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Bloco de notas 20#11: Os apps falsos do auxílio emergencial

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Os apps falsos do auxílio emergencial

O aplicativo do governo do auxílio emergencial virou chamariz para diversos golpes. Apps falsos proliferam na Play Store [O Tempo], loja oficial do Android, e links para formulários falsos se espalham pelo WhatsApp [Uol].

→ Links diretos para os verdadeiros aplicativos oficiais: Android, iOS.

Um “perguntas e respostas” do auxílio emergencial [Folha], uma renda de R$ 600/mês que trabalhadores informais estão recebendo para passarem pela pandemia da COVID-19.


Anatel preocupada

A Anatel emitiu um alerta ao governo federal [Folha], manifestando preocupação com os riscos à privacidade que o compartilhamento de dados dos clientes de operadoras com o governo implica. Na quinta passada, o Ministério da Ciência e Tecnologia firmou um acordo [Folha] com cinco operadoras — Oi, Claro, Algar, Vivo e TIM — para rastrear e desencorajar aglomerações durante a pandemia.


Demissões na pandemia

Os estragos da pandemia começam a se manifestar nas startups brasileiras. Várias demitiram essa semana, com destaque para o Gympass [Forbes], unicórnio que mandou embora 1/3 dos funcionários da pior maneira possível — sem aviso, muitos deles em home office, simplesmente os desligando dos sistemas internos.

→ C6 Bank, Creditas, GetNinjas, MaxMilhas e Rock Content são outras que mandaram gente embora. Em alguns casos, como o do C6 Bank [Valor Investe], suspeita-se que a pandemia tenha sido mero pretexto para enxugar o quadro de funcionários. O sindicato dos bancários de São Paulo pediu ao banco uma abertura para negociar a revisão das demissões.


WhatsApp limita encaminhamentos

Para tentar conter os boatos relacionados à COVID-19, o WhatsApp cortou de vez o encaminhamento em massa de mensagens populares na plataforma. Em vez de cinco, agora elas só podem ser encaminhadas a um contato ou grupo por vez [WhatsApp].

→ No início de 2019, o WhatsApp havia restringido o encaminhamento de quaisquer mensagens a até cinco contatos ou grupos. Segundo a empresa, essa mudança fez diminuir em 25% o volume de mensagens encaminhadas em todo o mundo.

→ O robô da OMS que tira dúvidas sobre a COVID-19 aprendeu português. Clique neste link para abrir uma conversa com ele e mande um “oi” para começar.


Twitter infeliz

Gráfico com a variação do humor do Twitter em inglês.
Imagem: Hedonometer/Reprodução.

O Hedonometer monitora o humor do Twitter (apenas tuítes em inglês). Desde o dia 12/3, quando a OMS mudou o status da COVID-19 para pandemia, a rede social passa por um período profundo e prolongado de tristeza. (Dia 12, aliás, foi o mais triste já registrado.) Curioso que 2015 foi o ano mais feliz da série histórica, que alcança até 2008. Dá o que pensar. Via Kottke](https://kottke.org/20/04/the-pandemic-has-driven-twitter-to-new-lows-in-happiness) [em inglês].


Twitter menos privado

Ainda sobre o Twitter, a rede passou a compartilhar mais dados dos usuários com anunciantes [Digital Trends, em inglês]. Coisas como anúncios vistos e o identificador de publicidade do celular. E não há opção que impeça isso de ocorrer. Na mensagem que vem exibindo aos usuários, o Twitter diz que a mudança é para “continuar operando como um serviço gratuito”.

→ Android e iOS oferecem uma opção para desativar o identificador de publicidade que vários serviços de publicidade, como o Twitter, usam. Como desativá-lo no iOS [Apple] e como desativá-lo no Android [Google].


Zoom proibido

A Anvisa proibiu o uso do Zoom [Agência Brasil], app-sensação de videochamadas, devido às sucessivas falhas de segurança e brechas de privacidade encontradas no aplicativo em março. Na quarta (8), o Ministério Público Federal pediu esclarecimentos ao Zoom [Estadão]devido ao compartilhamento de dados com o Facebook.

A matéria em que compilei todas as falhas do Zoom, da edição 20#10 do Manual, ganhou duas atualizações depois de publicada, uma delas bem extensa.


Leituras de fôlego e colunas


“Netflix dos celulares”

O Quibi, nova plataforma de streaming de vídeo exclusivos para celulares, estreou na última segunda (6) [Neofeed]. Criado por Jeff Katzenberg, ex-presidente da Disney, o Quibi levantou US$ 1,75 bilhão antes do primeiro download. Ele tem várias séries originais com episódios de até 10 minutos, pensadas para serem consumidas preferencialmente em trânsito.

→ Lançar um app que se usa durante deslocamentos no meio de uma pandemia parece… uma má ideia? O grande diferencial tecnológico do Quibi é a tecnologia que adapta a imagem para os modos paisagem e retrato do celular. Outro, de negócio, é que ele exibe anúncios mesmo sendo pago — US$ 5/mês. O serviço não impressionou os norte-americanos [Engadget, em inglês].


Edge supera Firefox

O renovado navegador Edge, da Microsoft, foi mais usado que o Firefox em março (7,59% contra 7,19%), tornando-se o segundo mais usado do mundo[Softpedia, em inglês]. Os dados são da NetMarketShare. Recentemente, o Edge ganhou uma repaginada visual e adotou o motor do Chrome, homogeneizando ainda mais a web. Boa notícia apenas para a Microsoft e o Google.


uTorrent, o mais popular

Uma análise de 25 milhões de conexões BitTorrent em um único dia constatou que o aplicativo uTorrent é o mais popular em uso, de longe — 68,6% das conexões usavam-no [TorrentFreak, em inglês]. O uTorrent é da BitTorrent Inc., exige anuidade para remover anúncios e já foi flagrado minerando bitcoins nos computadores dos usuários.

→ Se você faz uso de BitTorrent (sem julgamentos aqui!) com o uTorrent, é uma boa ideia trocá-lo por outro aplicativo. Existem ótimas opções de gratuitas e de código aberto, como qBitTorrent, Transmission e Deluge.


O controle do PlayStation 5

Foto frontal do DualSense, controle do PlayStation 5.
Foto: Sony/Divulgação.

A Sony apresentou o DualSense [Sony], controle do vindouro PlayStation 5. Ele tem um design diferente do padrão que existia desde o primeiro Dual Shock, de ~20 anos atrás, que lembra a robozinha Eve do filme Wall-E ou, como apontaram alguns fãs de carros, a BMW i8.


Um app: OutRun

Em 2020, app que não se conecta à internet, não exige assinatura nem registra seus dados na nuvem tem um diferencial enorme. É o caso do OutRun (R$ 7,90), um app simples e bonito para iOS que serve para registrar caminhadas e corridas. Sei que o momento não é propício para usá-lo, mas quis fazer o registro. Guarde-o para quando passarmos a pior fase do distanciamento social, ok? Via MacMagazine.


Um site: Saudades do escritório

Print do site imisstheoffice.eu.
Imagem: imisstheoffice.eu/Reprodução.

O belíssimo site imisstheoffice.eu [em inglês] recria, na tela do computador, os barulhos ambientais de um escritório. Pode ajudar aqueles que estão em distanciamento social e sentem falta dos colegas conversadores, teclados barulhentos e telefone que não parava de tocar. Clique nos objetos e pessoas para “ativar” os sons; no canto inferior direito dá para aumentar ou diminuir o número de colegas.

→ Para barulhos que ajudam na concentração, eu prefiro o app Noisli (Android, iOS, Web).


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10 comentários

  1. O Edge no Windows está muito bão, mas ainda falta uma coisa importante pra mim: que a Apple permita a sincronização dos favoritos com o Safari do iPhone usando o iCloud para PC; a disponibilidade é só com Internet Explorer, Firefox e Safari. Bom mesmo seria ter o Safari para Windows, mas já que não tem, vamos usando esses métodos alternativos…

      1. Inclusive uma das features que está por vir é a possibilidade de colocar as abas na lateral. Para alguns talvez seja melhor, daria para organizar melhor a navegação.

        E falando nisso, o Chrome está testando “Tab Groups” que agrupa abas por cores, caso o usuário queira (lembro que o internet explorer tinha algo parecido), só ativar em chrome://flags.

        1. Tem essa flag no Edge também (se bobear, tem em todo navegador Chromium), e tenho usado há algum tempo. É interessante. No IE tinha aquele esquema de, quando clicava num link com o botão direito do mouse e selecionava “abrir em outra aba” ele já abria com a cor da aba “pai”. Gostava daquilo.

    1. O Firefox não roda bem no Windows? Ele sincroniza favoritos e outras coisas com o Firefox para iOS — que, no fim das contas, usa o mesmo motor do Safari.

      O problema do Edge ganhar terreno é que isso aumenta ainda mais o domínio do motor Chromium sobre a web. A gente já viu, nos anos 2000, o estrago que um monopólio desse tipo pode causar.

      1. Eu gosto mesmo é do Safari, no iPhone. Porém, instalando o iCloud para Windows, ele sincroniza os favoritos do Safari, mas só com Chrome, Firefox e IE (ainda não há disponibilidade para o Edge). Usar o Firefox no Windows é a solução, principalmente com esse ponto que você levantou a respeito do monopólio.

        1. Mais uma vantagem do Firefox no iOS: assim como o Safari, tem gerenciador de downloads e permite baixar arquivos, diferente do Chrome e Edge

    2. Sim! Só tenho o Edge no iPhone porque tenho que salvar os favoritos lá. Até salvaria no OneNote, ou até mesmo no app de notas da Apple, mas sempre esqueço que salvei as coisas por lá.

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