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O escritório em casa de Rafael Goulart

Mesa de trabalho do Rafael Goulart, com computadores, caixas de som grandes, impressora e uma janela com boa iluminação natural acima.

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Rafael.


Natural de e morador de Santa Maria (RS), atualmente sou desenvolvedor web freelancer. Até o final do ano passado trabalhava para uma startup americana remotamente — tenho trabalhado quase exclusivamente para o exterior desde 2013. Minha rotina aparentemente não mudou com a crise do COVID-19, mas o convívio social necessário para a vida “solitária” do trabalho em casa foi eliminada, o que exige adaptações. Não sou o programador antissocial típico — recluso, eremita —, visito e sou visitado por amigos, namorada, parentes, enfim, quase uma pessoa “normal”.

Nas mudanças de hábitos, não estou mais que levar minha filha à escola e agora faço compras condensadas (ao invés de picadas), reativando o tradicional “rancho”, como chamam os gaúchos aquela compra grande para o mês, resquício dos tempos de hiperinflação. Já tenho hábito de cozinhar diariamente e isso tem se extendido para bolos, pães, enfim, tudo que me faria sair de casa por pouca coisa.

O escritório

Moro numa casa alugada, mas mesmo assim diminuí uma ampla sala para fazer um pequeno e iluminado escritório (que também serve para abrigar um hóspede; tem uma cama, da qual volto a falar adiante). Iluminação natural é importantíssima para mim, ajuda a manter o ciclo biológico e a (tentar) desligar do trabalho ao fim do dia. Não tive problemas com depressão, mas já trabalhei com pouca luz natural e o efeito de “enclausuramento” no meu humor é significativo. Então, muita luz natural: são duas janelas, uma ao alto e outra maior à esquerda, sem reflexos no monitor.

Mesa de trabalho do Rafael Goulart, com computadores, caixas de som grandes, impressora e uma janela com boa iluminação natural acima.
Clique para ampliar. Foto: Arquivo pessoal.
  • Computador desktop (AMD A10-7860K, placa de vídeo Radeon R7 12 Compute Cores 4C+8G, 16 GB de RAM, SSD de 1 TB, disco rígido de 2 TB). Passei anos trocando de notebook a cada dois anos, sempre novo, mas resolvi há quatro anos “sentar” novamente. Muito satisfeito com esta aquisição, feita via Mercado Livre. Apesar dos 2 TB de HD, recentemente adquiri um SSD de 1 TB para ser o principal. A máquina voa para meu trabalho — o uso de disco é alto. Uso intensivamente virtualização, antigamente VirtualBox, atualmente Docker (não é beeeeem virtualização, mas este é outro assunto), e a leitura de disco é o gargalo. Ele não veio com placa Wi-Fi, uso uma genérica USB que quebra o galho — o roteador fica em outro recinto, ainda pretendo cabear para maior segurança e velocidade. No momento, plenamente satisfatório.
  • Nobreak SMS 700VA. Por proteção física e de trabalho imediato, imprescindível. Sou paranóico com proteção elétrica, tenho outros dois nobreaks para outros equipamentos, inclusive modem e roteador, mantendo a conectividade durante um tempo mínimo. Esta unidade foi comprada usada (recondicionada, usada com bateria nova) via Mercado Livre.
  • Monitor LG Flatron 25UM58-P. Adquirido usado em minha cidade, uma das melhores compras. Apesar de ter fotografia como hobby, como programador eu preciso de espaço. Geralmente dois monitores, notebook + monitor extra, mas isso é oneroso em espaço na mesa. Este monitor é ultrawide, com resolução 2560×1080 (16:9), permitindo usar aplicativos lado a lado na tela (navegador, terminal, editor). Está sob um suporte caseiro com a traseira aberta para esconder os cabos (o maldito Edison podia ter inventado a eletricidade sem fio logo de cara, não é?).
  • Teclado e mouse sem fio Logitech K235. Acessível, ótimo custo-benefício, confortável. Ainda não entrei na onda dos teclados mecânicos, talvez um dia. O mouse tem uma boa resolução. Lembrando que o mouse é importante mas não tão importante na minha atividade. Como a mesa é de madeira, uso uma capa couro sintético antiga de um daqueles cadernos artesanais como mousepad. Via Mercado Livre.
  • Câmera Logitech C270 (HD, 720p). Parceira para videochamadas. Bem versátil, fácil de posicionar — em cima do monitor ou em pé em qualquer lugar —, microfone sensível sem dar reentrada – muito eventualmente preciso de fone de ouvidos. Via Mercado Livre.
  • Fones de ouvido AKG K414P. Ótimo custo-benefício para monitoração. Uso para videochamadas quando o som não está legal ou há muitas falas simultâneas — como quase todas são em inglês, a dispersão do som dificulta a inteligibilidade. Treino bastante o ouvido para me preparar para diferentes sotaques e vocabulários, mas nunca vou ter a facilidade do idioma nativo (a não ser resida alguns anos em um país de língua inglesa). Observação: tenho quatro desses, para uso em monitorações em estúdio de gravação. Via Mercado Livre.
  • Celulares Xiaomi Redmi Note 6 Pro (64 GB) e Moto G4 Plus. Com um pouco mais de um ano de uso. Ao comprar, demorei um mês para por em uso até conseguir desbloqueá-lo (tem um burocracia da Xiaomi para isso) e rodar o LineageOS. Tentei ficar sem logar no Google no primeiro mês, mas para acessar aplicativos de bancos tive que baixar a guarda: não rodam. Um ainda não roda, por isso mantenho o antigo Moto G4 Plus (celular anterior) para acessá-lo. Nem teve jeito, pois pela internet este banco pede o token do aplicativo do celular. O tamanho do Redmi Note 6 Pro é o maior dilema: ótimo em usabilidade, para assistir a vídeos, ler (leio muito no celular, ebooks, feeds RSS etc.), além de ouvir podcasts, mas um saco para carregar no bolso. A carteira diminuiu, está do tamanho dos cartões de crédito/débito, mas o celular está rasgando os bolsos das calças, especialmente desconfortável para digirir (não consigo, tenho que deixar no console, o que me faz voltar à garagem para buscá-lo várias vezes por esquecimento). Outro demérito deste modelo é não vir com fones originais. Quebro o galho com os listados acima. A princípio não compraria outro Xiaomi se não for usando uma ROM alternativa: já basta o Google nos rastreando, a Xiaomi também é demais. Via Mercado Livre.
  • Bloco de anotações permanente Elfinbook. Meu xodó. Já comprei um estoque de canetas para uma existência (talvez exagero, mas tudo por um frete grátis no Mercado Livre). Não é perfeito no apagamento (uso a borracha da caneta, uma borracha comum e de tempos em tempos lavo), mas satisfatório. 20 folhas pautadas, 20 folhas em branco. O aplicativo no celular é bem ruinzinho: apesar de corrigir a inclinação baseado nas margens impressas, só salva em PDF, e organiza ali mesmo os arquivo. Permite criar arquivos com várias imagens, mas mesmo assim entendo que uma opção de salvar direto em imagem seria imprescindível para compartilhar o arquivo via Telegram e similares. Não gosto de teclar durante videochamadas, então rabisco nele e depois organizo na minha lista de tarefas. Também serve para anotações do dia a dia ou pequenas inspirações. Via Mercado Livre.
  • Luminária articulada + chapéu. Importante para uma luz suave à noite (teclar no escuro não dá, e a luz desta sala é compartilhada com outra). Também para ajustar a iluminação em videochamadas, geralmente rebatido na parede, onde o chapéu ajuda a dosar e evitar o foco de luz nos olhos. Via Mercado Livre.
  • Gravador Tascam DR-40. Outro xodó. Uma das minhas melhores aquisições na vida. Fica sempre à mão para registrar qualquer inspiração musical. Depois descarrego no computador. Adquiri na Amazon e mandei entregar na casa de um amigo nos Estados Unidos. Um amigo dele veio para o Brasil, trouxe e me enviou a cobrar via Sedex. Excelente qualidade de captação, permite conectar dois mics com phantom power ou instrumentos, vários recursos úteis.
  • Impressora HP Deskjet 3050 Wireless. Tem uns oito anos, já fora de linha. Apesar de teoricamente atender a minha pequena demanda de impressão, às vezes atendendo um trabalho escolar dos filhos, tem me estressado bastante. Eu tenho kit de recarga desde sempre, com 1 litro de tinta preta, 100 ml de cada tinta colorida, seringas, luvas. O processo cirúrgico de recarregar é meio lambuzento, mas tranquilo. Os cartuchos aleatoriamente serem ignorados pela impressora é um saco. Atualmente ela está recusando cartuchos após o primeiro ou segundo uso. Vai para reciclagem em breve, devo trocar por uma Epson Ecotank.
  • Amplificador xing-ling com rádio, entrada USB, cartões e auxiliar + Caixas de som Sony SS-B4600. O amplificador comprei via AliExpress alguns anos atrás, meio bruto, mas dá conta do recado (eu tenho hábito de escutar rádio, tenho outro desses em cima da geladeira com caixinhas resgatadas de um home theater doado por um amigo). As caixas de som têm, na minha mão, 15 anos, compradas usadas numa loja de manutenção de eletrônicos. Com 30W no total, me permitem uma boa imersão para ouvir música ou assistir algo via streaming.
  • Gaveteiro. Ajuda a manter a bagunça escondida. (Não se iluda: o cenário está organizado para a foto, mas, apesar não ser uma zona, não é bonitinho assim todo dia.) Contas tem uma gaveta de “só jogar” e organizar a cada seis meses, outra para cabos, carregadores, adaptadores, outra para carteira, documentos, etc. Não assim tão definido, mas na minha cabeça parece organizado. Via Mercado Livre.
  • Cofrinho em formato de ônibus de Londres + descanso para copo. Como a minha carteira não comporta moedas, junto aqui e troco nos comércios de bairro. Veio com chás. Tanto o cofrinho quanto o descanso para copo são presentes de viajantes vindos da Inglaterra.
  • Miniaturas de Kombi e Fusca. A da Kombi é para lembrar uma ideia de ir até Machu Pichu com um amigo. O Fusca azul é presente de uma amiga que ficou impressionada com a brincadeira do soquinho do fusca azul que domina minha família.
  • Chimarrão. Sempre com gengibre e algum chá. Não tomo todos os dias a não ser no inverno, mas ajuda na minha disposição pela manhã.
  • Aromatizador capim-limão. Compro litros em lote via — adivinha — Mercado Livre. Então fraciono neste frasco, naqueles aromatizadores com pauzinhos ou bolinhas de cedro (tudo — adivinha — comprados no Mercado Livre).
  • Tapa olho velho. Preciso de um melhor, mas são úteis para cochilos reenergizadores. Não funciono com sono. Minha produtividade cai drasticamente. Prefiro cochilar e retomar. Em tempo: neste cômodo há uma cama atrás.
  • Escova para gatos. Numa das pausas, tiro um pouco dos pelos do Mauro, nosso gato. Necessário para evitar tirar quilos de pelo do tapete, cama, sofá, nossos narizes, enfim.
  • Violão Irmãos Carvalho CL-TSC1. Um dos meus raros instrumentos adquiridos novos. Fica sempre ao lado para momentos de refresco ou para registrar alguma inspiração. Comprado diretamente dos luthiers Carvalho, excepcional custo-benefício. Recomendo encoordamenteo D’Addario ProArte para acompanhar.

Outros equipamentos

Outra mesa de trabalho do Rafael, com um notebook, monitor, teclado e mouse.
Clique para ampliar. Foto: Arquivo pessoal.

No meu pensamento catastrofista, nunca fico com um equipamento apenas. Em outro recinto (acima), mantenho um notebook Acer Aspire 5 A515-51G-70PU (Core i7, 20 GB de RAM, SSD de 512 GB + disco rígido de 2 TB, tela de 15″) que já foi meu equipamento principal, um monitor LG Flatron 23M835VQ (via Mamute) e o nobreak TS Shara UPS Mini 500Va (via Mercado Livre) e teclado e mouse sem fio Logitech K235 (ver acima). Mantenho com o mesmo ambiente do desktop, sincronizado via GIT, Dropbox e Mega. Este é meu notebook de viagens. Defeito: a interface wireless é péssima, uso uma genérica para acompanhar e levo o mouse sem fio em viagens.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Para desenvolvimento e testes em ambientes Apple, tenho um MacBook Pro de 13″ (Core i7, SSD de 256 GB + disco rígido de 522 GB), também usado para gravação de áudio. Comprei usado.

Matenho uma conexão de 75 MB via fibra ótica, bem decente, espalhada em três repetidores genéricos.

Sobre produtos usados

Apesar de ser ávido consumidor online via Mercado Livre — caso não tenha ficado claro :) —, eu compro muitas coisas usadas. Meu notebook principal já foi um Vaio comprado usado, além de já ter usado um Asus da mesma forma. Meus móveis, instrumentos musicais e roupas são massivamente usados, garimpados na OLX, eventualmente no Facebook, brechós e briques (lojas de móveis usados).

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9 comentários

  1. Usa qual SO para programar? Eu também estou usando a LineAgeOS em meu Xiaomi MI 6, um dos motivos, além da fluidez é justamente o receio de estar sendo vigiado pelos chineses. Hahaha.

  2. Oque me impressionou neste office foi o “backup”:nobreaks e até mesmo um outro computador, para o caso de falha no primeiro! Quanto a comprar usado, sou a favor desta atitude, pois reduz os preços e aproveita material que poderia ser descartado antes do fim da vida útil.

    1. Não tem muito o que falar, é um amplificador automotivo, bem simples. Fácil de achar no ML. Eu comprei da China, só não tem bluetooth, na época era menos comum. Só acho chato a conexão das caixas de som, padrão com o fio desencapado.

  3. Eu não deveria achar estranho o que vou falar agora pois o lugar onde está meu PC é uma verdadeira bagunça, mas achei estranho a caixa de som grande bem em cima da mesa. Me deu a sensação de ser alguém que trabalha com som. Eu conheço essa caixa de som, ela tem quase 70 cm de altura e não nego que ela tem bom som. Ela vem originalmente com uns “systems” da Sony dos anos 90, que tem quase a altura dela.

    Não é querendo colocar minhoca na cabeça, mas não compensa achar alguma caixa de som um pouco menor?

    1. Ela é grande sim. Hoje se consegue caixas com a qualidade melhor por uma fração do tamanho. Mas funcionam, e eu gosto de aproveitar coisas sempre que possível ao invés de comprar. Além de um pouco de nolstagia, permitem uma boa imersão num ambiente pequeno, o que é o caso.

      Eu não trabalho com som, mas música e equipamentos de sonorização são um hobby “forte”, vou “briqueando”, comprando e vendendo as tralhas.

      1. Ah sim, tendi. Obrigado por responder :)

        Acho que se eu tivesse umas caixas assim (tenho um par de caixas mais antigas sanyo, mas são menores e estão paradas), eu deixaria embaixo da mesa (e ajustaria para o som grave vir delas) e colocaria um par de caixa de som menor em cima.

        A que tenho hoje é uma Ion Anyroom que achei no lixo e só precisei trocar um capacitor para o bicho voltar a vida.

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