Livrar-me do carro próprio trouxe economia, paz de espírito e a esperança de cidades melhores

Em dezembro de 2017, no intervalo de um evento de tecnologia, conversava com amigos sobre assuntos aleatórios quando mencionei “meu carro”. Eles me olharam atônitos. “Você não parece o tipo de pessoa que tem carro”, disseram. Senti-me lisonjeado. Quando voltamos de viagem, comecei a cogitar a ideia de não apenas parecer, mas de ser uma pessoa sem carro. O processo todo levou um ano e, agora, alguns meses após me desfazer do carro próprio, desfruto de menos estresse no dia a dia e uma economia notável nos gastos mensais.

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Como o roteirista e comediante Nigel Goodman trabalha

Foto do Nigel Goodman.

Nota do editor: Esta é uma nova seção do Manual do Usuário em que entrevisto profissionais de diferentes áreas a respeito de produtividade e da relação deles com a tecnologia. A inspiração óbvia é a seção “How I Work”, do Lifehacker. A seção será publicada quinzenalmente, em alternância com a das mochilas — mande a sua, aliás, porque o estoque segue seco!

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Todo mundo precisa de um app de anotações rápido e que sincronize com a nuvem

Print do Simplenote em um celular e em um tablet.

Fato: um bom aplicativo de anotações no celular é imprescindível. Seja para escrever notinhas temporárias ou lembretes, registrar ideias, desenvolver textos completos ou se organizar, ter um app rápido e sem firulas, que receba texto puro e que facilite a sua recuperação está entre aquelas pequenas maravilhas que nem sempre reconhecemos ou valorizamos.

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O que se perde quando “vemos Netflix” em vez de filmes

Criança em frente à TV ligada em ambiente escuro.

por Drew Austin

Cada vez mais os livros não têm capas: o rápido crescimento de tablets e e-readers fez com que mais livros fossem lidos em telas que não enfatizam a capa como um identificador visual e um delimitador físico. Uma capa já representou a individualidade tangível de um livro, sua discrição. Agora, nas telas, as capas persistem como imagens retangulares vestigiais, ornamentando de maneira supérflua resultados de busca ou PDFs. Essa mudança de ênfase significa que os leitores se envolvem mais diretamente com os próprios textos, em vez de julgar os livros por suas capas, como adverte o clichê? Cinquenta Tons de Cinza e livros de autoajuda ganharam popularidade em aparelhos pós-capa. Estamos finalmente livres para ler o que realmente queremos, seguros em saber que ninguém pode nos julgar?

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A câmera do Huawei P30 Pro é a caixa preta definitiva

Foto mostrando as quatro câmeras do P30 Pro abertas, com as lentes para fora.

Nesta terça (30), a Huawei retorna oficialmente ao mercado de celulares brasileiro. Diferentemente da última tentativa, em 2014, desta vez ela chega com credenciais de respeito: é segunda maior fabricante de celulares do mundo e traz embaixo do braço um dos aparelhos mais desejados do momento, o P30 Pro. Antes que você se anime, adianto que não será barato (este texto será atualizado com valores e datas logo mais). Mas, para além dos aspectos mercadológicos e técnicos, este celular traz uma discussão filosófica sobre fotografia.

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O r/Piracy, o streaming e o “projeto do instante”

Bandeira pirata hasteada e tremulando contra céu azul.

por Andressa Soilo

A “pirataria” digital está em nossas vidas há 20 anos graças, especialmente, a Shawn Fanning e seu aplicativo de compartilhamento de arquivos pioneiro, o Napster. Nesse período, suas formas de se expressar com os usuários e com a lei têm se mostrado dinâmicas. Assim, habitar a distribuição do entretenimento passa a ser um jogo de xadrez. É sobre essa habitação que este texto trata. Sobre uma habitação negociada, especialmente, a partir do tempo.

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A imagem trincou

Ícones de redes sociais vistos através de uma tela trincada.

Foi quase uma melancólica coincidência. No mesmo mês em que Julian Assange, a cara do Wikileaks, foi preso, escancarou-se o desconforto de alas progressistas, decididamente pró-liberdade de expressão, com o descaso das plataformas norte-americanas de redes sociais com princípios básicos da democracia. No início da década, movimentos como o Ocuppy Wall Street, o Wikileaks e, principalmente, a Primavera Árabe encheram de esperança aqueles que anseiam por mais transparência governamental e um aperto na fiscalização dos poderosos. Naquele cenário, as redes sociais eram aliadas na luta que, embora inglória, afinal parecia estar surtindo efeito. Hoje, a sensação é de que estamos vivendo em distopias particularmente ruins. Onde foi que o trem descarrilou?

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Esconder o número de curtidas no Instagram não vai resolver o problema

Jane Wong, uma programadora independente, descobriu que o Instagram testou em algum período recente esconder o número de curtidas (“likes”) das fotos e vídeos publicados na rede social. Só teria acesso a esse número o usuário que publicou o conteúdo. A mensagem que aparece no app diz que o Instagram quer, com isso, que “os seguidores foquem no que você compartilha, não em quantas curtidas seus posts ganham”. Estaria o Instagram/Facebook preocupado com a pressão que os usuários dizem sentir cada vez mais forte?

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A Apple deveria mudar este detalhe do iOS para manter seu discurso pró-privacidade coerente

iPhone sobre mesa com mensagem pró-privacidade escrita por cima da imagem.

A nova campanha de marketing da Apple ressalta a privacidade que a empresa garante em seus produtos (veja o vídeo). Não é de hoje que a Apple transformou a privacidade em argumento de venda — e item de luxo — em contraponto ao Android do Google e a praticamente toda a indústria de tecnologia. Por isso, ao ver a nova campanha da Apple, a Fundação Mozilla trouxe à tona um questionamento pertinente: e o IDFA?

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Com a fragmentação do streaming, pirataria volta a ganhar força

Tela com o Disney+ no centro rodeada por ícones de outros serviços de streaming.

por Andressa Soilo

Nota do editor: A Andressa, que já participou de um Guia Prático, pesquisou em seu doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a relação entre a fragmentação das plataformas de streaming de vídeo e a volta da pirataria desse tipo de conteúdo. O texto abaixo é um excerto da sua tese, com uma leve edição para tornar a leitura mais fluída no formato blog. A tese ainda não foi publicada; quando estiver disponível, atualizarei esta nota com o link para download.


Ao final da primeira década dos anos 2000, especialmente entre os anos de 2007 e 2008, o mercado dos serviços de streaming audiovisual (com a proposta principal de vender conteúdo ao público), assim como os demais atores interessados em suas dinâmicas e impactos (principalmente nas dimensões tecnológica, legal e comercial), produziam (e experienciavam) uma certa atmosfera marcada pela esperança de um combate eficaz ao universo da “pirataria”1 digital.

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