GearBest some da internet

A GearBest, loja de eletrônicos chinesa que exportava para o mundo inteiro e mantinha acordos com youtubers brasileiros, sumiu. O site está inacessível e há indícios de que a empresa dona da marca/loja, a Global Top E-Commerce, está tentando uma recuperação judicial. Via Xataka (em espanhol).

Há poucos anos, a GearBest era popular entre consumidores brasileiros dispostos a importar celulares de marcas chinesas, como Xiaomi e Huawei, devido aos preços baixos provenientes do não pagamento de impostos. A empresa foi pivô do escândalo de youtubers brasileiros que recomendavam esses aparelhos sem mencionar que recebiam dinheiro — da própria GearBest — pelo endosso.

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17 comentários

  1. Comprei muita coisa na Gearbest entre 2017/2018, inclusive celular. Nunca tive nenhum problema com eles, mas parei de comprar quando o preço do frete ficou um absurdo de caro.

    1. Idem! Deixei de comprar em 2019 quando pararam de enviar produtos melhores para o Brasil, além dos fretes absurdos.
      Mas é um choque uma loja tão grande desaparecer :O

  2. Escândalo, mano? Era uma prática desprovida de ética, mas estava longe de ser considerada um escândalo. Escândalo é forçar a barra, na minha opinião.

    Continue com o bom trabalho. Adoro essas notas curtas.

    1. Aqui é tudo exagerado. Vide que a palavra “direita” nunca é precedida de outra palavra que não “extrema-“.

      1. Mano, que alucinação é essa dessa galera que aparece vez ou outras nos comentários e fica agindo como se MdU fosse um blog que fala em nome da “esquerda brasileira” para o intuito de desmoralizar a direita? É cada uma, viu…

        1. Fico sem entender também, pessoal querendo passar pano para uma prática tão suja quanto indicação mediante pagamento.

          1. Acho que em sua grande maioria ninguém quer “indicar” aparelho ruim, eles só querem ter material para trabalhar, só isso.

    2. Essa régua é variável. Para mim, uma omissão generalizada do principal incentivo (receber dinheiro) para recomendar celulares com riscos reais aos espectadores constitui um escândalo. De qualquer maneira, entendo (e lamento) que para alguns possa não ser o caso.

      1. Entendo o posicionamento, mas acho que nesse sentido, o de prover informação sobre produtos ou propaganda, seja o que for, sempre haverão reticências a partir da própria “análise pessoal”.

        Concordo que a transparência, eticamente, é o melhor caminho a ser trilhado, mas não vejo o ato dos ditos youtubers como “crime intencional”. E devemos também entender que, em sua grande maioria, o público alvo dessa galera já sabe dos riscos envolvidos.

        Vejo aí não um escândalo, mas sim um problema que precisa ser resolvido e melhor orientado pelas plataformas. Escândalo pra mim é algo que causaria muito mais indignação do que isso.

        Rejeito o seu lamento, mas agradeço. Sou um leitor do seu site, como já disse, aprecio o formato, mas acho que às vezes alguns temas são superdimensionados. Leve isso como uma opinião de alguém que quer contribuir com o crescimento do MdU, do qual já fui apoiador, inclusive.

        1. Crime não é mesmo, nunca disse isso, mas as suposições que você levantou são difíceis de se certificar. Por exemplo, que “em sua grande maioria, o público alvo dessa galera já sabe dos riscos envolvidos”. Muita gente só recorre a reviews quando vai comprar algo, ou seja, não é o público regular desses canais, e sem uma indicação clara de que o canal recebe comissão pelo produto indicado, pode comprar um produto aquém do que foi alardeado ou, o que é pior, não homologado e sem garantia.

          O problema com esses youtubers não era eles endossarem ou recomendarem aparelho X ou Y, nem emitirem opinião (o review é, em essência, uma opinião). Escandaloso era o fato de eles omitirem que a opinião era enviesada porque eles recebiam dinheiro cada vez que convenciam um espectador a comprar o aparelho X ou Y sem que o espectador soubesse disso. Como disse, a interpretação desse arranjo varia de pessoa para pessoa. Para mim, é um comportamento escandaloso.

          Ah, e não leve esses debates nos comentários para o lado pessoal. Podemos discordar e continuar trocando ideias aqui :)

          1. Dizer que a opinião deles é enviesada também é difícil de se certificar, Ghedin. Alguns dos mencionados, inclusive, eu já vi citarem que o aparelho y é indicado para ‘parcela x’ da população e que vale olhar concorrentes. Isso não é dizer que as pessoas DEVEM comprar o aparelho, enfim. Não enxergo isso como propaganda.

            O que acho errado, sim, é não citar quando o aparelho não possui homologação e seria um ‘celular pirata’ no Brasil, mas longe também de achar isso um escândalo.

          2. @ Rodrigo Freitas

            Ah sim, acredito que as indicações possam ter sido legítimas em muitos casos. É que essa é uma questão de confiança, e confiança se tem ou não tem. A partir do momento em que o youtuber está levando uma vantagem financeira determinada por um ato meu, e mantém esse arranjo oculto de mim, a confiança nele fica abalada.

  3. Comprei uma caixa de som Bluetooth da Xiaomi que nunca chegou… Eles devolveram o dinheiro em créditos na loja que nunca usei…. Acho que perdi 100 reais.🤦🏽‍♂️

  4. Já comprei uma coisa ou outra baratinha lá na GearBest. Mas isso já faz tempo, uns bons anos atrás, antes da popularização das demais lojas chinesas como Aliexpress. Não sei se irá fazer falta, pelo menos para o pessoal aqui no Brasil, já não vinha sendo vantagem diante das campanhas agressivas das outras lojas.

  5. Taí uma loja que sempre achei superestimada, sempre via youtubers(obviamente por causa da comissão) ou comentaristas indicar elas com unhas e dentes em comparação ao AliExpress.

    Mas sempre que entrava lá achava o valor superior ao AliExpress pra eletrônicos.

    Em tempos comprei duas coisas lá, um carregador que demorou 6 meses pra chegar e uma película que demorou 2 meses.

    1. Sim, eu já comprei celular lá, mas depois comparando com outras páginas chinesas vi que ele era mais caro e parei de comprar lá.

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