Bloco de notas #10

Aviso: A partir de segunda-feira (7), a newsletter do Manual passará a ser diária. Você receberá o post do dia junto com as duas ou três notícias mais importantes do momento. O Bloco de notas segue firme às sextas, mais focado em curiosidades, notícias leves e leituras aprofundadas para o fim de semana. Cadastre-se gratuitamente aqui.

***

Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal. (Não é.)

***

No dia 26 de outubro, estarei no SH*FT FESTIVAL, em Joinville (SC), falando sobre privacidade digital. Contarei como tem sido tentar viver e trabalhar de maneiras menos dependentes das grandes empresas de tecnologia e com mais consciência das barganhas a que somos sujeitos, mesmo sem perceber, ao lidar com elas.

→ Leitor do Manual ganha 20% de desconto na inscrição. Basta usar o cupom MANUALDOUSUARIO. Garanta o seu lugar neste link. Se você for, deixe-me saber!

***

A Taboola adquiriu a Outbrain [Techcrunch, em inglês] em um negócio de US$ 250 milhões e 30% da empresa. Você talvez não as conheça de nome, mas certamente já viu seus anúncios abjetos — fileiras de chamadas com fotos de “conteúdo relacionado” no rodapé de notícias de incontáveis sites.

→ O objetivo da união, que levou anos para se concretizar, é ganhar envergadura para disputar mercado com Facebook e Google. Juntas, Taboola e Outbrain dizem atingir mais de dois bilhões de pessoas por mês. Para as publicações, o efeito imediato deve ser uma redução nos valores pagos [NiemanLab, em inglês]. O que tem um lado positivo: dinheiro é o único motivo pelo qual alguém se sujeita a anúncios tão queima-filme. Com menos dinheiro, talvez mais publicações passem a rejeitá-los.

***

Nesta semana, tivemos dois novos apoiadores da campanha de financiamento do blog: Alexandre Leitão Viana e Bruno de Carvalho de Christo. Obrigado!

Conto com a generosidade de leitores dispostos a pagar uma pequena mensalidade para manter o blog no ar. Você pode contribuir acessando a campanha do Manual no Catarse. A grana está curta e/ou tem outras prioridades? Compartilhe posts como este e indique o blog a quem você acha que gostaria de conhecê-lo. Tudo isso ajuda!

***

No Manual do Usuário:

***

Sobre a chegada da Alexa que fala português do Brasil, duas anedotas. Na Folha, Paula Soprano conta que durante uma demonstração em que o sistema tocava uma playlist de pagode, ela só parou a música após Ricardo Garrido, gerente da Amazon no Brasil, pedir pela sexta vez [em português]. “Ela gosta de pagode”, brincou Garrido.

→ No Twitter, Paulo Higa demonstrou o Show do Milhão, uma das “skills” (apps) localizadas da Alexa, em um Echo Show 5. É dolorosamente lento [em português]. Um seguidor sugeriu: “É muito mais rápido apertando [a tela], não?” Embora a tela seja sensível a toques, o app do jogo não permite esse tipo de interação — só vale a voz.

→ Alguns leitores reclamaram do título do meu artigo sobre a Alexa [Manual do Usuário, em português]: “Amazon lança seu aparato de vigilância doméstica em massa no Brasil”.

***

Sobre a promoção da TIM em que a operadora compra posts no Instagram de clientes em troca de um desconto de R$ 65 na compra de celulares, o Conar informou, por e-mail, que já foi instaurado o processo ético nº 231/19 contra a empresa. Ele deve ser julgado “em breve”.

→ O caso foi denunciado pelo Manual do Usuário [em português].

***

A Netflix tem pelo menos 10 milhões de assinantes no Brasil [Uol, em português]. Uma conta de padeiro tomando por média o plano intermediário (R$ 32,50/mês) revela faturamento anual de R$ 4 bilhões, quase metade do da Rede Globo (R$ 10 bilhões), segundo o colunista Ricardo Feltrin.

***

Duas horas de áudio vazado [The Verge, em inglês] das reuniões internas do Facebook lideradas do Mark Zuckerberg. (Aqui tem os destaques e trechos dos áudios para ouvir [The Verge, em inglês].)

→ Zuckerberg não pareceu abalado, tanto que transmitiu ele mesmo, ao vivo pelo Facebook [em inglês], a reunião desta quinta-feira (3).

***

O Facebook lançou um novo app de mensagens para “amigos próximos” no Instagram, o Threads. Ele tem um recurso chamado “Status automático” que compartilha automaticamente o que você está fazendo. Para se beneficiar deste recurso, o usuário precisa permitir que o app [Facebook, em inglês] tenha acesso à sua “localização, movimentos, nível de bateria e conexão de rede […] a fim de determinar qual contexto compartilhar”. Não duvido que, se alguém ler as letrinhas miúdas dos termos de uso, encontre coisas como acesso à alma ou à consciência do usuário.

***

Não perca a conta: a versão mais atual do iOS é a 13.1.2 [MacMagazine, em português]. Em menos de duas semanas, foram quatro — 13, 13.1, 13.1.1 e 13.1.2. E a 13.2 deve chegar a qualquer momento, trazendo o sistema Deep Fusion (de fotografia) para os novos iPhone 11 e 11 Pro e, provavelmente, mais correções de bugs.

→ Não sei se por sorte ou devido ao meu uso, sempre achei exagerados os comentários de que versões x.0 do iOS são bugadas. Desta vez, porém… não só está bugado, como muitas das mudanças feitas no sistema me pareceram, no geral, para pior. Caso, por exemplo, da folha de compartilhamento [Mastodon, em português]. Na parte dos bugs, um tragicômico ocorreu dia desses: o mostrador de bateria no canto superior direito da tela simplesmente sumiu.

Topo da tela inicial do iPhone sem o mostrador de bateria.
Quem precisa do mostrador de bateria?

***

Tablets, celulares com WhatsApp e drones, mas também celulares transparentes, tradução por voz em tempo real e bloqueadores de celulares portáteis. Esses são  alguns dos gadgets que aparecem no filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Matheus Pichonelli compilou e contextualizou todos eles [Uol Tilt, em português].

→ Recomendei Bacurau no final de um Guia Prático recente e reforço aqui a recomendação. Veja o trailer [Invidious, em português].

***

A partir de 2021, fabricantes de lâmpadas, máquinas de lavar, lava-louças e geladeiras que atuam na União Europeia terão que fornecer peças de reposição por pelo menos 10 anos [BBC, em inglês]. É o “direito de reparo”. Além disso, as novas regras elevam os requisitos mínimos de eficiência desses produtos. A estimativa é de que, a partir de 2030, os europeus economizem € 20 bilhões com a conta de energia e deixem de emitir 50 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

→ A nova lei, apesar dos avanços, foi criticada por não obrigar as fabricantes a vender as peças de reposição no varejo, mas apenas para empresas autorizadas a fazerem os reparos.

***

A Microsoft não permite mais que usuários do Windows 10 Home instalem o sistema sem conectá-lo a uma conta Microsoft na nuvem. A mudança está sendo criticada, mas existe uma gambiarra para burlá-la: desconectar o computador da internet durante o procedimento [How-to Geek, em inglês].

***

Se você curtiu este Bloco de notas, assine gratuitamente a newsletter do blog para recebê-la semana que vem, gratuitamente, direto no seu e-mail:


Acompanhe

  • Telegram
  • Twitter
  • Newsletter
  • Feed RSS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!