Em sua coluna no jornal O Globo da última segunda-feira (11), Cora Rónai escreveu que “não há privacidade onde existe internet”. A declaração é problemática, pois uma falácia. Para muita gente — no Brasil, em 2015 já era mais da metade da população —, a internet está em todos os lugares. Se a lógica do texto valesse, não teríamos privacidade em lugar algum. E se não houvesse privacidade, estaríamos tacando pedras uns nos outros e fazendo valer, nas ruas, a Lei de Talião. Ou seja, a sociedade já teria colapsado.
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por Guilherme Felitti
Em 14 de junho de 2011, a capa do jornal Folha de S.Paulo estampava uma série de quatro fotos tiradas na Cracolândia, quando as gestões recentes da Prefeitura ainda não tinham resolvido definitivamente o problema (essa frase contém ironia e, se você não entendeu, sugiro ler jornal). Nelas, um homem de meia idade, cabeça cheia de cabelos brancos e terno e gravata passeia pela região, no centro de São Paulo, compra uma pedra, fuma no cachimbo e vai embora. Embaixo das fotos, a legenda lia: “O gravata da Cracolândia”.
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Houve um tempo em que o cuidado com a segurança digital era uma receita de bolo: siga estes passos, instale isto e aquilo, evite fazer tal coisa e você estará bem. Embora as dicas clássicas continuem válidas, há algum tempo elas deixaram de ser suficientes para alguém acessar a internet sem correr riscos. O problema cresceu tanto que, hoje, a sua proteção online não depende mais apenas de você. Virou uma guerra, que envolve o crime organizado, as grandes empresas e os governos. E você, na linha de fogo e sem ter muito o que fazer além de contemplar um cenário cada vez mais caótico.
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por EFF
Por Gennie Gebhart, Jason Kelley e Bennett Cyphers
O artigo de opinião de Mark Zuckerberg publicado na quinta-feira (24) no Wall Street Journal (e traduzido pela Folha) se baseia apenas em repetições bem familiares para explicar os princípios duvidosos e os chamados “fatos” por trás do modelo de negócio do Facebook. É a mesma velha história que já ouvimos antes. E, como de costume, ele ignora as verdadeiras preocupações e preferências de privacidade dos usuários.
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O desafio dos 10 anos, ou #10yearchallenge, viralizou nas redes sociais. Ele consiste em publicar duas fotos, uma atual e outra de dez anos atrás, para mostrar aos seguidores com você mudou. Na Wired, Kate O’Neil o observa do ponto de vista da privacidade.
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Bem-vinda(o) à terceira fase do Manual do Usuário! O visual é mais ou menos novo, mas há mudanças em toda parte. Segure a minha mão e venha conhecê-las. (mais…)
por EFF
Por Gennie Gebhart
Manter-se atualizado com os escândalos de privacidade do Facebook é basicamente um trabalho de tempo integral atualmente. Duas semanas atrás, a rede anunciou uma invasão enorme sem entrar em detalhes. Então, na última sexta-feira (12), o Facebook liberou mais informações, revisando estimativas anteriores sobre o número de usuários afetados e definindo exatamente quais tipos de dados dos usuários foram acessados. Aqui estão os principais detalhes que você precisa saber, bem como recomendações sobre o que fazer se sua conta for afetada. (mais…)
A opção que o Google oferece para não armazenar dados de localização do usuário a partir do smartphone não funciona. A empresa a ignora e continua guardando dados do tipo quando o usuário realiza ações triviais, como abrir o Google Maps, fazer pesquisas no buscador web ou consultar a previsão do tempo. (mais…)
por EFF
A Electronic Frontier Foundation é uma organização norte-americana sem fins lucrativos que defende a liberdade e os direitos civis no mundo digital. O Manual do Usuário traduz conteúdo selecionado do blog da fundação — matérias pertinentes sobre temas importantes.
Por Cory Doctorow e Gennie Gebhart
Com o novo design do Gmail chegando a mais usuários, muitos deles tiveram a chance de testar seu novo “modo confidencial”. Embora muitos de seus recursos sejam promissores, “Modo confidencial” não oferece confidencialidade. Na melhor das hipóteses, o novo modo cria expectativas que falha em atender acerca da segurança e privacidade do Gmail. Tememos que o Modo Confidencial diminuirá as chances de que os usuários encontrem e usem alternativas de comunicação mais seguras. E, na pior das hipóteses, o Modo Confidencial impulsionará os usuários ainda mais para o jardim murado do Google, ao mesmo tempo em que oferece a eles o que acreditamos ser garantias enganosas de privacidade e segurança. (mais…)
Todo navegador web moderno oferece um “modo privado” ou “anônimo”. Acessar sites com ele ativado significa que o navegador não salvará o histórico de páginas visitadas, dados de formulários, cookies e quaisquer arquivos temporários gerados pelo usuário. Não significa, apesar do contrassenso, que a navegação é de fato privada ou anônima. (mais…)
O Gmail permite que desenvolvedores terceiros, com autorização (mas sem o conhecimento pleno) do usuário, leiam seus e-mails pessoais. (mais…)
Recentemente, a Apple fez uma pequena alteração nas regras da App Store. Agora, apps estão proibidos de criar bancos de dados de contatos para uso próprio ou para venda ou distribuição a terceiros a partir dos contatos cedidos pelo usuário, podendo ser banidos se forem flagrados fazendo isso. É uma mudança significativa em prol da privacidade, mas que, para mais de 90% dos brasileiros que usam Android, não fará muita diferença. (mais…)
Por força do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) da União Europeia, diversos aplicativos e serviços tiveram que mudar políticas de privacidade e disponibilizar os dados que mantêm dos usuários acessíveis a eles. Além de subir a idade mínima dos usuários para 16 anos na Europa, o WhatsApp também liberou uma ferramenta de download de dados — e, felizmente, ela está disponível no mundo todo. (mais…)
Existem dois níveis no debate acerca da privacidade online: um estrutural, onde se questiona o poder de influência das grandes plataformas, e outro mais mundano, que toca a proteção do que expomos na rede a outras pessoas. (mais…)
No próximo dia 25, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) entra em vigor na União Europeia. Trata-se de uma nova legislação que enrijece os deveres das empresas que coletam dados pessoas. É por isso que você tem recebido um punhado de notificações e e-mails avisando de mudanças nas políticas de privacidade de apps e sites. E é pelo mesmo motivo que o Unroll.me deixará de operar na Europa, segundo o TechCrunch.
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