A Apple quebrou o aplicativo velho e confiável que uso para editar podcasts

MacBook com a tela exibindo o macOS Catalina e seu wallpaper oficial.

Existe um universo paralelo ao dos apps caros de empresas como Adobe e Microsoft e gratuitos e super ativos, como os do Google. Ele é composto por trabalhos colaborativos de código aberto, aplicativos gratuitos, projetos de fim de semana e softwares de empresas que não se importam com eles ou nem existem mais. Por sorte, competência, amor à causa ou variações de misturas desses elementos, mesmo sem incentivos, dinheiro ou mesmo a mais básica atenção tais apps seguem funcionando indefinidamente, satisfazendo usuários em tarefas específicas por anos a fio. Até que uma atualização do sistema operacional aparece e os quebra sem nenhuma boa justificativa.

Os podcasts do Manual do Usuário são editados com duas ferramentas do tipo. O grosso da edição é feito com o Audacity, um editor de áudio de código aberto e totalmente gratuito. A interface é horrenda, mas ele funciona super bem. Após remover silêncios, atropelos e incluir efeitos sonoros, pego as faixas faladas e passo elas no Levelator. Também gratuito, mas de código fechado, ele é um desses programas que só dá para definir como “mágicos”: basta arrastar o arquivo de áudio para ele e, automaticamente, um algoritmo nivela todas as vozes, ou seja, as deixa no mesmo volume.

Interface espartana do Levelator.
É feio que dói, mas funciona que é uma maravilha.

O Levelator foi criado por quatro caras de uma rede de podcasts. Deixou de ser atualizado em 2012, mas tudo bem: ele continuou funcionando. Em 2015, alterações no macOS El Capitan (10.11) tornaram o Levelator incompatível com o então novo sistema. Como era algo simples, os desenvolvedores lançaram uma atualização póstuma que o ressuscitou. Desta vez, com o macOS Catalina (10.15) lançado nesta terça-feira (7), o problema é mais complexo. É a primeira versão do sistema da Apple que abandona por completo o suporte a aplicativos de 32 bits. O Levelator, você deve imaginar, é um aplicativo de 32 bits.

O Levelator está longe de ser o único condenado pela chegada do Catalina. Aqui, além dele, perderei alguns joguinhos — que, verdade seja dita, nem lembro a última vez que joguei. Para outras pessoas, porém, o estrago tende a ser maior e afetar aplicativos pessoais e profissionais que, embora ainda funcionem corretamente, há muito deixaram de ser atualizados. Não que tenha sido uma surpresa; desde a versão 10.13.4, de abril de 2018, alertas de incompatibilidade eram exibidos a apps de 32 bits, embora eles continuassem funcionando. Ainda assim, não havia muito o que fazer além de procurar alternativas ou aguardar que os desenvolvedores dos aplicativos afetados atualizasse-os — em outras palavras, cruzar os dedos e torcer pelo melhor.

Reclama-se muito do “legado” do Windows, que se duvidar ainda roda, em sua versão mais recente, aplicativos escritos no século passado. Manter um suporte tão longevo a aplicações legadas certamente acarreta alguns contratempos em outros setores, como estabilidade e segurança. De qualquer forma, é preferível que se busque um equilíbrio.

A Apple não ajuda a mitigar a insatisfação. Em seu site oficial, a empresa diz que o fim dos apps de 32 bits foi decretado porque os de 64 bits “podem acessar significativamente mais memória e permitir um desempenho muito mais rápido do sistema” e que “tecnologias que definem a experiência atual do Mac, como a tecnologia de aceleração gráfica do Metal, funcionam somente com apps de 64 bits”. Ok, muito legal, mas é só isso? Absolutamente ninguém precisa que o Levelator rode mais rápido ou tenha aceleração gráfica. A gente só precisa que ele e os outros apps velhos funcionem como sempre funcionaram.


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Não é a primeira vez que a Apple faz isso. Em 2017, da noite para o dia, apps e jogos abandonados pelos seus desenvolvedores, mas ainda funcionais, se tornaram inacessíveis com a chegada do iOS 11, que eliminou o suporte a apps de 32 bits.

Outras empresas também tentaram um movimento similar, mas sem sucesso. Em junho de 2018, a Canonical, que desenvolve o sistema operacional de código aberto Ubuntu, anunciou planos similares de remover o suporte a apps 32 bits a partir da versão 19.10, prestes a ser lançada. Foi uma choradeira da comunidade de desenvolvimento e de empresas grandes, como a Valve, que distribui a popular plataforma de jogos Steam. A pressão deu resultado. Em junho deste ano, a Canonical anunciou que manterá algumas partes “selecionadas” do aparato 32 bits no Ubuntu para não quebrar a compatibilidade com aplicativos antigos.

Ainda não li ou vi alguém defendendo completamente a decisão idêntica da Apple implementada no macOS Catalina. A Valve, tão agressiva com a Canonical, oferece uma versão do Steam em 64 bits para o sistema da Apple e publicou um alerta dizendo que, apesar disso, muitos jogos (de 32 bits) deixarão de funcionar. A solução? “Considere não atualizar para o macOS 10.15 ou superior. Permanecendo no macOS 10.14 Mojave ou mais antigo, você garante que todos os seus apps de 32 bits ainda sejam jogáveis em seu Mac”. Irrealista, para dizer o mínimo.

***

Para saber se você tem apps 32 bits em seu Mac, abra o Informações do Sistema, selecione o item Aplicativos na coluna à esquerda e ordene os apps pela coluna “64 bits (Intel)”. Todos que estiverem marcados com “Não” são 32 bits e, portanto, incompatíveis com a nova versão do macOS. O instalador do Catalina também dedura os apps que deixarão de funcionar e permite cancelar a atualização. Outra saída é usar o Go64, um app gratuito que verifica até mesmo apps que, mesmo escritos em 64 bits, usam componentes 32 bits, o que pode causar problemas.

Foto do topo: Apple/Divulgação.

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32 comentários

  1. Se eu tivesse um Macbook (o que só aconteceria se eu ganhasse ou herdasse um) é claro que eu daria um chute no MacOS e instalaria Linux.

    O Audacity, obviamente, funciona perfeitamente no Linux.

    1. O interessante é que só agora os Macbooks Core 2 Duo estão com preços interessantes (ainda assim, caros) – em torno de R$ 500,00.

  2. Se já tá tendo esse chiado por conta do macOS, imagina se a Microsoft não fizesse mais versões 32 bit do Windows 10. Não é nem perder compatibilidade com aplicativos dessa plataforma, mas simplesmente só existir Windows 10 em 64 bit.
    Eu, sinceramente, acho que a Apple tá certa e deveria mesmo forçar essa mudança.
    “[…]Em 2017, da noite para o dia, apps e jogos abandonados pelos seus desenvolvedores, mas ainda funcionais, se tornaram inacessíveis com a chegada do iOS 11, que eliminou o suporte a apps de 32 bits”. Não foi do dia pra noite, né? Anunciaram o iOS 11 na WWDC daquele ano e só lançaram o sistema em setembro. Aliás, lembro bem que o iOS 10 em dispositivos com processadores 64 bit já avisava de apps que não funcionariam no 11.

    1. Microsoft é padrão de mercado. Se ela forçar incompatibilidade com plataformas antigas, o risco de ela perder mercado é altíssimo.

      Nisso, o que teríamos como cenário seria um aumento de uso de sistemas não-seguros, sem suporte; ou até mesmo a criação de sistemas baseados em engenharia reversa ou similar (tipo ReactOS).

    2. Do dia para noite no sentido de que se você atualizasse para o iOS 11, adeus apps. A Apple também vinha comunicando há pelo menos um ano e meio o encerramento do suporte a apps 32 bits no macOS.

  3. Partindo do cenário que a Apple e Canonical tentaram fazer, acredito que exista um “débito técnico” grande em manter os dois conjuntos de instruções no SO. E, como isso é uma questão interna de desenvolvimento, as empresas não costumam explicitar e vendem isso como oportunidade de melhoria em outras áreas. Se não impactasse em nada manter, provavelmente não existiria esse interesse em remover o suporte a 32 bits.

    Em engenharia de software, o “débito técnico” é o custo que o código legado traz para evoluir e manter o código. Toda linha de código gera algum débito técnico, mas especialmente em software mal desenhado, isso pode atrasar e dificultar/impossibilitar a evolução e a qualidade do software. Não sabendo nada de desenvolvimento de SOs, não vou formar uma opinião se foi válida ou não a decisão, mas é uma questão que impacta indiretamente o produto no longo prazo.

    O Windows, que claramente prioriza compatibilidade, tem algumas estranhezas provenientes disso como o Prompt de Comando vir limitado a 80 caracteres por padrão até hoje. Isso não faz sentido há mais de 30 anos pelo menos, mas é padrão para evitar problemas de compatibilidade. Muitas vezes, acabam caminhando para um software substituto como Powershell e agora o próprio Linux integrado, o que fica com cara de gambiarra.

    Trazendo para um exemplo local, a diferença do “roxinho” para os bancões é basicamente o débito técnico. Os bancões podem jogar seus bilhões em desenvolvimento de software que o “time to market” para uma nova feature continuará sendo muito menor que uma fintech com estrutura e legado enxuto. Não adianta jogar dinheiro no problema para resolver, então é uma decisão estratégica que precisa ser tomada com critério.

    Não sei opinar se a Apple fez certo nesse cenário, mas vale refletir quando as pessoas criticam o Windows, tem muito a ver com essa questão de legado que Apple e demais empresas costumam ser menos rígidas.

  4. É chato mesmo. Acho que o jeito vai ser rodar um sistema mais antigo no virtualbox para programas mais críticos.

    Ninguém pediu mas recomendo o Reaper como editor de áudio. É multiplataforma e tem um preço honesto, além de poder testar indefinidamente antes de comprar a licença. Vem com compressor simples mas VST de compressores e limiters gratuitos não faltam por aí, mas tem que ter paciência de encontrar o melhor para podcasts e aprender a usar. Talvez isso ajude: http://sounddesignacademy.com/5-must-learn-audio-plugins-for-voiceover-and-podcasts/

  5. Tem uma galera cantando essa pedra já faz um tempo. No iOS, a Apple tem um poder enorme pra fazer o que quiser com o desenvolvedor por causa do grande público nos EUA, mas em se tratando de MacOS, o poder é menor.

    Pra manter um app/jogo ativo no MacOS hoje, você precisa:

    – Ter um hardware deles que suporte a última atualização, o que custa caro (acho que o mais barato é uns R$7.000?);
    – Pagar uma licença anual de desenvolvedor;
    – Manutenção constante devido a mudanças bruscas e repentinas no sistema e requisitos para seu app rodar;

    Tudo isso pra algo que, devido ao baixo marketshare, dá relativamente pouco retorno e muito suporte (claro, dependendo do nicho do app). Infelizmente não consegui encontrar o artigo, mas li esses dias um desenvolvedor que possuía 4% da receita e 30% da demanda de suporte vinda do MacOS. Pra ele, o que fazia mais sentido era simplesmente abandonar a plataforma.

    Não adianta, a Apple quer que você use especificamente o que ela acha que deve ser usado. Matar metade da (já limitada) biblioteca do Steam não deve ser um problema pra ela porque existe o Apple Arcade agora. Aparentemente, até a instalação de .dmgs está sendo dificultada aos poucos. Não é de se surpreender se daqui uns tempos ser possível apenas instalar a partir da App Store.

    E pouco a pouco, o único SO dela que era relativamente aberto vai se fechando.

    1. e pensar que quase vinte anos atrás o caráter “aberto” ou modular de um sistema unix era um dos pontos considerados fortes pela empresa quando anunciava o então recém-desenvolvido mac os x.

    2. “mas li esses dias um desenvolvedor que possuía 4% da receita e 30% da demanda de suporte vinda do MacOS”

      https://www.gridsagegames.com/blog/2019/09/sorry-mac-users-apple-doesnt-care-about-us-devs/

      Além do hardware caro, ter que pagar uma licença anual para desenvolver para macOS é bastante dolorido, mas enquanto o iOS for a plataforma mais rentável, os desenvolvedores precisaram ter que engoli os custos de usar o macOS.

      E sim, a Apple está fechando o cerco para apps fora da App Store, o que eu vejo como caminho natural.

  6. Meus pêsames pelo seu app, Ghedin.
    Mas infelizmente a Apple tá certa. Com a evolução e consequente aumento da complexidade nos softwares, chegaria logo a hora em que a arquitetura seria um gargalo. Hoje é a de 32bit que morre, daqui alguns anos, 64bit não vai dar conta e vai ser a mesma chiadeira quando ela for substituída.

    Se dependesse dos desenvolvedores, ainda teríamos programas criados em Assembly. E não é de hoje que a migração pro 64bit tá acontecendo. Então, se um dev não atualiza os apps que cria, vai ser limado e engole o choro. A Apple e qualquer outra empresa de tecnologia não tem obrigação nenhuma da atrasar a evolução do próprio sistema em prol de gente preguiçosa no mercado.
    Como mencionado no texto, desde 2018 a comunidade estava ciente de que teriam que adaptar seus apps ou iriam desaparecer. Não foi por falta de aviso.

    Muita coisa a Apple matou na marra, mas a história provou que ela acertou na maioria das vezes. Só ver as novelas do Flash e o ban aos apps 32bit da App Store (que, aliás, ela deixou claríssimo o prazo – razoável, até – pra migração, e mesmo assim muita coisa na lojinha rodou).

    1. Em uma conversa nestas bandas dos comentários que tive tempos atrás com o Pilotti, ele lembrou que mão de obra pra desenvolvimento de aplicativos é difícil e caro. Ainda mais portar sistemas antigos e já estabilizado.

      Não discordo que em razão de segurança e melhorias, sempre é bom estar atualizado. Mas isso requer também que os desenvolvedores / programadores estejam aptos para isso, e claro, sejam bem reconhecidos ($$$) por tal.

      Eu mesmo tenho raiva dos sistemas governamentais paulistas, baseados em usar uma gambiarra com Java para usar certificação digital. E não vejo movimento para por exemplo, governos trabalharem com sistemas “open source” e converter parte destas aplicações em sistemas mais fáceis para instalar e operar, com uma camada de segurança boa.

      1. Vale considerar que a maioria desses apps 32bits não são comerciais ou são jogos (que geralmente são “abandonados” após o lançamento inicial).

        Claro que a Apple tem zero interesse em manter apps que não ganham dinheiro (a.k.a. não dão 30% pra eles) funcionando.

      2. Nem me fale do Java. O grande software orçamentário/financeiro do governo ainda roda em Java, e só funciona em versões desatualizadas. É um deus nos acuda quando o programa dá para atualizar sozinho e quebra tudo.

        1. Sempre falo por aqui: sistemas da Polícia, Detran e advogados / justiça DEPENDEM do Java. E alguns deles hoje usam intermediadores (SDK) para fazer a comunicação via Java com os sistemas governamentais. (Shodô, PJOffice, e-Sec, etc…)

          Se eu fosse programador sério, pesquisaria com calma as falhas deste sistema, só para tentar forçar a mudança de comportamento.

    2. O problema são justamente os apps mais antigos – que não seguem a tendência da indústria de serem atualizados a todo instante justamente por não serem comerciais.

      Seu PC acaba se tornando menos útil por causa de uma decisão tecnológica de uma empresa.

    3. Esse raciocínio me parece similar ao proverbial rabo que balança o cachorro. Um sistema operacional existe para viabilizar e facilitar o trabalho feito em computadores; se ele dificulta isso, está trabalhando contra.

      Entendo que há vantagens em deprecar partes legadas, mas a Apple está fazendo um trabalho muito porco em comunicar isso. Até agora, a única vantagem evidente é que seus funcionários terão menos trabalho em manter as partes 32 bits do sistema — na verdade, transferindo esse trabalho a desenvolvedores de apps e usuários.

      No caso do iOS, vá lá, a Apple projeta os chips do iPhone e deve ter tirado mais desempenho eliminando direto do hardware o suporte a apps de 32 bits. Mas os Macs continuam usando chips Intel que ainda trazem suporte a esses apps.

      Então, refaço a pergunta: qual a justificativa para promover uma quebradeira geral em apps legados, mas perfeitamente funcionais?

      1. Qual a justificativa técnica da Apple matar o suporte do Mojave com hardware antigo (e funcionam) porque esses não suportavam o Metal? Qual outro SO na história da tecnologia impediu a sua instalação por conta de aceleração gráfica? Todos usam, mas, ao mesmo tempo, todos sem um modo compatível sem o uso desses recursos.

        A Apple usa justificativas técnicas para forçar migração de HW.

    4. Muitos aplicativos rodam em tecnologia legadas porque essas são estáveis e o custo de homologação/testes é alto demais – sem falar na atualização de parque de máquinas e possíveis problemas de infraestrutura – e demora tempo demais.

      A sua visão serve para desenvolvedores pequenos que tem que “correr atrás da máquina” para se manterem atualizados e relevantes, mas esses são a minoria (assim como aplicativos em 32 bits).

      A beleza do Windows é, exatamente, conseguir rodar aquele software de PDV feito em Delphi nos anos 90 até hoje.

      A Apple não tem nenhum interesse comercial (e nem market share) para se preocupar com esse tipo de problema, então, ela força essas atualizações sabendo que afetará muito pouca gente (ninguém joga de verdade num Mac) e que a base de usuários irá reclamar pouco e a maioria vai aplaudir a decisão.

      Quando se é relativamente irrelevante em um mercado, você pode fazer isso e “forçar” atualizações desse tipo.

  7. Uma sugestão é utilizar uma Máquina Virtual(VM) com um S.O. antigo para rodar esses APPS. Não sei como é para Mac (porque uso Linux), mas deve haver um emulador ou algo do tipo.
    Não é o melhor dos mundos, mas funcionaria, só vai dar um trabalhinho. A Apple costuma empurrar a evolução tecnológica mais que a Microsoft mesmo, tudo tem seus prós/cons.
    Abs

    1. Vim seco pensando nesta opção. O ponto é que instalar uma VM de MacOS é um malabarismo gigante (na verdade, é um processo similar baseado no Hackintosh). Não é um “trabalhinho”.

      1. Ah sim, se for no nível de montar um Hackintosh, não recomendo mesmo, tentei uma vez sem sucesso em um desktop. Pode ser que existam imagens prontas de VM Mac, mas já começa a virar uma jornada para fazer isso, realmente nada prático.

      2. Na real é tão simples quanto em outros sistemas. Tem Parallels, VirtuaBox e outros apps populares do gênero. O problema é ser um trabalho extra e comprometer um espaço enorme (algo crítico em um computador com 128 GB) para um negócio que, embora útil, é usado 5 minutos por semana.

        1. Acho que houve confusão, Ghedin. Criar VMs NO Mac (Linux ou Windows rodando na VM dentro de um Mac) é tranquilo, mas VMs DE Mac (MacOS dentro de uma VM) é complicado. A não ser que num hardware dela seja diferente (mas como é virtualizado, acho que não).

          Já criei VM de MacOS, foi uma missão e tanto.

          1. Hmmmm, faz sentido. Nunca tentei instalar macOS em uma VM. De qualquer forma, o Levelator é multiplataforma, então é só o caso de instalar um Windows ou Linux e boa.

          2. Lia por cima para saber como fazer um hackintosh (ainda desejo montar um pois quero ter um computador com o iMovie para edições de vídeo). Então sempre lia sobre as complicações de fazer um hackintosh, e que também equipamentos de 5-8 anos não tem suporte para o Mojave (um ex-cliente meu tem problemas com isso, tanto que até trouxe o assunto em um Post Livre – sobre a aquisição de uma placa de vídeo para um Mac Pro).

          3. Criar VMs do macOS dentro do macOS (ou seja, em um Mac de verdade) é mais fácil que criar uma VM do Windows dentro do macOS.

            Criar uma VM do macOS tendo como host qualquer outro sistema é um parto, de fato.

            A última coisa que fiz no meu velho Mac Mini antes de ele morrer foi justamente uma VM do Mojave, já imaginando que teria problemas quando fizesse o upgrade para o Catalina.

          4. Era um parto.

            Hoje é um processo bem fácil usando KVM. Tem uma penca de scripts que cuidam do processo todo pra você no Github, sem precisar de uma máquina física com macOS.

            Eu parei de rodar hackintosh no “metal” e hoje estou usando o Catalina dentro de um host com Ubuntu 19.10. Claro, fácil entre aspas. Fácil pra leitores aqui do blog.

            No meu caso foi um pouco mais chato porque uso hardware todo da AMD, que não tem GPU integrada, então tive que separar uma GPU so pra máquina virtual.

  8. Aqui simplesmente perdi o adaptador wifi que tem app 32 bits. Ou seja, sem internet.
    Instalei o Windows.
    Que por sinal tá melhor que o macOS.

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