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Em busca do hipotético comprador do iPhone Duo e outros celulares dobráveis

Dois iPhones Duo segurados por mãos, um fechado e outro aberto.

No final de agosto, tive a oportunidade de mexer em um Galaxy Z Fold8, o celular dobrável da Samsung em formato de passaporte. É menor do que eu esperava. Achei um tanto curioso. Meu momento com o aparelho foi breve e acho que vi o suficiente. Não é para mim.

Nesta quarta (9), a Apple estreou no segmento de celulares dobráveis com o anúncio do iPhone Duo. Lembra bastante o Galaxy Z Fold8. O maior destaque das primeiras impressões é a animação nas telas ao abrir e fechá-las. (É realmente legal.)

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A aventura de montar seu próprio servidor doméstico

Foto do servidor doméstico do Lucas em um nicho, com alguns fios e HDs conectados.

por Lucas Kacherian

Muito se fala aqui no Manual do Usuário da privacidade dos nossos dados e atividade online, e do crescente poder que as grandes corporações têm sobre os mais diversos aspectos da nossa vida digital, esta cada vez mais incorporada à vida. É clara a importância que a tecnologia tem hoje, mas junto com ela vem uma miríade de novas preocupações que vão desde a parte prática dos gastos para manter os mais diversos serviços online funcionando (ou a falta destes gastos), até o quanto os nossos dados, o nosso dinheiro e a nossa atividade estão nas mãos de empresas que já demonstraram diversas vezes que não deveríamos confiar nelas. Pensando em tudo isso, e inspirado por muitos artigos do Manual e de outras fontes, que decidi montar um servidor doméstico.

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Outra semana no Linux

Às vezes sou picado pelo bichinho do software livre. Acompanho há décadas a indústria da tecnologia de consumo e, mergulhado nesse universo, é difícil não se desiludir com seus monopólios, práticas questionáveis e abusos normalizados. Embora o desprezo pelas big techs esteja mais popular, estamos longe de mudanças práticas universais porque… convenhamos, essas custam caro. Tente convencer alguém a trocar o WhatsApp pelo Signal, por exemplo.

No final de julho, a minha febre de software livre atingiu temperaturas perigosas. Vi-me, mais uma vez, instalando uma distribuição Linux com o intuito de me livrar do macOS, o primeiro passo para sair do jardim murado que é o ecossistema da Apple; achava estar à porta de uma utopia digital, mais ou menos como aquele sonho do homem moderno de largar tudo e viver no mato, do que a natureza dá.

Adianto que, tal qual das outras duas vezes, o sistema do pinguim não durou muito. Alguns dias, para ser exato. Apesar do fim precoce, foi bom enquanto durou e a experiência deixou ensinamentos valiosos.

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O que o VAR do futebol nos diz sobre a IA

Cabine do VAR (assistente de vídeo).

por Brian Merchant

Eu exagerei nos jogos da Copa Mundo masculina deste ano. Foi sensacional. Estava em Paris, onde o torneio tomou conta de tudo: dos bares às brasseries, passando pelos celulares das pessoas no metrô. À noite, dava para ouvir gritos de comemoração vindos de quarteirões de distância, não importava onde você estivesse — pela França sempre que ela jogava, claro, mas também pela Argentina e por Messi ou por qualquer golaço. Também dava para ouvir muitas vaias (o jogo da França contra o Paraguai nas oitavas de final foi rico nesse quesito) e boa parte dessas vaias, hoje, é direcionada ao VAR, o assistente de vídeo.

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Google desmantela o AlphaFold e lá se vai a IA que curaria o câncer

por David Gerard

O AlphaFold era um sistema de aprendizado de máquina do Google DeepMind. Ele fazia a predição da estrutura de proteínas.

Ele era razoavelmente bom em prever estruturas de proteínas. Chamou atenção do público por se sair muito bem nos benchmarks do Critical Assessment of Structure Prediction (CASP).

O AlphaFold fez alguns trabalhos úteis, principalmente como um extra para ajudar biólogos a prever uma estrutura em que estavam trabalhando. Muitos biólogos não achavam ele grande coisa. Alguns, achavam. E tudo bem.

Estou dizendo “era” e “fazia” porque o Google encerrou o AlphaFold.

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Não curto muito a tendência dos selos “feito por humano”

Há dois anos, repercuti um daqueles selos “feito por humanos” usados para sinalizar conteúdo livre de IA. Desde então, esses selos se proliferaram em cantos virtuais hostis à IA generativa.

Em um texto meio viral na indie web, Case Duckworth lista alguns motivos para rejeitá-los (em inglês). A crítica dele não é aos selos em si, mas a iniciativas que centralizam esse tipo de sinalização. A opinião aparece condensada neste parágrafo (tradução livre):

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A recusa que virou vitrine

Ilustração de camisas de times coloridas estendidas em um varal.

por Cíntia Vitorino

Em algum momento entre 2023 e 2024, ficou comum ver alguém saindo para um bar, uma festa ou um show usando a camisa de um time de futebol que nem existe mais. Não é fantasia, não é dia de jogo, não tem ninguém torcendo. Antes, vestir a camisa de um time era gesto de torcida, reservado para o dia da partida. Hoje ela circula solta desse contexto, usada num bar, numa festa ou num show sem relação nenhuma com o time em campo. A camisa deixou de ser símbolo de torcida e passou a ser peça de moda, equivalente a uma jaqueta ou uma calça de alfaiataria.

Um vídeo específico marcou essa virada nas redes, sem tê-la criado sozinho. Uma jovem no TikTok filmou o próprio look, todo produzido, ao lado do namorado de camisa de futebol, e comentou o contraste como se fosse motivo de vergonha para ele. O vídeo não inaugurou a tendência, mas expôs ela em plena disputa: viralizou na direção contrária à que a autora esperava, e homens e mulheres passaram a postar fotos com blusas de time, afirmando o objeto como peça de estilo. O episódio ajudou a consolidar publicamente algo que já vinha se formando nas ruas e nas redes havia meses, batizado de blokecore, estilo nascido no Reino Unido que mistura roupa esportiva com streetwear.

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A mesa de trabalho do Pedro

Imagem da disposição dos equipamentos na mesa. A primeira coisa que se vê é um gato preto, depois temos um notebook em primeiro plano, ao lado um monitor de aproximadamente 15 polegadas, colocado na vertical num suporte apoiado na mesa. Sobre o notebook um monitor de 24 polegadas num suporte tipo braço, preso à mesa. O mouse é do tipo ergonômico, vertical para canhoto. Temos um headset rosa e um fone TWS.

Nesta seção, leitores do Manual mostram suas mesas (e o que tem em cima delas), explicam o que usam e como, e nessa todo mundo aprende alguma coisa nova. Veja outras mesas e, se puder, envie a sua.

Me chamo Pedro, tenho 41 anos. Trabalho com projetos de geometria e terraplenagem de obras de infraestrutura, principalmente rodoviárias, sou formado em engenharia civil.

Tem tempos que tenho interesse em mandar minha mesa de trabalho, mas como sempre trabalhei em regime presencial, não achava interessante mandar a mesa do escritório. No trabalho atual, onde comecei no final do ano passado, estou em regime híbrido e montei uma estrutura para o teletrabalho que acho que vale compartilhar. Ainda não está do jeitinho que quero, mas quando estiver compartilho novamente.

Ah, tentarei colocar a data em que comprei cada item.

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Boox Go 10.3 (gen II) Lumi: Um tablet Android e, não bastasse isso, com tela E-ink

Foto de cima do Boox Go 10.3 (gen II) Lumi, sobre um livro aberto, com um notebook e um Kindle nas laterais.

Lembra quando eu contei que estava usando o Kindle como meu jornal particular? E que aquela solução era ideal porque eu não precisava comprar outra bugiganga?

Mantenho aquela opinião, mas comprei outra bugiganga para ser o meu “jornal particular”: um tablet Boox Go 10.3 (Gen II) Lumi. (Ufa! Daqui em diante, chamarei-o apenas de Boox Go.)

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A bolsa “podre” da Keli Vasconcelos

Nesta seção, leitores do Manual mostram o que carregam em suas mochilas no dia a dia. Veja as outras mochilas já publicadas e mande a sua — a continuidade da seção depende de você.

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Sou Keli Vasconcelos (ela), jornalista, redatora freelancer e pós-graduada em História Pública, 44 anos, moro em São Paulo (SP), no extremo da zona leste (S. Miguel Paulista). Escrevo sobre Saúde e Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, publiquei dois livros e, em 2024, enviei aqui a mesa de trabalho.

Desta vez, mostro a bolsa transversal que anda sempre comigo, carinhosamente chamada de “podre”, de tanto uso!

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Três Quatro novos recursos horríveis da Meta em menos de um mês

Este comentário do Bruno, no Bluesky:

Instagram inaugura ferramenta que rouba todo o dinheiro da sua conta bancária e mata sua família. Saiba como desativar 👇

O Instagram (ainda) não faz isso. A brincadeira dele faz referência à notícia recente de que fotos de perfis abertos no Instagram poderiam ser usadas para gerar novas imagens no WhatsApp com a Meta AI, IA generativa da Meta, dona do Instagram. A imprensa repercutiu e destacou nos títulos o “Como desativar”.

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O greenwashing descarado da Ecosia — agora com IA

por David Gerard

Ecosia é um mecanismo de busca que vive alardeando suas credenciais verdes. Na prática, é o Bing repaginado com anúncios próprios por cima. Todo o dinheiro vem desses anúncios.

O grande argumento de venda da Ecosia é que esses anúncios pagam pelo plantio de árvores. Até aí, tudo bem.

Só que a Ecosia tem um extra. Uma IA. Peraí, como assim?

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