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Em Shangai, as pessoas estão se organizando para comprar em grupo e suprir gargalos logísticos

A linha de suprimentos alimentícios em Shanghai está cheia de gargalos nas tele-entregas e também no sistema logístico de caminhões, como analisa James Palmer para a Foreign Policy ou este fio de Liza Lin. Uma solução que tem aparecido bastante nas notícias é a auto-organização de vizinhanças para realizar compras em grupo ou em comunidade, normalmente estruturadas em torno da lógica de comprar em atacado com os amigos — maior quantidade, mais desconto. Elas são uma forma de e-commerce que se popularizou e expandiu muito na China desde 2020 e foi uma das principais tendências exportadas. Inclusive, o governo está de olho na regulação e o lotado setor está encolhendo, como conta a Caixin, em texto traduzido pela Folha de S.Paulo.

A estrutura residencial e de organização local de muitos bairros de Shanghai permitiu o estabelecimento de um serviço de compras coletivas tocado por voluntários — que recebem mensagens o dia todo. Virou praticamente um emprego em período integral, ainda que sem remuneração, como conta esta reportagem da Sixth Tone. A revista chinesa entrevistou quatro organizadoras (todas jovens mulheres) e mapeou a trabalheira que dá. No Wall Street Journal também saiu uma matéria sobre as compras em grupo e até a pressão por escambo por parte de quem não consegue fazer suas compras.


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