Post livre #194

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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46 comentários

  1. queria escolher em um smartphone com custo-benefício máximo do preço: 440 reais.

    preciso um smartphone que possa jogar stardew valley, ver cruchyroll e netflix só uso poucos apps, só preciso que seja bom para dia a dia.

    ah favor respeitar meu pedido não incluir xiaomi obrigado.

    desculpem se algum meu post está repetido, foi mal aí.

    1. Vai atrás de um usado pelo Mercado Livre, vale mais a pena do que pegar um novo nessa faixa de preço.

    2. Um celular por até 440 reais, que não seja xiaomi, e tenha hardware suficiente pra stardew valley?

      Usado. Procura um Moto G5 Plus (Snapdragon 625, RAM 2GB/32GB armazenamento), ou um G5S Plus (Snapdragon 625, RAM 3GB/32GB armazenamento). Dá pra achar essas belezinhas nessa faixa de preço.

      Deve ter de outras marcas, mas não olho usados a um bom tempo. Só conheço os preços desses dois de cima que eu citei.

    3. Eu daria uma fada no TrocaPhone que eles vendem celulares usados dando garantia.

      1. Boa ideia, só acho os preços deles um pouco caros. Acho que eu tô acostumado com os preços Olx, aquela coisa de sempre: “só tem um trinco na tela, fio de cabelo, nem dá pra notar, só vai celular e carregador”.

        Aí quando você olha pro valor do conserto, cai pra trás.

  2. queria investir em um smartphone com custo-benefício na faixa de 440 reais para jogar stardew valley, ver cruchyroll e netflix só uso poucos apps, só preciso que seja bom para dia a dia.

  3. Me pergunto se valeria a pena conversar com meu pai sobre histórias da “boca do lixo”.

  4. [apenas um desabafo]
    Usei por muito tempo o GetPocket como meio de salvar noticias, mas acabei migrando para o Instapaper por conta do design mais clean e o mantive posteriormente por conta das possibilidades de organização do mesmo. Com as “recentes” mudanças e consequentemente, limitações do Instapaper, decidi voltar para o GetPocket pois, conseguia comprar a versão Premium por R$26/ano conta US$3/mês… mas, uma das coisas que está me deixando descontente é a questão da organização, podendo apenas colocar tags e não ter a possibilidade de criar pastas e tirar da tela inicial as matérias que já li e gostaria de manter (deixando assim, a tela inicial, apenas o que eu ainda não li e mesmo assim, manter o restante organizado por pastas).

    *caso tenha alguma possibilidade de contornar isso ou alguma outra dica, seria um prazer recebe-las :)

    1. No Pocket você pode arquivar o texto já lido, assim ele some da página inicial.

      Pastas realmente não tem, mas não compreendo porque você precisa já que possui tags…

      1. Então, entra a questão de deixar melhor organizado, a questão das tags é apenas uma das maneiras de filtrar mas não uma das melhores formas de organizar.

        Obrigado pela dica, sabia dela mas não tinha pensando nela como uma possível alternativa.

      2. tempos que tento achar algum app ou mesmo serviço web que me garanta o texto salvo para sempre.

        salvar em pdf é muito trabalhoso…

        tb uso o pocket, mas tem algumas páginas que parece que bloqueiam o pocket, ele só consegue salvar um “link” para o próprio site. se o site cair, já era.

        1. Já experimentou o Evernote Webclipper? A função de salvar artigo simplificado pode ser o que você busca

  5. Olá manusuários

    Acho que aqui é onde terei melhores indicações.

    Fui assaltado e terei que comprar um celular o mais breve possível.

    Estou entre o Samsung m30 e o Redmi note 7.

    Meu limite de gasto é essa faixa de preço dos dois mesmo (max. 1200)

    Qual pego? Sugerem algum outro?

    Abraços,

    1. Vai de Redmi Note 7. Além de ser um intermediário que aguenta muito bem o tranco, ainda vai receber a MIUI 11 com Android 10 ano que vem. Já o M30, nem deus sabe.

      PS: Eu voto por “Olá manusuários” ser a introdução de toda comunicação e podcasts do blog de hoje em diante.

    2. Se você não se importar com a falta de confirmação se o Android 10 vai (ou não) chegar no M30, e câmeras um pouco piores comparadas à do Redmi Note 7, pode ir de M30. A bateria dura mais e a tela Amoled tem pretos profundos. Algumas pessoas podem achar saturada demais, mas isso é pessoal.

      Agora se prefere câmera, poder de processamento e garantia do android 10, escolha o Redmi Note 7.

  6. Para o bem ou para o mal, a Editora Zahar agora faz parte da Cia Das Letras…

    Gosto da Zahar e não tenho muitas objeções a Cia das Letras, mas preferia que fossem cada uma cada uma…

    1. Como anda a qualidade das traduções da Zahar? Tenho curiosidade em adquirir aquelas edições bilíngues da série Clássicos, mas tenho medo de investir e me decepcionar. =\

      1. A Zahar paga bem os tradutores e, normalmente, lida direto com os tradutores (e não agências) o que melhor o trato e ajuda na qualidade final das traduções e revisões (os prazos são bem maiores quando se consegue trabalhar assim). Eu diria que é uma tradução, na média, com uma nota 8/10.

        Jamais compre Martin Claret se você puder. O preço baixo deles vem na base de exploração de tradutores pagando menos de 5 centavos por palavra nova e, não raro, plágio de outras edições/autores.

  7. Pessoal, não é um assunto de tecnologia, mas tem a ver com jornalismo, por isso vou postar aqui. Esse espaço me parece um pouco mais saudável que o resto da internet.

    Qual a opinião de vocês a respeito do termo “fake news”, usando no contexto brasileiro?

    Já algum tempo esse termo me incomoda pela forma como é usado em toda a cobertura sobre política, mas hoje vi algo que me motivou a postar (acho que justamente por fugir dos assuntos de política). Alguém lançou uma MENTIRA em alguma rede social de que a Portuguesa (time de futebol tradicional de São Paulo) havia solicitado falência. A diretoria do clube então soltou uma nota explicando que era MENTIRA (https://bit.ly/353S4EQ), mas me chamoua a atenção o termo que eles usaram – “notícia FAKE”.

    Obviamente que o termo faz todo o sentido na língua inglesa. Mas no Brasil, em português, me passa a impressão que é algo menos grave do que uma mentira. E o jornalismo aderiu completamente ao termo. Não é incomum vermos manchete do tipo “O deputado divulgou fake news”. Gente, o deputado (ou o que for) MENTIU, divulgou MENTIRAS. Eu fico sempre com a impressão que o jornal está “passando pano”. Veja bem, não é uma mentira, é uma fake news. Sequer sou jornalista, mas fosse eu editor de algum veículo proibiria o termo fake news e usaria simplesmente MENTIRA.

    Qual a percepção do “cidadão médio” a respeito do termo? Fica a impressão que é algo menos grave ou essa é uma percepção apenas minha (ou de uma minoria)?

    1. Este blog (e eu) é completamente contrário a anglicismos evitáveis (lembra da “polêmica” do notch/entalhe?). Isso inclui “fake news”, termo que pode perfeitamente ser traduzido como “mentira” ou “notícia falsa” sem qualquer prejuízo de entendimento — pelo contrário, é mais compreensível a mais pessoas.

      Acho que o fato de usarmos “fake news” corriqueiramente deriva um pouco do que o João comentou mais abaixo.

      1. Estou plenamente de acordo, inclusive sobre a necessária crítica a todo o modelo de negócio importado e a valorização de produtos nacionais.

        Para além do quase inofensivo anglicismo babaca do mundo corporativo, o uso do termo “fake news” me parece muito mais grave ao (na minha percepção) alterar o sentido de fatos graves e relevantes no debate político. Com o debate contaminado, tudo fica mais “relevável”, passível de ponderação.

        Eu atribuo ao amplo uso desse termo uma parcela de culpa no empobrecimento do debate político mundial.

      2. É interessante entender como os processos de aquisição de língua são feitos e, posteriormente, como os processos de decalques e importação de termos ocorrem. Via de regra, quem tem maior poder “intelectual” dita essas regras (por exemplo, as regras de português falado ignoram variantes mais populares dos dialetos brasileiros quando se debruçam sobre revisões léxicas ou na composição de glossários) e, por conseguinte, tem mais capacidade de se integrar aos círculos que determinam o que vai ser dito e como vai ser dito. Diariamente o ato político de escolher palavras para designar fatos cotidianos se mostra nas reportagens país à fora (homem branco de classe média é “usuário de drogas” enquanto um preto da favela vira “traficante de drogas” sem muita cerimônia). Esse processo está arraigado com machismos e, principalmente, elitismo na sua formação.

        Os jornalistas são, usualmente, pessoas de classe média com poder aquisitivo suficiente para acharem normal o termo fake news e por isso o propagaram (do mesmo modo como ocorreu com “notch”) e isso acabam criando o padrão terminológico padrão do meio. Não sei se o manual de redação da FSP já incorporou o anglicismo, mas, ele normalmente é bastante rígido em relação a importações e decalques linguisticos.

        Tl;DR: Quem tem dinheiro ditas as regras das transformações na língua escrita e falada.

    2. Prefiro usar o termo “Jornalismo Marrom” (comentei isso no áudio que foi para o Podcast “Guia Prático” – cês escutaram Sfotoim Poc)

      Mas como é modinha, não tem jeito. Já caímos no estrangeirismo e vai ser difícil sair dele.

      A propósito, penso que é difícil discutir sobre mentiras pois de alguma forma sempre estamos sendo pegos na mentira…

    3. sou jornalista e concordo contigo. totalmente desnecessário o uso do termo “fake news”, quando temos opções perfeitas no português. eu sempre uso “notícia falsa” quando escrevo algo sobre essas mentiras publicadas de forma a tentar emular uma matéria jornalística. e é um erro chamar postagens nas redes sociais de fake news, porque não são notícias!
      sobre o termo notch, mencionado pelo ghedin, aproveito pra fazer uma autocrítica que não vejo muitos colegas fazerem: o jornalista de tecnologia (falo isso como um jornalista de tecnologia) se fecharam DEMAIS na “bolha tech”. dentro dessa bolha, o termo notch pegou e pronto, aí todo mundo passou a usar indiscriminadamente, quando o correto seria SEMPRE explicar o que é esse treco (por exemplo: “o iphone 11 mantém o notch, aquele recorte na parte superior da tela, para abrigar sensores como a câmera frontal”).
      eu sempre tento conversar com quem está fora dessa bolha, apresento termos e tento entender qual é o entendimento desse público para cada um. e pouquíssima gente sabe o que é um “notch”. e não adianta mudar pra entalhe, recorte… seja qual for o termo utilizado, exige uma explicação. a gente esquece que jornalismo é pra falar com um público amplo, e não só com a meia dúzia de colegas que possuem praticamente o mesmo conhecimento que nós. uma das funções do jornalismo é traduzir o mundo pra qualquer pessoa ler uma matéria e compreender o máximo possível. notch, recorte ou entalhe são termos que excluem muitas pessoas do noticiário

    4. Comecei a cursar MBA em engenharia de software mês passado e nas aulas há um verdadeiro show de buzzwords (essa é uma delas) em quase todo assunto discutido em aula, até tem o podcast do B9 que eles criaram a copa do mundo de buzzwords (muito divertido, ouçam!). Várias e várias palavras e termos que podem muito bem ser ditos em português.
      O próprio professor acha um exagero e sempre propõe dizer em português, então “fake news” pode muito bem ser dito como mentira ou notícia falsa e, assim, fica claro para todo brasileiro.

    5. De cara já assinalando embaixo de todos os que citaram que é mais um anglicismo evitável, além do Pilotti ter dado a real sobre quem dita a reformulação da língua no dia a dia, cito outro efeito colateral nefasto: o termo fake news virou tão carne de vaca que hoje qualquer pessoa que dá de encontro com um argumento com o qual não concorda, o classifica logo como fake news. Muitas vezes sem checar a veracidade (ou mesmo nem tendo interesse nisso). Sendo assim a ideia é logo “etiquetar” a notícia ou argumento para talvez quebrar sua credibilidade enquanto conteúdo compartilhável. Nessas horas me parece mais fácil emplacar fake news do que mentira, pois quando alguém ouve que fulano mentiu geralmente a tendência é perguntar qual a verdade por trás. Fake news me parece estar sendo mais utilizado a título de “isso pode não ser mentira, mas está sendo exposto de forma a te confundir” na guerra da informação.

      Cabe aí aos veículos jornalísticos não cair nessa armadilha e, se possível, dar nomes reais às coisas. Mentira é mentira. Uma boa saída seria se mais jornalistas aderissem ao “sanduíche da verdade”, aquele formato onde você começa expondo o ponto válido, o confronta com a notícia falsa e depois reforça onde houve a falha. Como muitos só leem manchetes, várias bravatas falsas são espalhadas como fato.

  8. Assinei o Apple Arcade! Depois de uma semana jogando joguinhos de lá, não tenho mais vontade de comprar nenhum outro. De verdade, não consigo nem nem imaginar mais jogar um daqueles buracos negros que eles chamam de jogo, que só servem pra te sugar, te obrigar a jogar a todo momento, que não vai pra frente porque tem que comprar moedinhas e o caralho.

    Contudo, a maioria dos que joguei senti meio que como que se fossem ‘inacabados’ como se faltasse alguma coisa ainda ali, como se o deadline deles chegou e lançaram do jeito que tava. Não que não estão jogáveis, ou com erros, não isso, é mais como se os jogos fossem só um pedaço do que o jogo poderia ser.

    Dos que joguei, o que mais curti foi o Card of Darkness, Grindstone, Mini Motorways e What the Golf.

    O Sayonara Wild Hearts tem um visual alucinante, fiquei impressionado de verdade e quase vomitei de labirintite outras vezes. Mas é foda. Porém, ele é mais um monte de cutscenes que tu mais ou menos movimenta a personagem.

    Dos que joguei e achei a maior bosta do mundo foi Patterned.

    Fiquei pensando que se fosse crianças e jogasse alguns daqueles jogos ali, eu ia tá alucinado.

    10/10

    1. Gostei do resumo do primeiro parágrafo rs. Desde que passei a usar a Steam, valorizo o trabalho dos desenvolvedores (e aprendi não existe jogo eternamente caro, só esperar uma oferta interessante).

      Em 2017 fiz um “desperdício financeiro”: comprei um daqueles cartões de 30 reais da google e busquei joguinhos pagos na play store. Posso dizer que foi uma das melhores coisas que eu fiz. Peguei tanta coisa boa, e alguns jogos eram tão bons que me perguntei se eram mobile mesmo. Segue lista dos que comprei, todos em oferta:

      Horizon Chase (BR – corrida – homenagem a Top Gear)
      Anomaly Korea (Tower deffense ao contrário)
      Lumino City (Se não me engano é um port do jogo de pc. Muito bom.)
      A lenda de Skyfish (BR – aventura – lembra os zelda antigos)
      Kung Fury: Street Rage (Esse aqui é fraquinho, mas peguei por 1 real)
      Evoland e Evoland 2 (Port do jogo de PC. Só finalizei o 1º)
      ICEY (Lutas frenéticas, história completamente confusa, jogo lindo)
      Implosion (Aqui um digno de ser chamado de jogo de console)
      Reed (Casual)
      Plants vs Zombies 1 (Casual)

      Em resumo: valeu muito a pena. Só tive que esperar por boas ofertas.

  9. msg para o Gabriel: poderia mandar o link da mochila comentada no post livre 192? fui no site e não achei o modelo, só acho no ML. grato.

      1. muito obrigado. eu estava indo nas categorias erradas, então só estava achando a de R$: 50,00

        1. Ia responder agora, mas o Jorge foi mais rápido. O que é bom, já que só pude ver agora. Estou pensando em fazer um vídeo “analisando” a mochila. Gostei tanto dela, que quero mostrar para outras pessoas. Acho uma excelente alternativa pra quem quer levar pouca coisa, e não quer usar pochete, ou bolsa de ombro/pasta, e quer gastar pouco.

          1. faça sim e mande link

            eu acabei de comprar, estou esperando chegar, rs

            comprei pq como vc msm disse, as vezes tenho coisas que não cabem nos bolsos, mas colocar na mochila fica com muito espaço sobrando, fora que não gosto de pochete, ainda mais que tô planejando começar a assistir aos jogos do meu time no estádio, então ela seria uma boa pra levar umas coisinhas

          2. Beleza, quando o vídeo sair, mando por aqui rs. A próxima meta é trocar a mochila que uso pra faculdade, mas ainda não achei um modelo que me agrade. A Dell Pro é bem interessante, mas o preço não agrada rs. Estou atrás de algo parecido com ela, mas com 1 bolso grande, em vez de 2.

  10. Decidi trazer pra cá uma discussão que começou no grupo do Telegram do Manual.

    Para resumir, o Ghedin colocava seu desconforto em cobrir as pautas efêmeras da tecnologia. No momento o Pedro fez uma colocação muito pertinente e eu queria avançar nela.

    Bom, pra isso quero voltar um pouco e fazer uma introdução. O Brasil não se constitui como nação como a Inglaterra, França ou EUA. A gente é fruto de um processo brutal de colonização que significou uma enorme escoação da riqueza nacional para os centros metropolitanos. Quando a gente consegue nossa independência, não rompemos com isso, apenas nos adaptamos melhor ao mercado mundial. No que implica esse escoamento de riquezas? Ora, para que nossos capitalistas possam compensar essa perda só há uma forma – comprimindo salários.

    Na periferia do sistema, em especial na America Latina, opera algo que os economistas críticos denominam a superexploração da força de trabalho. Isso quer dizer remunerar os trabalhadores com valores abaixo da sua base de reprodução mínima. Isso se expressa no mundo real quando vemos relatório da OXFAM relatando que 80% de nossos trabalhadores ganham ATÉ 2 salários mínimos (que somados não chegam ao salário mínimo necessário calculado pelo DIEESE que ronda os quatro mil reais).

    Bom, essa situação inviabiliza a formação de um mercado interno aqui no Brasil. O que impede a evolução das nossas forças produtivas. Por isso nossa cobertura de tecnologia nada mais é que a cobertura da produção imperialista, ao arrepio de nossa balança de pagamentos que precisa compensar os dólares que vão para as multinacionais com venda de soja e minério de ferro em natura.

    O que quero dizer com essa parede de texto? Que vivemos um período extraordinário na conjuntura. Esse sistema de acumulação vigente no país atingiu seu limite, o que se expressa na degradação acelerada do sistema político e rui para as grandes massas as ilusões da democracia como está ai.

    E isso é um prato cheio para a cobertura de tecnologia que realmente importa! Como pode que a despeito da maior produção científica de todos os tempos, também ocorra o maior pagamento de royalties ao estrangeiro? Como pode que nossa soberania nacional esteja entregue a corporações de tecnologia estrangeiras? Podemos ser uma nação de respeito tendo que alugar satélites para nossas telecomunicações?

    Bom, tldr o Manual é o veículo que mais se aproxima dessa cobertura realmente crítica. Por isso sou contribuinte com orgulho, e compartilho da sua agonia Ghedin. Acho que está no caminho certo e vamos em frente.

    1. Acho que, em última análise, nossos problemas atuais realmente decorrem do processo de colonização e das marcas que ele deixou. No caso específico da tecnologia de consumo, parece haver uma espécie de complexo de vira-lata que aceita com naturalidade a introjeção de uma mentalidade de países ditos de primeiro mundo, mas que não faz nenhum sentido aqui (e que é majoritária na cobertura de tecnologia de consumo). Está na moda agora, mas nunca foi exatamente “démodé” sermos um puxadinho dos Estados Unidos.

      De qualquer maneira, regra geral o Manual não se propõe a ir tão fundo nesses problemas. O que faço aqui, e a visão que tenho do blog, arranha a superfície. Como comentei no grupo: quase sempre apenas aponto obviedades, algumas que soam indigestas para muita gente. As reações virulentas a alguns textos e opiniões que publico revelam o tamanho do buraco em que estamos metidos.

      Acho que é muito difícil uma abordagem tão nacionalista* (e, pessoalmente, nem me parece a melhor ideia), mas de fato faz falta uma crítica mais contundente a modelos de negócio, práticas e incentivos de empresas estrangeiras e da relação que temos com tecnologia, especialmente a que vem de países hegemônicos nessa área — Estados Unidos e China. E também falta valorizar o que é genuinamente brasileiro, o que temos de bom. É extremamente difícil tocar nesse assunto sem ser tachado de coisas malucas como “comunista” ou “ludita” (aconteceu hoje!), mas estamos aí para isso enquanto for possível.

      Muito obrigado pelo comentário e pelo apoio, João :)

      * Falar disso é como pisar em ovos: não quero correr o risco de ser confundido com quem apoia a postura ultranacionalista defendida por gente como Trump, Bolsonaro, Erdogan e similares.

      1. É que temos que separar de forma intensa o nacionalismo de direita, das nações centrais, do nacionalismo da periferia. O nacionalismo revolucionário é a única força capaz de dar resposta pra nossa situação atual. Não é um nacionalismo xenófobo, racista, excludente. É um nacionalismo que coloque em perspectiva a Patria Grande latino-americana e nossas necessidades últimas de produção.

        A direita em nosso país só pode emular o nacionalismo. Veja Bolsonaro, totalmente entreguista, alienando nosso patrimônio nacional da forma mais vil, ao apagar das luzes.

        É claro que eu concordo que é difícil, o público clássico de tecnologia é de classe media alta, onde predomina uma visão reacionária da sociedade – em grande parte amparada nas visões de FHC, Enzo Faletto, Francisco Velfort, etc, sem nem perceber.

        Minha sensação é que há um outro público sedento por uma visão crítica de tecnologia que saia do viés liberal e identitario. Claro que não é pra amanhã, mas tocar nos nossos problemas centrais é o que o público quer.

        Abraço Ghedin

        1. Sou um adepto do cosmopolita. Somos cidadãos do mundo, não apenas de países em si, estes criados baseados na idiossincrasia de alguém.

          Se nacionalismo resolvesse algo, a China estaria melhor do que já está. Todo nacionalismo se baseia em seguir regras de uma “grande liderança”. Não vira.

          Precisamos sim de conceitos comuns para crescimento – uma busca por educação eficiente e que crie mais consciência nas pessoas; busca de conceitos similares para combater violências e abusos, etc…

          1. Ligeirinho, eu te entendo.

            Como revolucionário, meu propósito é totalmente internacionalista. Acho que a humanidade só pode se colocar com todo seu potencial num mundo sem fronteiras (e sem estado, portanto sem classes sociais).

            Mas isso é uma utopia. Não existe no mundo real. Os países centrais controlam o sistema de produção social de riquezas (e de conhecimento!!) De forma a se beneficiar. Nesse sentido o nacionalismo das nações oprimidas são o caminho para romper esse sistema.

            Sobre a China. Acho um bom exemplo. Em 1949 a China era o país mais pobre do mundo. Hoje é a segunda potência mundial. Os trabalhadores chineses foram das ZEEs apresentaram os maiores ganhos salariais do mundo, e já superam os latino americanos. Às ZEEs que a midia tanto repudia foram uma decisão do estado chinês, e serviu para fundar esse ganho gigantesco de vida humana (expectativa de vida saiu de 38 anos em 1949 pra mais de 80 hoje). No auge, cerca de 80 milhões de chineses trabalhavam nas ZEEs. Parece muito, mas não é nem 10% da população do país.

            Então é nesse sentido, com potencial internacionalista, que reinvindico nosso nacionalismo.

            Abraços!

      1. Só lembrando que o rave.DJ é uma AI de mixagem. Como não saía da cabeça a ideia que eu já tinha que eu já tinha escutado o doo doo doo doo doo da música chiclete infantil, resolvi jogar lá para ver o que saía.

        1. Rapaz, pensei que era feito na mão.
          Fiquei mais abismado ainda agora hahaha

          1. Não não, é uma “AI de mixagem” mesmo, acho que já tem uns dois anos. Dá para brincar bastante com ele.

            Tinha jogado para fazer um “funk do eymael” da outra vez, mas perdi.

            No final, só montei com dois vídeos um mashup assim:
            https://rave.dj/sMsWEb5yNSruyA

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