É possível viver sem WhatsApp no Brasil?

Vamos direto ao assunto: viver sem Instagram, Facebook e Threads (risos) é fácil. Os únicos contratempos que me ocorrem são a privação dos rolos no marketplace do Facebook e o apagão de informações de restaurantes, cafés e clínicas que insistem em reduzir a presença no digital ao Instagram. Inconveniente, mas contornável.

No Brasil, o “chefão” de quem decide se livrar da Meta é o WhatsApp. E como não seria? Algumas pesquisas de hábitos no celular apontam que até 99,1% dos brasileiros maiores de 16 anos usam o app de mensagens. Por aqui, ele é onipresente; o meio de comunicação padrão de muita gente e empresas.

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Pedidos e promessas para 2026

No início de 2025, publiquei neste Manual um “combinado” para o ano que se iniciava. Gostei da experiência, por isso a repito agora, em 2026.

Na verdade, o “combinado” estava mais para uma reflexão com base na pesquisa junto à audiência, que costumo rodar no fim do ano. Mudei o título para refletir melhor o conteúdo. O espírito do post segue o mesmo.

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Profissão: criador de conteúdo

Tremo na base quando alguém me pergunta o que eu faço. O que eu faço? Não sei. Costumo responder “sou jornalista”, definição que está longe de me descrever, apenas para matar o assunto.

“Tenho um blog” é outra resposta a que recorro quando a carga de paciência está cheia. A ela sucedem-se perguntas inevitáveis, como “mas você consegue viver só disso?”, e comentários do tipo “eu já tive um blog, ganhava uns trocados com AdSense”.

A fundação da Célere embolou ainda mais o meio-campo. “Tenho uma pequena agência que presta serviços de tecnologia para jornais digitais.” Correto, mas cansei só de escrever. E, sendo bem pedante, isso não é “o que eu faço”, é “onde eu trabalho”. Parte do tempo. Porque tem o blog ainda.

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Seu celular é uma casa falsa

por Adam Aleksic

Nota do editor: Gosto de encerrar o ano do Manual com um texto mais reflexivo. (O do ano passado é um bom exemplo.) Topei com este do Adam e fiquei comovido. É um ótimo chamado à realidade: mais efetivo que listar dicas e recomendações de como usar o celular e uma leitura mais prazerosa também. Espero que você leve as palavras dele às suas próprias reflexões de fim de ano. Volto do recesso no dia 12/1. Boas festas e feliz 2026! ✨

As escadas de madeira da casa onde cresci tinham um degrau que rangia. Ainda consigo visualizar nitidamente o jeito como ele gemia sob meu peso. Era um som tão alto e revelador que eu costumava saltava esse degrau nas escapadas noturnas até a cozinha. Caso contrário, acordaria a casa inteira.

É preciso uma intimidade extraordinariamente profunda para desenvolver esse tipo de hábito. Quando você começa a conhecer um lugar de verdade, cria suas próprias idiossincrasias de navegação do tipo. Meu colega que mora comigo diz que sempre segurava o corrimão de um jeito particular ao subir as escadas da casa onde que cresceu.

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