronavírus. É como se nós, sobreviventes ainda se recuperando dos estragos de duas grandes guerras (de informação), estivéssemos prestes a enfrentar um poderoso furacão. Mas, apesar do tempo fechado, alguns raios de Sol despontam no horizonte.

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Bloco de notas 20#8: Onde encontrar informações confiáveis do coronavírus/COVID-19

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Acompanho com apreensão os desdobramentos da crise do novo coronavírus no Brasil. Há indícios de sobra de que esse evento terá implicações profundas em nossas vidas. É a crise que definirá nossa geração [El País].

Em situações como essa, todo o resto parece perder importância. Não é diferente comigo ou com o Manual do Usuário. Há duas semanas tenho incluído nesta newsletter notícias, orientações e alertas relacionadas à crise. Na de hoje, dado o agravamento da crise no cenário brasileiro, aumentei a atenção ao tema. Casos excepcionais pedem medidas excepcionais. É o de agora.

Um aspecto importantíssimo durante a crise — cujo período crítico, segundo o ministro da Saúde, deverá durar de quatro a cinco meses[Valor] — é preservar a sanidade. Distrair-se um pouco, a fim de evitar o consumo ininterrupto de notícias sobre a pandemia, ajuda. Esta newsletter também traz algumas sugestões nesse sentido.


Informação confiável: onde encontrar

Informação é essencial neste momento. Se antigamente o problema era a falta dela, hoje é o excesso que se apresenta como obstáculo. Em grupos de WhatsApp, principalmente, a profusão de áudios, vídeos e mensagens alarmistas e/ou sem fonte é enorme. Por isso, é bom ter uma lista de fontes e referências confiáveis a recorrer quando as dúvidas surgirem. (Elas não são à prova de falhas, mas têm histórico e um compromisso maior que mensagens sem autoria em apps de mensagens e redes sociais.) Abaixo, uma lista não exaustiva:

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Um rolê de Buser, a “Uber dos ônibus” que não é exatamente como a Uber

Lateral de um ônibus da Buser com alguns passageiros sonolentos ao lado.

O conceito de economia colaborativa ou compartilhada já está bem difundido. Quando menos popular, a maneira mais fácil de explicá-lo era com uma analogia: “tipo a Uber”. A empresa de caronas por aplicativo se tornou paradigma para outras tantas que lhe sucederam e é, até hoje, usada por palestrantes e empreendedores de inovação paradoxalmente parados no tempo.

Nem todas as startups “tipo a Uber” são… tipo a Uber. No Carnaval, experimentei uma dessas: a Buser, uma plataforma que conecta passageiros interessados em fretar um ônibus com um destino comum. Tipo um Uber de ônibus? Quase isso.

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