Gráfico em barras da evolução dos planos pré e pós de telefonia móvel no Brasil, de 2005 a 2020.
Gráfico: Guilherme Felitti/Twitter.

O processo de inversão no gráfico de planos pré-pagos e pós-pagos/controle de telefonia móvel no Brasil, que vem se desenhando desde meados de 2015, teve um soluço na pandemia. Em abril, talvez por estarmos usando menos o celular ou para segurar os gastos ante a crise que se avizinhava (ou os dois), o Brasil perdeu 500 mil contas no pós e 170 mil no pré. Em junho, os planos pós voltaram a crescer. Os pré seguem encolhendo. Gráfico do @gfelitti/Twitter com dados da Anatel.

Os brasileiros vão pagar um preço mais alto pelos serviços [de 5G]. Acho que qualquer tipo de banimento contra a Huawei só vai trazer impactos negativos e nenhum ponto positivo.

— Sun Baocheng, presidente da Huawei do Brasil

A entrevista de Sun à Folha não traz novidades. É uma resposta quase que necessária depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter sinalizado, outra vez, que poderá banir a Huawei do país às vésperas da implementação do 5G.

No início de setembro, quando anunciei meu novo trabalho, sofri ataques de todos os tipos, […] até ameaças de estupro, morte e julgamentos por expor situações mais tensas. […] Devido a todos esses ataques, a Microsoft encontrou como melhor opção me desligar do cargo de apresentadora para que eu não esteja mais exposta a situações como essas que se passaram.

— Isadora Basile, ex-apresentadora do canal Xbox Brasil.

Conceito curioso, esse da Microsoft, de prejudicar a vítima para “defendê-la”. No Twitter, o perfil oficial do Xbox disse que a demissão se deu por “algumas mudanças em nossa estratégia de conteúdo original de Xbox no Brasil”. Ainda que seja o caso (uma infeliz coincidência), continua zoado, no mínimo falta de tato abandonar uma funcionária, no cargo há menos de dois meses, vítima de ameaças de estupro e morte. Sem falar que o desfecho dá poder à parte desprezível da sua base de fãs. Via @IsadoraBasile/Twitter.

Ao The Enemy, Isadora disse que a orientação para demiti-la veio do time global da Microsoft.

Todas as 23 figurinhas de WhatsApp do TSE contra um fundo branco.

A espera chegou ao fim: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) finalmente liberou as figurinhas de WhatsApp para as eleições municipais de 2020. Baixe-as aqui. Via TSE.

Três dos cinco indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para compor a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por fazer valer a LGPD, são militares. Levantamento do Data Privacy indica que somente em dois outros países entre as 20 maiores economias do mundo há militares em órgãos do tipo: China e Rússia. Não são exatamente referências em respeito à privacidade dos cidadãos. Via Folha.

O C6 Bank foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil e a estornar quase R$ 30 mil na conta de um cliente que teve o celular roubado. O assaltante conseguiu fazer cinco transferências pelo aplicativo do celular para outras contas que totalizaram R$ 29.990.

Um detalhe curioso. O C6 argumentou que as transferências só poderiam ter sido feitas com a senha “secreta, pessoal e intransferível”. Na sentença, a juíza Claudia Carneiro Calbucci Renaux, da 7ª Vara Cível de São Paulo, disse que “a forma como a senha chegou ao conhecimento do terceiro assume pouca importância na conclusão da responsabilidade do banco”, e que caberia ao banco provar que o cliente teve participação na fraude. Via Jota (paywall).

O ótimo Down Dog, um app de ioga, está procurando tradutores-narradores para traduzir as instruções do app, do inglês para o português. É um trabalho remoto, de meio período e paga US$ 100 por hora traduzida. Experiência no ensino de ioga é um diferencial/desejável. A inscrição pode ser feita neste formulário.

Impressionante o desempenho das fintechs — e do Nubank, em particular — no cadastramento de chaves Pix. Das 33,7 milhões cadastradas até esta quarta (14), só o Nubank havia cadastrado 8 milhões, ou 23,7%. O primeiro bancão que aparece no ranking, o Bradesco na quarta posição, cadastrou 3,7 milhões de chaves Pix, ou 11%. Via G1.

É possível uma corrida eleitoral limpa na internet (incluindo o WhatsApp)?

A propaganda eleitoral em 2020 começou no último dia 27 de setembro. Neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parcerias com as plataformas digitais e aplicará novas regras na tentativa de combater um dos grandes desafios contemporâneos: a desinformação potencializada pela internet.

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O museu de grandes novidades da tecnologia: o futuro que nunca chegou

por Guilherme Felitti

Há alguns acontecimentos na história que parecem fadados a acontecer, que é só questão de tempo até que aquilo se concretize, mas que no fim não acontecem. Na política brasileira, existe a presidência de Tancredo Neves e o caso clássico de Fernando Henrique Cardoso posando para fotógrafos sentado na cadeira de prefeito de São Paulo dias antes da eleição de 1985, tamanha era sua confiança. Quando Jânio Quadros levou, declarou à imprensa: “gostaria que os senhores testemunhassem que estou desinfetando esta poltrona porque nádegas indevidas a usaram”. Na política internacional, o melhor exemplo é a esperada vitória do candidato republicano Thomas Dewey sobre o democrata Harry Truman pela Casa Branca em 1948. Truman não só levou como posou com um jornal que adiantava sua derrota, em uma das cenas mais clássicas do jogo político global. No esporte, a vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1982, o Cavaliers perder do Warriors na final da NBA em 2016 e o rebaixamento do Fluminense no Brasileirão de 2009.

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O iPhone barato do Grupo Angela Faria

As ofertas são tentadoras: iPhone 11 de 128 GB por R$ 2,3 mil e iPhone 11 Pro Max de 256 GB por R$ 4,5 mil. Na loja da Apple, esses modelos custam R$ 5,3 mil e R$ 8,4 mil, o que significa que estão sendo vendidos com descontos surreais de 48,9% e 46,4%, respectivamente. Não só: na compra de qualquer um desses telefones, o consumidor leva de brinde um AirPods de 2ª geração — na Apple, custa no mínimo R$ 1.350. Dá para confiar?

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A multiplicação das carteiras digitais

A carteira não escapou da digitalização. Na transição dos nossos bolsos e bolsas para o ambiente virtual (materializado pelo celular), as carteiras se multiplicaram: hoje, no Brasil, centenas delas são oferecidas por empresas dos mais diferentes ramos, das óbvias instituições financeiras aos restaurantes e varejistas, passando por algumas aplicações bem específicas.

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Burlesco derruba os paywalls dos maiores jornais do Brasil

Paywall é um desses termos em inglês que acabaram incorporados ao debate público brasileiro do jeito que veio de fora, sem tradução, nesse caso talvez pela falta de uma já que se trata de neologismo. Ele designa restrições artificiais ao acesso gratuito a conteúdo publicado por jornais na internet. Ao se deparar com a barreira, em tese o leitor se sentiria impelido a botar a mão no bolso e pagar pela assinatura pedida para continuar. “Pay” significa pagamento e “wall”, parede. Na prática, é como se fosse um pedágio da informação.

O termo foi criado no início dos anos 2010. Até hoje, o assunto é controverso e, fora uma ou outra iniciativa, a maior e mais usada em discussões sendo o do jornal norte-americano New York Times, os resultados da sua aplicação são mistos. Inúmeros fatores contestam a lógica simplista do paywall, sendo um deles a facilidade em burlá-lo.

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Você já fez o “pré-cadastro” das suas chaves Pix?

O Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, entrará em vigor no dia 16 de novembro de 2020. Antes disso, em 5 de outubro, terá início o cadastramento das chaves Pix. Apesar de estarmos a quase um mês dessa data, bancos e fintechs que darão suporte ao Pix já começaram a fazer o “pré-cadastro” das chamadas chaves Pix, ou chaves de endereçamento, bombardeando clientes com notificações e grandes campanhas de publicidade nos meios de comunicação. Por que a pressa?

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A cabine de home office da Stefanini

A pandemia da COVID-19 levou milhões de brasileiros ao famigerado regime “home office”. Não demorou muito para que esse contingente descobrisse que, apesar das óbvias vantagens de trabalhar em casa, o modelo também tem desvantagens. Com o mercado aquecido e essas desvantagens aparecendo, a indústria começou a atacá-las. Primeiro, focou nos problemas mais imediatos, como a falta de equipamentos que resultou em picos de vendas de notebooks, webcams esgotadas e uma alta generalizada de preços. Agora, na segunda onda, estão aparecendo remédios mais sofisticados que prometem curar dores específicas de empregados e de empregadores. Em alguns casos — e sem muita surpresa —, mais as do empregador que as do empregado.

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