A garotada ano passado resolveu reclamar do preço de jogos eletrônicos, chips, etc. E tinha um degrau de imposto, e nós conseguimos passar o maior degrau de 50% para 40%. E agora a molecada voltou a chiar novamente e com razão. Já conversei com o Paulo Guedes, e ele deu o sinal verde.

— Jair Bolsonaro

No Brasil, em plena pandemia com quase 160 mil mortes e com todos os problemas que enfrentamos, incluindo o desemprego e o fantasma da fome, o presidente encontra tempo e disposição para se dedicar pessoalmente à redução de impostos de video game. Prioridades. Segundo o próprio, o decreto com as reduções deverá ser publicado no Diário Oficial nesta terça (27). Via O Globo, @jairbolsonaro/Twitter.

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14 comentários

  1. Baixar impostos sobre alimentação,medicamentos seria válido , agora vídeo game , tenha a santa paciência , é muita hipocrisia

  2. Ué, tem que esperar o Brasil virar uma Suíça pra mexer nesse tipo de coisa, que envolve um mercado que movimenta uma fortuna?

    1. Não é essa a crítica. Como disse ao Tiago, existem outros assuntos, seguramente mais prioritários, em que o presidente deveria estar atuando e não está. Esse é o primeiro problema.

      Outro problema é a maneira como a redução foi apresentada, via decreto, sem debate com a sociedade. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência (via Folha, essa renúncia fiscal terá um impacto de R$ 36 milhões em 2021 e R$ 39 milhões em 2022. Será que compensa, considerando que não temos uma indústria atuante na fabricação de consoles e acessórios? (Não haverá redução de impostos para jogos.)

    2. E posso estar errado, mas dado que o dólar está aumentando nos últimos tempos, a redução dos impostos acaba apenas mais estancando os preços, para evitar inflação dos mesmos.

      Os preços de eletrônicos tem inflacionado nos últimos tempos.

      1. Tenho a mesma impressão. Hoje mesmo o dólar subiu com as notícias dos lockdowns, a queda da bolsa de valores, etc.
        Essa redução aí só vai servir pra segurar o preço de lançamento dos PS5 e Xbox Series X.
        Depois de uns tempos aí sobe tudo, de novo.

  3. Não deixe a diferença ideológica cegar seu senso crítico, colega.
    Uma coisa por vez.
    O presidente (independentemente de quem seja) não irá resolver todos os problemas do Brasil.
    Pouco é melhor que nada.
    Abraço!

    1. Obrigado pelo conselho, Tiago! Devolvo-o a você: não deixe a diferença ideológica cegar seu senso crítico, colega.

      Óbvio que o presidente não vai resolver todos os problemas do Brasil. Nem deve. Esse, o do imposto sobre games, é um que não lhe cabe resolver, ainda mais quando há outros problemas, mais urgentes e que são de sua responsabilidade, que el sistematicamente negligencia. Apesar disso, cá estamos debatendo o anúncio que o presidente fez, pessoalmente, sobre redução de imposto de video game. Cabe, no mínimo, questionar — e foi o que eu fiz.

      1. Agora a garotada vai comer videogame. Tem qur ser muito ignorante em achar que baixar imposto de videogame vai fazer uma diferença para uma sociedade como a brasileira.

  4. Sem contar que o presidente “foi bem educado” em responder um apoiador no final de semana quando foi solicitado que ele reduzisse o preço do arroz, né? Ou seja, entre comer e jogar já sabemos qual a prioridade do governo, né?

  5. Se o cara der bom dia, vocês reclamam, puta merda! Qualquer redução de imposto, seja em qual área for, é bem vinda.

    1. Oi Leonardo! A gente diverge na parte em que você diz que “qualquer redução de imposto, seja em qual área for, é bem-vinda”. Imposto tem uma função muito importante. É o mecanismo para alcançar conquistas coletivas (pense na pavimentação das ruas, na manutenção dos espaços públicos, nas grandes obras de infraestrutura, nos sistemas públicos de saúde e educação, etc.) que sozinhos não conseguiríamos e, ao mesmo tempo, a melhor maneira que existe para redistribuir renda.

      Dito isso, tem imposto que é bom, tem imposto que é ruim; tem imposto que é injusto, tem imposto que é inoportuno. O Brasil já desonera muito e cobra mal (para ficar em dois exemplos clássicos, as faixas do IRPF são ruins e o imposto sobre doação de bens/herança, baixo demais). Todas as decisões tributárias têm consequências sérias e há muita, mas muita coisa mais importante para resolver nessa área antes de se voltar a reduzir imposto de video game.

      O que é mais frustrante é a abordagem do presidente, de tornar isso uma decisão pessoal e anunciar a mudança da forma que anunciou. É populismo barato para fazer média com um público cativo dele, o do gamer direitista (quase uma redundância).

    2. não, não é

      impostos são instrumento de balanceamento da desigualdade e de transferência de renda: nenhuma pessoa razoável concordaria com a redução do imposto de renda dos mais ricos, por exemplo, mas qualquer pessoa razoável concorda com a redução ou isenção de IR dos mais pobres

      inventivos fiscais para o setor produtivo são bem vindos, desde que associados a uma política de desenvolvimento e redistribuição de renda direta ou indireta — e nada disso foi anunciado junto desta redução

      além disso, incentivos fiscais semelhantes sem exigência de contrapartida foram amplamente promovidos no governo dilma e o resultado foi que os patrões embolsaram os descontos

      e, finalmente, gamer em geral é tão machista, elitista e preconceituoso que tem mais é que se ferrar mesmo

    1. Se parar pra pensar na estratégia, faz sentido.
      Os jovens de hoje serão os quarentões do futuro.
      Tenho parentes que defendem o partido da estrela vermelha, mesmo com todos os escândalos de corrupção, os ministros que soltam criminosos etc etc etc. Alguns foram realmente ajudados com o bolsa família, e isso não posso negar. Mas, fecham os olhos pra toda a podridão que tem no governo.
      Se parar pra pensar, garantir os votos de toda uma geração, tem sua força

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