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Por que apago meus tweets antigos

Vários passarinhos do Twitter, alguns semi-transparentes passando a ideia de que foram excluídos.

por Rob Horning

Nota do editor: Desde que comecei a apagar meus tweets, o assunto tem chamado a atenção de alguns amigos e colegas. Foi tema de um podcast aqui e, embora a minha motivação não seja exatamente igual à do Rob, que assina o texto abaixo, compartilho de vários dos seus argumentos. Em nota relacionada, a ferramenta que usei para apagar todos os meus tweets, o Cardigan, deixará de funcionar a partir de 1º de agosto devido a mudanças na API do Twitter. Achei a ocasião oportuna para publicar este relato.

Comecei a apagar meus tweets antigos. Isso é algo que tenho a intenção de fazer por algum tempo, não por qualquer razão em particular, mas por um senso geral de higiene digital — parece uma boa ideia desmantelar arquivos de materiais pessoais que estão abertos ao escrutínio de algoritmos de aprendizado de máquina e outros adversários. É impossível saber quais conclusões a nosso respeito podem ser derivadas de algum processamento agregado do que na época pareciam ser piadas aleatórias, trocas casuais e links compartilhados.

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Ressalvas ao site para bloqueio de telemarketing das operadoras, o Não Me Perturbe

Foi lançado nesta terça (16) um site das operadoras de telefonia e TV brasileiras para que consumidores que não quiserem ser importunados por telemarketing dessas empresas de cadastrem. O bloqueio só se aplica ao telemarketing das próprias operadoras que integram a iniciativa (Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo), não valendo para empresas de outros segmentos.

O Não Me Perturbe, nome dado ao novo banco de dados, pode ser acessado aqui:: https://www.naomeperturbe.com.br, um .com.br registrado pela ABR Telecom.

O cadastro pede os seguintes dados: nome completo, CPF e e-mail, além dos números telefônicos (até cinco) a serem incluídos na lista de opt-out. O bloqueio passa a valer 30 dias após a solicitação.

A política de privacidade do site Não Me Perturbe (não tem link direto; está no rodapé do site) tem algumas cláusulas que chamam a atenção negativamente:

  • 3.1. Os dados poderão ser usados também para processos administrativos — não só judiciais, como é praxe.
  • 3.6. Pessoas (autorizadas, mas ainda assim) poderão acessar diretamente os dados.
  • 5.1. Retificação e exclusão do cadastro só pode ser feita por e-mail ou formulário de contato. O termo “exclusão” aparece no título da cláusula, mas não no texto.
  • 6.1. Alterações na política de privacidade só serão comunicadas na página inicial do site (para que pedir o e-mail, então?).

Então, a lógica é que devemos fornecer mais dados em outro banco de dados apenas para que as operadoras parem de nos incomodar. Não faz sentido. Isso deveria ser opt-in, ou seja, partir da premissa de que não é permitido ligar sem autorização e só fazê-lo àqueles que expressamente permitirem esse tipo de coisa.

A (falta de) privacidade do FaceApp

FaceApp.

Não faz seis meses rolou o alerta do #10yearchallenge e, novamente, geral pondo em risco fotos de rosto por conta de um filtro. Desta vez no FaceApp, um aplicativo russo lançado há dois anos, com uma política de privacidade fraca (e bem questionável), que oferece “testes no Facebook” em seu site oficial e que tem em seu histórico a publicação de dois filtros escancaradamente racistas. Assim fica difícil.

Atualização (16/7, às 15h45): Uma análise mais detalhada da política de privacidade do FaceApp, a seguir.

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As patentes do Facebook que mostram como a rede influencia e molda as suas emoções

As novas reações do Facebook.

por Ethel Rudnitzki e Rafael Oliveira

Selo de republicação da Agência Pública.Esta matéria foi produzida pela Agência Pública, a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil.

“O Facebook ajuda você a se conectar e compartilhar com as pessoas que fazem parte da sua vida.” É essa mensagem que aparece na sua tela ao se fazer o login na rede social — ou antes de criar a sua conta, se você não for um dos 130 milhões de brasileiros que usam o Facebook.

Mas, além de se conectar com amigos e família, ao criar uma conta ou logar na plataforma, você está compartilhando suas informações com a empresa. O uso dos dados pessoais sempre esteve descrito nos Termos de Utilização e na Política de Dados — para quem tivesse paciência de lê-los. Mas a extensão e as consequências desse uso só começaram a vir à tona com o escândalo da empresa Cambridge Analytica, que mostrou como dados de usuários do Facebook foram usados na segmentação de anúncios para a campanha eleitoral de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Um estudo inédito da pesquisadora Débora Machado, da Universidade Federal do ABC (UFABC), revela que o uso de informações pessoais pode ir além. O Facebook tem tecnologias suficientes para saber o que estamos sentindo em cada momento que logamos na plataforma. E mais: a partir disso, pode moldar as nossas emoções em benefício próprio.

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Como proteger o seu e-mail

Mulher digitando e-mails em um computador durante reunião.

É difícil encontrar gente que goste de e-mail, mas mais difícil ainda é achar quem consiga se virar digitalmente sem ter um endereço para chamar de seu. Mesmo os apps mais descolados, que confiam no número do celular para identificação ou resgate de senha, como o WhatsApp, recorrem ao bom e velho e-mail quando tudo parece perdido. Sendo um componente tão presente e crítico nas nossas vidas online, é importante protegê-lo.

Não que seja difícil descobrir um endereço de e-mail. Além disso, em algumas profissões é desejável que ele seja exposto. Não significa, porém, que toda caixa de entrada deva se tornar uma baderna e que seja ok passar o seu e-mail para qualquer site suspeito que diga que seu celular está com vírus ou outra bobagem do tipo.

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A configuração padrão é tudo o que importa

Sergio Moro com a mão no rosto.

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As reportagens bombásticas publicadas pelo The Intercept Brasil no último domingo (9) deflagraram uma guerra entre entusiastas de tecnologia. De um lado, defensores do Telegram; do outro, seus detratores. (É meio maluco, mas a tecnologia de consumo é cheia dessas histórias de brigas entre “fãs” de marcas: Intel vs. AMD, iPhone vs. Android, Windows vs. macOS… agora parece que até banco tem fãs.)

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Como as conversas da Lava Jato no Telegram podem ter sido vazadas ao The Intercept Brasil

Deltan Dallagnol com ícones do Telegram ao lado.

Neste domingo (9), o site The Intercept Brasil publicou uma série de reportagens revelando diálogos em que o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol, e o ex-juiz federal Sergio Moro trocavam informações e colaboravam nos bastidores quando integravam a força-tarefa da Lava Jato. A origem das conversas, desenroladas no aplicativo Telegram, teria sido uma fonte anônima, e o material, segundo o jornalista e fundador da publicação, Glenn Greenwald, é vasto — “um vazamento muito maior do que o do caso Snowden”, disse à Folha.

Como a fonte conseguiu acesso a esses dados? O The Intercept Brasil, obviamente, não divulga detalhes. Pelas características das matérias publicadas até aqui, é possível fazer algumas conjecturas.

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Apple e Mozilla mostram caminhos diferentes para a privacidade online

Foto de um panda vermelho na natureza.

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A pressão nas grandes empresas de tecnologia está aumentando, em grande parte devido aos abusos com a privacidade dos usuários. Das cinco, a Apple é a que desfruta da melhor posição — há acusações e ameaças de investigações antitruste contra ela, mas nada relacionado à privacidade.

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A Apple deveria mudar este detalhe do iOS para manter seu discurso pró-privacidade coerente

iPhone sobre mesa com mensagem pró-privacidade escrita por cima da imagem.

A nova campanha de marketing da Apple ressalta a privacidade que a empresa garante em seus produtos (veja o vídeo). Não é de hoje que a Apple transformou a privacidade em argumento de venda — e item de luxo — em contraponto ao Android do Google e a praticamente toda a indústria de tecnologia. Por isso, ao ver a nova campanha da Apple, a Fundação Mozilla trouxe à tona um questionamento pertinente: e o IDFA?

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Os problemas mais urgentes que as empresas de tecnologia precisam resolver para dar mais segurança e privacidade aos usuários

Logos das cinco empresas citadas no post contra um fundo escuro.

por EFF

Nota do editor: Nesta quarta-feira (3), o WhatsApp anunciou uma novidade há muito esperada: a opção que dá ao usuário o poder de escolha para ser adicionado ou não a um grupo. Era algo básico e espanta que tenha demorado tanto para ser implementado. Não é o único caso do tipo na indústria.

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Todo mundo quer seus dados, mas ninguém parece capaz de resguardá-los

por Guilherme Felitti

Num dia no segundo semestre de 2010, a central de atendimento do UOL recebeu a ligação de um sujeito que dizia ter perdido o acesso à sua conta de e-mail. “Sem problema”, disse o(a) atendente. “Basta confirmar alguns dados pessoais que a gente reseta [a senha]”. A pessoa do outro lado informou CPF, data de nascimento, nome completo e outros dados e o UOL passou, pelo telefone mesmo, uma nova senha para acessar a conta.

Esta seria mais uma história monótona de SAC no Brasil se o e-mail cuja a senha tinha acabado de ser redefinida não fosse o de Dilma Rousseff e a pessoa que fez a ligação pedindo a nova senha não fosse a Dilma.

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O grande plano focado em privacidade do Facebook não tem nada a ver com privacidade

Close nos ícones dos apps do Facebook e WhatsApp em um celular da Samsung.

Não existe Carnaval nos Estados Unidos, mas Mark Zuckerberg aguardou a Quarta-feira de Cinzas para anunciar seu grandioso plano de colocar a privacidade no centro da estratégia do Facebook. Uma iniciativa questionável desde a largada porque, nos diz o histórico do Facebook, privacidade sempre foi um assunto acessório e incômodo aos objetivos da empresa, tratado como mais como um fardo do que como ponto forte. Nas entrelinhas, há motivos de sobra no textão de Zuckerberg para no mínimo suspeitar de que desta vez não será diferente.

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