A SoftBank colocou os unicórnios em coma e o coronavírus desligou os aparelhos

Fachada de uma loja da SoftBank no Japão.

por Guilherme Felitti

No basquete, há uma expressão chamada “heat check”. A Luciana Gimenez vai explicar para você. (Seria ótimo se agora entrasse a Luciana real explicando, mas eu não tenho contatos na high society, então quem vai ter que explicar o que é sou eu.) Basicamente, o “heat check” é quando um jogador percebe que está num daqueles dias em que tudo dá certo e vai checando o quanto a mão está quente (por isso “checagem de calor”). Arremessar uma bola num aro distante não é fácil. Na linha de três pontos, é ainda pior. Mesmo com anos de treino e seguidas horas diárias repetindo o movimento dos braços e das mãos, os melhores arremessadores têm uma média próxima a 50% de acertos de bolas de três, ou seja, a cada dois arremessos, um entra. A média de todos os jogadores está quase em 30%.

Um dos atletas com mais momentos de “heat check” na NBA se chama Klay Thompson e ainda joga — quer dizer, ele sofreu uma lesão horrenda em 2019 e só deverá voltar às quadras no fim do ano. Um dos maiores “heat checks” do Klay aconteceu em 12 de maio de 2016, quando o time dele, o Golden State Warriors, jogava contra o Indiana Pacers na Califórnia. De qualquer lugar que ele arremessasse a bola caía. Em 29 minutos em quadra (vamos lembrar que jogo de basquete são 4 tempos de 12 minutos, num total, claro, de 48 minutos), Klay Thompson fez 60 pontos. Chegou um momento da noite em que a torcida sabia que a bola que saísse das mãos dele ia entrar. Era o clássico dia em que tudo dá certo. Por mais que você treine, ainda assim um dia ruim pode impactar sua habilidade de executar o que você vem treinando sua vida toda para.

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Bloco de notas 20#12: Apple e Google se unem contra o coronavírus

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Apple e Google se unem contra o coronavírus

Não é todo dia que empresas tão antagônicas se unem publicamente em prol de uma causa. Apple e Google anunciaram uma iniciativa para ajudar no combate à COVID-19 [Apple]. A partir de maio, iOS e Android ganharão uma API para permitir que aplicativos de autoridades de saúde rastreiem contatos entre os usuários para avisá-los caso tenham sido expostos a alguém infectado pelo SARS-CoV-2.

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O que um app de rastreamento de contatos para combater a COVID-19 precisa ter para não comprometer nossa privacidade

Ilustração de vários notebooks com coronavírus na tela; ao centro, um deles com um olho aberto no lugar do coronavírus.

por EFF

Por Andrew Crocker, Kurt Opsahl e Bennett Cyphers

Em todo o mundo, um eco diverso e crescente tem exigido o uso da tecnologia de proximidade dos celulares para combater a COVID-19. Especialistas em saúde pública e outros argumentam que os celulares poderiam oferecer uma solução a uma necessidade urgente de deteção rápida e generalizada de contatos, ou seja, monitorar pessoas com quem infectados têm contato na medida em que se deslocam por aí. Os proponentes desta abordagem apontam que muitas pessoas já têm celulares, que são frequentemente usados para rastrear a movimentação e as interacções dos usuários no mundo físico.

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O escritório em casa de Rafael Goulart

Mesa de trabalho do Rafael Goulart, com computadores, caixas de som grandes, impressora e uma janela com boa iluminação natural acima.

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Rafael.


Natural de e morador de Santa Maria (RS), atualmente sou desenvolvedor web freelancer. Até o final do ano passado trabalhava para uma startup americana remotamente — tenho trabalhado quase exclusivamente para o exterior desde 2013. Minha rotina aparentemente não mudou com a crise do COVID-19, mas o convívio social necessário para a vida “solitária” do trabalho em casa foi eliminada, o que exige adaptações. Não sou o programador antissocial típico — recluso, eremita —, visito e sou visitado por amigos, namorada, parentes, enfim, quase uma pessoa “normal”.

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Coach de robôs? Conheça os profissionais que ajudam chatbots a reencontrarem propósito na carreira

Robô genérico tocando uma imagem suspensa como se a câmera estivesse atrás da tela.

por Paula Gomes

Com o avanço da inteligência artificial (IA), muitas profissões estão desaparecendo. Por outro lado, novos cargos surgem para atender às demandas de um mercado cada vez mais conectado. Um deles é o emprego do Felipe, 25, psicólogo. Ele trabalha em uma grande empresa de comércio de roupas online e realiza cerca de 15 atendimentos todos os dias. Nenhuma destas sessões é com funcionários da empresa.

Os “pacientes” de Felipe são os robôs de atendimento ao consumidor, ou chatbots no jargão do incipiente setor. “Ainda não tem um nome consolidado para aquilo que eu faço. Eu comecei a chamar de ‘coach de chatbots’ meio que na brincadeira e o pessoal gostou. Pegou”, afirma.

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Bloco de notas 20#11: Os apps falsos do auxílio emergencial

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Os apps falsos do auxílio emergencial

O aplicativo do governo do auxílio emergencial virou chamariz para diversos golpes. Apps falsos proliferam na Play Store [O Tempo], loja oficial do Android, e links para formulários falsos se espalham pelo WhatsApp [Uol].

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O escritório em casa de João Eduardo Medeiros

Mesa de trabalho em escritório doméstico do João Eduardo Medeiros.

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos (veja todos que já foram publicados). Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do João.


Já tinha enviado uma foto do meu escritório uns anos atrás, mas muita coisa mudou desde então.

Hoje trabalho como desenvolvedor de software (e um pouco de engenheiro de dados também) em uma empresa localizada em Austin (TX), Estados Unidos. Já trabalho em home office há quase quatro anos. É a segunda empresa em que trabalho dessa forma, portanto nada de novo para mim durante a pandemia. (A COVID-19 só me afetou porque acabamos tendo que cancelar o encontro da equipe em Austin, que aconteceria em março.)

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20#10

Foxconn de Jundiaí (SP) não libera funcionários na pandemia mesmo batendo recordes de produção

Fachada da fábrica da Foxconn em Jundiaí (SP).

Na guerra contra o SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19, é unânime entre os especialistas a opinião de que o distanciamento social, aquele isolamento voluntário dentro de casa, é a melhor aposta para desacelerar o contágio, achatar a curva e dar uma chance ao sistema de saúde de tratar todos os contaminados. Entre os empresários, essa unanimidade não existe.

Um funcionário da planta fabril da Foxconn em Jundiaí, no interior de São Paulo, enviou ao Manual do Usuário um relato de como tem sido trabalhar lá nas últimas semanas sob a ameaça do coronavírus.

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Bloco de notas 20#10: Você permitiu que a In Loco monitore a sua localização?

Mapa do Brasil com a porcentagem da população em distanciamento social segundo dados da In Loco.

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Você permitiu que a In Loco monitore a sua localização?

No último fim de semana, a In Loco, startup de Recife (PE), divulgou que 60% dos brasileiros aderiram ao distanciamento social [Brazil Journal]. Como ela sabe disso? Analisando dados dos 60 milhões de celulares que monitora. A startup afirma que coleta esses dados com o consentimento de cada usuário. Eu nunca tinha ouvido falar da In Loco. Alguma coisa aí não bate.

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A falta de privacidade — planejada e acidental — do Zoom

Notebook com o aplicativo da Zoom aberto com quatro pessoas participando de uma videochamada.

É um tanto difícil falar em vencedores durante uma pandemia, mas, se nos permitirmos esse exercício, o Zoom, empresa norte-americana que oferece um serviço de videochamadas via internet, entraria fácil nessa seleção.

O sucesso estrondoso do Zoom se funda em dois aspectos: a facilidade de uso — basta ter um link para entrar em uma conversa — e a qualidade da imagem e som, que decorre diretamente da obsessão em manter a latência abaixo de 150 ms, aquele “atraso” do áudio em relação ao vídeo, mesmo em salas lotadas — o sistema suporta até 100 participantes em uma chamada, e até 1 mil no modo webinar, em ambos com recursos avançados como compartilhamento de tela, enquetes e espelhamento em plataformas de streaming (YouTube, Facebook).

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