Pix deveria ser exemplo para WhatsApp e outros apps de mensagens

O Pix é um sucesso incontestável. Lançado em outubro de 2020 (começou a valer mesmo para a população dois meses depois, em 16 de novembro), o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil caiu nas graças da população com a mesmo velocidade com que viabiliza transferências de valores sem custo às pessoas.

O Banco Central (Bacen), verdadeiro “pai do Pix”, mantém uma página atualizada em seu site mostrando a evolução do Pix segundo várias métricas.

É uma visão impressionante:

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por Eduf

Quem são os maiores beneficiários da confusão das eleições do Brasil? As corporações de mídias sociais.

A luta para derrubar Bolsonaro força os adversários a adaptar seus discursos à linguagem de ódio, escárnio e desinformação que, há décadas, vem sendo cultivada e explorada pela big tech.

Enquanto tentamos livrar o país da necropolítica, acabamos por fortalecer a necrotecnologia.

Se não conseguirmos sair desse “loop”, vamos acabar (ainda mais) dependentes da big tech para exercer política.

As redes sociais já sequestraram parte do discurso e logística da democracia. Aos poucos, vai alterando até os nossos conceitos sobre ela. Assim, promover a indie web virou uma necessidade civilizatória, até.


A pensata acima foi publicada na newsletter Texto Sobre Tela, do Eduardo “Eduf” Fernandes. Inscreva-se gratuitamente para recebê-la.

Só existe um futuro para o Brasil, e ele passa pela eleição de Lula neste domingo

por Manual do Usuário

Em março de 2021, quando o Brasil enfrentava uma das ondas mais mortíferas da pandemia de covid-19, o presidente Jair Bolsonaro imitou uma pessoa com falta de ar ao criticar declarações do ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Ele viria a repetir a cena dois meses depois.

As performances de Bolsonaro talvez tenham sido a manifestação mais perversa da sua conduta absolutamente errática à frente do país na pior crise sanitária do último século, mas não foi a única, nem a mais grave.

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O Google quer resultados melhores em seu buscador. Talvez seja impossível

Para muita gente, o buscador do Google é um portal para a internet. Não é raro encontrar gente que, em vez de escrever “manualdousuario.net” na barra de endereços do navegador, procura por “manual do usuário” no Google e clica no primeiro link.

Esse comportamento não passa despercebido por outras empresas, marqueteiros, gente que publica conteúdo na internet. Estar bem posicionado no Google em buscas por palavras-chaves ligadas ao seu negócio pode, muitas vezes, ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Ocorre que essa percepção entupiu a web de páginas criadas sob medida para atrair públicos mais propícios a comprar um produto ou contratar serviços. O valor da informação fica em segundo plano, frustrando as expectativas do curioso usuário do Google, que explica de modo didático como isso se dá:

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Como se faz um bom site?

Eu tentei me conter, mas não consegui: passei um tempo além do normal nos últimos dias lendo os comentários do post em que o site norte-americano de tecnologia The Verge anunciou sua última reformulação radical.

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O marketing terrorista e o novo consumidor aspiracional da Apple

Depois do terrorismo clínico, mais uma vez reforçado na apresentação de novos produtos nesta quarta (7), com outra leva de relatos de usuários do Apple Watch salvos por seus relógios de ataques cardíacos e de ursos, o marketing da Apple ampliou os tipos de terrorismo a que sujeita o consumidor na ânsia de vender mais telefones e relógios.

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O custo do “progresso” dos celulares e notebooks da Apple é pago em acessórios

Dizem que o “early adopter”, aquele consumidor disposto a ser o primeiro a comprar ou experimentar um produto, só se ferra. Ao se submeter a coisas ainda não testadas por mais gente, ele se expõe ao risco de topar com erros de projeto, falhas no processo de fabricação, custos elevados etc.

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Quem lê tanta notícia?

O ano era 1967 e Caetano Veloso, em “Alegria, alegria”, perguntava: quem lê tanta notícia? Eu, quase meio século depois, com frequência me pego fazendo o mesmo questionamento. Quem lê tanta notícia? Quem consome tanto conteúdo?

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O novo Instagram das antigas

Foi um tanto irônico que o Instagram, rede social da Meta, tenha pisado no freio do processo de “tiktokzação” após um protesto de duas das irmãs Kardashian na própria rede, Kylie Jenner e Kim.

O clamor para que o Instagram volte a ser o que era, uma rede “para ver fotos fofas dos nossos amigos”, contrasta com os impérios que elas construíram no Instagram. Naquele Instagram não haveria espaço para influenciadores com +300 milhões de seguidores.

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Apesar da conclusão contrariar o argumento, este artigo do Tecnoblog assinado por Josué de Oliveira condena a pirataria fazendo uso de uma série de terrorismos e imprecisões legais.

“É difícil convencer as pessoas sobre os impactos negativos da pirataria”, escreve o autor. Acho eu que é mais difícil convencer dos supostos prejuízos. As estimativas de perda de receita da indústria, por exemplo, partem da premissa (equivocada) de que quem consumiu um filme ou uma música pirata compraria o original se não tivesse outra opção.

O maior problema do texto, porém, é a caracterização estreita que ele tenta fazer da pirataria — um tema delicado, complexo, cheio de nuances.

O artigo do Tecnoblog coloca no mesmo balaio a venda de DVDs piratas na rua, a venda de produtos físicos falsificados em lojas virtuais e a pirataria digital, em grande parte feita por hobbistas e consumida por pessoas comuns, sem intuito de lucro (o que configuraria o tal crime previsto no nosso Código Penal). Também nivela a produção das grandes empresas à das pequenas, como se as circunstâncias e consequências fossem as mesmas nos dois cenários.

Esse artigo replica o discurso da grande indústria, aquela que, a despeito dos bilhões de “prejuízo” causados pela pirataria, nunca deixou de lucrar. Ele toma uma posição sem assumi-la de fato. É, em resumo, um desserviço ao debate, aos consumidores e aos próprios leitores do Tecnoblog.

Do nosso arquivo:

As redes sociais comerciais querem o seu dinheiro

A BMW está cobrando US$ 18 por mês para desbloquear o aquecimento de assentos em seus carros. O recurso não tem qualquer custo operacional extra pós-fabricação e é apenas um dentre vários que a montadora alemã passou a cobrar à parte, em “microtransações”.

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A startup que mudou o mundo — na marra

Toda startup sonha em mudar o mundo. Poucas conseguem. A Uber é uma delas. Como bem sabem os passageiros que usam o serviço, o caminho para o destino é importante. O da Uber, como confirmaram os “Uber files” revelados nesta segunda (11), foi bastante conturbado.

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O que está acontecendo com as empresas de tecnologia dos Estados Unidos?

Dois mil e vinte dois tem sido um ano estranho. Depois juntar os cacos da catástrofe da bolha pontocom, na virada do milênio, o setor de tecnologia teve uma ascensão espetacular e tornou-se o mais valioso do planeta. Agora, porém, a maré virou e o que era bonança virou um tsunami de notícias ruins: demissões, desvalorizações, quebras. O que está acontecendo?

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O direito ao aborto, o perigo do TikTok e o terror norte-americano

Ao editar o Manual do Usuário, um ponto de atenção a que me atenho é com quem estou falando. Não é raro encontrar publicações de tecnologia brasileiras que parecem publicações norte-americanas traduzidas para o português, com a cobertura de produtos que sequer são vendidos aqui e de polêmicas que, no máximo, soam como curiosidade a nós.

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Um abrigo para os textões

A tendência do progresso (entenda-o como quiser) é facilitar, democratizar as coisas. Nem sempre esse caminho é percorrido da melhor maneira, porém.

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