Estilo de vida

O escritório em casa de João Eduardo Medeiros

Mesa de trabalho em escritório doméstico do João Eduardo Medeiros.

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos (veja todos que já foram publicados). Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do João.


Já tinha enviado uma foto do meu escritório uns anos atrás, mas muita coisa mudou desde então.

Hoje trabalho como desenvolvedor de software (e um pouco de engenheiro de dados também) em uma empresa localizada em Austin (TX), Estados Unidos. Já trabalho em home office há quase quatro anos. É a segunda empresa em que trabalho dessa forma, portanto nada de novo para mim durante a pandemia. (A COVID-19 só me afetou porque acabamos tendo que cancelar o encontro da equipe em Austin, que aconteceria em março.)

Já faz quatro anos que trabalho em home office, então já estou adaptado. Tenho uma rotina de trabalho como se estivesse fora de casa: me visto adequadamente e tenho um escritório usado somente para trabalhar, evitando assim distrações. Para me conectar com minha equipe, usamos o Slack para mensagens de texto e o Zoom para videochamadas. Estamos em fuso-horários diferentes, mas isso não atrapalha. Para alguns, as reuniões são às 11h; para outros, às 16h. Para mim, elas acontecem às 13h.

A minha mesa é o mais “clean” possível, pois aprendi que quanto mais bagunçada ela está, mais dificuldade tenho em me concentrar. Por isso, tento manter a menor quantidade de objetos possível por perto.


Mesa de trabalho em escritório doméstico do João Eduardo Medeiros.
Clique para ampliar. Foto: Arquivo pessoal.
  • Macbook Pro (15″, modelo 2019). Nunca tive um produto Apple e não pensava em ter; ainda assim, o MacBook me surpreendeu. Esse modelo tem um Core i9 de 2,4 Ghz, 32 GB de RAM, GPU Radeon Pro Vega 20 de 4 GB e SSD de 1 TB. Acreditem, eu preciso dos 32 GB de RAM e às vezes ainda falta memória.
  • Monitor LG 25” Ultrawide, 21:9. Usar um monitor ultrawide é um caminho sem volta.
  • Teclado Logitech K380. Foi o melhor teclado e o mais em conta que encontrei para usar com o MacBook (não iria pagar uma fortuna no Magic Keyboard da Apple). Preferi um teclado com layout americano e com as teclas do MacBook para não me sentir entranho quando tiver que digitar diretamente no teclado do notebook. O da Logitech me surpreendeu: é muito silencioso, macio, leve e posso conectar em até três dispositivos ao mesmo tempo.
  • Mouse Logitech M585. Segui a mesma lógica do teclado: não iria gastar uma fortuna em um Magic Mouse. Esse Logitech tem um ótimo custo-benefício, cabe bem na minha mão (grande) e pode conectar em até dois dispositivos ao mesmo tempo.
  • Fones de Ouvido Astro A10. Uso para escutar música e participar das reuniões por vídeo. Ele é bem confortável e robusto (acho que é quase impossível quebrá-lo; procure os vídeos no YouTube). Meu sonho de consumo é um Sony WH-1000XM3 (testei ele em uma BestBuy no Estados Unidos), mas, por enquanto, vou deixar só como um sonho mesmo — ainda não tenho coragem de dar R$ 1,6 mil em um fone de ouvido.
  • SanDisk Extreme Portable External SSD (2 TB). Esse foi dado pela empresa, para que possamos armazenar algumas coisas que não cabem no SSD do MacBook (trabalhamos com dados e o nosso banco de dados é gigantesco). A velocidade dele é impressionante e ele conecta diretamente no USB-C do MacBook (muito importante, pois ele não tem USB-A).
  • Planner da Tilibra. Sempre fui muito fã de utilizar apps para me organizar, mas com o tempo fui aprendendo que substitui totalmente papel e caneta. Por isso, aderi ao planner.
  • Cadeira Gamer DT3 Sports Elise Light Green. Como trabalho há muito tempo em home office, precisei investir em uma cadeira confortável e que não me prejudicasse com o passar do tempo. Investi em muitas outras cadeiras antes da DT3 e sempre me arrependia. Essa cadeira é muito confortável e ergonômica. Apesar de ser uma cadeira gamer, eu só uso para trabalhar mesmo.
  • Livros. Nessa prateleira ficam três livros (na foto só tem dois): Billion or bust! do Lanham Napier; O investidor inteligente do Benjamin Graham; e Do mil ao milhão do Thiago Nigro. (Se puderem, me indiquem alguns livros de investimentos e finanças.)
  • Base de carregamento sem fio da Samsung. Ganhei da Samsung quando comprei um finado Galaxy S9+ (hoje tenho um Galaxy Note 10), mas praticamente não uso. Continuo achando mais fácil plugar o cabo mesmo.
  • Cabeça do Thanos (Cinemark ou Cinépolis, não lembro). Um balde de pipoca que comprei quando fui assistir a Vingadores Ultimato. Sempre que tem balde de algum filme que gosto, não me seguro, rs. Na mesa da minha esposa, que fica ao lado, tem um balde do Jumanji (Cinemark).

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17 comentários

  1. Interessante esses braços para segurar monitor, aparentemente nem são tão caros como eu imaginava, quando chegar o meu vou considerar essa possibilidade dependendo de como ficar na mesa.

    1. Esses braço é muito bom, te dá a flexibilidade de colocar o monitor do jeito que você quiser.

      1. Houve necessidade de furar a mesa? Eu vi que tem vários, você comprou algum de alguma marca específica ou “qualquer um”?

        1. Não precisa furar a mesa ele é encaixado. O meu é de uma marca bem conhecida ELG, o modelo é o F80N.

  2. Há quanto tempo você tem essa cadeira? Consegue passar horas (digamos umas 4) nela a fio, no máximo levantando só para beber uns copos dágua? Acha que ela aguenta bem quando o corpo quer reclinar um pouco para trás para relaxar?

    1. Uns 2 anos, consigo sim, eu trabalho o dia todo nela, passo mais de 4 horas de manhã e mais de 4 horas de tarde tranquilamente. Ela reclina o suficiente para você conseguir deitar como se fosse uma cama.

  3. Que doido, cara! A minha mesa tá na tela do seu monitor!
    Parece q isso inaugura uma corrente: quem quebrá-la estará amaldiçoado.
    Ou seja, o próximo envio tem q ter no monitor a sua mesa.
    Fora isso, eu acho q nunca poderei ter uma cadeira legal. Meu gato detona a q eu uso. :(

  4. Sempre que eu vejo cadeiras boas, elas são “gamer”. Já tentei emplacar uma mas compartilho o escritório com a minha esposa. Existe cadeira boa sem ter esse design peculiar?

  5. Livro de finanças, para mim o mais interessante é “Os Axiomas de Zurique”. Tem um resuminho de quais seriam os axiomas na wikipedia, mas ele para mim é o livro que te deixa atento a não cair nos mitos do mercado financeiro. Ganhar dinheiro em investimentos é saber apostar. Ponto.

  6. Também estou lendo O Investidor Inteligente. Apesar de ter muita coisa específica do mercado americano e/ou de décadas passadas (50-70), tem muitos conceitos e ideias atemporais. Ele me permitiu ficar bem tranquilo nessa queda brusca das últimas semanas.
    Como dica nessa linha, sugiro A Jogada do Século (ainda estou lendo), livro que baseou o filme A Grande Aposta e que conta os bastidores da crise de 2008 nos EUA.

    1. Obrigado pela dica de leitura, vou considerar esse assim que terminar “O Investidor Inteligente.

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