Um abrigo para os textões
A tendência do progresso (entenda-o como quiser) é facilitar, democratizar as coisas. Nem sempre esse caminho é percorrido da melhor maneira, porém.
A tendência do progresso (entenda-o como quiser) é facilitar, democratizar as coisas. Nem sempre esse caminho é percorrido da melhor maneira, porém.
Em junho de 2021, a Microsoft deu um banho de água fria em muita gente no anúncio do Windows 11: a nova versão só seria compatível com computadores que têm o Trusted Platform Module (TPM) 2.0, um módulo de segurança que só se popularizou em processadores e placas-mãe comerciais a partir de 2017.
Um ano depois, na última segunda (6), durante a abertura da WWDC, foi a vez da Apple promover ruptura similar, porém sem especificar o motivo. A próxima versão do seu sistema para computadores, o macOS Ventura, é incompatível com qualquer Mac lançado antes de 2017 — e com alguns lançados em 2017, como o MacBook Air.
O aplicativo obscuro e esquisito que eu usava há cinco anos para registrar meus gastos falhou na hora de importar os dados do celular antigo para o novo. Entendi aquilo como um sinal: era chegada a hora de migrar para outra solução.
Controle financeiro não precisa ser algo complexo, ainda que ele só se justifique com uma pitada de cálculos automatizados, consolidações e gráficos. Fui à caça de um aplicativo novo com baixas expectativas: queria algo simples, que permitisse lançar meus gastos e revisá-los ao final de cada mês ou período específico.
Baixei praticamente todos os aplicativos do gênero disponíveis na App Store. Não gostei de nenhum.
Lembrei, então, da boa e velha planilha eletrônica, o software que mantém o mundo corporativo funcionando. “Um Excel” — porque, embora às vezes pareça que não, existem outros aplicativos do gênero além do Excel.
No dia 20 de maio, sem alarde, apesar dos rumores e questionamentos feitos ao Ministério das Comunicações, Elon Musk desembarcou no Brasil.
Na agenda estava um acordo com o governo federal para conectar escolas da Amazônia usando a Starlink, rede de satélites de órbita baixa que polui o céu noturno e leva internet a lugares remotos.
Na prática, porém, o evento serviu para o governo bajular o homem mais rico do mundo e alardear sua noção um tanto torta e perigosa de “liberdade de expressão”.
Quem vai às compras atrás de um celular se intimida com a variedade de modelos disponíveis. São muitos e, apesar do volume, quase nenhum pequeno. Eric Migicovsky, que fez fama na década passada com o relógio inteligente Pebble, quer um celular Android pequeno. Será que vai conseguir?
Em novembro de 2013, o Wall Street Journal revelou que o Snapchat havia rejeitado uma oferta de US$ 3 bilhões do Facebook.
Tentar comprar um concorrente direto era uma das armas de Mark Zuckerberg, co-fundador e CEO do Facebook, para neutralizar a concorrência. Já a havia empregado no Instagram, um ano antes, e voltaria a usá-la no futuro para levar o WhatsApp.
Nos anos 1990, havia a expectativa de que o Linux tomaria conta do mundo e desbancaria o Windows, da Microsoft. Era o comunitário contra o proprietário, o aberto contra o fechado, o livre contra o corporativo.
Nos bastidores, o Linux venceu. Hoje, ao acessar este Manual do Usuário você está se comunicando com uma máquina Linux, e provavelmente usando um celular que roda o software básico do Linux (caso do Android).
Mas no palco principal, nos computadores pessoais e nos celulares, o Linux ficou para trás. O “ano do Linux” nunca chegou.
Em março de 2017, o perfil oficial da Netflix no Twitter publicou que “amor é compartilhar uma senha”. Não era só uma piada do social media. Pouco menos de um ano antes, em julho de 2016, a empresa havia dito ao Business Insider que seus assinantes podiam “usar suas senhas da maneira que quisessem”, desde que não as revendessem.
A Netflix sempre tratou de forma permissiva o compartilhamento das suas senhas. Enquanto outras empresas que trabalham com assinaturas, como o Spotify, são bem rigorosas com quem pode e quem não pode usufruir do acesso compartilhado, a Netflix, como as declarações acima atestam, até incentivava esse comportamento. Era uma farra.
Uma farra está com os dias contados.
Deve ser monótona a vida da pessoa mais rica do mundo. O que fazer quando se pode fazer tudo? Serve de indício a que leva Elon Musk, o empresário sul-africano radicado nos Estados Unidos que ocupa o posto no momento, com uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 260 bilhões (~R$ 1 trilhão).
Criar o meta blog do Manual, no início de 2022, foi um grande acerto. Criá-lo no Tumblr, não.
Uma das determinações do Digital Markets Act (DMA), a nova lei europeia gestada com o objetivo de conter o poder da big tech e restabelecer a competitividade no setor, e que deve entrar em vigor no final de 2022, é a exigência de interoperabilidade entre aplicativos de mensagens das empresas enquadradas como “gatekeepers”, aquelas com valor de mercado superior a € 75 bilhões ou que tenham faturamento anual de € 7,5 bilhões ou mais na União Europeia.
Google e Spotify anunciaram uma parceria plurianual, a primeira do tipo, para levar ao aplicativo Android do streaming de música meios de pagamento alternativos ao do próprio Google, hoje a única opção. Pelos detalhes, ou a falta dele, a sensação é de que se trata mais de uma peça de relações públicas do que algo mais concreto.
Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou memorandos de entendimento com plataformas digitais para combater a desinformação nas eleições de outubro, uma ausência se fez notar: a do Telegram.
As plataformas de economia dos bicos tratam muito mal os trabalhadores no Brasil, revelou a primeira pesquisa do trabalho justo em plataformas realizada pela Fairwork no país, divulgada nesta quinta-feira (17). A maior nota, obtida por iFood e 99, foi 2, numa escala que varia de 0 a 10.