O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp divulgaram os primeiros resultados da parceria feita para combater a desinformação no app nas eleições municipais. Entre 27 de setembro e 26 de outubro, o WhatsApp recebeu 1.037 denúncias no canal criado para este fim. Descartadas as duplicadas e com erros, sobraram 720 denúncias válidas; desse universo, 256 contas de WhatsApp foram banidas — 80% delas, segundo o WhatsApp, foram proativas, ou seja, feitas automaticamente pelos sistemas de prevenção de abusos da plataforma. Via TSE.
Brasil
O Ministério da Economia abriu uma consulta pública para a contratação de licenças de sistemas operacionais para órgãos federais no valor de R$ 113,5 milhões. Um estudo da Controladoria Geral da União (CGU) constatou que “em um universo de 141 órgãos mais da metade afirmou em pesquisa que utiliza o sistema operacional Windows 7”. O problema? A Microsoft deixou de prestar suporte e lançar atualizações de segurança ao Windows 7 em 14 de janeiro deste ano, o que, segundo a CGU (e qualquer um com bom senso), “implica em riscos e brechas de segurança da informação associados à descontinuidade do suporte de atualização do Windows 7”.
O termo de referência indica 17 sistemas operacionais como referências. São listadas soluções da Microsoft, Oracle, Red Hat/IBM e SUSE. Via Convergência Digital.
Dois dias depois de o governo federal anunciar um corte no IPI que incide em video games, a Microsoft anunciou uma redução no preço dos seus novos video games que serão lançados no dia 10 de novembro. O Xbox Series X passa de R$ 5 mil para R$ 4,6 mil (redução de 8%) e o Xbox Series S, de R$ 3 mil para R$ 2,8 mil (-6,6%). Quem já comprou na pré-venda deve solicitar o reembolso à loja, segundo a empresa. Via @XboxBR/Twitter (2).
O Procon-SP enviou questionamentos à Apple sobre a retirada do carregador de parede da caixa dos novos iPhones e deu 72 horas para a empresa responder. A notinha no site oficial é bem curta e não detalha qual regra a Apple estaria infringindo. Via Procon-SP.
Os Correios inauguraram seu primeiro locker em Brasília nesta terça (27). Trata-se de um armário inteligente, colocado em pontos de grande circulação, onde as encomendas são depositadas para que os destinatários as retirem. A Amazon tem uma ampla rede de lockers nos Estados Unidos e, no Brasil, alguns varejistas, como a Casas Bahia e a Panvel, também já se aventuraram nesse negócio. Até fevereiro de 2021, os Correios irão instalar 63 terminais de lockers; 10 no Distrito Federal e 53 no Rio de Janeiro.
Os Correios também estão testando uma solução similar, mas voltada àqueles edifícios com “porteiros virtuais”, ou seja, com portaria remota. Via Correios.
A NetMovies, uma espécie de Netflix brasileira que não teve a sacada de migrar dos DVDs pelos correios para o streaming na hora certa, e que acabou comprada pela Looke em 2015, anunciou que a partir da próxima sexta (30) passará a ser totalmente gratuita, com sua operação bancada por anúncios.
A notícia é mais a consolidação de uma estratégia do que uma novidade em si. A empresa já disponibiliza filmes e séries completos em seu canal no YouTube; agora, a gratuidade passa a valer também para os apps próprios, incluindo os de TVs. O acervo da NetMovies tem ~2,5 mil filmes, mas não espere ver nada muito conhecido ou celebrado — com exceção, talvez, de uns filmes do Tarzan. Via @henriquemartin/Twitter.
A garotada ano passado resolveu reclamar do preço de jogos eletrônicos, chips, etc. E tinha um degrau de imposto, e nós conseguimos passar o maior degrau de 50% para 40%. E agora a molecada voltou a chiar novamente e com razão. Já conversei com o Paulo Guedes, e ele deu o sinal verde.
— Jair Bolsonaro
No Brasil, em plena pandemia com quase 160 mil mortes e com todos os problemas que enfrentamos, incluindo o desemprego e o fantasma da fome, o presidente encontra tempo e disposição para se dedicar pessoalmente à redução de impostos de video game. Prioridades. Segundo o próprio, o decreto com as reduções deverá ser publicado no Diário Oficial nesta terça (27). Via O Globo, @jairbolsonaro/Twitter.
Nos próximos dias, um app de US$ 0,99 passará a custar R$ 4,90 na App Store brasileira (antes, R$ 3,90); um de US$ 1,99, para R$ 10,90 (antes, R$ 7,90); e assim por diante (veja a tabela completa). É o segundo reajuste desde que a loja virtual da Apple passou a vender em real, e um pesado: em média, os preços aumentarão cerca de 40–50%. Via MacMagazine.
A Samsung colocou o Galaxy Z Fold 2 5G, segunda geração do seu celular com tela dobrável que vira um tablet quando desdobrado, em pré-venda no Brasil. Custa R$ 14 mil. Além do celular, o comprador leva de brindes um par de Galaxy Buds (R$ 1,3 mil no varejo) e um relógio Galaxy Watch 3 (R$ 3 mil), acesso a suporte personalizado 24/7 e uma troca gratuita de tela (tem que pagar uma franquia de R$ 800; o reparo em “avaria na tela” do Z Fold original, fora da garantia, tem preço de tabela de R$ 4.866). O lançamento é no dia 13 de novembro. Via Samsung.
Pegou mal uma fala de Cristina Junqueira, co-fundadora do Nubank, no Roda Viva segunda passada (assista ao trecho) sobre a falta de líderes negros na fintech. Neste domingo (25), em uma carta aberta, os três co-fundadores admitiram que estavam errando nos campos da diversidade e inclusão racial, anunciaram algumas iniciativas e prometeram revelar outras mais em novembro. Via Nubank.
Notebooks emprestados aos alunos pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) estavam com um app espião chamado KidLogger. Destinado a controle parental, o app grava sons, imagens, salva senhas e histórico de conversas privadas.
Após denúncias em redes sociais, a UFSB divulgou uma nota na quinta (22) informando que recolherá os notebooks para análise. Ontem (23), a Comissão Permanente de Atividade Correicional da universidade abriu uma sindicância para apurar os fatos. Via @jvixcxtor/Twitter, DCEUFSB/Facebook.
O Banco Central aprovou 762 instituições para atuarem no Pix. Ficaram de fora alguns nomes grandes, como WhatsApp, PayPal e XP. Até segunda (19), o BC já havia cadastrado mais de 42 milhões de chaves Pix. O sistema começa a operar no dia 16 de novembro. Via Convergência Digital.
Como as multibilionárias empresas de tecnologia usam seu poder para influenciar jornalistas, blogueiros e youtubers
Em 2005, críticos culturais de revistas e jornais brasileiros receberam um iPod Shuffle da assessoria de imprensa da Maria Rita contendo as faixas do segundo álbum da cantora. A história acabou saindo em uma nota não assinada da revista Veja. Virou um escândalo. Luís Antônio Giron, da revista Época, sentiu-se na obrigação de se defender da acusação, implícita na revista concorrente, de que o mimo de R$ 5901 o teria corrompido e a seus colegas. O escândalo do mensalão no governo Lula havia estourado poucos meses antes, daí que o caso do iPod acabou batizado e conhecido no meio como o “mensalinho da Maria Rita”.
Em 2020, iPod é pouco perto das benesses que empresas de tecnologia multibilionárias oferecem a jornalistas, blogueiros e youtubers, gerando relações de poder que, em última análise, comprometem a confiança na cobertura que a imprensa faz dessas mesmas empresas.
Por quase dois meses, o Manual do Usuário conversou com 11 jornalistas (de veículos tradicionais e independentes) e youtubers, no Brasil e nos Estados Unidos, para entender como empresas como Samsung, Apple e Asus usam seu poderio econômico para tentar ganhar a boa vontade da imprensa.
A Justiça determinou, liminarmente, que o Mercado Livre suspenda anúncios de bancos de dados pessoais e cadastrais por não haver indícios de que os titulares concordem com a comercialização dos seus dados. O pedido foi do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a decisão, amparada pela LGPD. Via Convergência Digital.
O governo federal envia ao Congresso, na manhã desta terça (20), o projeto de lei que trata do Marco Legal das Startups, que traz regras específicas para empresas do tipo que pretendem “destravar” o setor no Brasil. O país tem, hoje, 14 mil startups, equivalente a 0,2% do total de micro e pequenas empresas, abaixo da média de outros países, que fica em 1%. Com as novas regras, o governo e o setor esperam alcançar a média global.
O Marco Legal das Startups define o que é uma startup (empresas de até seis anos, com faturamento anual de até R$ 16 milhões e que adote modelos de negócio inovadores), cria regras especiais para que a administração pública contrate startups e novos mecanismos para reduzir o risco de investidores (o investimento não faz parte do capital social e o investidor não vira sócio nem se sujeita a responder por dívidas da startup). O texto também mexe na Lei das S/A, a fim de facilitar o acesso de empresas de menor porte ao mercado de capitais. Faltou a parte tributária, que o governo espera seja tratado junto à reforma mais ampla que vem sendo debatida no Congresso.
O projeto precisa ser aprovado nas comissões do Congresso e ser apreciado pelas duas casas legislativas. Antes, ele deve ser unido ao PL 146/2019, do deputado JHC (PSB-AL) e relatado por Vinicius Poit (Novo-SP). Alguns líderes acreditam que ele possa ser votado e sancionado ainda em 2020. Via Startups.com.br, Estadão (paywall); análise do Felipe Matos no Estadão (paywall).