Print da área de trabalho do Windows 7 com o papel de parede original.

Windows 7 ganha sobrevida da Microsoft — mas só para quem pagar


11/9/18 às 11h53

O Windows 7 foi lançado no longínquo ano de 2009. Mesmo com duas versões subsequentes já lançadas (8 e 10; a Microsoft “pulou” o 9 na contagem sem nenhum motivo razoável), aquela versão continua sendo uma das mais usadas do sistema. Por isso, ela ganhará uma sobrevida.

O suporte oficial ao Windows 7, que inclui atualizações de rotina para corrigir falhas e tapar brechas de segurança, se encerra no dia 14 de janeiro de 2020. Ou se encerraria. Em um blog oficial da Microsoft, Jared Spataro, vice-presidente de marketing para Office e Windows, anunciou um programa que estende esse prazo.

De todos os computadores com Windows em uso e conectados à internet, 38,6% deles rodam o Windows 7, segundo dados do Statcounter.

É provável que uma parte desse contingente goste e prefira o Windows 7, mas a maioria é de empresas, ambientes em que a atualização de um sistema envolve custos diversos, treinamento e atualização de pessoal. Não é apenas caro, é complexo. Tanto que Spataro começa o post, que traz outras novidades voltadas ao público corporativo, afirmando que “tecnologia da informação é complexa”. É ele dizendo, não eu, porém concordo.

Isso explica por que a extensão do suporte ao Windows 7 será paga e não valerá para o Windows 7 Home, a edição destinada a usuários domésticos. O novo programa da Microsoft, batizado de Windows 7 Extended Security Updates (ESU), será cobrado por dispositivo e terá o preço aumentado ao longo dos anos. A Microsoft não quer deixar os clientes na mão, mas ao mesmo tempo empurra eles para se juntarem à maioria que já está no Windows 10.

Desde o Windows XP, a Microsoft passou a enfrentar um problema que, em outra lógica, não seria um problema: consumidores tão satisfeitas com certas versões do seu produto que não se importam em atualizá-las. Foi assim com o XP e, agora, acontece novamente com o Windows 7.

As circunstâncias do lançamento do Windows 7, em 22 de outubro de 2009, ajudam a explicar. Essa versão se encontra entre duas das mais controversas da história do Windows. Antes, veio o Windows Vista, que trouxe aperfeiçoamentos fundamentais à plataforma, mas ficou com fama de lento devido aos requisitos pesados que que exigia dos computadores da época. Depois, foi a vez do Windows 8 com seu paradigma pensado para tablets, o que lhe rendeu a justificada fama de ser um sistema complexo e aumentou o apreço dos usuários ao Windows 7.

Entre clientes corporativos, previsibilidade e estabilidade são características mais valorizadas do que a inserção e a alteração de recursos e o lançamento de novas versões o tempo todo. É o famoso “em time que está ganhando não mexe”, a menos que o perdedor seja a empresa que fornece (e fatura com) o “time”.

Colabore
Assine o Manual

Privacidade online é possível e este blog prova: aqui, você não é monitorado. A cobertura de tecnologia mais crítica do Brasil precisa do seu apoio.

Assine
a partir de R$ 9/mês