Consórcio gamer e leasing de iPhone: bancões tentam conquistar clientes com crédito para eletrônicos

Nunca foi exatamente barato adquirir eletrônicos de ponta, como um computador para jogos ou o celular topo de linha do momento. Nos últimos anos, porém, turbulências na economia e novas estratégias das fabricantes empurraram esses objetos de desejo para ainda mais longe da maioria de nós. Na última semana, coincidentemente, o Banco do Brasil e o Itaú apresentaram novos produtos que prometem diminuir esse distanciamento.

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O Brasil real não cabe nas discussões delirantes do Twitter

por Guilherme Felitti

Em 1924, Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Tarsila do Amaral eram três dos artistas mais relevantes do Brasil. Os três tiveram participação decisiva na Semana de Arte Moderna dois anos antes, um movimento artístico que desencadeou o Modernismo no Brasil ao questionar e reinventar alguns pilares nos quais a arte tradicionalmente se apoiava até então. O movimento reuniu escritores, poetas, pintores, escultores, músicos com o intuito de propor uma nova visão sobre o que era produzir arte e, principalmente, como se desvencilhar daquele modelo clássico trazido da Europa e regurgitado até então.

A arte produzida no Brasil desde a vinda da Corte Portuguesa, cheia de pintores que vieram tentar a vida por aqui, reproduzia muito o que era praticado na Europa sem adaptações radicais. Desde que um sujeito francês chamado Jean-Baptiste Debret desembarcou no Brasil quase uma década depois da corte portuguesa e se tornou uma espécie de pintor oficial do reino, a arte brasileira seguia as suas pegadas. Quando o Museu do Ipiranga estiver aberto (sabe-se lá quando) você vai poder ver isso expresso na tela “Independência ou Morte ou O Grito do Ipiranga”, do Pedro Américo, recriando Dom Pedro I declarando a independência do Brasil. Tudo é clássico: a composição, as cores, o tema, a maneira como o brasileiro é retratado como um capiau que não entende nada do que está acontecendo… Você pode achar que a tela do Pedro Américo é muito distante da Semana de 22; não é. A tela é de 1888, 80 anos depois do desembarque da corte e 34 anos antes do movimento modernista, o que serve para mostrar também como o Brasil é novo.

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Consegui cancelar o contrato com a Smart Fit via internet, sem sair de casa

No final de 2018, motivado por orientações médicas genéricas, inscrevi-me na Smart Fit — a primeira vez em que frequentei uma academia de ginástica/musculação. O ingresso foi super tranquilo, com cadastro feito via internet e cobrança direta no cartão; os preços eram ok e mesmo eu não tendo base para comparação, achei os equipamentos muito bons. Tudo muito ~smart, ou inteligente, como eles propagandeiam. Dois anos depois, impossibilitado de me exercitar devido a uma pandemia e decepcionado com as opiniões do dono da empresa, tive que fazer malabarismos para conseguir cancelar meu plano sem pôr a minha saúde em risco porque, nessa hora, a academia inteligente revelou-se uma espertalhona.

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Pode baixar torrent?

No dia 10 de julho, os perfis em redes sociais da InfoPreta publicou um vídeo informativo que, dali a algumas horas, jogaria a empresa paulistana de cunho social no olho de um furacão. Usando um tom apocalíptico e meio condescendente, alguém de lá comentava os perigos de se usar “torrent” para baixar conteúdo pirata. NÃO PODE, enfatizava a apresentadora. O vídeo foi excluído do Instagram e do Twitter, onde fora publicado, na manhã desta terça-feira (14).

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O manual de eleição digital para o fascista moderno chegar ao poder

por Guilherme Felitti


Ouviu o Tecnocracia e veio aqui em busca dos links citados?


Poucas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, um dos candidatos, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou que havia registrado seu plano de governo em uma blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin. No site da campanha, já fora do ar, mas ainda disponível na Wayback Machine, o comunicado oficial explicava que o registro na blockchain era uma forma de garantir que as propostas, “constantemente modificadas para a manipulação de eleitores”, chegariam a eles na íntegra. Eleitores em dúvida sobre as “teorias criadas pela rede de desinformação do candidato opositor” poderiam, em tese, conferir se era mentira ou não.

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Pagamentos pelo WhatsApp: O que esperar?

De surpresa, o Facebook escolheu o Brasil para lançar seu sistema de carteira digital dentro do WhatsApp na última segunda-feira (15). Por ser o aplicativo mais popular do país, usado por praticamente todas as pessoas que têm um celular, é natural que a notícia tenha causado comoção. Se à primeira vista pode parecer que será mais um passeio do Facebook na dominação de um segmento de mercado, uma olhada mais atenta revela sinais de que, desta vez, talvez não será tão fácil assim.

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Mods e jogos criados por entusiastas levam realidades e percepções brasileiras a títulos famosos

por Andressa Soilo

Muitos dos games populares entre jogadores brasileiros são produzidos por empresas europeias, asiáticas e norte-americanas. Os ambientes, as músicas, os idiomas e os personagens que compõem esses jogos são, em grande medida, reproduções de percepções de desenvolvedores localizados em contextos específicos, muitas vezes alheios aos nossos. Não raro os jogos são ambientados em cidades norte-americanas, como Los Angeles, Miami ou Nova York, ou mesmo em lugares repletos de neve, um fenômeno que a maioria dos brasileiros nunca testemunhou. As comunicações se dão, principalmente, em inglês, assim como os diálogos e as músicas, e os personagens transmitem gestos, expressões faciais e identidades visuais não tão familiares ao público brasileiro.

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Financiamento de “fake news” pelo governo federal escancara os perigos da publicidade programática

O maior mérito do Sleeping Giants brasileiro talvez não seja fazer com que grandes empresas retirem seus anúncios de sites picaretas, mas sim o efeito educador que ele pode ter na população dos perigos da publicidade programática, modelo que tomou a internet nos últimos anos e redefiniu o cenário da publicidade em diferentes medidas.

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O Sleeping Giants brasileiro chegou causando (bons) estragos

Uma reportagem publicada pelo El País sobre o Sleeping Giants no último fim de semana rendeu. Mais gente passou a conhecer o trabalho capitaneado por Matt Rivitz — que entrevistei ano passado — e um deles foi além: transformou a admiração em ação e criou uma versão brasileira da iniciativa.

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O mundo pós-COVID-19: há pouco de novo no “novo normal”

por Guilherme Felitti

O escritor argentino Julio Cortázar publicou em 1969 o conto que melhor sintetiza a passagem de tempo na literatura mundial, segundo a minha opinião. Chama-se A auto-estrada do Sul e está num livro chamado Todos os fogos o fogo”. No conto, uma multidão de carros avança por uma estrada que liga o interior da França a Paris numa tarde de domingo até que todos são obrigados a parar em um congestionamento. Naquele anda e para conhecido por qualquer um que já tenha passado horas em um engarrafamento, os carros seguem por quilômetros até que param completamente.

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Celulares Nokia voltam ao Brasil: Os celulares da pandemia

A HMD Global escolheu um domingo para voltar a vender celulares Nokia no Brasil. O Nokia 2.3, modelo de entrada com preço sugerido de R$ 900, não é o melhor que os finlandeses têm a oferecer, mas é o primeiro passo de um retorno que já seria difícil de qualquer maneira, e que ficou ainda mais em meio a uma pandemia.

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Como a In Loco consegue saber por onde você anda sem infringir a LGPD

Muitos brasileiros descobriram a existência da In Loco, uma startup de Recife (PE), no final de março. Especializada em geolocalização e atuante no segmento B2B, a In Loco usou os dados de localização dos mais de 60 milhões de celulares que monitora para criar o Índice de Isolamento Social (IIS), um mapa dinâmico que mostra quais estados estão mais ou menos comprometidos com o distanciamento social na luta contra a COVID-19.

O mapa é impressionante. Ele demonstra precisamente quando o Brasil passou a levar a sério a pandemia (20/3) e como o pico daquele fim de semana (69,6% no dia 22), que teve na sexta-feira discurso do presidente Jair Bolsonaro se referindo à COVID-19 como “uma gripezinha” e uma entrevista sua no Programa do Ratinho, do SBT, jamais se repetiu. O mapa também é um pouco inquietante e, não bastasse isso, a In Loco firmou acordos com pelo menos 20 estados para repassar dados anonimizados e agregados para ajudar no combate à COVID-19. Em meio a tudo isso, a pergunta que fica é: como uma empresa relativamente desconhecida acumulou tantos dados de tantos celulares no país sem chamar a atenção do grande público?

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Efeitos da pandemia: Eletrônicos já estão 30,7% mais caros no Brasil

Os efeitos da pandemia do SARS-Cov-2, o novo coronavírus, reverberarão em nossas vidas por um bom tempo. O que alguns chamam de “segunda onda”, a dos impactos na economia, já começam a ser sentida: os preços de produtos eletrônicos estão mais caros.

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Foxconn de Jundiaí (SP) não libera funcionários na pandemia mesmo batendo recordes de produção

Na guerra contra o SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19, é unânime entre os especialistas a opinião de que o distanciamento social, aquele isolamento voluntário dentro de casa, é a melhor aposta para desacelerar o contágio, achatar a curva e dar uma chance ao sistema de saúde de tratar todos os contaminados. Entre os empresários, essa unanimidade não existe.

Um funcionário da planta fabril da Foxconn em Jundiaí, no interior de São Paulo, enviou ao Manual do Usuário um relato de como tem sido trabalhar lá nas últimas semanas sob a ameaça do coronavírus.

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Sobre empresas que capitalizam suas ações para conter o coronavírus — ou: o álcool gel da AmBev

Já faz algum tempo que Marc Benioff, cofundador e CEO da Salesforce, um titã norte-americano do software corporativo, prega a ideia de um “capitalismo consciente”. Nunca deram muita bola a ele. A pandemia do coronavírus pode ser a ocasião dramática em que, se não sua voz, sua ideia ecoará por aí. Adianto já que não é a conversão de fábricas de cerveja em produtoras de álcool gel que mudará nossa percepção. É mais complicado que isso.

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