Mais da metade dos órgãos federais brasileiros ainda usam Windows 7

O Ministério da Economia abriu uma consulta pública para a contratação de licenças de sistemas operacionais para órgãos federais no valor de R$ 113,5 milhões. Um estudo da Controladoria Geral da União (CGU) constatou que “em um universo de 141 órgãos mais da metade afirmou em pesquisa que utiliza o sistema operacional Windows 7”. O problema? A Microsoft deixou de prestar suporte e lançar atualizações de segurança ao Windows 7 em 14 de janeiro deste ano, o que, segundo a CGU (e qualquer um com bom senso), “implica em riscos e brechas de segurança da informação associados à descontinuidade do suporte de atualização do Windows 7”.

O termo de referência indica 17 sistemas operacionais como referências. São listadas soluções da Microsoft, Oracle, Red Hat/IBM e SUSE. Via Convergência Digital.

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5 comentários

  1. Não é tão simples assim.
    Nos anos 2000 os governos tentaram migrar para software livre. Foi um fracasso total, pois os usuários não conseguiram usar e os problemas de compatibilidade com o que é usado por todo o resto do mundo se multiplicaram.

    Eu trabalho no setor público e sofro até com conflito de versões de softwares de mercado. Outro dia recebi uma planilha para auditar que tinha uma fórmula que só existe na última versão do excel. Até descobrir esse erro foi uma dor de cabeça para mim e para o autor da planilha, pois eu dizia para ele que a conta não fechava e ele dizia que sim. Os dois estávamos certos…

    Fora que comprar software por licitação é uma barafunda sem tamanho.

    Me parece que abrir consulta pública para o assunto um procedimento correto, porque não tem solução fácil

  2. Gostaria muito de ver soluções baseadas no Linux implantadas no nosso sistema público, existem empresas competentes para dar suporte e produtos de qualidade e seguros. Mas como sempre o que impede de algum tipo de alteração nesse país para que o povo seja beneficiado é a falta de habilidade do próprio sistema público em adotas soluções mais eficientes.

  3. EU não sei se estou falando besteira, mas dado que no Brasil, para se ter algo no meio público (falo órgãos públicos) DEVE se registrar de forma buRRocrática a aquisição do mesmo – via concorrência, etc. e tal – , creio que a divulgação disso apenas sirva como “praxe”. As soluções já estão lá implantadas, e provavelmente a aquisição relatada é só para fins de relatório e pagamento mesmo. Além disso, o que define o uso do OS é os operadores, então apenas foi repassado a lista para depois já pagar lá para as empresas = dado que é um monopólio também, de certa forma.

    Por mais que falem “ah, mas pq não Linux, etc”?, acho que tem que se lembrar que uma vez adotada uma solução, difícil sair dela.

    O que fico mordido é como sistemas governamentais ainda tem problemas em lidar com formas universais de operação, diga-se de passagem.

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