Ajude-me a vencer o processo contra a Folha de S.Paulo!

Sem Google, Huawei Mate 30 é a prova de que, em celulares, é o software que importa

Mãos segurando o Mate 30 Pro com a câmera virada para frente.

A proibição do governo dos Estados Unidos de que as empresas do país façam negócio com a Huawei por uma suposta ameaça à segurança nacional causou o primeiro dano público à fabricante chinesa na manhã desta quinta-feira (19), durante a apresentação dos celulares Mate 30 e Mate 30 Pro em Munique, na Alemanha.

Richard Yu, chefe da divisão de consumo da Huawei, falou dos celulares e de alguns outros novos produtos da marca por cerca de duas horas. Na parte destinada ao tema Google e Android, Yu explicou rapidamente o impedimento imposto pelos EUA e apresentou a alternativa da casa aos serviços Google. É um tema evidentemente incômodo e que ameaça o desempenho comercial do Mate 30 fora da China.

(mais…)

Em nome do lucro, o YouTube abriu os portões do inferno da desinformação

YouTube com o sinal de parar no lugar do play e visual escuro.

por Guilherme Felitti

Em uma manhã de novembro de 2007, eu estava sentado no confortável sofá do hall de um destes hotéis de luxo da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, esperando para entrevistar um dos sujeitos responsáveis por essa mídia chamada internet.

Rápida recapitulação: a internet como conjunto de redes conectadas que formam uma única rede global foi criada por um norte-americano chamado Vint Cerf. A “internet” como a mídia onde a gente passa horas e horas do nosso dia (ou seja, a aplicação que roda sobre a junção das redes), conhecida como web, foi inventada por britânico chamado Tim Berners-Lee.

(mais…)

Universo alternativo: Cine Filmes e a pirataria de filmes debaixo do nariz do Google

Nota do editor: Esta matéria é parte de um especial do Manual do Usuário sobre aplicativos para Android em posições de destaque na Play Store brasileira, mas que estão fora do radar da imprensa. São famosos desconhecidos que, juntos, criam uma espécie de universo alternativo dos apps. Leia também a primeira parte (4Shared) aqui e a segunda (Biugo).


A relação entre a indústria do entretenimento e a pirataria sempre foi de tensão. Uma briga de gato e rato que contrapõe empresas multibilionárias e idealistas ou pessoas comuns sem muitos recursos, mas com uma vontade imensa de ter acesso à ampla produção artística da humanidade. Por isso, casos como o do Cine Filmes chamam a atenção: um app de streaming de filmes direto, gratuito, sem qualquer aval da indústria cinematográfica e que permaneceu disponível na Play Store por meses como um dos apps mais baixados da plataforma do Google.

(mais…)

Google+ (2011–2019)

Última versão do logo do Google+.

Nesta terça-feira (2), o Google+, a malfadada rede social do Google, dá adeus à internet. Ela ficou no ar por mais de sete anos, um dado que, isoladamente, pode dar a entender que foi um sucesso. Só que não, porque o Google+, lançado em 28 de junho de 2011 como um lençol que cobriria todos os serviços e produtos do Google a fim de combater o Facebook e extrair, antes do rival, ainda mais dados das pessoas, na maior parte da sua existência foi a incômoda prova material do maior fiasco da história de uma empresa que, sim, erra muito, mas quase sempre em iniciativas baratas e discretas — o oposto completo do que foi o Google+.

(mais…)

Como o lobby pode ser uma arma para suprimir inovação

Um motorista de terno em frente a uma BMW preta, do Uber.

por Guilherme Felitti

Organizar um grupo grande é difícil. Você já deve ter percebido isso quando tentou brindar em uma mesa cheia. Quando estão só você e dois amigos numa mesa de bar, é fácil. Grupos maiores são mais difíceis de gerir. Um brinde entre todas as possibilidades numa mesa com 16 pessoas demora um certo tempo. O papo aqui não é etílico, mas organizacional. Conforme um grupo vai crescendo em tamanho — e a complexidade vai crescendo junto —, é preciso uma forma de organizar as pessoas para que todas elas consigam executar o que devem sem que a complexidade atrapalhe. Foi por isso que nasceram as organizações.

“Nós usamos a palavra ‘organização’ para explicar tanto o estado de estar organizado como os grupos que fazem a organização — ‘nossa organização organiza a conferência anual’. Usamos uma das palavras porque, a partir de uma determinada escala, nós não conseguimos nos organizar sem organizações; o primeiro implica no segundo”. Parece um trava-língua, um exercício de um programa infantil da TV Cultura, mas a explicação do Clay Shirky prepara o terreno para entendermos um conceito tão familiar a todos nós que nem paramos para pensar direito. O Tecnocracia desta semana vai falar sobre empresas, especificamente sobre a sobrevivência de empresas. Mais à frente você vai entender.

(mais…)

A Comissão Europeia na linha de frente

por Guilherme Felitti

Existe um site que congrega todas as principais manchetes do mercado de tecnologia. Chama Techmeme. De hora em hora, uma curadoria humana mostra quais são os assuntos mais comentados na imprensa, agrupando manchetes. É um segredo (ou nem tanto) de jornalistas de tecnologia. Quando precisam saber o que está rolando de mais importante, é para lá que eles vão — pelo menos os mais espertos. O hábito de visitar o Techmeme todo dia, mantido até hoje, quando não me identifico mais como jornalista, me permitiu ver a transformação na cobertura generalizada.

(mais…)

O fim das utopias

por Guilherme Felitti

Nota do editor: A partir de hoje, Guilherme Felitti passa a manter a coluna/podcast semanal Tecnocracia, voltada ao mercado de tecnologia, no Manual do Usuário. O podcast está se propagando pela na internet, então os links para assiná-lo ainda estão indisponíveis. Acompanhe o blog para saber quando eles estiverem prontos.

Bem-vindo ao Tecnocracia. Você sabe o que quer dizer o termo? Tecnocracia vem da junção dos radicais tecno e cracia. Tecno, do grego, técnica ou habilidade, e cracia, também do grego, governo de. No seu sentido literal, tecnocracia é a forma de governo no qual quem dá as ordens são os mais aptos tecnicamente em suas próprias áreas. É como um governo democrático deveria ser, mas no atual modelo de governo de coalização que persiste desde a redemocratização do Brasil em 1984 não é bem assim que funciona. (mais…)

Google continua armazenando a localização do usuário mesmo com essa opção desativada

A opção que o Google oferece para não armazenar dados de localização do usuário a partir do smartphone não funciona. A empresa a ignora e continua guardando dados do tipo quando o usuário realiza ações triviais, como abrir o Google Maps, fazer pesquisas no buscador web ou consultar a previsão do tempo. (mais…)