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Não existe imparcialidade na comunicação — e fazemos questão de evidenciar isso

Celular deitado com a tela como se fosse água; dela, sai uma garrafa com pergaminhos dentro. Acima, uma mão segura uma rolha e, ao redor da imagem, pequenos pergaminhos com o logo do Manual do Usuário flutuam.

Muitas publicações ainda insistem em se dizerem imparciais, como se isso fosse possível. No jornalismo, toda decisão editorial reflete os vieses e posicionamentos de quem as toma.

O Manual do Usuário não se furta de tomar posições e evidenciá-las, sempre que oportuno, à audiência. Trabalhamos com rigor jornalístico, mas nos damos essa liberdade de expôr posicionamentos e justificar decisões editoriais com eles. Não há nenhuma pretensão de imparcialidade; em vez de viver essa ilusão, tentamos ser justos com quem criticamos e abertos ao contraditório.

Tal postura é especialmente importante no meio da tecnologia, onde posições pró-mercado são tão dominantes que acabam passando por “naturais”, ou “neutras”. Isso não é verdade. Existem outros pontos de vista e uma das nossas missões é destacá-los.

Se você também acha isso importante, considere financiar o Manual do Usuário. A faixa de apoio inicial custa menos que um hambúrguer por mês — com benefícios muito melhores à sua “dieta informacional”.

Conheça os outros pilares do projeto: Comunidade, Privacidade e Transparência.

Ilustração do topo: Toia Cruz.

Edição 20#32

4 comentários

  1. Concordo que não existe imparcialidade.
    E te dou os parabéns por se posicionar assim, afinal, entro aqui para ler as matérias escritas por um humano e não um robô (talvez nem um robô seja imparcial).
    Vida longa ao MdU.

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    1. Valeu, Capitão! Eu tenho comigo que, por ora, nem mesmo robôs conseguem ser imparciais já que eles são criados por seres humanos e esses inevitavelmente têm seus vieses e posicionamentos — vide os algoritmos de seleção de conteúdo.

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  2. Tenho 56 anos. Graduando na década de 1980, inevitavelmente topei com literatura de esquerda que naquele momento deixava de ser clandestina e ressurgia nos estertores da ditadura militar. Bem, faço esta introdução para dizer que para parte da minha geração, a comunicação nunca foi considerada imparcial. Como seria se a informação tornou-se mercadoria há pelo menos dois séculos?

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    1. Sou um pouco mais novo que você, Hugo, e não tenho bagagem para arriscar uma resposta a essa pergunta. Apenas suspeito que um discurso pretensamente imparcial ajude a validar posicionamentos (pois estariam acima de paixões e vieses) e abarcar uma audiência potencial maior ao não segregá-la de maneira alguma.

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