A Meta anunciou nesta segunda (29) a primeira loja integral dentro do WhatsApp, lançada na Índia em parceria com a JioMart.

A loja está atrelada ao número de WhatsApp da JioMart. Após enviar um “Oi”, o usuário pode navegar pelo catálogo de produtos, colocar os desejados num carrinho de compras, indicar o endereço para entrega e fazer o pagamento — tudo isso sem sair do WhatsApp. Veja o vídeo acima.

Parece mais um (grande) passo para posicionar o WhatsApp como “super app”, ou como o “WeChat do resto do mundo”. Para acompanhar com atenção. Via Meta, @zuck/Facebook (ambos em inglês)

A Fernanda Lizardo à atenção um fenômeno curioso na Shopee: pessoas comprando uma capinha de R$ 62 para o Galaxy Z Flip 3, um dos celulares dobráveis da Samsung, achando que se trata do celular em si.

O preço sugerido do Galaxy Z Flip 3 é R$ 7 mil. Segundo o Zoom, o menor preço dele no varejo nos últimos seis meses foi R$ 3,9 mil.

Alguns comentários de compradores “enganados” pela capinha da Shopee:

Comprei achado que era um celular. Quando chegueu era uma capa

Eu pensei que era um celular mais não!!! Venho só acapa nosssa!!!! Agora vou fazer oque isso? Só com a capa?

Não gostei demorou pra chegar e me ferrei pensei que estava comprando um celular e erra só a capa

Kkkk vacilei pensando ser celular Kkkk mais.enfim dão lindas

Não gostei, no anúncio não esplica que é uma capa, me senti enganada.comprei achando que era um celular.

O título do anúncio é “Ultra-thin Skin Feel Hard Phone Cover For Samsung Galaxy ZFlip3 Z Flip 3 Flip3 5G Protect Cases ZFilp 3 Bumper Back Shell” e a primeira foto tem um aviso, também em inglês, reforçando que é só uma capa.

Uma estranheza o título do anúncio estar em inglês. Mesmo os das lojas chinesas costumam aparecer em português, (mal) traduzidos automaticamente.

A capa parece, pelas fotos, bem discreta, o que pode ter contribuído para a confusão dos consumidores. Mas… né, o que se compra com R$ 62 hoje? Seguramente, não um celular — nem mesmo os básicos da Nokia ou Multilaser, digo, Multi. Chato isso. Via @FernandaLizardo/Twitter.

E-commerce é o novo banco 

E-commerce é o novo banco, por Hugo Cilo na IstoÉ Dinheiro:

O executivo Tulio Oliveira, que comanda a fintech Mercado Pago, braço financeiro do maior site de classificados da América Latina, o Mercado Livre, vive uma espécie de crise de identidade profissional. Uma boa crise. À frente de um negócio que responde por 48% das receitas globais de US$ 2,6 bilhões da companhia no segundo trimestre, ele já não sabe se pilota um banco que tem um marketplace ou um marketplace que tem um banco. […]

O processo de bancarização do varejo ou de “varejização” dos bancos — a ordem dos fatores, neste caso, definitivamente não altera o produto — é um fenômeno que ultrapassa as fronteiras do Melicidade, sede do Mercado Livre, em Osasco (SP). Outras gigantes do e-commerce, como OLX, Magazine Luiza e Via (antiga Via Varejo, dona de Casas Bahia, Ponto e Extra.com.br) estão surfando na crista da onda dos serviços financeiros. A Lojas Renner tem a Realize, a Via tem o banQi, o Magazine Luiza tem o Magalu Pay, entre muitos outros. “O objetivo é garantir a inclusão financeira, criando conexão entre as lojas, o e-commerce e o marketplace”, disse André Calabró, CEO do banQi.

O Instagram deu mais um passo para deixar de ser um aplicativo de fotos, como prometeu seu diretor, Adam Mosseri.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou um novo sistema de pagamentos para pequenos negócios nos Estados Unidos a partir das mensagens diretas (DMs) do Instagram. Por lá, será possível personalizar o pedido, fazer pagamentos e acompanhar a entrega pelas DMs. O pagamento será processado pelo Meta Pay. Via @zuck/Instagram, Meta (ambos em inglês).

As plataformas mais usadas na hora de fazer compras via internet nas favelas brasileiras Mercado Livre (49%) e Shopee (37%).

Esse dado é da Pesquisa Persona Favela, desenvolvida pelo Outdoor Social Inteligência. Do total de entrevistados, 38% disseram fazer compras via internet.

A pesquisa mapeou os hábitos de consumo via internet nas favelas brasileiras. Foram 462 moradores das 15 maiores comunidades dos municípios de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Belém. Via Mercado&Consumo.

A Anatel apreendeu 5,7 mil produtos irregulares nos armazéns da Amazon em Betim (MG) e Cajamar (SP), numa operação de três dias (21–23). Os produtos — carregadores de celulares, baterias portáteis e fones de ouvido sem fio — não eram homologados pela Anatel. Somados, tinham um valor de mercado de R$ 500 mil.

Em nota à Folha de S.Paulo, a Amazon informou que “está apurando as informações em cooperação com as autoridades e, conforme necessário, tomará providências no interesse dos consumidores”.

O tom é muito diferente da nota que a Amazon enviou ao Manual do Usuário em março de 2019, quando denunciei o lucrativo negócio de youtubers que recomendam celulares chineses não homologados/do mercado cinza:

As vendas desses dispositivos na Amazon.com.br são feitas pelo sistema de marketplace. Para questões mais específicas, sugerimos contatar diretamente o(s) vendedor(es) do produto.

Via Folha de S.Paulo.

A Fast Shop se juntou às lojas Americanas e Renner no grupo de varejistas brasileiras vítimas de ataques hackers.

Mensagens publicadas pelos hackers no perfil oficial da Fast Shop no Twitter, na madrugada desta quinta (23), diziam que os sistemas da empresa estavam comprometidos e que eles estavam dispostos a negociar.

A Fast Shop suspendeu temporariamente site e aplicativos, e, no começo da tarde, confirmou o ataque via perfil no Twitter e disse que todos os sistemas já estavam restabelecidos, que as lojas físicas não deixaram de operar e que seus arquivos estavam em segurança. Via Neofeed, @FastShop/Twitter.

Caí no golpe do trabalho de meio período que rende R$ 5 mil por dia para tentar entendê-lo — e falhei

Print de uma mensagem no iMessage oferecendo remuneração de R$ 5 mil por dia para um trabalho de meio período. Ao lado, um emoji ? bem grande.

Se você caiu neste golpe, leia também esta outra matéria que escrevi. Nela, um especialista e a Stone orientam o que as vítimas devem fazer.

Nos últimos dias, eu, pessoas próximas e leitores do Manual, todos usuários de iPhone, começamos a receber mensagens pelo iMessage com ofertas de trabalho inacreditáveis.

Digo, inacreditáveis no sentido mais preciso do termo. Uma delas promete uma remuneração de R$ 5 mil por dia, ou melhor, por meio dia de trabalho — é uma vaga de meio período.

A cereja do pudim é o “bônus” por inscrever-se, de R$ 12. Isso, doze reais.

Por que alguém iria se sentir instigado por R$ 12 ante a perspectiva de ganhar R$ 5 mil por dia?

Parece legítimo.

Intrigado, resolvi cair no golpe. Que é cascata, acho que é evidente, mas me joguei nele mesmo assim para tentar entender o que está por trás disso.

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Em Shangai, as pessoas estão se organizando para comprar em grupo e suprir gargalos logísticos

por Shūmiàn 书面

A linha de suprimentos alimentícios em Shanghai está cheia de gargalos nas tele-entregas e também no sistema logístico de caminhões, como analisa James Palmer para a Foreign Policy ou este fio de Liza Lin. Uma solução que tem aparecido bastante nas notícias é a auto-organização de vizinhanças para realizar compras em grupo ou em comunidade, normalmente estruturadas em torno da lógica de comprar em atacado com os amigos — maior quantidade, mais desconto. Elas são uma forma de e-commerce que se popularizou e expandiu muito na China desde 2020 e foi uma das principais tendências exportadas. Inclusive, o governo está de olho na regulação e o lotado setor está encolhendo, como conta a Caixin, em texto traduzido pela Folha de S.Paulo.

A estrutura residencial e de organização local de muitos bairros de Shanghai permitiu o estabelecimento de um serviço de compras coletivas tocado por voluntários — que recebem mensagens o dia todo. Virou praticamente um emprego em período integral, ainda que sem remuneração, como conta esta reportagem da Sixth Tone. A revista chinesa entrevistou quatro organizadoras (todas jovens mulheres) e mapeou a trabalheira que dá. No Wall Street Journal também saiu uma matéria sobre as compras em grupo e até a pressão por escambo por parte de quem não consegue fazer suas compras.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

O varejo brasileiro é digital. Levantamento feito pela repórter Daniele Madureira, da Folha de S.Paulo, a partir dos balanços financeiros de grandes varejistas nacionais, constatou que elas já vendem mais pela internet do que nas lojas físicas:

  • Via (Casas Bahia e Ponto): 59% das vendas no digital;
  • Magazine Luiza: 71%; e
  • Lojas Americanas: 76%.

Apesar disso, as lojas físicas ainda são importantes pela logística, como ponto de apoio e até para emanar confiança aos consumidores. Tanto que, nesse mesmo período, as varejista continuaram abrindo novas lojas físicas.

Esse caldeirão do novo varejo brasileiro ainda tem outros ingredientes importantes, como o WhatsApp, os marketplaces e a pandemia. Via Folha de S.Paulo.

O Ministério da Economia está preparando uma medida provisória para fechar brechas que marketplaces estrangeiros — AliExpress, Wish, Shein, Shopee e Mercado Livre — usam para não pagarem impostos sobre os produtos vendidos para brasileiros. A ideia é fazer a cobrança direto da fonte, na hora da compra, em vez de fazê-la na alfândega, quando os produtos entram no país, modelo vigente hoje e classificado como ineficiente — há estimativas de que apenas 2% dos pacotes são de fato verificados.

A movimentação ocorre após pressão de varejistas nacionais, como o bolsonarista Luciano Hang, da Havan, e Alexandre Ostrowiecki, presidente da Multilaser. Segundo O Globo, o assunto ganhou status de prioridade na equipe econômica e na Receita Federal. Via O Globo (sem paywall).

Magazine Luiza e Via Varejo (das marcas Casas Bahia e Ponto) estão protagonizando uma disputa judicial um tanto ridícula. Ambas se processaram por uma usar a marca da outra na compra de anúncios do Google. Quando alguém procurava por “magalu” no buscador, por exemplo, via anúncios das lojas da Via, e vice-versa. Os juízes dos dois processos aceitaram preliminarmente as alegações. Via Migalhas.

O celular de idoso e outros produtos curiosos da Obabox, a “fábrica de ideias” mineira

Senhora de cabelos grisalhos, lisos e curtos, de óculos, sentada em uma poltrona rosa e vestindo camiseta e casaquinho rosas, sorri enquanto mexe em um celular ObaSmart 3 em modo paisagem.

Em menos de uma década, o celular passou de extravagância para uma peça importante — às vezes, central — na vida das pessoas. Para quem tem mais idade, aqueles que cresceram em um mundo analógico, essa mudança pode ter sido turbulenta. Em Minas Gerais, a Obabox viu no público da terceira idade uma oportunidade para aplicar sua estratégia de diferenciação no varejo, um dos mais disputados do Brasil.

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Na corrida das varejistas brasileiras (e argentina) para se tornarem a Amazon no Brasil antes da Amazon dominar o nosso mercado, a Americanas deu mais um passo ao comprar a rede social de livros Skoob nesta quarta (15). Lá fora, há muito anos, a Amazon é dona da Goodreads. O valor do negócio não foi divulgado. O Skoob, criado em 2009 no Rio de Janeiro, tem 8 milhões de usuários e 45 milhões de avaliações de livros. Via Neofeed.

A GearBest, loja de eletrônicos chinesa que exportava para o mundo inteiro e mantinha acordos com youtubers brasileiros, sumiu. O site está inacessível e há indícios de que a empresa dona da marca/loja, a Global Top E-Commerce, está tentando uma recuperação judicial. Via Xataka (em espanhol).

Há poucos anos, a GearBest era popular entre consumidores brasileiros dispostos a importar celulares de marcas chinesas, como Xiaomi e Huawei, devido aos preços baixos provenientes do não pagamento de impostos. A empresa foi pivô do escândalo de youtubers brasileiros que recomendavam esses aparelhos sem mencionar que recebiam dinheiro — da própria GearBest — pelo endosso.