Da importância do texto em interfaces: no iOS 14.5, que deve ser lançado agora em março, o botão para acompanhar um podcast no app homônimo da Apple trocará o rótulo “Assinar” por “Seguir”. Via Podnews (em inglês).

Algumas pessoas especulam que o motivo seria dissipar dúvidas de uma parcela significativa dos usuários que acredita que “Assinar” implica em pagar. Em pesquisas da Edison Research de 2018 e 2019, nos Estados Unidos, 47% e 38% das pessoas que não ouvem deram essa justificativa. E, entre seus pares, o Apple Podcasts é um dos poucos que ainda não havia adotado o verbo “Seguir”. Outra possível explicação é a Apple estar preparando terreno para podcasts pagos/exclusivos, rumor que surgiu em maio 2020.

A partir desta quinta-feira (18), apoiadores do Manual do Usuário do plano II em diante (R$ 16 ou mais) poderão acompanhar as gravações do podcast Guia Prático ao vivo e trocar ideias em áudio comigo e com a Jacqueline Lafloufa.

O evento ocorrerá no Telegram, que, sem surpresa, já tem um recurso parecido com o Clubhouse embutido, ou seja, grupos de conversas por áudio. (O que o Telegram não tem?) Fizemos um teste no início da semana e deu muito certo. Além das similaridades, o Telegram tem duas vantagens sobre o Clubhouse: oferece app para Android e é onde o nosso grupo de apoiadores já funciona.

As transmissões ocorrerão toda quinta-feira, começando nesta (18), a partir das 18h30. (Somos pontuais!) Durante a conversa, os apoiadores poderão interagir por texto, comentando e corrigindo o que eu e a Jacque estivermos falando. Ao final da gravação, abriremos os microfones para um bate-papo de ~20 minutos — esta parte não será gravada e, portanto, não estará no podcast.

Você pode apoiar o Manual pelo PicPay, Catarse ou Pix (anual; envie um e-mail para mais detalhes). Àqueles que não apoiam o site financeiramente ou que não puderem nos ouvir durante a gravação, o Guia Prático continuará saindo às sextas de manhã, como sempre, acessível a todo mundo.

Temos que experimentar algo para comentar esse algo com propriedade, certo? Por isso, logo mais eu e a Jacqueline Lafloufa faremos a gravação do Guia Prático ao vivo, no Clubhouse, falando do Clubhouse (e de outro assunto também). Se você está lá, acompanhe por este link. Começa às 18h30.

A Globo fez barulho nesta quinta (22) para anunciar novidades em podcasts para 2021. A maior delas é a expansão do Globoplay para o formato: agora, os mais de 80 podcasts da casa estão acessíveis pelo aplicativo de streaming. Felizmente, eles seguem disponíveis em outras plataformas. “Ainda que a gente lance projetos especiais com o Globoplay, a grande maioria dos nossos podcasts permanecerá nas plataformas de áudio disponíveis,” disse Guilherme Figueiredo, head de áudio digital da Globo.

A expansão dos podcasts na Globo contempla o lançamento de programas gravados por gente de fora do grupo — Kaique Brito, Jeska Grecco, Samir Duarte e Amanda Dias — e parcerias comerciais com nomes fortes do setor, como a produtora B9 e Ivan Mizanzuki, do popular Projeto Humanos. Via Gshow.

O grupo de rádios públicas norte-americanas que comprou o Pocket Casts em 2018 colocou o aplicativo à venda. O balanço anual da NPR, uma das rádios detentoras do app, sugere que o Pocket Casts encerrou 2020 com um prejuízo de US$ 2 milhões. A competição em podcasts cresceu muito nos últimos dois anos, com a entrada de Spotify e Google no setor. Parece mais um caso de um ótimo app sem um modelo de negócio sustentável. Via Current (em inglês).

Curiosidade: o Pocket Casts é o aplicativo mais popular entre os ouvintes do Guia Prático e Tecnocracia. No ano passado, 33,7% de todas as audições dos dois programas foram por ele.

O Spotifeed (código-fonte) é um serviço gratuito que converte podcasts exclusivos do Spotify em feeds RSS — e esses podem ser usados em qualquer aplicativo de podcast. Basta colar o endereço do podcast do Spotify no campo Spotify URL e pegar o RSS no campo abaixo, RSS Feed. Dica do nosso grupo no Telegram (apoie o site para participar).

O Anchor, serviço de produção e hospedagem de podcasts comprada pelo Spotify por US$ 100 milhões em 2019, representou 80% dos novos podcasts no Spotify em 2020. Em números absolutos, isso representa mais de 1 milhão de podcasts. Ao todo, no mesmo período, podcasts criados no Anchor representam ~70% do catálogo disponível no Spotify, ou 1,3 milhão de um total de 1,9 milhão de programas. Ainda segundo o Spotify, somados, os podcasts do Anchor são os mais ouvidos na plataforma. Via The Verge (em inglês).

O sucesso do Anchor se deve, em parte, porque ele é completamente gratuito, enquanto outras hospedagens de podcasts (SoundCloud, Buzzsprout, Libsyn) são cobradas.

Lembra bastante o domínio do YouTube sobre vídeos online, só que em vez de concentrar produção/hospedagem e distribuição na mesma marca, o Spotify (distribuição) diluiu seu controle com a ajuda do Anchor (produção/hospedagem). Vai se desenhando, assim, um cenário em que o Spotify controla toda a cadeia do podcast — exatamente como previmos um ano e meio atrás.

Dois meses após entrar no ramo de podcasts nos Estados Unidos, a Amazon repete o movimento no Brasil. A oferta de podcasts fica dentro do Amazon Music, ou seja, é similar ao Spotify. Outra semelhança é a presença de podcasts exclusivos. O primeiro — e único, mas não por muito tempo — é o A música do dia, em que o jornalista e músico Nelson Motta apresenta 101 músicas que marcaram sua vida. Via TechTudo.

O Spotify disparou um questionário a alguns usuários com perguntas de um possível plano pago exclusivo para podcasts. A empresa quer saber que recursos compeliriam alguém a assinar esse plano (programas exclusivos? Conteúdo extra? Remoção de anúncios?) e quanto essa pessoa estaria disposta a pagar (entre US$ 2,99 e 7,99). Em nota, o Spotify diz que conduz pesquisas do tipo o tempo todo e que elas não necessariamente sinalizam novidades no serviço.

A ideia de cobrar uma assinatura pelo acesso a podcasts não é exatamente nova. A Amazon já está fazendo algo do tipo com o Audible (US$ 7,95/mês) e, em 2019, uma startup fortemente financiada, a Luminary, surgiu com a proposta de vender acesso a podcasts premium (o lançamento foi um fiasco e pouco se ouviu dela desde então). A estratégia do Spotify, de primeiro obter a exclusividade de podcasts de alta qualidade e grandes audiências e criar o hábito nos usuários para depois cobrar, parece mais promissora, porém. Via The Verge (em inglês).

Guia despretensioso de como fazer um podcast

Microfone em frente a uma tela com o Audacity aberto com várias faixas de áudio.

Até o início de 2019, perguntávamo-nos quais podcasts ouvíamos. Agora, com o distanciamento social em vigor devido à pandemia, a onda é fazer podcast. Lembra quando, após muitas rodadas de bebidas alcoólicas, você ou um dos seus amigos dizia “a gente tinha que fazer um podcast nosso!”? É bem provável que só vocês mesmos — e bêbados — achariam aquelas conversas dignas tão interessantes assim. Se esse é o seu caso ou se já estava nos planos fazer um podcast para alavancar seu negócio, estreitar relacionamentos ou apenas por hobby, chegou a hora de tirar a ideia do papel.

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A ameaça do Spotify aos podcasts

Daniel Ek fazendo uma apresentação.

Foi com apreensão que soubemos, nessa semana, que o Spotify adquiriu duas startups de podcasts. A empresa, que abriu capital em 2018 e, no último trimestre, apresentou lucro operacional pela primeira vez em seus quase 11 anos de existência, pretende se tornar o centro gravitacional de um setor que, até agora, se comporta como uma extensa galáxia: descentralizada, em expansão e com infinitos arranjos e pontos que merecem a nossa atenção.

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Mande perguntas para o próximo Guia Prático, o podcast do Manual do Usuário

Pessoas com as mãos levantadas.
Perguntas? Foto: Kaytee Riek/Flickr.

Amanhã à noite gravaremos mais uma edição do Guia Prático, o podcast (agora) quinzenal do blog. Será uma gravação especial, sobre e no dia do aniversário de um ano do Manual do Usuário. Nem eu imaginava que chegaríamos tão longe… Enfim, papo para amanhã.

Hoje, quero a sua ajuda. O programa será dividido em duas partes: primeiro, uma pequena retrospectiva e, depois, uma (grande, espero!) sessão de perguntas e respostas. É nessa hora que você entra, leitor/ouvinte. (mais…)