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Por que o WhatsApp consome tanta bateria do celular?

A escassez faz aumentar nossa atenção aos detalhes. Reflexo evidente de que convivo com poucas, uma das que têm me intrigado é a minúscula capacidade da bateria do meu celular.

Ela já não era das maiores quando nova e, quatro anos depois, reduzida a ~82% da capacidade original e mais exigida pelas grandes atualizações de software anuais, hoje exige algum planejamento nas vezes em que sei que passarei um longo período longe de tomadas.

Não chega a ser um problema porque trabalho em casa. Ainda assim, às vezes me vejo no papel de babá de bateria.

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Movimentos estranhos em público

A compulsão por telas é um problema generalizado — quem diz que não tem, é porque ainda não se deu conta. Eliminar a tela, mantendo o aparato tecnológico conectado à internet, é uma possível saída?

Venho pensando nisso desde que coloquei um Apple Watch no meu pulso. (Ele já saiu dali.) O relógio da Apple realizou a profecia feita por Claudinho e Buchecha em 1998 e, de repente, eu conseguia controlar o calendário — e muitas outras coisas — sem utilizar as mãos.

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Aplicativos no iPhone de lojas alternativas à App Store: Análise empírica e algumas reflexões

Regulação é uma maravilha e quem acha que não está maluco. Na última quinta (18), a Apple abriu o iOS no Brasil para lojas de aplicativos alternativas (ou de terceiros), acabando com o monopólio da sua App Store no país.

Bondade da Apple? Não. Foi pressão institucional que resultou em um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). O Brasil junta-se à União Europeia e ao Japão no restrito grupo de países onde lojas alternativas são permitidas no sistema do iPhone.

Não entrarei em detalhes técnicos nem financeiros do arranjo oferecido pela Apple — que prevê a cobrança de taxas mesmo de apps distribuídos por fora da App Store, o que a princípio me soa contraditório ao “espírito da lei”. Em vez disso, quero focar na experiência em si e no que se pode obter fora do jardim murado da Apple.

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Estes homens bregas com óculos ridículos querem que você também os use

A Meta, mesma empresa que afirmou em 2021 que hoje você estaria vivendo no “metaverso”, vendeu alguns poucos milhões de óculos com câmeras para pervertidos e, de repente, o novo futuro vislumbrado pela mente doentia de Mark Zuckerberg é da gente usando óculos com câmeras e “inteligência artificial”.

Sim, os CEOs do Vale acreditam que a melhor maneira de mitigar a compulsão por telas a 20 cm do rosto é colocar telas a 20 mm dos olhos.

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Quase fui atropelado

No início de junho, durante uma visita aos meus pais no interior do Paraná, decidi trocar a ida à musculação por uma passada na farmácia à luz dos primeiros sinais de enxaqueca — o melhor momento para tomar remédio e evitar uma crise.

A farmácia mais próxima fica a cerca de 1,5 km. Calcei os tênis de corrida para unir o útil ao agradável: uma caminhada leve para buscar o remédio.

Saindo da farmácia, decidi mudar a rota para dar algumas voltas em uma pracinha onde, quando morava lá, costumava ir para caminhar.

Quase chegando à casa dos meus pais, atravessei uma avenida movimentada, sem sustos. Do outro lado, tive um lapso e, por um momento, imaginei que a rua transversal fosse de uma mão só. (Ela de fato é do outro lado da avenida.)

Olhei para um lado, nenhum carro ou moto à vista. Fui.

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As novidades do WhatsApp que a Meta não te contou

A Meta realizou nesta semana, no Brasil, a versão local do Meta Conversations, evento global em que a empresa apresenta novidades no WhatsApp para empresas.

Lá fora, o destaque foi o “Business Agent”, um agente de IA para empresas que interage com os clientes.

É muita ousadia da Meta anunciar esse negócio na mesma semana em que descobriu-se que o seu agente de IA para SAC passou quase dois meses entregando as credenciais de contas populares no Instagram a qualquer um que pedisse.

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WWDC 26: Melhorias no Liquid Glass e recursos de IA que não me interessam

A abertura da WWDC 26 (vídeo), evento anual da Apple para desenvolvedores e palco de apresentação das atualizações dos sistemas operacionais da casa, foi a mais curta em muito tempo. Teve apenas 1h19min.

Achei isso ótimo. Do que vi, pouca coisa me chamou a atenção. O que também é ótimo. Assisti ao comercialzão da Apple com um sentimento oposto ao das duas edições anteriores.

Ao contrário do que faz todo ano, desta vez não vimos blocos dedicados a cada sistema (iOS, macOS, watchOS etc.). A divisão do exíguo tempo foi feita da seguinte maneira:

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Como robôs de IA te manipulam e minam a sua privacidade

Sob o risco de estar entre as primeiras vítimas da inteligência artificial em uma eventual rebelião das máquinas, restrinjo minhas interações com as IAs generativas (ou robôs de conversação) do presente a uma frieza protocolar.

Acesso o site, pergunto ou peço o que preciso, recebo a resposta, fecho o site. Nada de chamá-la por nome, pedir por favor, agradecer ou ficar de conversa mole. Evito ao máximo antropomorfizá-la. Trato-a pelo que é: uma máquina estatística jorrando palavras que fazem sentido, não uma nova forma de vida senciente — ao menos, até o momento.

Tratar a IA de modo protocolar é, para mim, uma maneira de manter a linha que nos separa bem demarcada a fim de evitar uma improvável — mas não impossível — “psicose de IA”, uma pira em que a pessoa acredita de verdade que a IA tem vida.

Um relatório recém-publicado pelo Centro para Democracia e Tecnologia (CDT, na sigla em inglês), de autoria das pesquisadoras Ruchika Joshi, Adinawa Adjagbodjou e Michal Luria, trouxe mais argumentos favoráveis à minha postura junto às IAs generativas.

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rsync vira lixo de IA e quebra seus backups

por David Gerard

O rsync é um programa para copiar diretórios de arquivos inteiros de um computador para outro, fazendo atualizações incrementais se houver apenas algumas mudanças. Você pode manter uma cópia de backup contínua. É super confiável para esse trabalho.

Até recentemente. Em 28 de maio, Jeremiah Fieldhaven postou sobre como seu sistema de backup quebrou depois de uma atualização do rsync:

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IPO da SpaceX funciona como uma fraude de criptomoeda, porém com IA

por David Gerard

colaborou Amy Castor

Já vimos esse filme antes.

Antes da nossa guinada para IA, escrevemos sobre fraudes de criptomoedas. Uma oferta inicial de moedas criptográficas (ou “criptos”) começa com um white paper cheio de baboseiras impossíveis. Ninguém se importa porque toda a proposta de valor é “número que sobe”.

A cripto é lançada, o preço dispara e os insiders fazem uma puxada de tapete (“rug pull”), despejando suas participações nos otários e derrubando o preço, depois sumindo com o dinheiro. Os investidores iludidos terminam segurando a batata quente.

A SpaceX está fazendo uma fraude estilo criptos, mas no mercado de ações real. O documento S-1 é o white paper. O IPO, marcado para meados de junho, é a puxada de tapete.

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A minha mochila no FIB16, em Belém (PA)

Foto de cima de uma mochila preta, com um crachá, e vários itens à direita, sobre um lençol branco.

Um pedido: Seções como esta, das mochilas, dependem da participação de quem lê o blog. Mande a sua. Não usa mochila? Mande a sua mesa de trabalho e/ou a tela inicial do seu celular. Quer ver mais mesas? Acesse o arquivo.

Durante o Fórum da Internet no Brasil (FIB16), em Belém (PA), carreguei uma mochila ao centro de eventos com itens básicos para passar o dia lá, fazer o trabalho que foi contratado para fazer e, quando sobrou algum tempo livre (o que foi raro), dar uma olhada neste Manual do Usuário.

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O fediverso valoriza a acessibilidade nas descrições de imagens — e isso é bom para todos

por Augusto Campos

Nota do editor: Há quase exatos três anos, em maio de 2023, publiquei um texto meio rabugento reclamando da “polícia da descrição de imagens” no fediverso/Mastodon. Eu sempre defendi a prática e descrevo imagens no blog do Manual há muitos anos. Minha rusga, na ocasião, era com a natureza quase persecutória de alguns participantes proeminentes, incluindo donos de grandes instâncias brasileiras, com quem não descrevia imagens, mesmo que por esquecimento ou desconhecimento.

Dia desses, trocando uma ideia (pelo Mastodon) com o Augusto Campos, ele se lembrou daquele texto meu e pediu para revisitar o tema aqui no blog, contando o que mudou nesse intervalo de três anos e, nas palavras dele, “remover um espinho atravessado na garganta” desde 2023 (o espinho, no caso, a minha opinião). Fiquei feliz com a proposta! Feita essa devida contextualização, segue o texto do Augusto.


Descrever imagens para pessoas com algum tipo de deficiência visual é um recurso de acessibilidade valioso, que demanda pouco esforço e é suportado em boa parte das plataformas sociais da atualidade.

Mas ser suportado não basta: para uma rede ser acessível às pessoas com deficiência visual, a oferta do recurso de acessibilidade precisa ter adesão ampla.

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Nada mudou no Instagram; Meta sempre leu suas DMs

Desde 8 de maio, o Instagram parou de oferecer a opção de mensagens diretas (DMs) com criptografia de ponta a ponta (e2ee, na sigla em inglês). O anúncio foi feito de maneira discreta, em uma página da documentação de ajuda da Meta, o que condiz com a importância desse recurso dentro do Instagram. Ao repercutir a notícia, porém, a imprensa fez um trabalho lamentável, esticando a verdade ou descambando para a desinformação mesmo, inflamando a opinião pública a troco de nada.

Sou o primeiro a criticar a Meta, e é por isso que devemos ser cuidadosos nas acusações, sob o risco de enfraquecermos os reais argumentos contra ela e suas práticas.

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Um viciado em telas no divã

Foto em close de uma tela, mostrando os pontos luminosos RGB.

Alguns meses atrás, em uma sessão da terapia, comentei a hipótese de ser viciado em telas. A psicóloga perguntou o que eu faço quando não estou olhando para elas. Consegui elencar poucos itens — todos simplórios, alguns patéticos, como “lavar louça”.

Ela disse que é comum que viciados, ao reconhecerem o vício, se vejam em um vazio existencial. Acho que não há margem para dúvidas em reconhecer “lavar louça” como sinal de um enorme vazio, não?

Dei-me conta desse problema ao ler estes três parágrafos publicados pelo Dave Rupert, que tomo a liberdade de traduzir:

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Aguentei o Apple Watch por quatro meses

Foto do Apple Watch Series 10 no braço levantado, exibindo o horário 17h39.

Considero-me uma pessoa decidida, embora tenha meus pontos fracos. Gastos substanciais, como o de dispositivos eletrônicos, são sempre uma novela. A do Apple Watch durou alguns anos.

No final de 2025, foi ao ar um capítulo especial com uma grande reviravolta, típica dos melhores novelões. Sem pensar muito, procurei pelo Apple Watch Series 10 mais barato no varejo. Comprei. A minha lógica foi aproveitar a “entressafra” de versões e a desvalorização do modelo anterior, uma boa estratégia neste ano em que o recém-lançado Series 11 trouxe pouquíssimas novidades.

Caixa de 46 mm, cor rosa dourado, pulseira esportiva branca. Comprado. Alguns dias depois, o relógio apareceu em casa. Com outra pulseira, uma loop esportiva roxa. Acabei ficando com ela porque os modelos com a outra que havia pedido estavam em falta. Foi a entressafra…

A novela teve seu (possível?) capítulo final, um abrupto, no último dia 20 de abril, quatro meses após o início da fase em que passei a usar um Apple Watch.

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