Post livre #171

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103 comentários

  1. “Brasil liderou desmatamento de florestas em 2018. De acordo com dados do “Global Forest Watch”, relatório divulgado pela Universidade de Maryland, cerca de 1,3 milhões de hectares de árvores desapareceram no Brasil no ano passado. O país foi o que mais perdeu as chamadas florestas primárias — aquelas que não são fruto de replantio —, seguido por Congo e Indonésia. A área total desmatada no período foi de 12 milhões de hectares, o equivalente ao território da Bélgica, a uma velocidade de 30 campos de futebol por minuto. Entre 2007 e 2015, o desmatamento no Brasil registrou uma queda de 70%, mas voltou a crescer a partir de 2016. ”

    Por pior que tenha sido o governo do PT para o meio ambiente (vide Kátia Abreu, Belo Monte e as barragens da Vale que, bem ou mal, foram feitas/autorizadas/pouco fiscalizadas nos governos petistas), foi nesta era vermelha que tivemos a maior diminuição do desmatamento da cobertura amazônica. No período da Marina Silva então, chegamos a “quase não desmatar” para os nossos padrões.

    A Dilma caiu e a motosserra roncou com toda a força novamente.

    Algumas coisa, com o tempo, se explicam …

    1. Tem certas coisas que tenho medo de contar aqui pois uso o apelido que uso na vida real mesmo. Então se alguém pesquisar, bem… Mas posso dizer que sei de casos de pessoas que não eram para desmatar parte de área onde reside, mas “dá um jeitinho” e desmata.

      A questão da Amazônia é uma soma de fatores que gerou a manutenção da “cultura madeireira”: falta de fiscalização efetiva , ganância, falta de educação direcionada a mudança de cultura, falta de valorização do cidadão de áreas florestais.

      O cara é fruto de um descaso do Estado e da sociedade que está, nisso ele o vê como obstáculo, tal como a selva que o circunda. No final, bota tudo abaixo, pois sabe o valor que tem uma árvore no chão, e não sabe o valor dela em pé e viva.

      Li a matéria da Pública da família ameaçada por madeireiros e a vontade que passou pela cabeça era de ir lá e matar todos os madeireiros, policiais e políticos corruptos de lá. Mas claro, não é assim que funciona.

    2. Estão 100% engajados em acabar com a fiscalização e detonar com tudo ligado a preservação. Se esses caras ficarem 4 anos, o estrago será retumbante. Se se reelegerem então… Cientistas internacionais estão pressionando por vias comerciais. Pode dar certo, mas não tenho esperanças, já que aqui o silêncio é grande. Ainda estão todos grudados nas pautas identitárias como se não houvesse outras temáticas pra abordar (vide propaganda BB).

  2. Se não tiver nada pra fazer, se me permitem uma recomendação (tou recomendando, tá? ;) ), é assistir “Hi Score Girl” na Netflix. Tá dublado.

    É a história de uma galera viciada em fliperama (isso nos anos 90) e uma amizade entre um “moleque” que só quer saber de jogar videogame (e é péssimo nos estudos) e uma garota que supera todo mundo no fliperama (e uma excelência em quase tudo na vida). E durante a história se conta um pouco da história dos games de arcade (como Street Fighter e King of Fighters).

    Para quem quer uma crítica com um pouco de spoilers, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=-7VXObBT91A

      1. Senpai TV não acompanho toda hora, mas tem críticas legais. Esse só acompanhei por causa que eu AMO Hi Score Girl.

  3. Sobre apps para notas. Gostaria de saber se usam alguma alternativa aos mais comuns (Evernote, Keep e OneNote) e se ele tem algum dos requisitos comentados aqui no MdU (criptografia e privacidade).
    Atualmente estou usando o Stantarnotes e estou gostando apesar de algumas limitações comparado a alternativas no “mercado”, mas acredito que vale a pena pelo que ele oferece (criptografia e privacidade).

    1. Estou preparando um texto sobre esse assunto semana que vem! A minha última descoberta foi o Standard Notes mesmo. Gostei, embora o app do macOS seja excessivamente exigente com processamento. No mais, sigo usando o Apple Notas.

      1. O programa para desktop eu não testei, sempre que possível eu uso a versão web para evitar ter que instalar alguma coisa.
        Para mim, o app para Android e a versão web (no Firefox) me atendeu bem e não encontrei nenhuma anomalia

    2. Meu principal é o combo Notation/Simplenote*. De fato uso como notas

      Evernote uso mais como notas para projetos que aparentemente nunca concluirei, então nem me importo tanto

      E o Keep para notas temporárias ou lembretes, já que o widget dele no Android é ótimo

      *O Notation tem ficado meio lento, apesar de ser um app simples.

      1. Tem recebido atualizações? Perdi contato com o Alison e, depois que migrei para o macOS, confesso que não acompanhei mais se o Notation continuou sendo atualizado.

        1. Não sei dizer, está na versão 1.1.5….

          O que acontece é que em notas muito grandes, ele demora a executar os imputs do teclado. Como meu uso principal é uma nota gigantesca de coleta que tenho, isso é um pouco incomodo. Em notas curtas, continua perfeito.

  4. Vou aproveitar o Post Livre dessa semana para alertar que o cadeado da url no MdU não fica verde. Após analisar, acho que o culpado é a imagem para assinar na catarse tá src=”http:// ao invés de src=”https:// no código.

    Mudança besta de fazer e tudo fica nos trinques. Um abraço! =D

    1. e aproveitando:

      respostas recebidas no email, não estão abrindo pelo link do mesmo.

  5. Anúncios personalizados via reconhecimento facial estão se tornando a nova tendência e “buzzword” do mundo. Em breve não vai mais adiantar apagar contas pelo Facebook e Google porque o seu táxi e o seu supermercado vão direcionar os anúncios de acordo com o seu perfil demográfico (bairros, renda, gastos, altura, peso, etnia) sem precisar que você interaja ou aceite qualquer tipo de EULA.

    1984 não deveria ser um manual de instruções Orwell.

    https://www.b9.com.br/107037/no-japao-taxis-terao-reconhecimento-facial-para-projetar-anuncios-personalizados/

    1. Lembrei do caso da Linha 4 em São Paulo que ia ser a pioneira nisso.

        1. Putz, esqueci desta dos dados do BU e da Hering também (Acho que esta rolou).

          Do BU: o pior pelo visto estar para vir.

    2. Essa história fez me lembrar daquela cena de Minority Report onde Tom Cruise muda a retina e aí toda vez que ele entra numa loja, um robô fala o nome da pessoa dona da retina para direcionar os anúncios.

      1. Segundo o Fabio existe um par de óculos que confunde câmeras de vigilância, mas o troço é tão feio que eu teria vergonha de sair na rua usando aquilo.

        1. Tinha visto por aí também uma placa que fazia esse trabalho de burlar câmeras de reconhecimento, mas não to achando a info

  6. Nunca tinha feito a minha própria declaração do imposto de renda (meu pai tem um contador há séculos aí ele já fazia de todo mundo). Neste ano, resolvi fazer eu mesmo para ver como é.

    Recusei-me a instalar o Java (2019, gente da Receita!!) e fui direto no app do iPhone. Li bastante coisa — o material do Seu Dinheiro está bem bom, embora deixe algumas dúvidas a principiantes como eu. Mas, no geral, foi mais tranquilo do que imaginava. E olha que ano passado ~diversifiquei a carteira de investimentos, o que fez com que eu tivesse que lançar um monte de coisas diferentes ali.

    Como é aí? Já fizeram ou deixam pra fazer com emoção (no último dia)?

    1. Dias antes de aparecer o programa IRPF eu já vou separando os documentos e tenho uma check list do que falta para fazer a declaração. Sempre que possível faço a declaração nos primeiros dias para entregar o quanto antes, assim recebo logo a restituição para investir.

      1. triste realidade, queria ganhar o suficiente pra declarar IRPF e não receber PIS

          1. Somos dois.

            (Apesar de ter dias de ter vontade de morar na rua… mas divago)

          2. @Ligeiro desenvolva isso daí. Nunca tinha ficado sabendo de alguém que quer morar na rua. Se isolar da sociedade o máximo possível (interior, mato) tudo bem, eu mesmo penso nisso diariamente e pretendo ir morar num sítio em breve e com acesso bem restrito à pessoas.

            Agora, na rua, primeira vez.

          3. Conflitos internos. Quando falo “morar na rua”, na verdade é tentar buscar renovar a vida, achar algo que eu consiga me sentir bem fazendo.

            Sei que hoje não é legal ficar baseado em esteriótipos, mas bem, morar com a mãe é um incômodo (e um benefício), dado que tem a questão da privacidade, costumes que não mudam, etc.

            Se não fosse o jeito acomodado que tenho, talvez estaria realmente morando na rua, mas na verdade não exatamente sendo mendigo, mas sim tentando achar alguma forma de viver sem amarras burocráticas. Sei lá, morar em um trailer (o ruim é pagar IPVA e custos de camping), morar em hotel (imagino os custos) ou pensionato.

            Não sou um cara exatamente caseiro, mas a acomodação acabou me deixando assim…

      2. e te falam assim: aplica no tesouro direito e tal. mas isso significa emprestar dinheiro pro governo e pra esse governo em especial eu não empresto nada…

    2. Infelizmente ainda não ganho o suficiente para declarar.

      Mas como técnico em contabilidade e futuro contador, é bem intuitivo de fazer.

      Só é complicado para quem tem muitos bens, doença…

    3. Ghedin, acho que a Receita ainda usa o Java por dois motivos: primeiro porque a maioria dos programas .gov são Java (Salvo engano, hoje tem um OpenJava, acho que dá para usar ele no lugar do Java Oracle), e segundo por retrocompatibilidade: todo sistema de IPRF puxa do ano anterior quando necessário.

      1. É possível que seja uma série de questões, desde o fato de ser multiplataforma (Linux, Windows e macOS), já estar verificado assinado o código, já estar testado exaustivamente sob a plataforma Java e, finalmente, a retrocompatibilidade.

        Eu trabalhei no CPD da UFRGS em 2010 e a minha função era migrar o sistema de extensão (certificados, eventos, inscrições e informações) da antiga plataforma em Delphi 5 (se não me falha a memória, na época, o CPD da UFRGS tinha 45 anos; imagina o que tem de sistema legado e código com diversos paradigmas) e foi um caos e uma dor de cabeça sem fim. Primeiro porque tínhamos que refazer o banco de dados (de SQL Server pra MySQL, porque tinha que ser migrado tudo para código aberto), depois tínhamos que refazer o sistemas de gestão de certificados e de autenticação dos certificados antigos (o que envolvia ter que mexer no servidor de certificação da UFRGS, que foi feito para trabalhar e se comunicar com o Delphi, que nos anos 90 parecia eterno), depois tinha que transpôr uma série de eventos antigos que ainda estavam com validade e, apenas ao final dessa maratona, iniciar a migração e fazer o sistema em PHP de fato.

        Imagine fazer isso no sistema da Receita, ainda mais no sistema de IRPF, totalmente crítico. Duvido que tenha algum programador LOUCO PRA FAZER ISSO. É trabalho pra uns 18 meses com uma equipe grande (ou seja, a inciativa privada venderia esse sistema com entrega prevista pra daqui 3 semanas e usando apenas um fullstack e quando saísse uma merda iriam culpar o governo).

        1. Obrigado por trazer a tona estes pontos.

          O ponto é que não só a Receita mas muitos sistemas de governos precisam de uma atualização tecnológica, e principalmente, migração de plataforma. Quem lida com sistemas que exigem certificado digital que o diga. Grande parte deles exige Java, e muitas vezes configurações inadequadas e inseguras para o PC (Pergunte a quem trabalha com Conectividade Social da CEF as dores de cabeça e a necessidade de usar IE6… Ou o parto de configurar o E-CNH do Detran SP…)

          Não é questão só de “Duvido que tenha algum programador LOUCO PRA FAZER ISSO.” O problema é que no BR, PRECISAMOS FAZER ISSO em algum momento.

          Sei lá, pegar equipes de estagiários a partir de indicações em cursos técnicos públicos (governamentais tipo Instituto Federal por exemplo) para fazer parte da análise e teste de código, achar programadores que aceitem receber um valor justo para fazer um trabalho que será de código aberto, enfim…

          A Microsoft ficou de olho na Justiça, o que significa que uma intenção futura seria ver este mercado e assim tirar as plataformas já existentes (que precisam de melhorias tecnológicas, já que ainda dependem do Java), muitas delas Software Livre.

          É necessário valorizar o profissional de TI? Sem dúvida.

          Mas se não houver alguma forma de começar a migrar as plataformas governamentais, e existir um trabalho de monitoria e curadoria deste serviço (por universidades federais e estaduais), vamos ficar reféns de sistemas fechados e de alto valor de Royalty.

          Sistemas de transporte público mesmo em partes são um pouco reféns disto: para monitoria em tempo real, precisamos de softwares proprietários para tal.

          1. Pode esquecer qualquer coisa feita pelo setor público, estamos com o gastos congelados e o Paulo Guedes, super ministro do fim do mundo, já disse que não tem aditivo. Ademais, o SL/CA está sendo retirado de todos os setores do governo, a tendência é que se mude pra .NET em breve e que tudo se foque em soluções MS (de código fechado e com gordos contratos).

            Estagiários e qualquer outro tipo de bolsa/relação com IF e UFes também estão fora de escopo porque a bolsas, tanto de trabalho quanto de pesquisa, federais foram cortadas e os editais suspensos. Talvez uma PPP com o Centro de Inovação da MS fornecendo MdO barata (>R$1000 por 30h pra estagiar com nível superior).

            A sua solução é boa, contudo, inviável pelos próximos 20 anos (governo Bolsonaro e Paulo Guedes não está pra brincadeira no apagão/congelamento/desestruturação do Estado brasileiro).

          2. Isso não é exclusividade do Brasil. O sistema que recebe o imposto de renda dos EUA é extremamente antigo, lento e de difícil manutenção, tanto que ano passado deu pane no “tax day” deles.

            Sistemas legados são difíceis de substituir. Costumam ser complexos, gigantescos e, apesar dos pesares e do alto custo de manutenção, funcionam. E isso é um grande feito e digno de nota. (Para não ficar só no setor público, o sistema bancário também está repleto de código legado — o Gabriel Arruda pode falar melhor — e o próprio Windows, sem pesquisar muito, ainda carrega elementos do Windows 9x dos anos 1990.

            Claro que gosto de sistemas novos e intuitivos, mas não é como se fosse acabar o meu dia ter que lidar com qualquer coisa mais antiga. O lance do Java questiono apenas por ser uma tecnologia notoriamente insegura; exigir que o contribuinte instale esse negócio em seu computador é um desserviço. Mas, hey, pelo menos agora existe a alternativa dos apps para sistemas móveis, né?

          3. @Ghedin

            Sim, sei que de fato o Java é inseguro, mas creio que daria para fazer algum programa que funcione “virtualizado”, isolado do sistema principal. Salvo engano, os sistemas atuais para dar entrada em processos tem um pouquinho disto (fizeram uma adaptação de Firefox e do Libre Office para a chamada chamada PJe, que creio que poderia ser virtualizado para ser mais seguro a todos).

            E nem todos recorrem aos apps móveis, porque é uma tela pequena e um teclado pequeno. Para tarefas que precisa abastecer com muitos dados, um computador mais “comum” serve melhor.

            Se eu não fosse preguiçoso e entendesse de programação, tentaria criar uma distro Linux justamente para estas atividades: já com compatibilidade para certificado digital, e pronto para usar em qualquer sistema governamental.

        1. Achei o a crítica boa, mas, o cara esperava o que dê um blockbuster de heróis? Pessoal tá lá pra ver isso mesmo, ainda mais nos filmes da Marvel que são PG13 e servem como válvula de escape para as nossas aflições modernas.

          Temos que pensar nesses filmes como as peças shakespearianas (elas eram entretenimento baixo, para o povão, e normalmente puxando o saco da dinastia no poder, vide Ricardo III): puro entretenimento juvenil jocoso e sem compromisso. A prova disso é que, como obra, o filme depende exclusivamente de manter-se sob tensão do que irá ocorrer e como irá ocorrer. Não evoluímos como expectadores e continuamos num limbo entre ter 12 anos e querer dar pulos na cadeira ou 100 anos e querer um filme sobre um camelo verde que escuta Belle & Sebastian num iPhone enquanto mastiga algo olhando pra uma parede sem reboco no interior do Irã [esse filme pode realmente existir].

          Enfim, o problema dos filmes de heróis é que eles são feitos sob uma obra infanto-juvenil com soluções fáceis e com uma estrutura de “cautionary tale” para que as crianças entendam a moral da história ao final, mas que hoje são consumidos por jovens adultos infantilizados e críticos que precisam escrever 200 palavras sobre um filme que tem pessoas em roupas coloridas com super-poderes.

          1. imagino: 3019, Terra toda fodida, Br nem se fala, depois de gerações e gerações de bozos, aí os caras estão na seguinte dúvida dada a total penúria e necessidade de fazer escolhas difíceis: ‘salvamos da destruição essa última edição das obras completas de shakespeare ou essa última coleção de disquinhos da marvel? pensem bem, a nossa decisão será definitiva!’. aí chega 4019: ‘pô, parece q tinha um negócio aí chamado shakespeare… nada, é lenda cara’.

          2. Esse filme deve ter sido para o crítico da Folha o que aquele app do Felipe Neto me pareceu quando botei os olhos nele: uma oportunidade tentadora demais de dar uma zoada para ser ignorada. No lugar dele, teria feito o mesmo.

        2. Eu teria feito bem pior, sinceramente =P

          ~~

          Sobre o outro comentário, o nosso problema maior com o Shakespeare é que perdemos a referência do que ele é como artista. Ele era um artista popular que seria, hoje em dia, como um roteirista de séries (englobando aí desde Breaking Bad até Friends) de massa que ganha muito dinheiro fazendo textos formulaicos. Inclusive, é criação dele a estrutura que mantemos até nas novelas (o folhetim) de ter um arco de histórias com intrigas, amores proibidos e clímax ao final da peça/novela (e com “ganchos” em cada encerramento de capítulo/ato).

          Talvez a Marvel e essa patuscada do MCU sejam lembrados pra sempre como o precursor das narrativas longas no cinema (são 22 filmes que culminaram nessa salada dividia em dois atos) e que, pode ser, se tornará lugar comum na cultura de massa/popular.

          1. aposto 10 real q essas obras da marvel pra cinema serão totalmente esquecidas ou, no máximo, um filme ou outro isoladamente ganhe algum ar cult lá na frente (mas mais pela tosquice mesmo).
            fora isso, olha, pelo q temos de crítica literária de peso em torno da obra do shakespeare, me parece q ele (isso se ele existiu como imaginano ou se foi uma só pessoa etc) extrapolou as barreiras do popular. pra enxergarmos a obra dele como o máximo da cultura inglesa (e alguns diria humana) aí tem. não manjo, pq li pouco e só vi alguma peças encenadas (do pouco q vi e li, achei excelente). as grandes óperas tb tinham essa finalidade: entretenimento popular. a música clássica, de um modo geral, foi mais e mais ganhando o ar elitizado, pq tb era outra coisa de apreciação popular.
            pode ser q um dia q as obras da marvel sejam para as elites? pode… mas aí, amigo, essas elites, estarão num nível, sinceramente, meio bizarro, pq o negócio é, de largada, nitidamente ruim, fraco…
            pensando na quantidade das obras q são esquecidas e das q não são (poucas), a chance desses filmes sumirem do mapa da relevância cultural é grande.
            podem servir pra estudar a época numa pesquisa histórica cultural (e de técnica cinematográfica), mas acho q se limitam a isso.

        3. Particularmente achei essa crítica ruim (em que pese, não vi e nem sei quando verei o filme) porque ela não acrescenta nada. Parece mais falar da experiência ruim do autor com toda a situação do que sobre o filme em si.

        1. Shakespeare é bem mal escrito, a sua ironia é porque ele está no passado e hoje é tido como precursor do romantismo (alguns até colocam ele do lado do Machado de Assis no realismo antecipado) inglês. Na época, provavelmente, diziam que quem via Shakespeare era uma pessoa sem cultura que queria ver peças que versavam sobre tramas sexuais semi-explicitas, intrigas monárquicas e vocabulário baixo (inglês antigo vernacular, coisa de quem trabalhava no porto), desestruturadas e com capítulos fragmentados e curtos.

          Mas hey, tudo que é antigo é melhor.

          1. Tem um aspecto importante da discussão que parece estar sendo deixado de lado — embora você cite na última frase do comentário —, que é o tempo. Ainda que a qualidade esteja longe de ser o único fator que influencia na sobrevida de uma obra, é um e dos mais relevantes. Daqui a 100 anos é bem provável que ainda se falará de Shakespeare. Dos filmes da Marvel? Sei lá. E mesmo que se fale, de que maneira será?

            PS: Nunca li nada de Shakespeare.

        2. Acho que as obras em si (como obra de arte) serão esquecidas em menos de 10 anos. O que vai ficar vai ser a obra de marketing e o novo conceito de contar histórias sequenciais no cinema.

          Shakespeare tem uma crítica literária favorável porque ele (ou eles!) eram ingleses. Fossem de qualquer outro local seriam esquecidos, ou você conhece obras chinesas do mesmo período?

          Esse recorte de colônia/metrópole nunca pode ser esquecido. Ele tem mais hype do que qualidade.

    1. O capitalismo é isso.

      Os estúdios (e diretores) precisam fazer os blockbusters que dão dinheiro para pagarem posteriormente por filmes autorais – o que nem sempre é algo bom, o que tem de filme autoral de circuito alternativo ruim é de lascar, vide qualquer filme do Matheus Souza ganhando prêmios no festival do Rio ou aquele “Animal Político” que bebe tanto do pós-modernismo cafona da classe média que nem dá pra saber se a vaca é que é irracional ou se sou eu que paguei pra ver aquilo.

      1. sim, tem filme autoral ruim demais, mas há bons nacionais se destacando bastante aqui e fora. pena serem pouco vistos. esse ano mesmo acabei não vendo quase nada dos bons – falta de tempo mesmo. o sesc aqui de sp costuma fazer boas retrospectivas nesse sentido e com preços populares. mas como querem acabar com o cinema e com o sesc, só vai sobrar a marvel mesmo pra gente ver.

        esse ‘animal político’ não vi. tentei descobrir como foi o trato do animal durante o filme, mas não consegui saber tb. não deve ter sido bom…

    2. tem um cinema na Paulista especializado em cinema de autor, o Reserva Cultura.

      até eles reservaram uma sala para Vingadores.

      1. reserva já foi melhor… a última vez q estive lá foi pra ver ‘soy cuba’ e isso numa mostra há uns bons anos. acho q pra eles se manterem não tem jeito, tem q apelar ao circuito comercial de massas loucas por filmes desse tipo.

        o belas artes, outro cinema de rua, acaba de perder o patrocínio da CEF… tende a fechar, pq só passa filme de arte. eles, por exemplo, bateram o recorde de exibição do filme chinês ‘2046’… qual outro cinema ousaria isso?

    3. Excelente texto. Inclusive a resposta para entender esse fenômeno está nele:

      “Com tanta oferta de filmes e séries pelos serviços de streaming e video on demand, é compreensível que muitos espectadores só queiram sair de casa para experimentar no cinema o prazer imediato e sensorial dos efeitos especiais, do 3D, do som Dolby não sei das quantas.”

      É exatamente isso, “Gravidade” continua sendo a minha melhor experiência no cinema e a última vez que me aventurei em sair de casa pra assistir alguma coisa, foi para Star Wars em 2017.

      1. Ainda bem que assisti esse Star Wars no cinema também.

        Minha melhor experiência sensorial nesse sentido foi U23D. Nem sei exatamente como fui parar assistindo um “show” numa sala de cinema, mas aquilo foi incrível e nunca mais se repetiu com nenhum outro filme

  7. Qual o melhor leitor de PDF para android? tenho o google drive que faz o serviço muito bem, mas to fugindo do google.

    e o microsoft word que também abre, não faz pesquisa direito.

  8. Para alegria do fabio e talvez do Ghedin, estou de mochila nova

    Agora é achar lugar para a foto

  9. Ninguém vai comentar que é o post livre de número 171? :3.

    A propósito, eis um tema aqui para começar e aproveitar a deixa: quais as maiores lorotas tecnológicas que vocês já viram acontecer?

      1. Mentiras (o caso do teste rápido de sangue), exageros , expectativas frustradas (google classes), etc

      1. IoT engatinha, mas acho que não vai pegar tanto. Pegou mais para bastidores (rastreamento de produtos, por exemplo).

        Sistemas de automação residencial hoje ainda são caros, e de qualquer forma, a instalação complica a manutenção.

        Ao que parece, outra plataforma que tem um pouco, mas ainda assim influente, quantidade de participação de IoT é automóveis. Rastreamento, monitoramento, sistemas de “concierge”, etc…

        1. Estava mais pensando no conceito de geladeiras inteligentes ou cafeteira que se conecta ao wifi just because

    1. Lembro de algumas: Atari Jaguar, Apple Pippin, Nintendo Virtual Boy, Zeebo, carro voador, Google Wave, Zune, Windows Phone, Duke Nukem Forever, Google+, 3D no cinema, televisão tela curva, Silverlight concorrente do Flash, HD DVD, Galaxy Note 7, Segway.

      1. Boa lista.

        No entanto, o Segway é figurinha carimbada em shoppings…

        1. Sim, insistiram em focar as vendas nos USA que já estava saturado de iPods.
          Se aquilo tivesse dado certo poderia ter sido o percursor de smartphones da Microsoft.

          1. Mas ele o foi, ao menos a inspiração visual. A base visual é a que foi adotada desde então para os Windows futuros, desde o Phone até o Win 10.

        1. A Atari apostou alto na nostalgia e ignorou que a galera não quer pagar um luxo nostálgico. Só quer jogar e pagar o justo por isso.

          Torço que saia o aparelho deles: achei o mesmo lindão demais para ser desperdiçado o projeto. Mas é aquela coisa, aposta alta, queda alta.

      2. O Zeebo quase comprei um em uma sucateira uma vez. Era 50 contos e tinha dois controles nele. Só que eu tinha outras prioridades para os 50 contos. Perdi uma oportunidade: galera vende o game por 200 contos em média, sob o signo do “relíquia de colecionador”…

      3. 3D no cinema já é bem meia boca, mas o que falar dos 3Ds domésticos com as TVs? Alguém já usou? Se usou, usou mais de 3 vezes?

        1. Acho que um conhecido meu comprou uma vez. Como já disseram em reviews, a vantagem destas TVs era a qualidade de imagem. Os óculos, bem, pegaram poeira.

      1. A do exame de sangue rápido. Tava tentando me lembrar o nome, valeu :)

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