6 posts para celebrar os seis anos do Manual do Usuário

Seis anos! Como parte das comemorações pelo aniversário do Manual do Usuário, listo abaixo seis destaques publicados nos últimos 12 meses.

A linha editorial deste blog é uma mistura de opiniões e reportagens. O formato blog, aliás, é legal pela liberdade que propicia — para testar, experimentar, despirocar. No sexto ano de operação, sinto que aproveitei bem essa flexibilidade do formato.

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Cuidado, sua smart TV está te observando

Silhueta de uma cabeça em frente a uma TV ligada.

Faz alguns anos que uma política de privacidade mal escrita da Samsung gerou a suspeita de que a fabricante sul-coreana estaria, por meio de microfones em suas TVs mais modernas, captando e processando conversas dos espectadores. Nunca se provou nada, mas três novos estudos descobriram que smart TVs — não só as da Samsung — estão violando a privacidade dos espectadores de forma mais silenciosa, mas não menos preocupante.

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A incrível estupidez da geração que glamourizou o excesso de trabalho

Mulher em uma sala de escritório mexendo em um notebook à noite, com tela atrás escrito "Faça o que você ama" em inglês'.

por Guilherme Felitti

Existe um mito na física chamado “máquina do movimento perpétuo”. Uma máquina do movimento perpétuo seria capaz de, após começar, criar sem ajuda externa uma quantidade de energia suficiente não apenas para garantir seu funcionamento, mas também para fornecer o extra para consumo externo. Em outras palavras: uma fonte de energia infinita que não precisa de nenhum estímulo além daquele no começo.

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A Apple quebrou o aplicativo velho e confiável que uso para editar podcasts

MacBook com a tela exibindo o macOS Catalina e seu wallpaper oficial.

Existe um universo paralelo ao dos apps caros de empresas como Adobe e Microsoft e gratuitos e super ativos, como os do Google. Ele é composto por trabalhos colaborativos de código aberto, aplicativos gratuitos, projetos de fim de semana e softwares de empresas que não se importam com eles ou nem existem mais. Por sorte, competência, amor à causa ou variações de misturas desses elementos, mesmo sem incentivos, dinheiro ou mesmo a mais básica atenção tais apps seguem funcionando indefinidamente, satisfazendo usuários em tarefas específicas por anos a fio. Até que uma atualização do sistema operacional aparece e os quebra sem nenhuma boa justificativa.

Os podcasts do Manual do Usuário são editados com duas ferramentas do tipo. O grosso da edição é feito com o Audacity, um editor de áudio de código aberto e totalmente gratuito. A interface é horrenda, mas ele funciona super bem. Após remover silêncios, atropelos e incluir efeitos sonoros, pego as faixas faladas e passo elas no Levelator. Também gratuito, mas de código fechado, ele é um desses programas que só dá para definir como “mágicos”: basta arrastar o arquivo de áudio para ele e, automaticamente, um algoritmo nivela todas as vozes, ou seja, as deixa no mesmo volume.

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Como o jogo mais popular do Brasil caiu nas graças do povo

Personagem de Free Fire em um local com palmeiras, de costas e fortemente armada.

No final de julho, centenas de milhares de brasileiros se ligaram no YouTube para assistir a uma mesma transmissão ao vivo na plataforma. Em dado momento, quase 800 mil pessoas acompanhavam, simultaneamente, a grande final de um campeonato de Free Fire, uma das maiores audiências da história da plataforma no Brasil, superior à de jogos de futebol badalados como a partida entre Corinthians e Racing pela Copa Sul-americana, que juntou 438 mil espectadores simultâneos no início do ano. Free Fire é um joguinho de celular.

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O código Bill Gates

Close em Bill Gates de óculos com uma tela refletida nas lentes.

O código Bill Gates (trailer), novo documentário de Davis Guggenheim lançado recentemente pela Netflix, faz jus ao título original — numa tradução livre, algo como “por dentro do cérebro de Bill”.

O documentário se divide em três partes de pouco menos de uma hora cada, todas com uma estrutura que costura os desafios atuais do filantropo Gates com sua biografia, incluindo alguns momentos-chave dentro da Microsoft. Guggenheim se vale — e faz bom uso — do amplo acesso que teve a Gates, sua esposa Melinda, as irmãs do bilionário e amigos e colaboradores, alguns de longa data.

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Bloco de notas #10

Aviso: A partir de segunda-feira (7), a newsletter do Manual passará a ser diária. Você receberá o post do dia junto com as duas ou três notícias mais importantes do momento. O Bloco de notas segue firme às sextas, mais focado em curiosidades, notícias leves e leituras aprofundadas para o fim de semana. Cadastre-se gratuitamente aqui.

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Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal. (Não é.)

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No dia 26 de outubro, estarei no SH*FT FESTIVAL, em Joinville (SC), falando sobre privacidade digital. Contarei como tem sido tentar viver e trabalhar de maneiras menos dependentes das grandes empresas de tecnologia e com mais consciência das barganhas a que somos sujeitos, mesmo sem perceber, ao lidar com elas.

→ Leitor do Manual ganha 20% de desconto na inscrição. Basta usar o cupom MANUALDOUSUARIO. Garanta o seu lugar neste link. Se você for, deixe-me saber!

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Amazon lança seu aparato de vigilância doméstica em massa no Brasil

Echo em cima de uma bancada com outros objetos ao redor.

Se você sempre quis colocar microfones super sensíveis e sempre ativos de uma mega corporação estrangeira dentro da sua casa, tenho uma boa notícia: a Amazon lançou nesta quinta-feira (3) a Alexa em português do Brasil e, junto com ela, colocou em pré-venda no país seus alto-falantes com microfones da linha Echo.

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O celular da Microsoft e a única pergunta possível — por quê?

Mulher segurando um Surface Duo com uma mão.

Em julho de 2017, a Microsoft jogou a toalha no mercado de celulares. Foi o desfecho melancólico de uma longa história, que precedeu às de iPhone e Android, mas na qual a empresa jamais conseguiu qualquer fatia significativa da popularidade ou da receita que Apple, Google e Samsung ainda extraem da telefonia móvel. Só que aquele fim, sabemos agora, era temporário: nesta quarta-feira (2), a Microsoft voltou ao jogo com o Surface Duo, curioso celular dobrável com duas telas de 5,6 polegadas cada (e fixas; as telas em si não dobram) anunciado em um evento cheio de notebooks e tablets em Nova York.

Mesmo antes de abandonar o mercado de celulares, havia rumores de que a Microsoft trabalhava em um “Surface Phone”, um super celular que emprestaria o prestígio da marca dos computadores da casa, lançada em 2012, e que de alguma forma a colocaria de volta no jogo. Sempre pareceu um devaneio de entusiastas, mas para a incredulidade de muitos ele se materializou. Mas daí a colocar a tornar a Microsoft relevante em celulares são outros quinhentos.

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O bloqueio do Mega e o futuro do DNS

Ilustração do site e app do Mega em um notebook e celular.

O site de armazenamento de arquivos Mega (mega.nz) está inacessível para clientes das operadoras Claro, Vivo, Oi e Algar Telecom por força de uma tutela de urgência deferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. (Curiosamente, a TIM não é citada.) Não é possível saber detalhes do processo, como quem pediu o bloqueio, porque ele corre em sigilo.

A decisão foi publicada no último dia 12 de setembro, mas ganhou destaque após o braço brasileiro do Partido Pirata comentá-la no Twitter na última sexta-feira (27). Desde então, clientes das operadoras afetadas têm manifestado nas redes sociais a impossibilidade de acessarem o serviço.

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Gamers e governos são a esperança do setor de PCs brasileiro

Menino jogando um game de tiro em um computador gamer.

O mercado brasileiro de computadores cresceu apenas 0,3% no segundo trimestre de 2019. Em números absolutos, foram vendidos 1,448 milhão de máquinas que geraram receita de R$ 4,1 bilhões, valor 12% maior que o do mesmo período do ano passado. Os números são da consultoria IDC, que também aponta onde se concentra a esperança de crescimento do setor: no governo e nos gamers.

Wellington La Falce, analista de mercado da IDC, deu mais detalhes desse cenário em uma conversa com o Manual do Usuário. O setor vem de dois anos de recuperação — 15% em 2017 e 9% em 2018 — após meia década de quedas brutais — de 15,4 milhões de unidades vendidas em 2011 para 4,5 milhões em 2016.

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